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Por Silvana Guerra
Fonte: Folha
 

O Banco do Brasil abrirá a sua primeira agência na cidade de Xangai, na China, que começará a operar no prazo de um ano.

O objetivo é canalizar para investimentos no Brasil o “ouro de Pequim”, como alguns empresários se referem ao caudaloso volume de recursos disponíveis na China. Hoje, esses recursos passam por bancos estrangeiros radicados nos dois países, casos do Santander e principalmente do HSBC.

Por Silvana Guerra
Fonte: Opera Mundi
 

A Presidente Dilma Rousseff e o Presidente da China, Hu Jintao, reafirmaram hoje (12/04) parcerias nas quais garantem a manutenção de um Comitê Conjunto de Defesa e uma série de acordos de cooperação na área de desenvolvimento, da democracia, dos direitos humanos e da justiça social.

Hu Jintao defendeu, na presença de Dilma, a reforma do Conselho de Segurança das Nações Unidas, incluindo o aumento da representação dos países em desenvolvimento no órgão, como uma prioridade de tal maneira que se torne mais “eficiente e capaz”. Este é um tema considerado prioritário na política externa brasileira.

Para o governo Dilma, a estrutura do Conselho de Segurança das Nações Unidas, que é do final da 2ª Guerra Mundial, não corresponde ao mundo atual. Por isso, o esforço é para ampliar o número de cadeiras de 15, sendo cinco permanentes e dez provisórias, para 25, entre as quais o Brasil se coloca como candidato a titular.

Por Silvana Guerra
Fonte: Agência Brasil

 

A Presidente Dilma Rousseff viajará nos dias 12, 13, 14 e 15 de abril para Pequim, Sanya e Boal, na China. O principal motivo da viagem será basicamente acordos econômicos, além das reuniões com o Presidente chinês, Lu Jintao, e o Primeiro-Ministro, Wen Jiabao.

Dilma Rousseff buscará um acordo sobre o acesso de produtos brasileiros ao mercado chinês, atendendo a pedido de empresários brasileiros e em favor do equilíbrio da balança comercial. A China é atualmente o principal parceiro comercial do Brasil.

A agenda inclui também a participação da Presidente no seminário econômico da cúpula do Bric, grupo formado pelo Brasil, Rússia, Índia e China e formalmente, a partir de abril, pela África do Sul. Além disso, ela estará presente no fórum dos países asiáticos.

Após a China, a Presidente deverá passar pela Grécia, embora ainda não há a confirmação desta agenda. Segundo assessores, na Grécia ela se encontrará com o Presidente do país, Károlos Papúlias, e o seu Primeiro-Ministro, Georgius Papandreu.

Nos dias 29 e 30 próximo, antes da Presidente embarcar para à China, ela viajará para Portugal, onde acompanhará o ex-Presidente Luiz Inácio Lula da Silva que será homenageado, no dia 30, com o título de doutor honoris causa pela Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra, uma das mais antigas do mundo, criada no século 13.

Em Lisboa, Dilma se reunirá com o Presidente de Portugal, Aníbal Cavaco Silva, e o Primeiro-Ministro, José Sócrates. Atualmente Portugal vive um momento político distinto, no qual Presidente e Primeiro-Ministro são de correntes políticas opostas.

Por Silvana Guerra
Fonte: DefesaNet

 

Apesar da crise nuclear do Japão, a China aprovou o seu grande programa de desenvolvimento de energia nuclear. Além dos 13 reatores nucleares em operação, nos próximos cinco anos devem ser iniciadas as construções de mais 40 reatores no país, de acordo com a previsão do novo plano quinquenal aprovado, sem qualquer debate, pelo Congresso Nacional do Povo, nesta segunda-feira (14/3), em Pequim.

O Vice-Ministro do Meio Ambiente, Zhang Lijun, disse que o Governo chinês irá considerar algumas lições do acidente no Japão, mas que não deixará de levar adiante o seu compromisso e planos para o desenvolvimento da energia nuclear.

Os treze reatores chineses que estão em atividade possuem uma capacidade total de 10,8 gigawatts, porém, até 2020 subirá para 86 gigawatts. Atualmente, 25 reatores nucleares estão em construção no país, e outros 50 estão em planejamento. Além disso, há propostas para 70 reatores adicionais.

A China, maior consumidora de energia mundial, quer expandir o uso de energia nuclear com a finalidade de combater a escassez energética, reduzindo sua dependência de importações de carvão e petróleo. Atualmente, dois terços de sua energia são retirados do carvão. O país pretende também reduzir suas emissões de dióxido de carbono. Sua meta é reduzir em 17% das emissões de gases de efeito estufa por cada iuane gerado, até o ano de 2015.

O Primeiro-Ministro chinês, Wen Jiabao, disse em entrevista coletiva após o encerramento do Congresso Nacional do Povo, que reduzirá o ritmo de crescimento econômico de 10% anuais para 7%, visando atingir uma maior sustentabilidade, até 2015.

“Nos próximos cinco anos e além, a transformação do padrão de desenvolvimento da China será nossa tarefa prioritária”, disse o Primeiro-Ministro. O objetivo é “elevar a qualidade e a eficiência do desenvolvimento econômico chinês” (…) “a China permanece um país em vias de desenvolvimento, com uma enorme população, frágeis bases econômicas e um desenvolvimento desequilibrado”.

A Assembleia Nacional do Povo é, constitucionalmente, o órgão supremo do poder de Estado no país. Os cerca de três mil delegados se reúnem uma vez por ano em Pequim, durante nove ou dez dias. A assembléia, concluída nesta segunda-feira (16/3), aprovou também o orçamento estatal e os relatórios dos principais magistrados do país.

Fonte: Estadão

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O primeiro-ministro da China, Wen Jiabao, classificou de “importante” a cooperação com o Brasil na área de aviação civil e sinalizou que ela poderá ter continuidade, apesar dos problemas que afetam a parceria entre a Embraer e a estatal chinesa AVIC.

O líder comunista recebeu ontem em Pequim os ministros das Relações Exteriores, Antonio Patriota, e do Desenvolvimento, Fernando Pimentel, que estão na China para preparar a visita que a presidente Dilma Rousseff fará ao país em abril.

Ambos foram recebidos durante 34 minutos pelo primeiro-ministro em Zhongnanhai, complexo ao lado da Cidade Proibida onde a cúpula do Partido Comunista vive e trabalha. Patriota levou a Wen a mensagem de que sua chefe está entusiasmada com a viagem à China e a vê como uma oportunidade para a retomada do diálogo sobre a parceria estratégica entre os dois países.

Pimentel disse ao primeiro-ministro que a intenção de Brasília é ter relacionamento de longo prazo com a China. Patriota emendou com a lembrança de que empresas brasileiras desejam investir no país e contam com a boa vontade de Pequim – a menção era uma referência velada ao fato de que algumas delas enfrentam barreiras para levar adiante seus planos.

A Embraer também gostaria de manter a parceria que estabeleceu em 2002 com a AVIC, mas até agora não conseguiu o aval do governo chinês. A fábrica que as duas empresas possuem em Harbin, nordeste da China, produz o avião de 50 lugares ERJ-145 para o qual não há mais demanda no país. A intenção da empresa brasileira é fabricar em parceria com a AVIC o jato E-190, para até 120 passageiros.

A China foi o segundo maior mercado da Embraer em 2010 e respondeu por 9,3% das exportações da empresa, com vendas no valor de US$ 368,4 milhões. O país também é o mercado de aviação que cresce mais rapidamente em todo o mundo.

Maior crítico das relações com a China no novo governo, Pimentel ressaltou que o país será o primeiro a ser visitado por Dilma fora do continente americano, em razão de sua importância comercial para o Brasil.

O chanceler brasileiro agradeceu o fato de Wen ter recebido a delegação brasileira no período em que começam os encontros da Conferência Consultiva Política do Povo Chinês e do Congresso Nacional do Povo, quando a agenda dos dirigentes de Pequim está sobrecarregada.

Wen chamou Patriota de “bom e velho amigo da China” e lembrou que o diplomata serviu na Embaixada do Brasil em Pequim. O ministro esteve no país em 1987 e 1988 e atualmente é um aplicado aluno de chinês. No fim do encontro, ele e Wen trocaram algumas palavras sem a ajuda do intérprete.

Pela manhã, Patriota havia se reunido com o ministro das Relações Exteriores da China, Yang Jiechi, que ressaltou a parceria estratégica entre os dois países e fez referência às posições comuns de Pequim e Brasília em fóruns multilaterais.

Hoje, Patriota e Pimentel irão se encontrar com o ministro do Comércio, Chen Deming, para discutir temas espinhosos da relação bilateral, que incluem o acesso de produtos brasileiros ao mercado chinês e o pedido de Pequim para que o Brasil cumpra sua promessa de reconhecer a China como economia de mercado.

Por Silvana Guerra
Fonte: DefesaNet

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O Governo Municipal de Pequim acompanhará os movimentos de todos os telefones celulares da população da capital chinesa 24 horas por dia. O monitoramento será feito através de um sistema de posicionamento, batizado de “plataforma de informação em tempo real dos movimentos cidadãos”, que servirá de base para evitar congestionamentos, já que o sistema permite captar “concentrações incomuns” de pessoas, informou o diário South China Morning Post.

O Subdiretor da Comissão Municipal de Ciência e Tecnologia de Pequim, Li Guoguang, explicou que pelos dados facilitados pelas operadoras do Governo municipal será possível saber da distribuição da população e seus movimentos na cidade com uma exatidão “sem precedentes”. Segundo ele, com o rastreamento se saberá quais ruas estão engarrafadas e quais são as linhas de metrô e ônibus estão com mais sobrecarga, informações que os cidadãos poderão obter com pagamento prévio.

Li Guoguang especificou ainda que os dados sensíveis, como os locais onde estão as pessoas e quais os seus movimentos, serão de conhecimento apenas do Governo chinês.

O anúncio do novo sistema ocorre coincidentemente em meio às convocações de protestos em várias cidades chinesas, entre elas Pequim, onde durante o fim de semana houve vários incidentes entre jornalistas estrangeiros e policiais no local das manifestações inspiradas na “Revolução do Jasmim” da Tunísia.

Por Silvana Guerra
Fonte: Comex do Brasil

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De acordo com informações da Agência Telam, postadas no site Comex do Brasil nesta segunda-feira (28/2), jornalistas das agências ZDF, BBC, Associated Press, além de uma equipe da rede de televisão alemã ARD, teriam sido presos pela polícia chinesa sob a acusação de violar as leis que proíbem tirar fotografias em uma determinada área de Pequim, local onde há um forte esquema de segurança. Há informações de que as autoridades chinesas tentam conter as manifestações organizadas no país.

As informações dos profissionais são a de que eles estariam tentando capturar imagens de um protesto organizado e convocado pela internet. A polícia de choque isolou várias áreas em torno do local marcado pelos líderes do movimento para a manifestação, uma lanchonete no centro da capital, e cobrou documentos de identificação. Em seguida, os policiais passaram a prender as pessoas que estavam com câmeras fotográficas e de filmagem.

Fonte: Reuters – Reportagem de Chris Buckley

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A China não será afetada pela onda de protestos que abala regimes autoritários do norte da África e Oriente Médio, disse uma importante autoridade, embora um surto de detenções e censura sugira nervosismo por parte de Pequim.

As declarações de Zhao Qizheng, ex-chefe do departamento de informação do governo, foram a principal reação do regime comunista até agora às mensagens pela Internet em que ativistas convocam protestos para dar início a uma “Revolução de Jasmim”.

Até agora, os protestos na China têm sido pequenos e amplamente controlados pela polícia.

“Não haverá nenhuma Revolução de Jasmim na China”, disse Zhao, segundo reportagem publicada nesta quinta-feira pelo jornal Wen Wei Po, que é editado em Hong Kong sob controle do regime de Pequim.

“Revolução de Jasmim” foi o nome dado por alguns tunisianos à rebelião que derrubou o presidente Zine al Abidine Ben Ali em meados de janeiro. A revolta rapidamente se espalhou por outros países da região, e semanas depois levou à queda do líder egípcio Hosni Mubarak.

“A ideia de que uma Revolução de Jasmim poderia acontecer na China é extremamente ridícula e irrealista”, disse Zhao a um grupo de jornalistas na quarta-feira, segundo o jornal.

Relativamente poucos chineses veem a convocação dos protestos pela Internet, já que ela circula principalmente em sites do exterior, bloqueados na China continental. A palavra “jasmim” também está bloqueada nas buscas em sites chineses.

A entidade sediada em Nova York Direitos Humanos na China disse que 29 advogados e dissidentes foram detidos, confinados, interrogados ou sofreram buscas domiciliares desde 16 de fevereiro, mas não está claro quantos deles foram alvo dessas ações por causa da preocupação do Partido Comunista com os protestos.

Um homem no sudoeste da China e uma mulher no nordeste foram detidos sob a acusação de “incitar à subversão do poder estatal”, segundo a esposa do homem e o Centro de Informações para os Direitos Humanos e a Democracia, de Hong Kong.

Zhao atualmente chefia a comissão de assuntos exteriores da Conferência Consultiva Política do Povo Chinês, uma instância que assessora o governo sem ter poderes legislativos.

Mesmo críticos ardorosos do regime comunista dizem que há atualmente poucas chances de que ele seja alvo de uma rebelião como as do Oriente Médio. Em 1988, protestos por democracia concentrados na Praça da Paz Celestial foram duramente esmagados na China.

Por Silvana Guerra
Fonte: EFE

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O Vice-Ministro de Exteriores da China, Zhang Zhijun, chegou neste domingo (20/2) na Coreia do Norte para tentar reabrir o diálogo sobre a questão nuclear de seis lados. Zhang Zhijun chegou acompanhado do segundo responsável nas conversas de seis lados para o desarmamento nuclear de Pyongyang, nas quais participam as duas Coreias, a China, os Estados Unidos, o Japão e a Rússia.

O Vice-Ministro chinês teria se reunido com o chefe da Coreia do Norte para assuntos nucleares, Kim Kye-gwan, indicando uma tentativa de retomar este diálogo multilateral suspenso desde o final de 2008, de acordo com as informações da agência estatal norte- coreana KCNA.

Essa viagem é considerada precursora à visita que o Ministro de Exteriores chinês, Yang Jiechi, fará a Seul nesta próxima quarta-feira e quinta-feira, visando buscar saídas para a crise entre as duas Coreias. Espera-se que o chefe da diplomacia chinesa relate a Seul sobre os resultados da visita dos representantes de Pequim a Pyongyang.

Por Silvana Guerra
Fonte: Comex do Brasil

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Os chineses conquistam cada vez mais espaço do mercado exportador nos estados da região Nordeste do Brasil. Alagoas, Ceará, Paraíba e Piauí tiveram a China como seu principal fornecedor no mercado externo no ano de 2010. E não deverá demorar muito para expandir-se para toda a região.

Assim como fornecedor, os chineses têm também se transformado num importante mercado para os produtos da região Nordeste. A China já é o principal destino das mercadorias exportadas pelo Maranhão e Piauí. A expectativa é a de que o intercâmbio esteja apenas começando pois, segundo as previsões para este ano, os números da troca comercial serão muito mais expressivos.

A Bahia tem recebido da China grande investimento para a produção de soja, no qual a produção será exportada para seu mercado. Pernambuco também se transformou num importante mercado para produtos como máquinas pesadas. Para este ano, Pernambuco deverá receber a fábrica de máquinas da empresa EMC e outra de veículos JAC.

A Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior divulgou dados que apontam que o ano passado representou um expressivo crescimento do comércio entre a China e os estados nordestinos.