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Por Silvana Guerra
Fonte: Ansa
 

Mario Vargas Llosa, escritor peruano, renunciou de forma “irrevogável” à presidência de uma comissão criada para homenagear as vítimas do conflito armado do país, em repúdio a um decreto promulgado recentemente pelo Presidente Alan García, que, de acordo com ele, favorece os repressores detidos.

Vargas Llosa considera a norma 1097 como “uma anistia disfarçada” para beneficiar os processados pelas violações aos direitos humanos. O escritor presidia até então uma comissão encarregada de encontrar um local para a construção do Monumento à Memória, dedicado às vítimas do conflito interno dos anos 1990.

“Há, em meu julgamento, uma incompatibilidade essencial entre, por uma parte, desejar a construção de um monumento em homenagem às vítimas da violência desencadeada pelo terrorismo do Sendero Luminoso a partir de 1980″ e, “por outro lado, abrir mediante a um efúgio jurídico a porta falsa dos presídios aos que, naquela funesta rebelião de fanáticos, cometeram também crimes horrendos e contribuíram para semear o ódio, o sangue e o sofrimento da sociedade peruana”, declarou Vargas Llosa.

Em sua carta, destinada ao Presidente peruano, ele também faz menção ao ex-Presidente Alberto Fujimori (1990-2000), que cumpre 25 anos de prisão por violações aos direitos humanos, e a seu ex-assessor e ex-chefe de Inteligência Vladimiro Montesinos, que também está preso e cumpre penas por diversos crimes.

Decreto

O decreto 1097 tem gerado inúmeras polêmicas e discussões no país. Em um de seus pontos, a medida orienta que os crimes contra os direitos humanos devem ser arquivados se em um período de 36 meses, desde a abertura da instrução, não seja anunciada uma sentença.

Fujimori, cujos advogados já pedem o benefício proposto pela nova norma, é acusado de ser autor intelectual das chacinas de Barrios Altos e da Universidade La Cantuta, ocorridas em novembro de 1991 e julho de 1992, respectivamente, e que deixaram 25 mortos.

O ex-presidente governou o país justamente no momento em que a guerrilha Sendero Luminoso atingia seu auge. Segundo organizações humanitárias, cerca de 70 mil pessoas morreram em virtude dos confrontos.

Por Silvana Guerra
Fonte: Agência Brasil
 

As autoridades japonesas decidiram elevar o alerta da gravidade da crise nuclear no país, após a medição da radioatividade na Usina Nuclear de Fukushima Daiichi, local das explosões e vazamentos sofridos em conseqüência do terremoto e tsunami, no mês passado. O número 7 é considerado o nível mais alto para acidentes nucleares, e só foi utilizado no caso do desastre de Chernobyl, na Ucrânia, em 1986.

Este nível implica em dizer que o ocorrido foi um grande acidente com conseqüências maiores e mais amplas que o nível anterior, segundo explicou um grupo de especialistas no assunto. O representante da Agência de Segurança Nuclear e Industrial do Japão, Minoru Oogoda, disse que está sendo elevado “o nível de gravidade para 7 já que o impacto dos vazamentos de radiação se alastrou pelo ar, alimentos, água encanada e o mar”.

A Comissão de Segurança Nuclear do Japão informou que a avaliação ainda é preliminar e que precisa ser confirmada pela Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA).

O Japão registrou também no dia de hoje (12/4) um novo tremor de magnitude 6,3 graus na escala Richter. É o segundo abalo sísmico em dois dias. Os serviços no Aeroporto Internacional de Narita, de trem e metrô foram interrompidos, na capital, Tóquio.

Fonte: Opera Mundi

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Em 1º de março de 1932, um crime causou comoção mundial. Charles Lindbergh III, de 20 meses, filho do heroi da aviação, Charles Lindbergh, é sequestrado da nova mansão da família em Hopewell, Nova Jersey. Lindbergh se tornou uma celebridade internacional ao fazer, pela primeira vez na história, um voo solo, sem escalas, através do Oceano Atlântico em 1927.

No dia do sequestro, ele e sua esposa Anne descobriram um bilhete no quarto do filho, exigindo um resgate de 50 mil dólares. O sequestrador utilizou uma escada para escalar até ol andar superior e entrar no quarto pela janela aberta, deixando pegadas de sapatos sujos de barro no assoalho do cômodo.

Logo em seguida, a família recebeu ofertas de ajuda e pistas falsas. Até Al Capone, da prisão, ofereceu assistência. Nos três dias que se seguiram, os investigadores nada encontraram e não houve qualquer comunicação dos sequestradores. Foi então que um novo bilhete elevou o preço do resgate, exigindo desta vez 70 mil dólares.

Os sequestradores finalmente deram instruções onde deixar o dinheiro e informaram que o bebê estaria num barco chamado Nelly, na costa de Massachusetts. Após uma exaustiva busca, porém, nada foi encontrado. Tempos depois, um corpo identificado como sendo da criança foi encontrado em 12 de maio de 1932 em uma mata, a sete quilômetros da residência. A causa da morte foi um pesado golpe na cabeça, na mesma noite do sequestro. Com o coração partido, o casal acabou doando a mansão para uma casa de caridade e se mudou.

Investigação

O sequestro parecia sem solução até 18 de setembro de 1934, quando um certificado-ouro apareceu. O frentista de um posto de gasolina que recebeu o certificado como pagamento anotou nele mesmo o número da placa do carro porque suspeitou do motorista. À época, os certificados-ouro estavam sendo rapidamente retirados de circulação.

A placa era de Nova York. A polícia rastreou a pista e chegou ao imigrante alemão Bruno Hauptmann. Ao vasculhar sua casa, os detetives encontraram um maço do dinheiro do resgate de Lindbergh. Hauptmann alegou que um amigo lhe havia dado o dinheiro para guardar e que não tinha nada a ver com o crime.

O julgamento teve uma cobertura ampla, diária e sensacionalista de toda a imprensa escrita e radiofônica. Era o ‘crime do século’. O processo criminal não era particularmente complicado. A principal prova, à parte o dinheiro, consistiu nos depoimentos de peritos que confirmaram que o bilhete do resgate havia sido escrito por Hauptmann.

Ele foi considerado culpado com base em provas circunstanciais: a descoberta de 11 mil dólares do resgate; o fato de que tinha o número de telefone de John F. Condon, o homem que entregou o resgate; e que a escada usada no crime continha um reparo feito da mesma madeira encontrada na casa de Hauptmann. O réu explicou que o dinheiro pertencera a Isidor Fisch, que morrera na Alemanha em 1934. O número do telefone, possivelmente a mais irrefutável peça das provas – foi aparentemente rabiscado por um jornalista na parede do armário após a prisão de Hauptmann. Muito tempo depois esse jornalista confessou ter sido o autor da anotação.

As provas e a intensa pressão da opinião pública foram suficientes para condenar Hauptmann. Ele foi eletrocutado em 3 de abril de 1936, na prisão de Trenton, Nova Jersey. Tinha 36 anos. Como consequência desse crime, o sequestro passou a ser um delito federal grave.

Por Silvana Guerra
Fonte: BBC Brasil

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Índia e Paquistão anunciaram nesta quinta-feira (10/2) um comunicado conjunto no qual os dois países confirmam a decisão de voltar à mesa de negociações de paz. O comunicado se deu após um encontro de altos oficiais indianos e paquistaneses no Butão, neste último final de semana.

As negociações foram suspensas no ano de 2008, após uma série de ataques na cidade de Mumbai, Índia, atribuídos aos militantes baseados no Paquistão, nos quais mais de 170 pessoas morreram. Autoridades dos dois países estão dispostas a estreitar as relações sabendo que o processo poderá ser bem lento.

A agenda bilateral é extensa, e entre os temas relacionados serão discutidos assuntos econômicos, sobre a adoção de medidas de contra grupos extremistas e o controle sobre o território da Caxemira, além de outras discordâncias relativas à fronteiras. Os dois países reivindicam a Caxemira, que está dividida em duas partes, uma administrada pela Índia e outra pelo Paquistão.

Apesar da interrupção das negociações, os dois países se encontraram no ano passado em diferentes ocasiões para discutirem outros temas que centram a disputa entre Índia e Paquistão, que já se enfrentaram em pelo menos três guerras.

Por Silvana Guerra

 

LEANDRO GUERRA DE PAIVA

 

É difícil acreditar que não vou mais te ver…

Mas será que não vou mesmo? Acho que vou, não sei… se é para isso que servem as lembranças, então eu vou.

Me acostumarei com o teu silêncio? Também não sei, mas de minha memória você não sairá jamais.

E a saudade? Hmm… Como não sentir saudades? O jeito é deixar ela vir e sentir, ela não passa nunca.

Se é que existe uma ponte entre os mundos, então estamos apenas temporariamente em estações diferentes da vida…


Homenagem de um coração que manifesta suas certezas incertas.

 

Obrigada meu irmão por esses 35 anos de convívio, foi um grande encontro!