Segurança Internacional


Por Silvana Guerra
Fonte: Agência Brasil
 

Durante a Convenção de Segurança Nuclear, que ocorre a cada três anos, foi realizada em Viena, na Áustria, desde o último dia 4 e seu encerramento se deu ontem (14/4). Os 71 países que desenvolvem programas de energia nuclear chegaram à conclusão de que os acidentes radioativos na Usina Nuclear de Fukushima Daiichi devem servir de lição para o restante do mundo.

A Convenção tem o objetivo de melhorar a segurança na exploração dos reatores eletronucleares. A cada encontro, os peritos se reúnem para analisar os relatórios enviados por todos os que ratificaram o documento, porém, não tem poder de impor aos membros normas de segurança.

As partes devem se comprometer a tirar conclusões e a agir a partir das lições do acidente de Fukushima, segundo o documento assinado pelos representantes dos 71 países e pela Comunidade Europeia da Energia Atômica. O Diretor-Geral da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), Yukiya Amano, advertiu sobre a catástrofe de Fukushima, ressaltando que a indústria nuclear não pode continuar “como se nada tivesse acontecido”.

Por Silvana Guerra
Fonte: Agência Brasil
 

Os alimentos importados do Japão passarão por inspeção para verificar se estão contaminados por radiação a fim de evitar produtos contaminados no Brasil. A medida foi acertada na quarta-feira (30/3) pela Comissão Nacional de Energia Nuclear (Cnen), Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e dos Ministérios da Agricultura e da Saúde.

A carga ficará nos portos e aeroportos aguardando a liberação, ou não, da análise das amostras dos alimentos que serão recolhidas e enviadas aos laboratórios que integram a rede da comissão nuclear, localizados em São Paulo e no Rio de Janeiro.

Além disso, a medida prevê que outros produtos provenientes das doze províncias próximas à Usina Nuclear de Fukushima Daiichi venham com certificado de liberação de autoridade sanitária japonesa.

Segundo a gerente de Alimentos da Anvisa, Denise Resende, a avaliação deve ser rápida e há poucas chances de um alimento chegar ao Brasil contaminado por radiação. Denise afirma que a compra de alimentos de origem japonesa é baixa.

Por Silvana Guerra
Fonte: EFE

 

Ministros da Venezuela e Colômbia encontraram-se nesta quarta-feira (16/2) em Caracas para tratarem de acordos de cooperação em matéria de segurança na fronteira entre os dois países, além dos assuntos econômicos que serão abordados num próximo encontro entre os dois Presidentes, Hugo Chávez e Juan Manuel Santos, em Bogotá.

O Chanceler venezuelano, Nicolás Maduro, disse que até o momento nunca tinha sido tratado de uma agenda comum em níveis de articulação tão elevados, como por exemplo, sequestro e extorsão.

Como resultado das negociações bilaterais realizadas desde novembro de 2010, os dois países assinaram em janeiro deste ano um acordo de cooperação na luta contra o narcotráfico, sendo considierado como um primeiro passo de ambos os países na colaboração em matéria de segurança.

Por Silvana Guerra
Fonte: Agência Brasil

 

Terminou ontem  (22/1) mais um dia de conversação entre o Irã e o Grupo P5+1 sem progresso nas negociações. Os líderes internacionais criticaram a postura do Irã em tentar impor precondições para um acordo. Por enquanto não houve manifestação por parte do negociador iraniano em relação ao resultado do encontro.

Os negociadores do Grupo P5+1 buscam um acordo para que o Irã abandone seu programa de enriquecimento de urânio. Por outro lado, o Irã alega que seu programa nuclear é pacífico e que, antes dele, quer discutir sobre a segurança regional no Oriente Médio e desarmamento.

Não há outra data marcada para um novo encontro, mas a representante da diplomacia europeia, Catherine Ashton, “as portas permanecerão abertas”.

Por Silvana Guerra
Fonte: Folha

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A Coreia do Sul aceitou a proposta de iniciar conversações com a Coreia do Norte sobre temas militares de alto nível dos dois países. O Governo sul-coreano não havia aceitado, até então, outras propostas do país vizinho, por desconfiar de suas verdadeiras intenções.

De acordo com o Ministério de Unificação da Coreia do Sul, o país participará das conversações “com condições de que a Coreia do Norte adote medidas responsáveis nos casos do naufrágio do navio Cheonan e do ataque à ilha Yeonpyeong, e prometa evitar uma repetição destes atos”.

Fonte: EFE

 

Representantes do Movimento de Países Não-Alinhados, membros do Grupo dos 77, da Liga Árabe e diplomatas de países como Síria e Venezuela iniciaram neste sábado uma visita às instalações nucleares iranianas de Natanz e Arak, em uma viagem de inspeção criticada pelas grandes potências.

O grupo, integrado por embaixadores desses países na AIEA (Agência Internacional de Energia Atômica), partiu de Teerã na manhã deste sábado, acompanhado do Ali Asghar Soltaniyeh, embaixador iraniano para o organismo.

Os diplomatas irão visitar o reator de água pesada de Arak e a usina nuclear de Natanz, local onde a comunidade internacional suspeita que o Irã esteja enriquecendo urânio com fins militares.

O responsável iraniano aproveitou a partida para voltar a criticar com dureza os Estados Unidos e a União Europeia, acusando-os de agir com dois pesos e duas medidas por não terem aceitado o que definiu como "uma oportunidade histórica" de inspecionar as instalações nucleares do Irã.

"Mesmo assim, respeitamos sua decisão", disse Soltaniyeh, sem fazer referencia a China ou Rússia, que também rejeitaram o convite de Teerã, qualificado de "palhaçada" por Washington.

A visita foi considerada um "gesto de transparência" pelas autoridades iranianas, argumento que parece não ter convencido nem sequer Brasil e Turquia – países com os quais o Irã acertou um acordo para troca de combustível nuclear no ano passado.

Entre as razões para as críticas dessa visita está o fato de essa delegação da AIEA ser composta por diplomatas, e não técnicos, o que poderia politizar as inspeções nucleares, em detrimento de uma avaliação técnica.

A viagem, que se prolongará por pelo menos dois dias, ocorre a uma semana de o Irã reiniciar em Istambul as negociações internacionais sobre seu polêmico programa nuclear com o chamado grupo 5+1. Este grupo é integrado pelos membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU – EUA, China, Rússia, Reino Unido e França – mais a Alemanha.

Por Silvana Guerra
Fonte: AFP

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Durante um discurso pronunciado na Universidade Keio, em Tóquio, o Secretário de Defesa americano, Robert Gates, afirmou que as forças armadas americanas são necessárias no território japonês devido à ameaça representada pelo regime norte-coreano e pela influência da China na região.

Robert Gates disse ser imprescindível essa presença para responder aos desafios e ameaças para a segurança, caso contrário, as provocações da Coreia do Norte poderiam causar maior instabilidade no caso da China se comportar de forma mais ousada com os países da região.

Sem a presença militar no Japão, “menos informações seriam compartilhadas e a coordenação seria menor, e nós saberíamos menos sobre as ameaças regionais e as capacidades militares de nossos potenciais adversários”, disse Gates.

Por Silvana Guerra
Fonte: DefesaNet

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A Polícia Federal começa a operar até o fim do mês três Veículos Aéreos Não Tripulados (Vants). Os equipamentos de vigilância vão monitorar dia e noite 2,4 mil quilômetros de fronteira.

A PF estuda usar esses equipamentos de espionagem também para acompanhar o andamento de obras do governo federal, em convênio com a Controladoria-Geral da União (CGU).

Por Silvana Guerra
Fonte: AFP

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O General Walter Sharp, que comanda as forças americanas na Coreia, afirmou que os Estados Unidos têm meios necessários para destruir pontos norte-coreanos de lançamento de mísseis e para impedir que Pyongyang utilize isso para ameaçar os países vizinhos.

Primeiramente serão usados os meios de persuasão, caso não funcione, daí sim os de responder. O Secretário de Defesa americano, Robert Gates, disse durante sua visita à China, nesta terça-feira, que o míssil intercontinental desenvolvido atualmente pela Coreia do Norte poderá representar uma ameaça direta para os EUA nos próximos cinco anos.

Em abril de 2009, em um dos três testes de mísseis balísticos intercontinentais realizados pelo Governo norte-coreanos, um sobrevoou o Japão antes de cair no Oceano Pacífico.

Fonte: Correio Braziliense

 

A Polícia Federal (PF) vai promover “campanhas de erradicação” de pés de coca na Bolívia nos moldes do que foi feito no Paraguai com a maconha. A proposta faz parte do acordo de cooperação entre os governos brasileiro e boliviano no combate ao tráfico de drogas. A meta é aumentar a fiscalização nas fronteiras com a Operação Sentinela — que prevê, desde 2009, ações conjuntas nessas regiões entre a PF, a Força Nacional, a Receita Federal, as Forças Armadas, a Polícia Rodoviária Federal e as policias estaduais — e ainda financiar investimentos em recursos humanos e em tecnologia no país. A PF analisa, inclusive, o uso dos veículos aéreos não tripulados, chamados de Vants, nos países fronteiriços.

O controle das fronteiras é prioridade do novo governo. A presidente Dilma Rousseff e o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, defendem a vigilância na área e o uso dos sistemas de vigilância integrada como forma de reduzir as estatísticas de violência urbana. O Brasil tem mais de 8 mil quilômetros de fronteira seca. Grande parte das drogas e das armas contrabandeadas que chegam ao país entra por esses pontos.

O último balanço da Operação Sentinela revela que, no ano passado, pelo menos 2 toneladas de pasta base de cocaína e mais de 57 toneladas de maconha foram apreendidas nessas áreas. Foram cumpridos 270 mandados de prisão e 1.880 pessoas presas em flagrante (veja quadro). O caso mais recente foi o do traficante Maximiliano Dorado Munhoz Filho, o Max, preso em Santa Cruz de la Sierra, na Bolívia, e entregue às autoridades brasileiras. Condenado em Rondônia por tráfico e suspeito de matar um agente penitenciário, Max foi preso em uma ação coordenada entre a PF e a Força Especial de Luta Contra o Narcotráfico (FELC) boliviana.

A articulação entre os países intensificou-se nos últimos anos e agora abrange áreas de logística, investigação e até mesmo orientações legislativas. “Toda ação tem dois pontos fundamentais: impedir que produtos ilícitos entrem no país e que as riquezas saiam”, explica o diretor de Combate ao Crime Organizado da PF, Roberto Troncon. Segundo ele, a responsabilidade no combate ao narcotráfico é compartilhada. “Não há mercado sem oferta e sem demanda.”

Novos acordos
O resultado nas operações conjuntas no Paraguai atraiu a atenção de outros países vizinhos. Foram reduzidos cerca de 900 hectares de plantação de maconha no país. A estimativa é de que aproximadamente três toneladas da droga deixaram de circular. Cerca de 80% tinham como destino o Brasil. Na parceria, os investimentos brasileiros giram em torno de R$ 700 mil.

A fiscalização nas fronteiras do Brasil com a Argentina e o Uruguai será intensificada com a assinatura, nos próximos meses, de acordos de cooperação internacional. O modelo é igual ao assinado com a Bolívia, o Paraguai e o Peru. Porém, algumas especificidades serão levadas em consideração, como o roubo de gado no Rio Grande do Sul. O Equador também demonstrou interesse em acordos de cooperação com o Brasil.

Os números da sentinela
57,1 toneladas de maconha apreendidas
2 toneladas de pasta base de cocaína apreendidas
5.558 barreiras policiais montadas
270 mandados de prisão cumpridos
1.880 pessoas presas em flagrante
R$ 1,7 milhão apreendidos
1.603 veículos apreendidos
301 armas apreendidas

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