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Por Silvana Guerra
Fonte: Agência Brasil

Governo e empresários brasileiros estão em Washington para participarem, nesta semana, da 2ª Conferência de Inovação Tecnológica Brasil-EUA visando firmarem parcerias com empresas e universidades norte-americanas em busca de inovações tecnológicas. Eles fazem questão de transmitir o bom momento por que passa o país, não apenas na área econômica, mas também em outros setores.

O Judiciário brasileiro foi colocado como uma das garantias essenciais para os investidores. Para o presidente da ABDI (Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial), Reginaldo Arcuri, a Justiça brasileira precisa continuar evoluindo para acompanhar as inovações, assegurando transparência e o cumprimento do direito de propriedade intelectual.

[[Durante um debate, promovido na Escola de Direito da Universidade de Georgetown, os norte-americanos mostraram ter conhecimento do ambiente favorável que o país criou nos últimos anos. O presidente da ABDI acredita que esse tipo de visão sobre o país tem efeitos positivos. Principalmente, na criação de produtos, onde vê um mercado promissor. “Uma boa parte dos produtos que estarão no nosso cotidiano em dez, quinze anos, sequer foi inventada ainda”, afirma.

Empresas brasileiras já têm conseguido desenvolver em conjunto com os norte-americanos projetos nas áreas de tecnologia de informação e energia. E, com isso, atraído investimentos para o setor. Para o secretário de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Welber Barral, é o momento oportuno para dar mais opções a quem quiser investir no país.

Para Barral, os norte-americanos têm mais experiência e um sistema de financiamento maior – o que o Brasil precisa desenvolver melhor. Mas ele acredita que os investidores estão começando a perceber o novo espaço para o setor no país. “É importante notar que o grande crescimento da economia e da indústria este ano, muito maior do que a dos Estados Unidos, em termos percentuais, têm atraído o interesse sobre o Brasil”, afirma.

Uma das áreas que o Brasil quer conquistar no mercado e busca parceiros é a de inovação em biotecnologia. Para isso, o presidente do Instituto Nacional de Propriedade Industrial, Jorge Ávila, afirma que o Conselho Nacional de Desenvolvimento de Biotecnologia tem estudado como aperfeiçoar o ambiente de negócios para atrair empresas e centros de pesquisa interessados em investir em projetos desse tipo.]]

Por Silvana Guerra
Fonte: Opera Mundi

Os Estados Unidos apresentaram, na semana passada, uma proposta para endurecer a legislação antidumping que impõe sobretaxas a produtos vindos de outros países abaixo do preço de custo, prejudicando produtores locais. O texto ainda irá à consulta pública, mas os empresários brasileiros temem que a nova legislação possa desestimular as exportações do país.

Após as reclamações dos empresários e o comprometimento do Ministério do Desenvolvimento em analisar o texto das propostas americanas, o Secretário de Comércio Exterior do Ministério, Welber Barral, informou ontem que, a princípio, as medidas não indicam nenhuma ameaça em potencial para o Brasil.

De acordo com o Ministério, os Estados Unidos abriram queixa de dumping –concorrência predatória provocada por vendas abaixo do preço de custo – contra 11 setores da economia brasileira, entre os quais aço, camarão e suco de laranja. No entanto, o Secretário considera o número pequeno e acrescenta que, em décadas passadas, o número de queixas de dumping dos EUA contra o Brasil era bem maior. Segundo ele, a China concentra a maioria dos processos de investigação dos Estados Unidos, com certa de 70 setores questionados.

A proposta dos Estados Unidos muda apenas o procedimento de investigações antidumping, sem representar uma ameaça de inclusão de novos produtos brasileiros, disse Barral.  “O próprio governo americano já esclareceu que as medidas se destinam apenas a economias que não são reconhecidas como de mercado, como a China e o Vietnã. Não é o caso do Brasil”, explicou. Inclusive, caso os Estados Unidos intensifiquem as acusações de dumping contra outros países, o comércio brasileiro pode lucrar, dependendo da situação.

Em relação aos produtos brasileiros que enfrentam investigações de dumping nos Estados Unidos, o Secretário lembrou que o Brasil está questionando, na OMC (Organização Mundial do Comércio), as acusações contra o suco de laranja. Barral disse, ainda, que o processo sobre o camarão está sendo revisto pelas autoridades americanas e o Ministério do Desenvolvimento está ajudando a indústria nacional (camarões) a se defender nos Estados Unidos.