Posted by Silvana G. P. on set 2, 2010 in
Economia
Por Silvana Guerra
Fonte: Opera Mundi
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Os Estados Unidos apresentaram, na semana passada, uma proposta para endurecer a legislação antidumping que impõe sobretaxas a produtos vindos de outros países abaixo do preço de custo, prejudicando produtores locais. O texto ainda irá à consulta pública, mas os empresários brasileiros temem que a nova legislação possa desestimular as exportações do país.
Após as reclamações dos empresários e o comprometimento do Ministério do Desenvolvimento em analisar o texto das propostas americanas, o Secretário de Comércio Exterior do Ministério, Welber Barral, informou ontem que, a princípio, as medidas não indicam nenhuma ameaça em potencial para o Brasil.
De acordo com o Ministério, os Estados Unidos abriram queixa de dumping –concorrência predatória provocada por vendas abaixo do preço de custo – contra 11 setores da economia brasileira, entre os quais aço, camarão e suco de laranja. No entanto, o Secretário considera o número pequeno e acrescenta que, em décadas passadas, o número de queixas de dumping dos EUA contra o Brasil era bem maior. Segundo ele, a China concentra a maioria dos processos de investigação dos Estados Unidos, com certa de 70 setores questionados.
A proposta dos Estados Unidos muda apenas o procedimento de investigações antidumping, sem representar uma ameaça de inclusão de novos produtos brasileiros, disse Barral. “O próprio governo americano já esclareceu que as medidas se destinam apenas a economias que não são reconhecidas como de mercado, como a China e o Vietnã. Não é o caso do Brasil”, explicou. Inclusive, caso os Estados Unidos intensifiquem as acusações de dumping contra outros países, o comércio brasileiro pode lucrar, dependendo da situação.
Em relação aos produtos brasileiros que enfrentam investigações de dumping nos Estados Unidos, o Secretário lembrou que o Brasil está questionando, na OMC (Organização Mundial do Comércio), as acusações contra o suco de laranja. Barral disse, ainda, que o processo sobre o camarão está sendo revisto pelas autoridades americanas e o Ministério do Desenvolvimento está ajudando a indústria nacional (camarões) a se defender nos Estados Unidos.
Tags:dumping, economia, empresários, exportação, medidas
Posted by Silvana G. P. on set 2, 2010 in
Economia,
Relações Internacionais
Por Silvana Guerra
Fonte: Agência Brasil
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Pela primeira vez na história recente do país, os Estados Unidos responderam por menos de 10% das exportações brasileiras. O Secretário de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Welber Barral, não acredita que a queda da participação tenha ocorrido porque o Brasil passou a vender menos para os EUA, mas sim pelas vendas brasileiras terem destino para outros mercados em um ritmo mais acelerado. Segundo Barral, o Brasil está aproveitando a recuperação econômica para diversificar os destinos comerciais.
[No acumulado do ano, as exportações brasileiras para os Estados Unidos aumentaram 23,8%, passando de US$ 10,04 bilhões, de janeiro a agosto de 2009, para US$ 12,49 bilhões, nos oito primeiros meses de 2010. No mesmo período, as vendas para o Mercosul saltaram 52,9% e, para o Oriente Médio, cresceram 31,9%. Para a China, atualmente o principal parceiro comercial do Brasil, as exportações aumentaram 28,7% neste ano.
União Europeia
As exportações para a União Europeia cresceram 21,3% em 2010, mas a participação do bloco econômico nas vendas externas brasileiras caiu de 22,6% para 21,4%. Segundo o secretário, o agravamento da crise econômica na Europa ainda não afetou as vendas para a UE. Em agosto, o Brasil exportou US$ 185 milhões para o bloco econômico, o melhor resultado desde novembro de 2008.
“Apesar de alguns meses de oscilações, as vendas para a União Europeia têm crescido paulatinamente. Até agora, não observamos os efeitos da crise econômica sobre as exportações para a Europa”, disse.
Em 2010, as exportações caíram somente para a África (3,7%). Em agosto, no entanto, as vendas para o continente aumentaram 19,9% em relação ao mesmo mês do ano passado. Para o secretário, ainda é necessário esperar os próximos meses para avaliar se a recuperação é consistente.]
Tags:Brasil, comércio, economia, EUA, exportações brasileiras, vendas
Posted by Silvana G. P. on set 2, 2010 in
Internacional
Fonte: Opera Mundi
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A ex-presidente chilena Michelle Bachelet, que governou de 2006 a 2010, foi eleita a melhor chefe de Estado dos últimos 200 anos do Chile, apontou uma pesquisa da empresa Ipsos.
A médica pediatra, que se tornou a primeira mulher a chegar ao poder em seu país, recebeu 43% das preferências dos consultados. Depois dela, vem o empresário Jorge Alessandri, presidente de 1958 a 1964, com 8,5% das opiniões.
Outros líderes citados foram Ricardo Lagos (2000-2006), com 6,6% de respaldo dos entrevistados, e o socialista Salvador Allende, destituído em 1973, e Eduardo Frei Montalva (1964-1970), ambos com 4,9%.
Na consulta ainda aparecem o ex-ditador Augusto Pinochet (1973-1990), escolhido por 4,8% das pessoas, e Pedro Aguirre Cerda (1938-1941), eleito por 3,5% das preferências. Patricio Aylwin (1990-1994), o primeiro líder democrático do país após o regime militar, foi lembrado por 2,8%, e o atual presidente, Sebastián Piñera, por 2,6%.
Avaliação
Em relação à sociedade chilena, 79,8% a classificaram como “discriminatória”, 78,8% de “classista” e 59% como “racista”. Sobre os 200 anos do Chile em si, 34% disseram que é “algo importante”, enquanto 40,1% afirmaram que é uma celebração “muito importante”.
A pesquisa, preparada para a celebração do Bicentenário da Independência do Chile, que será comemorado no próximo dia 18, foi realizada entre os dias 4 e 22 de agosto, com 1009 entrevistas telefônicas em 24 cidades.
Tags:Bicentenário da Independência do Chile, Chile, Michelle Bachelet, pesquisa
Posted by Silvana G. P. on set 1, 2010 in
Economia
Por Silvana Guerra
Fonte: BBC Brasil
O governo informou hoje que o preço médio do barril do petróleo que será usado no processo de capitalização da Petrobras será de US$ 8,51 (R$ 14,96). A data da capitalização ficou confirmada para 30 de setembro e o aviso ao mercado com os detalhes da operação será lançado nesta sexta-feira.
O preço vai variar de acordo com o bloco de onde virão os barris cedidos pela União. A capitalização será restrita aos atuais acionistas majoritários. Cada sócio poderá comprar ações dentro da participação que já tem, caso sobrem, os papéis vão a mercado. Os acionistas que não comprarem as ações permanecem com os papéis que já possuem, mas sua participação na empresa é diluída.
A capitalização é um processo comum entre as companhias de capital aberto que por algum motivo precisam de mais recursos, e para isso existem algumas alternativas. Uma delas seria adquirir recursos junto ao sistema bancário, o que significa contrair dívidas. A segunda alternativa seria a empresa colocar novas ações no mercado para venda. Como a Petrobras já conta com elevado endividamento, optou por colocar as ações no mercado, e com a venda poderá arrecadar os recursos financeiros dos quais precisa para ampliar seus investimentos, principalmente em função da exploração do pré-sal.
Há dias que os investidores da Petrobras aguardam tal divulgação. A indefinição por parte do governo federal quanto ao valor de referência do barril vem contribuindo, nesses últimos dias, para os resultados negativos das ações da companhia na Bolsa de Valores. Hoje, com investidores na expectativa do tão aguardado preço de referência, a Petrobras viu suas ações crescerem no mercado. A Bovespa começou o mês de setembro em forte alta, grande parte motivada pelo resultado positivo da Petrobras.
Tags:acionistas, ações, barril de petróleo, Bovespa, capitalização, investidores, mercado, Petrobras
Posted by Silvana G. P. on set 1, 2010 in
Economia
Fonte: InfoMoney
A balança comercial encerra o mês de agosto com um saldo positivo de US$ 2,440 bilhões. No mês, foram registradas exportações da ordem de US$ 19,236 bilhões e importações de US$ 16,796 bilhões.
Os dados foram divulgados pelo MDIC (Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior) na manhã desta quarta-feira. É válido lembrar que, no mesmo período de 2009, havia sido reportado um superávit de US$ 3,054 bilhões.
Final do mês
Na quarta semana de julho, período entre os dias 23 e 29, o saldo da balança comercial ficou positivo em US$ 22 milhões. No intervalo, foram registrados US$ 4,295 bilhões em exportações e US$ 4,273 bilhões em importações. Já nos dias 30 e 31 de agosto, que constituem a quinta semana do mês, foi registrado superávit de US$ 184 milhões.
Somando o resultado de agosto, o saldo acumulado no ano fica positivo em US$ 11,673 bilhões. Cabe lembrar que as expectativas do mercado contidas no último relatório Focus do Banco Central apontam para um superávit de US$ 15,0 bilhões ao final de 2010.
Média diária de exportações
De acordo com o MDIC, nos 22 dias úteis do mês de agosto, a média diária das exportações foi de US$ 874,4 milhões. Já a média diária das importações foi de US$ 763,5 milhões.
Tags:Balança Comercial, exportações, importações, saldo
Por Silvana Guerra
Fonte: Herald Tribune e Agência EFE
A viagem do ex-presidente dos EUA Jimmy Carter a Coreia do Norte mereceu elogios ao ter assegurado a libertação de um cidadão norte-americano, Aijalon Mahli Gomes, que foi condenado a oito anos de prisão por entrar ilegalmente no país. O governo americano empenhou-se em garantir que Carter viajaria como cidadão comum e não teria nenhuma relação com a Casa Branca. Mesmo assim, o consenso é que a visita do ex-presidente poderá ajudar a Casa Branca a reduzir a sua hostilidade em relação a Pyongyang, principalmente após o afundamento do navio sul coreano em março deste ano. Após o sucesso da negociação, o ex-presidente voltou a seu país se reuniu ontem com a Secretária de Estado, Hillary Clinton, para falar sobre sua viagem a Pyongyang.
Hoje, funcionários de alto escalão do governo americano se reunirão com o enviado chinês para diálogo nuclear com a Coreia do Norte, Wu Dawei, para tratarem da retomada do diálogo entre seis partes – Coreia do Norte, Coreia do Sul, China, EUA, Rússia e Japão – estagnado desde 2008, além de se inteirarem das informações sobre a recente viagem do líder norte coreano, Kim Jong-il, à China. A reunião acontecerá depois de Pyongyang aparentemente expressar disposição de retomar as conversas. Segundo a agência oficial norte-coreana KCNA, Pyongyang transmitiu tanto ao ex-presidente Jimmy Carter quanto ao Governo da China sua disposição em reiniciar as negociações.
Segundo o porta-voz do Departamento de Estado, Philip Crowley, a reunião faz parte das “consultas permanentes com a China e com outros parceiros do diálogo de seis lados para avaliar o caminho a seguir em relação à península coreana”. No encontro com Dawei, participarão o subsecretário de Estado americano, Jim Steinberg, o representante especial para a Coreia do Norte, Stephen Bosworth, o enviado especial para o diálogo de seis partes, Sung Kim, e o secretário de Estado adjunto para a Ásia Oriental e o Pacífico, Kurt Campbell.
Tags:China, Coreia do Norte, diálogo, EUA, Jimmy Carter, libertação, negociações
Posted by Silvana G. P. on set 1, 2010 in
Cultura,
Educação
Fonte: Der Spiegel
Há um século, os arqueólogos vêm buscando uma passagem num muro construído pelos vikings no norte da Europa. Neste verão, encontraram. Os pesquisadores agora acreditam que a extensa barreira foi construída para proteger uma importante rota comercial.
Seus ataques vindos do nada em barcos longos e rápidos fizeram com que muitos chamassem os vikings de inventores da Blitzkrieg (a guerra-relâmpago alemã). “Como vespas selvagens”, diz uma descrição antiga, os vikings saquearam mosteiros e cidades inteiras da Irlanda à Espanha. O fato de que os vikings, que foram retratados de forma caricata nos quadrinhos, foram também construtores habilidosos é bem menos conhecido.
A prova pode ser vista no norte da Alemanha, não muito distante do Canal do Mar do Norte para o Báltico. Lá é possível maravilhar-se com a muralha gigante de 30 quilômetros que atravessa todo o Estado de Schleswig-Holstein. A construção massiva, chamada de Danevirke – “trabalho dos dinamarqueses” – é considerada a maior obra com terra no norte da Europa.
Os arqueólogos agora observaram mais de perto uma parte da construção – um muro de três metros de largura do século 8 próximo a Hedeby (conhecida como Haithabu em alemão). Ele foi construído inteiramente com pedras retiradas da região ao redor. Algumas delas são do tamanho de um punho, enquanto outras pesam até 100 quilos. “Os vikings coletaram milhões de rochas”, diz a arqueóloga Astrid Tummuscheit, que trabalha para o departamento de arqueologia do Estado de Schleswig-Holstein.
Posto alfandegário, pousada e bordel
Numa entrevista coletiva na sexta-feira (27), a equipe de Tummuscheit anunciou outra descoberta – que eles consideram “sensacional”. Os pesquisadores descobriram o único portão de travessia do Danevirke, um portal de cinco metros de largura. De acordo com escritos antigos, “carroças e homens a cavalo” costumavam passar pelo portão, chamado de “Wiglesdor”. Perto dele havia um posto alfandegário e uma pousada que incluía um bordel.
Há um século os arqueólogos sonhavam em encontrar este portão entre a Dinamarca e o império de Carlos Magno. Especialistas conheciam a localização aproximada, mas os arqueólogos não podiam escavar: havia uma antiga taverna no caminho. “O Café Truberg colocou freios em tudo”, diz Claus von Carnap-Bornheim, chefe do departamento de arqueologia de Schleswig Holstein.
As coisas só começaram a ir adiante quando o café faliu e foi comprado em 2008 com a ajuda da AP Møller-Fonds, um fundo que pertence a Arnold Maersk, dinamarquês de 97 anos que é dono da maior frota de contêineres do mundo. A companhia de energia E.on Hanse, subsidiária da E.on e responsável pelo norte da Alemanha, pagou para que o prédio fosse demolido e os arqueólogos puderam avançar. A nova descoberta também deve atrair uma atenção significativa ao norte da fronteira da Alemanha – o Danevirke é visto como um tesouro nacional na Dinamarca. A rainha Margrethe 2ª da Dinamarca visitou o local, assim como o príncipe Frederik.
Novos cálculos quanto à idade da construção indicam, entretanto, que as partes mais antigas do muro podem ter sido construídas pelos frísios, e não pelos dinamarqueses. Os arqueólogos agora acreditam que a pedra fundamental pode datar até do século 7.
Conhecidos pela pilhagem
Os frísios, que viveram na costa oeste do que hoje é a Dinamarca e em várias ilhas do Mar do Norte, lutavam pela supremacia na região com três outros povos: os dinamarqueses, os eslavos e os saxãos. “Era o Kosovo da Idade Média”, diz Carnap-Bornheim. No final, entretanto, foram os dinamarqueses que saíram vitoriosos. De acordo com registros contemporâneos, o rei Göttrik da Dinamarca ordenou em 808 que a fronteira de seu império com o dos saxõess fosse fortificada.
Mas por que fazer tamanho esforço? Para que os vikings empilharam milhões de toneladas de rochas em sua fronteira? Estruturas semelhantes de fortificação de fronteiras construídas pelos romanos ou a Grande Muralha da China foram construídas para se proteger de hordas de saqueadores. Mas no caso do Danevirke, os próprios construtores tinham fama de saquear. No século 8, a Dinamarca não tinha ruas de pedras nem casas de pedra. O rei pagão era protegido por guerreiros que usavam roupas de animais – os chamados “berserkers”.
Só os seus longos barcos eram tecnologicamente sofisticados – rápidos e leves e facilmente navegáveis. Eles permitiram aos dinamarqueses desenvolverem uma rede formidável de rotas de comércio. Eles viajavam pelos rios da Rússia até Bizâncio e navegavam o Atlântico Norte até a longínqua Islândia, Groenlândia e até o norte da América do Norte.
Comércio por terra
Mas havia um calcanhar de Aquiles nesse império comercial, e este se localizava em Hedeby. Para que os bens do leste fossem enviados para o oeste, eles precisavam cruzar a estreita faixa de terra na base da atual Dinamarca. Os comerciantes entravam no território pela baía de Schlei, até chegar a Hedeby, onde suas mercadorias eram descarregadas e enviadas por terra até o Rio Treene, a 18 quilômetros dali. Só então os bens podiam ser carregados em barcos e enviados pelo Mar do Norte.
Durante toda a duração dessa curta viagem por terra, os bens valiosos – incluindo ouro de Bizâncio, peles de urso de Novgorod e até estátuas de Buda da Índia – ficavam expostos a ataques. Foi para proteger essa importante artéria comercial que os arqueólogos hoje acreditam que foi construída a fortaleza de terra, pedras e tijolos. O Danevirk, em outras palavras, não era nada além de um escudo protetor para o comércio.
Nas próximas semanas, os arqueólogos pretendem escavar o portão recém-descoberto até o nível da antiga rua. Eles esperam encontrar antigas pedras de calçamento, dobradiças ou buracos onde ficavam os postes – os restos, talvez, de uma antiga passagem para a terra dos vikings.
Tags:arqueólogos, muro, passagem, vikings
Por Silvana Guerra
Fonte: BBC Brasil
Vince Cable, Ministro de Negócios, Inovação e Treinamento da Grã-Bretanha, disse ontem, em São Paulo, que seu país será um aliado do Brasil no combate aos subsídios pagos pela União Européia a seus produtores agrícolas. Para o governo brasileiro, as medidas protecionistas européias são as principais barreiras a um acordo bilateral entre UE e o Mercosul, bem como ao avanço das negociações da rodada de Doha, junto a Organização Mundial do Comércio.
A visita de Cable ao Brasil reflete, segundo ele, “mudança no centro de gravidade” do sistema econômico mundial, com maior projeção de países emergentes, e considera o Brasil como “prioridade bastante alta”. O Ministro, acompanhado de uma delegação com mais de 20 empresários britânicos, viu uma apresentação do governo brasileiro com diversas possibilidades de negócio, principalmente em áreas de energia e de infraestrutura ligada à Copa de 2014 e aos Jogos Olímpicos de 2016, no Brasil. Outro grande foco dos britânicos no país está na exploração da camada do pré-sal.
Clabe considera que as relações econômicas britânicas com o Brasil não são tão profundas como deveriam e afirma que seu governo está disposto a reverter essa situação. A Grã-Bretanha, um dos países que mais sofreu com a crise financeira internacional, busca aproximação com os países emergentes como uma forma de acelerar sua recuperação econômica. O governo brasileiro tem conversado com os britânicos desde o ano passado na expectativa de que alguns projetos de infraestrutura no país possam interessar investidores britânicos.
Tags:Brasil, Grã-Bretanha, negócios, protecionismo, relações econômicas, subsídios
Posted by Silvana G. P. on ago 31, 2010 in
Internacional
Fonte: France Press
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A Alemanha comemora nesta terça-feira (31/8) o 20º aniversário da assinatura do tratado de unificação, que selou o desaparecimento da RDA, enquanto as desilusões relacionadas à reunificação seguem vivas na antiga Alemanha Oriental.
“Não foi um tratado de adesão, mas um real tratado de unificação”, garantiu o ministro do Interior, Thomas de Maizière, durante uma cerimônia no Kronprinzenpalais de Berlim, onde foi assinado o texto que fixou as modalidades da reunificação, após a queda do Muro de Berlim em 9 de novembro de 1989.
“É uma grande obra, é uma obra-prima”, disse, diante da chanceler Angela Merkel, que foi criada na ex-RDA e do ministro das Relações Exteriores da Alemanha Ocidental da época, Hans-Dietrich Genscher, considerado um dos principais arquitetos da reunificação.
O tratado de unificação entrou em vigor em 3 de outubro de 1990. A data será celebrada em Bremen (norte).
A chanceler, que começou a carreira política durante o processo de reunificação, considerou que esse tratado “deveria ser um bom exemplo para outros que ainda devem ser concluídos no mundo”. Ela ainda relembrou “a coragem” dos alemães do leste durante o outono de 1989, quando manifestaram contra o regime comunista.
Thomas de Maizière reconheceu, no entanto, que erros foram cometidos durante a reunificação. “A Alemanha poderia ter se empenhado mais para ajudar a RDA”, disse o ministro.
O desemprego é sempre duas vezes mais alto na metade leste do que na oeste, inúmeros alemães do leste se dizem decepcionados com a reunificação e têm a sensação de serem tratados como “cidadãos de segunda classe”.
O ex-presidente do Partido Social-democrata (SPD) e atual dirigente do estado regional de Brandeburg, Matthias Platzeck, classificou a reunificação de “Anschluss”, termo usado para definir a anexação da Áustria pela Alemanha de Hitler em 1938.
O dia da assinatura do tratado de unificação marcou também o início “da desindustrialização da Alemanha Oriental”, afirmou na última edição da publicação semanal Der Spiegel. “O desemprego atingiu quase todas as famílias. Para muitos, esse dia não traz apenas lembranças boas”, acrescentou.
Tags:Alemanha, Alemanha Oriental, Tratado, Unificação
Posted by Silvana G. P. on ago 31, 2010 in
Educação
Fonte: Opera Mundi
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Na noite de 30 para 31 de agosto de 1935, o operário Alexei Stakhanov extrai 105 toneladas de carvão em seis horas de trabalho na mina Irmino da bacia carbonífera às margens do rio Donets, dando início ao “stakhanovismo”, movimento da ex-União Soviética.
A norma de extração para uma jornada de seis horas era de sete toneladas. A propaganda do governo de Josef Stalin encoraja os soviéticos a seguir seu exemplo. Retratos do operário modelar são afixados em todas as empresas do país e sistemas de recompensas são organizados para estimular os trabalhadores.
O stakhonovismo era o mais notório exemplo da necessidade de desenvolver novos quadros, do aumento da produtividade e da apropriação de novas técnicas pelos trabalhadores soviéticos nos esforços para o cumprimento das metas estabelecidas no 2º Plano Quinquenal. O movimento nasceu e tomou força na bacia do Donetz, na indústria carbonífera, de onde se estendeu a outros ramos industriais, ao transporte e, mais tarde, à agricultura.
O movimento recebeu o nome de stakhanovista por ter sido iniciado por Stakhanov. Já antes de Stakhanov, o mineiro Isotov havia batido todos os recordes estabelecidos na extração da hulha. O exemplo de Stakhanov iniciou um movimento de operários e camponeses. Busiguim, na indústria automobilística; Smetanin, na indústria de calçados; Krivonós, no transporte; Musinski, na indústria florestal; Iudóxia e Maria Vinogradova, na indústria têxtil; Maria Bemchenko, Marina Knatenko, Pasha Angelina, Polagutin, Kolesov, Borin e Kovardak, na agricultura; foram os nomes de operários e kolkhosianos que se destacaram na marcha no movimento stakhanovista.
Reflexo
Por ocasião da 1.ª Conferência stakhanovista de toda a URSS, celebrada no Kremlin em novembro de 1935, Stalin destacou que o movimento stakhanovista refletia o novo apogeu da emulação socialista, uma nova etapa da emulação socialista, que deveria incluir técnicas mais aprimoradas. E concluía dizendo que a importância do movimento stakhanovista residia no fato que destruía, por insuficientes, as antigas normas técnicas. Stalin fazia questão que a produtividade do trabalho, em numerosos casos, ultrapassasse a dos países capitalistas mais avançados.
Os stakhanovistas eram operários e operárias jovens ou de meia idade, preparados do ponto de vista cultural e técnico, que executavam com exatidão seu trabalho, que valorizavam o fator tempo e aprenderam a contar, não somente por minutos, mas também por segundos. A maioria deles tinha o mínimo de conhecimentos técnicos e continuavam completando sua instrução técnica. No trabalho prático, introduziam melhorias nos procedimentos, chegando a influenciar as previsões da capacidade produtiva das empresas e até nos planos econômicos dos dirigentes da indústria.
A ampla difusão do movimento stakhanovista naquele momento histórico e a execução do 2° Plano Qüinqüenal antes do prazo assinalado criaram as condições necessárias para que os soviéticos pudessem suportar os duríssimos anos da Segunda Guerra Mundial e, ao cabo, derrotar a poderosa máquina de guerra nazista.
Tags:Alexei Stakhanov, carvão, mineradores, stakhanovismo, Stalin, União Soviética