Segurança Internacional


Por Silvana Guerra
Fonte: Exército

 

Há indícios de que a China tenha concluído a fabricação de seu primeiro protótipo de caça-bombardeiro furtivo, um avião sumamente sofisticado concebido para evitar os radares e voar a uma velocidade supersônica.

Ultimamente tem surgido fotografias em blogs especializados, mostrando um birreator de fuselagem muito bem-acabada, com uma estrela vermelha pintada na cauda dupla. Aparentemente, as fotos foram tiradas em Chengdu, onde são fabricados os aviões de combate da nova geração das Forças Armadas chinesas. E de acordo com fontes militares chinesas, citadas pela imprensa japonesa, trata-se do bombardeiro furtivo J-20.

CHINA-BOMBARDEIRO FURTIVO

Atualmente, os Estados Unidos são os únicos no mundo a dispor de uma aeronave caça-bombardeiro furtivo operacional. A China provavelmente estaria desenvolvendo o avião em resposta ao F-22A Raptor, da Lockheed-Martin e Boeing, fabricado para a Força Aérea dos EUA.

 

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De acordo com a revista Aviation Week, o J-20 parece maior que o normal, indicando que poderia embarcar munições mais pesadas e possuir um maior raio de ação. Ele também estaria preparado para o reabastecimento durante o voo, proporcionando maior autonomia a aeronave.

Na próxima semana, o Secretário de Defesa dos EUA, Robert Gates, estará em Pequim e deverá tentar reaproximar as relações entre os dois países, após um ano que o Governo chinês rompeu os contratos militares com a Casa Branca, irritado com as vendas de armas americanas a Taiwan.

Por Silvana Guerra
Fonte: Agência de Notícias

Após a sinalização de que as duas Coreias estão abertas ao diálogo de paz, o enviado dos Estados Unidos para a Coreia do Norte, Stephen Bosworth, se reuniu hoje (5/01), em Seul, com autoridades sul-coreanas para estudar os meios de aliviar as tensões na região coreana. De acordo com fontes oficiais, os negociadores irão analisar a situação do programa nuclear norte-coreano e as futuras respostas.

As tensões na península aumentaram depois do bombardeio norte-coreano, em novembro. A Coreia do Sul disse que retaliaria caso fosse provocada novamente pela Coreia do Norte. Os dois países trocaram ameaças de guerra e iniciaram exercícios militares sem precedentes.

O Ministro das Relações Exteriores da China e o Assessor de Segurança Nacional dos EUA, Tom Donilon, discutiram nesta terça-feira (4/01), em Washington, sobre o programa nuclear da Coreia do Norte, buscando maneiras de convencer Pyongyang a abandonar seu programa de armas nucleares e atender seus compromissos e obrigações internacionais, evitando assim a desestabilização na região coreana.

Fonte: Portal Terra

Mapa mostra a localização dos 16 países ondem podem acontecer conflitos, para o International Crisis Group

Além do Oriente Médio, das Coreias e do Irã – pontos já tradicionais de problemas geopolíticos -, dezenas de zonas de tensão política e social se espalham pelos continentes no início da segunda década do século XXI. A partir desse quadro e com base em dados do International Crisis Group, a revista Foreign Policy elaborou uma lista de 16 países que passam por uma situação delicada e que, no decurso de 2011, podem se ver em meio à eclosão de conflitos de proporções mais graves.

Costa do Marfim
As eleições de outubro são a chave para o 2011 da Costa do Marfim, que segue dividida entre os candidatos que se proclamam vencedores do pleito: Laurent Gbagbo, que assumiu a Presidência, respaldado por setores do Exército e pelo Conselho Constitucional; e Alassane Outtara, antigo premiê, defendido pela comunidade internacional. A disputa perdura, e o país fica à beira do conflito: a ONU reportou desaparecimentos e estupro, e ao menos 20 pessoas já morreram.

Colômbia
O presidente Juan Manuel Santos empreendeu reformas e buscou a reaproximação com Equador e Venezuela, mas o problema das guerrilhas permanece um desafio. Apesar de avanços, as Forças Armadas Revolucionárias Colombianas (Farc) ainda possuem 8 mil soldados, enquanto outros grupos ocupam o mercado do tráfico e fazem aumentar a violência: a taxa de homicídios em Medellín, segunda maior cidade, cresceu mais de 100% no último ano. O pedido de paz pode não se concretizar.

Zimbábue
Governado pela frágil aliança entre antigos rivais, o Zimbábue também começa 2011 em meio a disputas eleitorais. De um lado está Robert Mugabe, que há tempos mantém a presidência; de outro, Morgan Tsvangirai, o premiê e lider oposicionista. A coalizão, que é de 2009, poderia acabar com um novo pleito, mas divergências emperram o avanço: Mugabe quer eleições para renovar toda a estrutura política, e Tsvangirai espera passar a votação de uma nova constituição.

Iraque
Invadido pelos EUA em 2003, o Iraque passou anos da última década mergulhado na violência. Agora, à medida que as ruas parecem mais seguras, a arena política mostra seus riscos. Após nove meses, o novo governo foi finalizado em dezembro, mas é fraco. Enquanto políticos demoram a tomar as rédeas, teme-se que as mesmas voltem à insurgência – seja por fraqueza das forças de segurança, seja pela influência de vizinhos, como o Irã, que há tempo presta apoio a xiitas.

Venezuela
Em 2010, o presidente Hugo Chávez e seu partido perderam o controle da Câmara, mas essa derrota, que poderia frear os projetos do governo, pode perder significância depois que a Assembleia Nacional concedeu temporariamente a Chávez o direito de governar por meio de decretos. Enquanto isso, a violência urbana cresce, o país se torna um corredor para o tráfico internacional de drogas, e forças de segurança pública se veem acusadas de corrupção.

Sudão
Após duas décadas de guerra, o Sudão assinou em 2005 o Tratado de Naivasha, que punha fim ao conflito. Desde então, a paz vem sendo testada, e em 9 de janeiro um capítulo decisivo será escrito com a realização do referendo sobre a autonomia da região sul. O “sim” deve vencer, e se espera que o resultado seja aceito. No entanto, caso o resultado não venha a ser bem aceito, teme-se a volta do antigo conflito entre Norte e Sul.

México
O presidente Felipe Calderón declarou guerra aos carteis de drogas, mas o conflito já matou mais de 30 mil pessoas. A tensão é maior na fronteira com os Estados Unidos, onde grupos lutam pelo controle do tráfico que dá acesso comercial às grandes áreas metropolitanas americanas. Em 2010, temendo mais retaliações, um jornal publicou uma carta perguntando o que era permitido publicar. A situação parece longe de qualquer solução.

Guatemala
A luta pelo controle do lucrativo tráfico na fronteira mexicana com os EUA levou a violência à vizinha Guatemala. Dotada de um Estado fraco e de instituições frágeis, a sociedade guatemalteca pode ter de enfrentar em 2011 as repercussões da guerra das drogas no próprio solo. No final de 2010, ações policiais foram empreendidas para tentar retomar o controle de regiões próxima ao México.

Haiti
Para os haitianos, janeiro não será somente o mês do aniversário de um ano do terremoto de 2010, que devastou o mais pobre país do mundo ocidental. Neste mesmo mês, o país volta às urnas para finalizar um conturbado processo eleitoral que define o governo que terá a missão de começar a resgatar o Haiti de 2010, ano em que o país também teve de enfrentar uma drástica epidemia de cólera. Cerca de um milhão de haitianos permanecem sem lar na capital Porto Príncipe.

Tadjiquistão
Extremamente pobre, carente de serviços públicos e controlado há anos pelo grupo político do ex-líder soviético Emomali Rahmon, o Tadjiquistão pode ter de lidar em 2011 com a presença massiva de guerrilhas que vêm lutando ao lado do Talibã na tumultuada região central da Ásia. O governo vem tentando lidar com ataques oriundos da fronteira sul afegã, mas pouco resultado foi obtido até agora.

Paquistão
O Paquistão ainda enfrenta a crise gerada pelas enchentes de 2010, que desalojaram 10 milhões de pessoas. Por outro lado, o crescimento de grupos insurgentes ligados ao Afeganistão vem espalhando violência por diversas cidades paquistanesas. E o governo, por sua vez, mostra dificuldades de lidar com estes desafios, à medida que se encontra dividido entre governantes fracos, impopulares, e um exército poderoso.

Somália
Em 2011, a Somália deve seguir enfrentando o perigo da perda de controle de território para a insurgência islâmica. Atualmente governado por um grupo de transição apoiado pela União Europeia, o país permanece frágil e somente vem resistindo a ataques devido à ajuda provida pelas forças da União Africana. Um dos grupos insurgentes é o Al Shabab, que almeja a construção de um Estado muçulmano conservador e, no momento, trabalha para obter o controle da capital Mogadishu.

Líbano
O Líbano pode ter um 2011 delicado. Um Tribunal Internacional deve julgar membros do Hezbollah acusados de tentar assassinar o ex-premiê libanês, Rafik Hariri, numa decisão que poderia causar uma onda de violência. A situação com Israel também é incerta: após a guerra de 2006, a relação entre ambos não é das mais fecundas e se teme um novo conflito. Na foto, bandeiras libanesas e iranianas são expostas na visita do presidente Mahmoud Ahmanidejad.

Nigéria
A Nigéria teve um 2010 tumultuado: o presidente morreu devido a problemas cardíacos; centenas de pessoas foram assassinadas, vítimas de violência entre muçulmanos e cristãos; e o petróleo foi palco de ataques e sequestros de rebeldes ao longo do delta do Níger. Esses serão os desafios com os quais o novo presidente, a ser eleito na primavera de 2011, terá de lidar.

Guiné
A Guiné teve seu presidente assassinado em 2008. O episódio forçou a formação de uma junta militar, que, embora bem recebida, se mostrou inapto a governar depois de assassinar 150 manifestantes que realizavam um protesto pacífico. A junta convocou eleições, e, em dezembro de 2010, o país comemorou a posse do primeiro presidente eleito democraticamente, Alpha Condé. Em 2011, ele terá pela frente o desafio de manter a paz na Guiné e reorganizar as riquezas do país.

República Democrática do Congo
Anos após a Segunda Guerra do Congo (1998-2003), durante a qual 4,5 milhões morreram, a República Democrática do Congo segue um foco de tensão, por trás da qual reside a chamada “maldição dos recursos”: a busca pelo controle do ouro, do cobalto e diversos outros minerais que abundam no país. Nenhum dos atores em jogo parece ter poder suficiente para controlar o país, mas todos parecem ter recursos para seguir tentando.

Foto: Arte Terra/Reprodução

Por Silvana Guerra
Fonte: EFE

A primeira usina nuclear construído no Irã, a usina de Bushehr, será conectada à rede elétrica nacional no próximo mês, fevereiro, conforme anunciado hoje (03/01) pelo Ministro interino de Assuntos Exteriores Ali Akbar Salehí. Segundo ele, as etapas do projeto Bushehr estão sendo cumpridas dentro dos prazos estipulados, e que o atraso da ligação à rede elétrica, que inicialmente seria entre outubro e novembro de 2010, não altera a programação.

Teerã começou a construir a usina nuclear na década de 1970 com ajuda alemã, mas o projeto foi interrompido pela Revolução Islâmica, que em 1979 depôs o último Xá do Irã, Mohammad Reza Pahlevi. Há dez anos, a construção da planta foi retomada com a colaboração da Rússia enquanto as obras foram concluídas no meio do ano de 2010 após diversos atrasos.

Especula-se que o atraso da conexão poderia estar ligado ao ataque do vírus Stuxnet que atingiu o país em setembro. Mesmo admitindo que os sistemas iranianos foram afetados, o Ministro Salehí reiterou que a central não foi prejudicada.

Por Silvana Guerra
Fonte: EFE

O Governo da Coreia do Sul propôs uma nova estrutura de suas Forças Armadas com o objetivo de aumentar a coordenação e a rapidez de resposta às forças norte-coreanas. A proposta seria a criação de um Comando de Forças Conjuntas que foi apresentada pelo Ministério da Defesa sul-coreano para ser aprovada pelo Parlamento.

Caso entre em vigor, o Comando de Forças Conjuntas reunirá os três exércitos. Além disso, o oficial que ocupar o novo posto de chefe terá maior autoridade do que o atual Chefe de Estado-Maior, já que além do controle sobre as operações dos três braços do Exército terá poder para tramitar o envio de pessoal militar.

O Presidente sul-coreano, Lee Myung-bak, afirma que seu país não quer a guerra, porém, não acredita em outra forma para dissuadir as provocações da Coreia do Norte, acrescentando que devem estar preparados para responder com força eventuais ataques do país vizinho.

Por Silvana Guerra
Fonte: EFE

 

Novas manobras militares foram realizados hoje (23/12) pelo Exército e Aeronáutica da Coreia do Sul, em meio à tensão política entre as duas Coreias. Apesar do país já ter realizado 47 exercícios militares neste ano, este foi o maior realizado em terra com artilharia real.

As atividades, das quais participaram cerca de 800 soldados, incluíram testes com mais de 100 tipos de armas, como mísseis antitanque, helicópteros de ataque e seis aviões de combate.

O Exército sul-coreano afirmou que o objetivo do treino é controlar a preparação das forças sul-coreanas e demonstrar a sua capacidade total de fogo, para responder possíveis ataques norte-coreanos.

As manobras foram realizadas em Pocheon, ao norte de Seul, cerca de 20 quilômetros da fronteira norte-coreana.

Por Silvana Guerra
Fonte: EFE

 

A Coreia do Sul realizou nesta segunda-feira (20/12) exercícios militares em uma área disputada com a Coreia do Norte, que durou cerca de duas horas com munição real, os disparos foram quase constantes. As manobras deveriam ter ocorrido no fim de semana, porém foi adiado devido ao mau tempo.

A Coreia do Norte, por sua vez, disse que não iria reagir às atividades alegando que não valeria a pena se manifestar diante da “provocação militar” do país vizinho.

Moradores da ilha sul-coreana de Yeonpyeong foram instruídos por militares a se abrigarem em bukers durante as manobras. A ilha fica perto da área marítima disputada pelas duas Coreias.

Fonte: EFE

A divisão do Exército de Libertação Popular na província chinesa de Sichuan treinará dez mil pombos-correio para garantir a comunicação em caso de guerra ou catástrofe natural, informou nesta sexta-feira o jornal South China Morning Post. Segundo o diário, talvez se trate do maior "esquadrão" do mundo, que em tempos de paz será utilizado para chegar a zonas remotas.

A escolha de Sichuan não é casual, já que em 2008 a região sofreu um dos piores terremotos da última década, com mais de 90 mil mortos e desaparecidos e as comunicações cortadas em muitas zonas. Províncias vizinhas, como Guizhou, Yunnan e a região do Tibete, terão estações para receber mensagens destes pombos.

O primeiro grupo deste tipo de aves para uso militar na China nasceu em 1950 em Yunnan (no sudoeste do país, na fronteira com Laos e Mianmar), para enviar mensagens aos vizinhos países do sudeste da Ásia, embora naquela ocasião os pombos tenham sido importados de Polônia e União Soviética. Desde então, a capital provincial de Yunnan, Kunming, é o principal centro dedicado ao uso militar de pombos, onde mais de 50 mil destas aves já foram treinadas.

Os pombos-correio, lembrou o South China Morning Post, foram utilizados nas duas guerras mundiais do século XX, sendo que na primeira delas calcula-se que 95% das mensagens transmitidas por este meio chegaram com sucesso a seu destino.

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Por Silvana Guerra
Fonte: Reuters

 

O Japão aprovou hoje uma reforma em sua política de defesa nacional, na qual adota uma postura mais flexível, reorientando suas capacidades bélicas diante do crescimento militar da China e as ambições nucleares da Coreia do Norte.

Pela sua atual Constituição pacifista, adotada desde o fim da Segunda Guerra Mundial, o Japão é proibido de exportar armas. No entanto, de acordo com as novas Diretrizes do Programa de Defesa Nacional, fica aberta a possibilidade do desenvolvimento internacional conjunto.

A intenção não é despertar reações nos países vizinhos, porém o Japão considera grave a falta de transparência nas questões militares chinesas, além da desestabilização regional causada pelo programa nuclear norte-coreano.

A China, antecipando-se à divulgação do documento japonês,  reiterou a postura defensiva das suas Forças Armadas e manifestou a esperança de que Tóquio agisse para estimular a confiança e a estabilidade na região.

Por Silvana Guerra
Fonte: EFE

 

O Senado dos Estados Unidos deverá votar a ratificação do tratado “Start” de desarmamento nuclear com a Rússia, mesmo com a tentativa de alguns republicanos em adiar o processo para janeiro.

Os trabalhos do Senado irão até o dia 4 de janeiro, por isso, há a previsão das sessões continuarem até o fim de semana ou que haja um breve recesso no Natal com retorno logo após. A Casa Branca pressiona o Senado para que aprove o texto antes do fim de semana.

O “Start” é uma das principais conquista de Barack Obama na área de política externa. O tratado estabelece limites ao arsenal de ogivas nucleares de EUA e Rússia, reduzindo em 30% o número de ogivas nucleares, para 1.550 por país, e limita a 800 o de vetores estratégicos, como mísseis intercontinentais, submarinos e bombardeiros estratégicos.

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