Fonte: AFP
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[Os governo do Brasil e do Reino Unido devem assinar nesta terça-feira um tratado bilateral de cooperação na área da defesa, durante uma visita de um secretário de Estado britânico à Brasília, confirmou o ministério da Defesa da Grã-Bretanha.
O acordo será assinado na parte da tarde pelo secretário de Estado britânico de Segurança Internacional e Estratégia, que visita o Brasil com uma importante delegação de empresários britânicos.
Segundo o jornal Financial Times (FT), o governo conservador de David Cameron espera que o tratado bilateral resulte em um contrato bilionário de fornecimento de patrulhas e fragatas à Marinha do Brasil para o grupo BAE Systems.
O eventual contrato entre a BAE Systems e as Forças Armadas brasileiras, se for assinado, incluiria seis patrulhas e cinco ou seis fragatas Tipo-26, com um preço total de 2,9 bilhões de libras (4,475 bilhões de dólares) caso os navios sejam construídos no Reino Unido, segundo o FT.
Mas, de acordo com o jornal, o valor deve ser menor porque o Brasil deseja fabricar a maioria dos navios em seu território, segundo a política do governo do Presidente Luiz Inácio Lula da Silva de priorizar nos acordos de defesa a transferência de tecnologia para o país.
As fragatas Tipo-26 são projetadas para participar em combates antissubmarinos e em apoio às operações em terra, enquanto os barcos patrulhas provavelmente seriam destinados à vigilância das reservas estratégicas de petróleo na camada do pré-sal.]
Fonte: France Press
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A Alemanha comemora nesta terça-feira (31/8) o 20º aniversário da assinatura do tratado de unificação, que selou o desaparecimento da RDA, enquanto as desilusões relacionadas à reunificação seguem vivas na antiga Alemanha Oriental.
“Não foi um tratado de adesão, mas um real tratado de unificação”, garantiu o ministro do Interior, Thomas de Maizière, durante uma cerimônia no Kronprinzenpalais de Berlim, onde foi assinado o texto que fixou as modalidades da reunificação, após a queda do Muro de Berlim em 9 de novembro de 1989.
“É uma grande obra, é uma obra-prima”, disse, diante da chanceler Angela Merkel, que foi criada na ex-RDA e do ministro das Relações Exteriores da Alemanha Ocidental da época, Hans-Dietrich Genscher, considerado um dos principais arquitetos da reunificação.
O tratado de unificação entrou em vigor em 3 de outubro de 1990. A data será celebrada em Bremen (norte).
A chanceler, que começou a carreira política durante o processo de reunificação, considerou que esse tratado “deveria ser um bom exemplo para outros que ainda devem ser concluídos no mundo”. Ela ainda relembrou “a coragem” dos alemães do leste durante o outono de 1989, quando manifestaram contra o regime comunista.
Thomas de Maizière reconheceu, no entanto, que erros foram cometidos durante a reunificação. “A Alemanha poderia ter se empenhado mais para ajudar a RDA”, disse o ministro.
O desemprego é sempre duas vezes mais alto na metade leste do que na oeste, inúmeros alemães do leste se dizem decepcionados com a reunificação e têm a sensação de serem tratados como “cidadãos de segunda classe”.
O ex-presidente do Partido Social-democrata (SPD) e atual dirigente do estado regional de Brandeburg, Matthias Platzeck, classificou a reunificação de “Anschluss”, termo usado para definir a anexação da Áustria pela Alemanha de Hitler em 1938.
O dia da assinatura do tratado de unificação marcou também o início “da desindustrialização da Alemanha Oriental”, afirmou na última edição da publicação semanal Der Spiegel. “O desemprego atingiu quase todas as famílias. Para muitos, esse dia não traz apenas lembranças boas”, acrescentou.