Por Silvana Guerra
Fonte: Agência Brasil
Pela primeira vez na história recente do país, os Estados Unidos responderam por menos de 10% das exportações brasileiras. O Secretário de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Welber Barral, não acredita que a queda da participação tenha ocorrido porque o Brasil passou a vender menos para os EUA, mas sim pelas vendas brasileiras terem destino para outros mercados em um ritmo mais acelerado. Segundo Barral, o Brasil está aproveitando a recuperação econômica para diversificar os destinos comerciais.
[No acumulado do ano, as exportações brasileiras para os Estados Unidos aumentaram 23,8%, passando de US$ 10,04 bilhões, de janeiro a agosto de 2009, para US$ 12,49 bilhões, nos oito primeiros meses de 2010. No mesmo período, as vendas para o Mercosul saltaram 52,9% e, para o Oriente Médio, cresceram 31,9%. Para a China, atualmente o principal parceiro comercial do Brasil, as exportações aumentaram 28,7% neste ano.
União Europeia
As exportações para a União Europeia cresceram 21,3% em 2010, mas a participação do bloco econômico nas vendas externas brasileiras caiu de 22,6% para 21,4%. Segundo o secretário, o agravamento da crise econômica na Europa ainda não afetou as vendas para a UE. Em agosto, o Brasil exportou US$ 185 milhões para o bloco econômico, o melhor resultado desde novembro de 2008.
“Apesar de alguns meses de oscilações, as vendas para a União Europeia têm crescido paulatinamente. Até agora, não observamos os efeitos da crise econômica sobre as exportações para a Europa”, disse.
Em 2010, as exportações caíram somente para a África (3,7%). Em agosto, no entanto, as vendas para o continente aumentaram 19,9% em relação ao mesmo mês do ano passado. Para o secretário, ainda é necessário esperar os próximos meses para avaliar se a recuperação é consistente.]