Entries tagged with “pesquisa”.


Por Silvana Guerra
Fonte: Valor Online

.

A Petrobras e o Instituto Militar de Engenharia (IME) firmaram um convênio para implantação de um laboratório que estudará motores dedicados ao desenvolvimento de combustíveis. Além disso, a pesquisa envolverá também estudos sobre solos e recuperação de rodovias. Segundo o Diretor de Obras de Cooperação do Exército,General Jorge Ernesto Pinto Fraxe, a Petrobrás entrará com a montagem do laboratório e o IME com a massa crítica dos engenheiros.

Atualmente, o IME conta com uma equipe de 600 engenheiros, sendo o responsável por alimentar todas as obras executadas pelo Exército, em diversas áreas. Os profissionais do Instituto utilizam novas tecnologias, normalmente adquiridas com experiências de outros países, como Japão e Estados Unidos.

A parceria entre a Petrobras e o IME não se restringe somente às colaborações científicas. A ação militar inclui a retirada de vegetação, drenagem, cercamento de área e construção de guarita de vigilância. O projeto encontra-se em fase de especificação de equipamentos.

Por Silvana Guerra
Fonte: Agência Brasil

 

O foguete brasileiro de médio porte VSB-30 V07 da Operação Maracati II, foi lançado com sucesso do Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), no Maranhão, neste domingo, às 13h35 (horário de Brasília), com todos os sistemas de lançamento e rastreio funcionando perfeitamente.

 

FOGUETE VSB-30

 

O CLA informou que o objetivo da Operação era que o foguete, levando cerca de dez experimentos de universidades, institutos de pesquisas e de alunos, colocasse todo o material a 100 km de altitude, em um ambiente de microgravidade.

A carga útil, onde estavam os experimentos, foi recuperada após 16 minutos de voo, quando caiu, sustentada por paraquedas, a 140 quilômetros da costa. Equipes da Força Aérea Brasileira usaram dois helicópteros H-60L Black Hawk para içar e transportar a cargar útil até a base avançada, localizada na Ilha de Santana, sendo em seguida levada com segurança ao Centro de Lançamento de Alcântara. Os resultados sobre como se comportaram os experimentos no ambiente de microgravidade serão conhecidos posteriormente.

Por Silvana Guerra
Fonte: Correio Braziliense

O Professor e Geógrafo Filipe Giuseppe Dal Bó Ribeiro, da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências da Universidade de São Paulo (FFLCH/USP), pesquisou a trajetória da geografia militar desde o século 19. Em suas conclusões apresentadas no mês passado, o Professor Filipe aponta uma possível forma de aproximação com a geografia acadêmica no Brasil, por meio de informações que contribuam para organizar a defesa do território do país, em especial na Região Amazônica. Seus estudos estão baseados em bibliografias existentes sobre o tema no Brasil, concentrada em instituições militares.

De acordo com o Professor, o fracasso da Linha Maginot, uma linha de fortificações e de defesa construída pela França na década de 1930 (2ª Guerra Mundial) para repelir possíveis ataques alemães, talvez seja o marco do fim da antiga geografia militar, aquela mais topográfica e imbuída de antigas doutrinas sobre a tática militar. Para ele, a grande Batalha da Normandia (também na 2ª Guerra) foi o novo marco da geografia militar, pois, de forma vitoriosa, coordenou a travessia das tropas aliadas do Canal da Mancha, numa área muita bem protegida pelos alemães, por meio de uma logística bem estabelecida, no qual fatores geográficos foram ponderados, passando a considerar os obstáculos naturais com um bom planejamento e por uma boa engenharia militar.

[[Questionado sobre a importância do estudo e da aplicação da geografia militar nos dias atuais, o professor diz que “o conhecimento do território é uma das matérias fundamentais que todo o comandante e seus encarregados devem estudar”. “É importante, desde o comando das menores unidades de combate até os mais altos escalões, onde se discute a estratégia e se desenvolve o conhecimento da geografia. Não podemos considerar apenas as condições do terreno, mas do território com todas as suas complexidades. Toda solução para uma situação tática ou estratégica requer o conhecimento prévio do cenário de onde vai se atuar”, acrescenta.

Dal Bó acredita firmemente que no Brasil esse estudo é fundamental, pois trata-se de um país de dimensões continentais e que tem uma enorme fronteira se relacionando com quase todos os países de seu continente, com exceção de Chile e Equador. “Além de um dos maiores litorais contínuos e navegáveis do mundo, um dos mais extensos mares territoriais e de um espaço aéreo também grandioso, o Brasil é um país muito diverso no que se refere ao relevo, vegetação e solos; com extensas redes hidrográficas que poderiam funcionar como um fator de integração; uma população de quase 200 milhões de pessoas e um território ainda pouco ocupado. É necessário que haja uma contribuição da ciência acadêmica, e nesse caso, a geografia é aquela que muito pode contribuir, por tratar da interação de todos os fenômenos espaciais, tanto físicos quanto humanos e de como eles transformam a organização do território”, diz.

Ele acrescenta que no campo da geografia não há escolas no Brasil que tratem do tema, mas sim instituições militares, como a Escola de Comando do Estado Maior do Exército e a Escola Superior de Guerra. “A questão da Amazônia não é apenas restrita às suas fronteiras, mas é claro que elas chamam atenção pela sua extensão e pela sua diversidade. Portanto é assunto que deve ser estudado pela geografia militar”, diz.

Inimigos do Brasil? Professor da Universidade de Campinas (Unicamp) e uma das maiores autoridades brasileiras em estratégia militar, o coronel Geraldo Cavagnari, 76 anos, é rápido para devolver a seguinte pergunta: se o Brasil não tem inimigos declarados, por que se preocupar com a defesa do território? “Me diga então quem é o inimigo da França?”, questiona o militar reformado do Exército. Ele mesmo emenda a resposta: “Veja bem, a França não tem nenhum inimigo exposto, mas tem um dos mais modernos exércitos do mundo. Esse é o verdadeiro sentido da segurança nacional. Temos sempre que ter a chamada ‘pronta resposta’”, explica, com a autoridade de quem já foi comandante de inteligência do Exército.

Ele explica que o segmento da geografia militar no Brasil floresceu no começo da década de 1920, com chegada de uma missão militar francesa ao país que teve como tarefa modernizar o Exército. “Essa missão ficou aqui por quase 20 anos, treinando e modernizando nossas tropas, imbuindo o sentimento de organização e estratégia”, explica.

Num cenário de confronto hipotético em fronteiras brasileiras, ele aponta as Forças Armadas da Colômbia como um poderoso inimigo, mas faz ressalvas. “A Colômbia tem um exército moderno e muito bem equipado, treinado inclusive para a guerra de selva. Mas não tem efetivo suficiente para uma penetração profunda. Não teria fôlego para uma ocupação”, decreta.

Outro inimigo, ainda no campo das hipóteses, seria uma aliança de países ao Sul do Brasil, como Paraguai, Uruguai e Argentina. “Essa aliança até poderia ocupar, num primeiro momento, partes do Rio Grande do Sul e do Paraná, mas também não teriam efetivo e força suficiente nem para uma penetração maior em nosso território nem para mantê-la”, argumenta. Cavagnari lembra que para o Brasil obter a tão almejada cadeira no Conselho de Segurança das Nações Unidas, tem que ter Forças Armadas fortes. “Note que já somos uma potência econômica, mas teremos que ser, igualmente, uma potência militar”, conjectura.]]

Fonte: Opera Mundi

.
A ex-presidente chilena Michelle Bachelet, que governou de 2006 a 2010, foi eleita a melhor chefe de Estado dos últimos 200 anos do Chile, apontou uma pesquisa da empresa Ipsos.

A médica pediatra, que se tornou a primeira mulher a chegar ao poder em seu país, recebeu 43% das preferências dos consultados. Depois dela, vem o empresário Jorge Alessandri, presidente de 1958 a 1964, com 8,5% das opiniões.

Outros líderes citados foram Ricardo Lagos (2000-2006), com 6,6% de respaldo dos entrevistados, e o socialista Salvador Allende, destituído em 1973, e Eduardo Frei Montalva (1964-1970), ambos com 4,9%.

Na consulta ainda aparecem o ex-ditador Augusto Pinochet (1973-1990), escolhido por 4,8% das pessoas, e Pedro Aguirre Cerda (1938-1941), eleito por 3,5% das preferências. Patricio Aylwin (1990-1994), o primeiro líder democrático do país após o regime militar, foi lembrado por 2,8%, e o atual presidente, Sebastián Piñera, por 2,6%.

Avaliação
Em relação à sociedade chilena, 79,8% a classificaram como “discriminatória”, 78,8% de “classista” e 59% como “racista”. Sobre os 200 anos do Chile em si, 34% disseram que é “algo importante”, enquanto 40,1% afirmaram que é uma celebração “muito importante”.

A pesquisa, preparada para a celebração do Bicentenário da Independência do Chile, que será comemorado no próximo dia 18, foi realizada entre os dias 4 e 22 de agosto, com 1009 entrevistas telefônicas em 24 cidades.

Fonte: Agência USP

O transtorno bipolar é uma doença que afeta o humor, levando a pessoa a ter alternância de episódios de euforia e depressão. Nas famílias em que um dos parceiros tem a doença, há 10 vezes mais chance de um dos filhos apresentar o problema, enquanto que na população em geral, esse número é de 1%. Um projeto de pesquisa que visa estudar os genes envolvidos com a doença nas famílias de crianças com o transtorno acaba de ser premiado pelo Programa L’Oréal/Unesco Para Mulheres na Ciência.

O projeto “Estudo genético do sistema do paminérgico em famílias de crianças com o transtorno do humor bipolar” está sendo desenvolvido na Faculdade de Medicina da USP (FMUSP) por uma equipe de pesquisadores ligados ao Laboratório de Neuroimagem em Psiquiatria (LIM-21) e do Programa de Transtorno Bipolar (PROMAN) do Instituto de Psiquiatria (IPq) do Hospital das Clínicas (HC), ambos da FMUSP.

De acordo com a psiquiatra Sheila Cavalcante Caetano, que foi agraciada com o prêmio, os pesquisadores irão colher amostras de sangue dos pais e das mães de crianças com transtorno bipolar para realizar uma avaliação genética visando entender quais genes estão ligados ao aparecimento do transtorno nos filhos. “Usaremos o prêmio de 20 mil dólares para o desenvolvimento da pesquisa, que estava orçada exatamente neste valor”, comenta a médica. “Acreditamos que agora no mês de outubro vamos iniciar as primeiras coletas”, informa. Segundo ela, o projeto já foi aprovado pela Comissão de Ética da FMUSP.

Sheila ressalta que o transtorno bipolar apresenta uma forte carga genética, mas não é uma doença determinista. “Isso significa que não é toda criança com pais onde um dos conjuges tem a doença que irá desenvolver o transtorno. O que ocorre é que há uma incidência de 10% em crianças com pais que têm a doença. Na população em geral, o índice é de 1%”, destaca. Ela lembra que 40% dos filhos de pais acometidos pela doença terão algum tipo de doença psiquiátrica, como depressão e transtornos de ansiedade.

Dopamina

A psiquiatra explica que, no cérebro, a comunicação entre os neurônios acontece por meio de neurotransmissores, como a dopamina. “Nos casos de esquizofrenia, os pacientes têm alguns sintomas psicóticos, como alucinações e sensação de perseguição. Crianças com transtorno bipolar têm sintomas semelhantes a estes citados”, conta a pesquisadora. “Em experimentos realizados com ratos, quando o nível de dopamina aumenta, esses animais também se mostram eufóricos e com comportamento semelhante ao verificado na fase de euforia do transtorno bipolar. Por isso acreditamos que o sistema dopaminérgico tem um papel fundamental na doença”, explica.

A coleta de material será feita nos pacientes atendidos no Lim-21 e no PROMAN, locais onde a psiquiatra atua profissionalmente. Será coletado o sangue dos pais, mães e das crianças, com idade entre 6 e18 anos. Os pais também responderão a questionários. A pesquisa faz parte do pós-doutoramento de Sheila, pela FMUSP, com financiamento da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) e tem a participação dos médicos Ana Kleinmam e Beny Lafer.

A médica conta que as crianças com o transtorno, durante a fase depressiva da doença, podem ficar sem se alimentar, totalmente desmotivadas e com pensamentos suicidas, entre outros sintomas; já durante a fase da euforia, elas se transformam totalmente: ficam agitadas, não param de falar a ponto de atrapalharem as aulas.

Lazer

Sheila afirma que há algumas pesquisas americanas que apontam que a criança com transtorno bipolar vem de uma família desorganizada, onde não há atividades de lazer realizadas em conjunto. “Com o projeto poderemos descobrir se as famílias brasileiras são tão prejudicadas quanto as americanas”, aponta.

Os primeiros resultados do estudo deverão estar disponíveis pelo menos em dois anos. Uma das dificuldades, segundo a psiquiatra, é que a pesquisa deve ser feita com a criança com transtorno bipolar, o pai e a mãe. “O índice de divórcios é maior quando um dos cônjuges tem a doença. Então é possível que tenhamos algum tipo de dificuldade para unir as três partes envolvidas na pesquisa”, diz.

Por Silvana Guerra
Fonte: Folha Online

 

Robô francês é capaz de tomar decisões e interagir com humanos; androide apreende as situações e fatos a partir no mimetismo.

ROBO

O iCub é um robô que está sendo testado em laboratórios da Europa em seis versões. A tentativa é de adaptar seu comportamento às circunstâncias mutáveis, oferecendo novas percepções sobre o desenvolvimento da consciência humana. Os cientistas estão alterando seu cérebro eletrônico de forma capacitá-lo ao aprendizado como uma criança.

Ele tem aproximadamente um metro de altura, seu rosto é branco e seus olhos são grandes e redondos capazes de ver e acompanhar o movimento de objetos. O diretor da pesquisa, Peter Ford Dominey, disse que o “objetivo é realmente compreender algo que é muito humano: a capacidade de cooperar, de compreender o que outra pessoa deseja que façamos, e de podermos nos alinhar com elas e trabalhar juntos”.

Um de seus testes foi o de assistir duas pessoas praticando determinado jogo. Partindo daí, o iCub aprende como participar da diversão e passa a interagir, ele pode desempenhar o papel de qualquer um dos dois jogadores. Ainda que pareça ser simples sua interação, essa pesquisa é uma das idéias mais avançadas da robótica apresentando claro interesse científico.