Por Silvana Guerra
Fonte: Herald Tribune e Agência EFE
A viagem do ex-presidente dos EUA Jimmy Carter a Coreia do Norte mereceu elogios ao ter assegurado a libertação de um cidadão norte-americano, Aijalon Mahli Gomes, que foi condenado a oito anos de prisão por entrar ilegalmente no país. O governo americano empenhou-se em garantir que Carter viajaria como cidadão comum e não teria nenhuma relação com a Casa Branca. Mesmo assim, o consenso é que a visita do ex-presidente poderá ajudar a Casa Branca a reduzir a sua hostilidade em relação a Pyongyang, principalmente após o afundamento do navio sul coreano em março deste ano. Após o sucesso da negociação, o ex-presidente voltou a seu país se reuniu ontem com a Secretária de Estado, Hillary Clinton, para falar sobre sua viagem a Pyongyang.
Hoje, funcionários de alto escalão do governo americano se reunirão com o enviado chinês para diálogo nuclear com a Coreia do Norte, Wu Dawei, para tratarem da retomada do diálogo entre seis partes – Coreia do Norte, Coreia do Sul, China, EUA, Rússia e Japão – estagnado desde 2008, além de se inteirarem das informações sobre a recente viagem do líder norte coreano, Kim Jong-il, à China. A reunião acontecerá depois de Pyongyang aparentemente expressar disposição de retomar as conversas. Segundo a agência oficial norte-coreana KCNA, Pyongyang transmitiu tanto ao ex-presidente Jimmy Carter quanto ao Governo da China sua disposição em reiniciar as negociações.
Segundo o porta-voz do Departamento de Estado, Philip Crowley, a reunião faz parte das “consultas permanentes com a China e com outros parceiros do diálogo de seis lados para avaliar o caminho a seguir em relação à península coreana”. No encontro com Dawei, participarão o subsecretário de Estado americano, Jim Steinberg, o representante especial para a Coreia do Norte, Stephen Bosworth, o enviado especial para o diálogo de seis partes, Sung Kim, e o secretário de Estado adjunto para a Ásia Oriental e o Pacífico, Kurt Campbell.