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Fonte: Opera Mundi
 

O discurso do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, realizado nesta quinta-feira (19/05) que anuncia os rumos da política externa norte-americana sobre os países árabes, deixou clara a posição a favor de um Estado palestino com fronteiras permanentes e baseadas em 1967, antes da Guerra dos Seis Dias.

“Apoiamos um Estado palestino viável e um Estado de Israel seguro. Dois Estados com fronteiras permanentes, baseadas em 1967, que devem ser seguras para os dois Estados. O povo palestino tem o direito de se auto-libertar”.

Entretanto, conclamou ao Hamas que as negociações para a paz na região só serão possíveis com o reconhecimento da existência do Estado de Israel. “Como vou negociar com um lado que não reconhece o direito do outro?”, questionou.

Outro aspecto apontado pelo presidente norte-americano como fator que dificulta um acordo é o fato de a cidade de Jerusalém, que para Israel é indivisível e que os palestinos reivindicam sua porção oriental, estar habitada pelos dois povos sem divisão clara de setores.

Também alertou que, para que um acordo seja possível, é necessário impedir o crescimento de células de terrorismo. “Todo Estado tem direito a uma defesa e Israel tem que estar apto a se defender contra qualquer ameaça. Devemos evitar o recomeço do terrorismo e impedir a entrada de armas (no território para esse fim). Esses princípios são os fundamentos de uma negociação”.

Obama admitiu que só o delineamento de espaços não será suficiente para resolver o conflito. “Há questões emocionais envolvidas”, lembrou.

No discurso, o presidente dos EUA também tratou de tremas como a revolta do mundo árabe, dizendo que espera que mais ditadores deixem o poder depois das quedas dos regimes de Tunísia e Egito, e que mobilizar recursos para contribuir com essa diretriz.

Obama também negou que Osama Bin Laden, líder da Al Qaeda morto em1º de maio por uma ação militar norte-americana no Paquistão, seja um “mártir”, e que seu país “respeita todas as regiões”.

Por Silvana Guerra
Fonte: Agência Brasil
 

O investigador independente para as Execuções Extrajudiciais da Organização das Nações Unidas (ONU), Christof Heyns, cobrou hoje (06/5) do Governo norte-americano a divulgação de detalhes sobre a operação que levou à morte de Osama Bin Laden. De acordo com ele, os peritos devem avaliar a legalidade da operação.

Segundo o comunicado, os fatos devem ser revelados para que uma avaliação possa ser feita dentro dos princípios legais internacionais de direitos humanos. “É especialmente importante saber se o planejamento da missão permitia um esforço para capturar Bin Laden”, ressaltou Christof Heyns.

Outros representantes da ONU, do Comitê Internacional da Cruz Vermelha e de organizações de direitos humanos corroboram com a cobrança de Heyns. O governo dos Estados Unidos alega que o ataque foi planejado de acordo com as leis norte-americana e internacional.

Por Silvana Guerra
Fonte: EFE
 

O Primeiro-Ministro do Paquistão, Yousuf Raza Gilani, disse ontem (05/5) que não sabe dizer se a operação militar dos Estados Unidos que levou a morte de Osama Bin Laden constituiu ou não uma violação à soberania do país. Porém, reclamou que o Governo norte-americano deveria ter informado Islamabad.

Apesar da argumentação dos EUA de que não facilitou dados da operação pr receio de um vazamento, o Primeiro-Ministro Gilani disse que confia no serviço de inteligência de seu país e no trabalho das Forças Armadas paquistanesas.

Mesmo admitindo que a morte de Bin Laden pode contribuir para melhorar a cooperação em matéria antiterrorista com o Afeganistão, luta que também pediu o apoio do resto da comunidade internacional, Yousuf Raza Gilani ressaltou que isso não é o “fim do jogo, mas o início”. Ele acredita que agora as ameaças de represálias poderão se intensificar e disse que é necessária a colaboração.

Por Silvana Guerra
Fonte: BBC Brasil
 

O Presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, fez um pronunciamento oficial à 0h35 de hoje (02/5) anunciando que o líder da Al Qaeda, Osama Bin Laden, principal mentor dos ataques de 11 de setembro de 2001 ao World Trade Center, foi morto numa mansão nas proximidades de Islamabad, capital do Paquistão. O exame de DNA realizado pelo Governo americano confirma a identidade de Bin Laden.

De acordo com o correspondente da Al Jazeera em Cabul, Qais Azimy, o governo afegão classifica a morte de Bin Laden como “simbólica”, pois o saudita não estava mais diretamente ligado às operações de campo da Al Qaeda.

Logo após o anúncio de Obama, milhares de americanos foram às ruas para celebrar a morte de Bin Laden, considerado responsável pela morte de mais de três mil pessoas no ataque às torres gêmeas do World Trade Center, em Nova York. O Presidente Obama ressaltou que a guerra dos EUA é contra a Al Qaeda, e não contra o Islã.

No entanto, de acordo com o porta-voz da principal facção paquistanesa do Talebã, Ehsanullah Ehsan, “essas pessoas são, na verdade, inimigos do Islã”, disse ele por telefone à agência de notícias AFP.

O Diretor da CIA (agência de inteligência americana), Leon Panetta, alerta para uma “quase certa” vingança por parte da Al-Qaeda. Segundo ele,”Bin Laden está morto, mas a Al Qaeda, não”. Mais cedo, militantes do Talebã e da Al-Qaeda no Paquistão disseram que a morte de Osama Bin Laden “não vai ficar sem resposta”.

Por Silvana Guerra
Fonte: France Presse
 

O ônibus espacial americano Endeavour fará seu último voo nesta sexta-feira (29/4). Seu lançamento será a partir do centro espacial Kennedy, em Cabo Cañaveral (Flórida) e contará com a presença do Presidente dos Estados Unidos (EUA) Barack Obama e sua família.

O evento também terá a participação da congressista Gabrielle Giffords, que janeiro foi atingida por um tiro na cabeça durante um ato político, e após meses de reabilitação poderá despedir-se de seu marido Mark Kelly, um astronauta que comandará o último voo desta nave.

O Endeavour foi construída após a tragédia do Challenger e lançada pela primeira vez ao espaço em 1991. Seu último voo, amanhã às 19h47 (16h47 de Brasília), será o número 25 de sua carreira. A tripulação, que cumprirá a missão de 14 dias, é formada por cinco americanos e o astronauta italiano Roberto Vittori, da Agência Espacial Europeia.

Quando o Endeavour regressar à Terra, se tornará o segundo ônibus espacial da frota a se aposentar. O protótipo Enterprise nunca voou ao espaço e o Columbia explodiu em 2004 quando voltava à Terra. O Discovery fez seu último lançamento em fevereiro e voltou em março, enquanto o Atlantis partirá para sua última missão em junho.

Por Silvana Guerra
Fonte: Agência Brasil
 

O Governo dos Estados Unidos pede que os norte-americanos localizados na Síria deixem o país. O pedido foi motivado pela iminência dos EUA decretarem novas sanções contra a Síria devido à “violência brutal” empregada contra os manifestantes.

Além disso, a Chancelaria norte-americana adverte contra a ida de seus cidadãos à Síria alegando que eles podem estar em perigo, diante da tentativa de Damasco de atribuir a culpa da violência aos estrangeiros. De acordo com o Departamento de Estado norte-americano, as restrições impostas pelo Governo sírio dificultam a avaliação sobre a real situação da segurança no país.

Desde 2004, o Governo norte-americano já aplica sanções contra a Síria. O país está proibido de exportar para os EUA produtos que contenham mais de 10% de compontentes manufaturados americanos. Em 2006, foram aplicadas sanções contra o Banco Comercial da Síria. Há ainda sanções específicas impedindo que determinados cidadãos e entidades da Síria tenham acesso ao sistema financeiro americano.

Por Silvana Guerra
Fonte: EFE
 

Inicia nesta segunda-feira (25/4) uma missão conjunta entre japoneses e norte-americanos em busca de quase 12 mil desaparecidos pelo terremoto e posterior tsunami que atingiram o Japão em 11 de março, na primeira operação que abrange áreas a menos de 30 quilômetros da usina de Fukushima.

A missão, que se estenderá até terça-feira, é composta por cerca de 25 mil militares dos dois países, além de 90 aviões e helicópteros e 50 navios que rastrearão as regiões litorâneas das províncias mais afetadas, Iwate, Miyagi e Fukushima. Os dados da Polícia japonesa apontam para 14.358 mortos e 11.889 desaparecidos.

O Primeiro-Ministro japonês, Naoto Kan, disse hoje (25/4) que a população que se retirou de um raio de 20 quilômetros da usina poderá ter acesso às suas residências por um período de até cinco horas para recolher seus pertences. Estas visitas serão controladas e se realizarão somente a partir do início de maio. Cerca de 26 mil pessoas tiveram que deixar suas casas às pressas por conta do desastre.

Por Silvana Guerra
Fonte: Opera Mundi
 

A cidade de Saint Louis, em Missouri, região central dos Estados Unidos teve parte destruída por um tornado com ventos de até 160 Km por hora. A tempestade atingiu a região antes das 18 horas (horário local) da última sexta-feira (22/4). A Cruz Vermelha Internacional disse que pelo menos 500 casas foram danificadas e centenas de pessoas estão desabrigadas.

O Governador do Missouri, Jay Nixon, declarou estado de emergência. Duas estradas estaduais do local foram interditadas e o aeroporto internacional da cidade foi fechado ontem (23/4). O terminal de passageiros voltará a operar neste domingo (24/4) com 70% de sua capacidade. Assim que for restabelecido o sistema de energia elétrica, todas as atividades serão retomadas e os principais danos serão reparados.

Fonte: Opera Mundi
 

Desde que Washington declarou a “guerra ao terror”, as minuciosas revistas nos aeroportos passaram a fazer parte da rotina de quem viaja para os Estados Unidos. Essa prática, porém, foi contestada após uma menina de seis anos ter sido rigorosamente revistada no Aeroporto Louis Armstrong, em Nova Orleans, estado da Luisiana.

A polêmica começou após Todd Drexel, pai de Anna, divulgar no You Tube um vídeo que mostra uma agente de segurança do aeroporto verificando se não havia drogas ou material perigoso nos cabelos, roupa, pernas e braços de Anna. A garota chegou a ser obrigada a retirar os sapatos, sob o olhar de reprovação dos pais.

Indignados, Todd e Selena Drexel sugeriram que seja criado um tipo de revista específico para menores de idade. Na opinião deles, a revista foi inapropriada e invasiva, pois “adultos não podem tocar áreas sensíveis do corpo das crianças”. Em um determinado momento, a agente puxa a cintura da calça de Anna e revista com uma das mãos a barriga da menina.

Em entrevista ao jornal londrino The Telegraph, Senela contou que Anna ficou confusa e começou a chorar depois de ser revistada. “Quando acabou e a câmera estava desligada, ela ficou chorosa e se desculpava: ‘Me desculpe, mamãe, não sei o que eu fiz de errado. Não sei por que estão zangados comigo’”, disse a mãe. Anna e sua família são do estado de Kentucky.

De acordo com a reportagem, o aeroporto não apresentou nenhuma justificativa especial para inspecionar a garota. Segundo a administração, a agente estava aenas adotando procedimentos de segurança, mas afirmaram que irão rever as normas.

Fonte: Opera Mundi
 

Os Estados Unidos lançam em 14 de abril de 1986, por ordem de seu presidente Ronald Reagan (1967-1975 e 1981-1989), ataques aéreos contra a Líbia em retaliação ao patrocínio do país árabe de atos terroristas contra tropas e cidadãos norte-americanos. O raid, que começou pouco antes das duas da madrugada na Líbia, envolveu mais de 100 aviões da Força Aérea e da Marinha e demorou cerca de uma hora. Cinco alvos militares e “centros de terrorismo” foram atingidos, inclusive o quartel-general do líder líbio Muamar Kadafi.

Durante os anos 1970 e 1980, o governo de Kadafi financiou uma ampla variedade de grupos muçulmanos anti-Estados Unidos e anti-Reino Unido, desde as guerrilhas palestinas e os rebeldes muçulmanos das Filipinas até o Exército Republicano Irlandês (IRA) e os Panteras Negras. Em resposta, Washington impôs sanções contra a Líbia e as relações entre os dois países continuaram a se deteriorar.

Em 1981, a Líbia alvejou um avião norte-americano que passava pelo Golfo de Sidra, que Kadafi proclamou em 1973 serem águas territoriais líbias. Naquele ano, o serviço de inteligência da CIA (Agência Central de Inteligência dos EUA) teria descoberto evidências de conspirações terroristas patrocinadas pela Líbia contra os Estados Unidos, inclusive planos de atentados contra funcionários norte-americanos.

Em dezembro de 1985, cinco cidadãos norte-americanos foram mortos em ataques terroristas simultâneos nos aeroportos de Roma e de Viena. A Líbia foi acusada como responsável pelos atentados e o presidente Reagan ordenou endurecer as sanções, congelando os ativos líbios nos Estados Unidos.

Em 24 de março, confrontos aéreos entre Estados Unidos e Líbia ocorreram sobre o Golfo de Sidra e quatro barcos de guerra líbios foram afundados. Em represália, em 5 de abril, grupos terroristas explodiram a danceteria LaBelle, em Berlim Ocidental, local que todos sabiam ser frequentada por soldados norte-americanos. Um militar e uma senhora turca foram mortos e mais de 200 pessoas ficaram feridas. O serviço de inteligência dos EUA interceptou mensagens de rádio enviadas de Trípoli aos diplomatas em Berlim Oriental ordenando o ataque de 5 de abril contra a LaBelle.

Em 14 de abril, os Estados Unidos voltaram a atacar com dramáticas investidas aéreas contra ca capital, Trípoli, e Benghazi. Três quarteis militares foram atingidos além do principal aeroporto de Trípoli e a base aérea de Benina a sudeste de Benghazi.

Ainda antes que a operação bélica tivesse terminado, o presidente Reagan foi à televisão falar sobre os ataques aéreos: “Quando os nossos cidadãos são maltratados ou atacados em qualquer lugar do mundo”, disse, responderemos em autodefesa. Hoje fizemos o que tínhamos de fazer. Se necessário, o faremos novamente.”

Chamada de Operação El Dorado Canyon, a ofensiva foi considerada um sucesso pelos oficiais norte-americanos. Uma filha adotiva de 15 meses de Kadafi foi morta e dois de seus filhos, feridos, no ataque a sua residência. Embora nunca o tenha admitido publicamente, houve especulações de que o próprio Kadafi saiu ferido no bombardeio.

Disparos pesados de mísseis terra-ar e de artilharia antiaérea convencional derrubaram um caça F-111 e seus dois tripulantes desapareceram em circunstâncias desconhecidas. Diversos prédios residenciais foram “inadvertidamente” alvo durante os raids e 15 civis resultaram mortos dos por conta dos ‘efeitos colaterais’.

Em 15 de abril, navios patrulheiros líbios dispararam mísseis contra uma estação de comunicação da Marinha dos Estados Unidos na ilha italiana de Lampedusa, que não foi atingida. Não houve nenhum grande ataque terrorista ligado à Líbia até a explosão em 1988 de um avião comercial da Pan Am 747 sobre Lockerbie, Escócia. Todos os 259 passageiros e a tripulação foram mortos, além de 11 pessoas atingidas em solo.

No começo dos anos 1990, investigadores identificaram os agentes líbios Abdel Basset Ali al-Megrahi e Lamen Khalifa Fhimah como suspeitos do atentado, mas a Líbia se recusou a enviá-los aos Estados Unidos para lá serem julgados. Contudo, em 1999, num esforço para aliviar as sanções das Nações Unidas contra a Líbia, o coronel Kadafi concordou em enviar os suspeitos à Holanda para serem julgados pela lei e procuradores da Escócia. No começo de 2001, al-Megrahi foi condenado à prisão perpétua, embora continue a alegar inocência e lute para revogar sua condenação. Fhimah foi absolvido.

Por exigência das Nações Unidas e dos Estados Unidos, a Líbia admitiu responsabilidade pelo atentado apesar de não expressar remorso. Foram levantadas as sanções e a Líbia concordou em pagar a cada uma das famílias um valor de cerca de oito milhões de dólares. O primeiro-ministro da Líbia disse que aquele era o “preço da paz”, irritando os familiares. Por sua vez a Pan Am, que foi à falência em boa parte, segundo a empresa, como resultado da explosão, segue exigindo o pagamento de 4,5 bilhões de dólares a título de compensação.

Kadafi surpreendeu o mundo quando se tornou um dos primeiros chefes muçulmanos a denunciar a rede Al Qaeda pelos ataques às Torres Gêmeas. Em 2003, ganhou os favores de George W. Bush (2001-2009) quando anunciou a existência de um programa de fabricação de armas de destruição em massa e que iria permitir que uma agência internacional fizesse a inspeção e as desmantelasse. Muitos ressaltaram que Kadafi vinha fazendo essa oferta desde 1999, mas foi ignorado.

Em 2004, o então premiê britânico Tony Blair visitou a Líbia, tendo elogiado Kadafi como um forte aliado na guerra internacional contra o terror. Posteriormente Bush, Sarkozy e o premiê italiano Silvio Berlusconi foram à Líbia e receberam a visita de Kadafi, fechando bilionários negócios que envolveram principalmente petróleo e armas modernas de guerra.