Relações Internacionais


Por Silvana Guerra
Fonte: Ansa

 

O Presidente do Equador, Rafael Correa, deu início nesta sexta-feira (11/3) ao encontro que reúne os chanceleres dos países da União das Nações Sul-americana (Unasul), em Quito.

A reunião estava na iminência de ser postergada devido ao alerta de risco de tsunami nos países da América Latina, banhados pelo Oceano Pacífico, após o forte terremoto que atiungiu o Japão no dia de hoje. O Governo do Equador evacuou várias regiões costeiras por prevenção a um possível maremoto nas Ilhas de Galápagos.

Os Chanceleres da Unasul discutirão sobre a retomada do projeto do Banco do Sul, a ratificação do Tratado Constitutivo da organização e a eleição de um novo secretário-geral para substituir o ex-presidente argentino Néstor Kirchner, que faleceu em outubro do ano passado.

Está previsto também o lançamento da pedra fundamental da sede permanente da entidade, que será construída no Equador com previsão de entrega para 2012.

Por Silvana Guerra
Fonte: Agência Brasil

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O Assessor especial para Assuntos Internacionais da Presidência da República, Marco Aurélio Garcia, se reuniu nesta quinta-feira (10/3), em Cuba, com o Presidente Raúl Castro, e com vários ministros nos últimos dois dias.

As articulações conduzidas pelo Assessor são para ampliar as relações econômicas e comerciais entre os Governos brasileiro e cubano. De acordo com nota oficial emitida pelo Ministério das Relações Exteriores de Cuba, o Brasil é o segundo maior parceiro comercial do país na América Latina, depois da Venezuela. Em 2009, o comércio bilateral entre ambos envolveu cercar de 580 milhões de dólares.

Por Silvana Guerra
Fonte: EFE

Ricardo Seitenfus, brasileiro e ex-representante da Organização dos Estados Americanos (OEA) no Haiti, foi homenageado nesta quinta-feira (3/2) com a ordem de Caballero, por parte do Governo do Presidente René Préval, pelo seu “valor na defesa da dignidade do povo haitiano”.

A homenagem ocorreu na sede da Presidência do Haiti, na qual estavam presentes o Embaixador do Brasil no Haiti, Igor Kipman, e representantes do escritório nacional da OEA no país.

Seitenfus foi exonerado em dezembro passado pelo Secretário-Geral da OEA, José Miguel Insulza, após prestar declarações ao jornal suíço, em que questionava o papel da Missão de Estabilização das Nações Unidas para a Estabilização no Haiti (Minustah) e a política da comunidade internacional frente esse país.

O brasileiro afirmou que a ONU impôs a presença de suas tropas no país, apesar do Haiti não estar vivendo uma situação de guerra civil e tão pouco representando uma ameaça internacional. “Trata-se, para a ONU, de congelar o poder e de transformar os haitianos em prisioneiros de sua própria ilha”, disse ele. Além disso, questionar o papel dos Estados Unidos e das ONGs internacionais presentes o país caribenho.

Por Silvana Guerra
Fonte: Agência Brasil

 

O Ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota, e o Ministro dos Negócios Estrangeiros português, Luís Amado, anunciaram que o Brasil e Portugal terão uma reunião de cúpula neste ano em território brasileiro, mas a data ainda não foi definida.

O Ministro Luís Amado é o primeiro chanceler europeu a visitar o Brasil sob o Governo de Dilma Rousseff. Durante o encontro foram tratados assuntos da agenda bilateral, situação econômica mundial, zona do euro, além do conflito no mundo árabe. O Chanceler português também foi recebido pela Presidente Dilma.

A intenção, segundo o Ministro Antonio Patriota, é que o diálogo bilateral seja intensificado. “Há muitos investimentos de Portugal no Brasil e o Brasil também investe na economia portuguesa. Vamos retomar o termo de cumplicidade estratégica do tipo de troca de informações a partir de realidade geográfica e desenvolvimento econômico e social distintos (…)”, disse ele.

Por Silvana Guerra
Fonte: Agência Brasil

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O Ministério das Relações Exteriores emitiu nota oficial nesta quinta-feira (17/02) informando que o Governo brasileiro acompanha com preocupação o agravamento da crise no Bahrein e apelou para que as autoridades busquem um acordo com os manifestantes, envitando confrontos e violência. O Itamaraty pediu ainda que sejam respeitados a liberdade de expressão e os direitos civis da população.

Os aliados regionais do Bahrein decidiram manifestar solidariedade com o reino, dirigido por uma dinastia sunita, mas com maioria de população xiita. Os chefes da diplomacia do Conselho de Cooperação do Golfo (CCG) realizaram em Manama uma reunião extraordinária, num sinal de apoio ao governo do Bahrein.  As informações são da agência pública de Portugal, a Lusa.

Por Silvana Guerra
Fonte: Defesa Net

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A Câmara italiana ratificou definitivamente nesta terça-feira (15/2) o Acordo entre Itália e Brasil sobre a cooperação na Indústria de Armamentos e Defesa firmados em Roma, no dia 11 de novembro de 2008. O acordo faz parte dos acordos de cooperação entre os militares dos dois países que nos últimos tempos o Ministério da Defesa concluiu a nível bilateral para facilitar o processo de modernização das Forças Armadas, dando um impulso para o desenvolvimento da indústria de Defesa Italiana.

Devido o Governo brasileiro negar a extradição para a Itália de Cesare Battisti, havia sido decidido por Parlamentares italianos o congelamento do exame do tratado. A Câmara dos Deputados, que assumiu a análise, aprovou o texto, que também já foi aprovado pelo Senado. O acordo, de duração ilimitada, tem o objetivo de desenvolver a cooperação bilateral entre suas forças armadas visando reforçar as capacidades defensivas e reforçar a cooperação mútua em matéria de segurança.

Por Silvana Guerra
Fonte: Agência Brasil

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A visita oficial do Presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, ao Brasil foi confirmada para o dia 19 de março, data em que a Presidente Dilma Rousseff receberá o Presidente Obama em Brasília. No dia 20, domingo, Barack Obama visitará o Rio de Janeiro.

O encontro de Dilma Rousseff e o Presidente norte-americano será o primeiro depois da posse da Presidente. Os dois estiveram juntos quando Dilma era Ministra-Chefe da Casa Civil do Governo de Luiz Inácio Lula da Silva, em Washington, durante a 4ª Reunião do Fórum Brasil-Estados Unidos de Altos Dirigentes Empresariais, na Casa Branca.

Na época, a então Ministra comentou o interesse norte-americano no petróleo encontrado na bacia do pré-sal. Também está sendo planejada uma viagem para Assunção, no Paraguai, no próximo de 27, quando o Tratado de Assunção, que criou o Mercosul, completa 20 anos.

Fonte: Agência Brasil

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Embora ainda se considere cedo para analisar as relações entre as recentes revoltas populares, a combinação entre a rapidez da comunicação no mundo globalizado, o empobrecimento relativo de algumas regiões da Europa e até mesmo a resistência do mundo ocidental ao programa nuclear iraniano tem influenciado diretamente a “onda democratizante” nos países árabes.

Para o professor Carlos Eduardo Vidigal, doutor em Relações Internacionais e professor de história pela Universidade de Brasília (UnB), é certo que há um “efeito dominó” influenciado por esses e outros fatores, mas é incerto o futuro desses países e a nova configuração geopolítica do mundo árabe. “São anos de regimes autoritários, muitos deles contando com a simpatia norte-americana. Há um choque entre a manutenção desses regimes e o mundo globalizado, com tamanha velocidade de informações”, comentou.

O primeiro governo a ruir diante das manifestações populares foi o da Tunísia, que hoje está sob um governo de transição. As revoltas culminaram com a deposição do presidente Zine El Abidine Ben Ali, que foi obrigado a deixar o país após 23 anos no poder. No Egito, os protestos levaram à renúncia o presidente Hosni Mubarak, há 30 anos no poder.

Hoje (13), em mais um Dia da Raiva, manifestantes no Yemen exigiram a saída imediata do presidente Ali Abdullah Saleh, que está no poder há 32 anos. Abdullah Saleh já anunciou que não diputará as eleições presidenciais em 2013, mas os manifestantes querem sua renúncia imediata, como fez o presidente do Egito.

Na Argélia, mais de 3 mil argelinos se concentraram na Praça Primeiro de Maio, pela redemocratização do país, no entanto a polícia conseguiu impedir que os manifestantes percorressem as ruas da cidade contra o presidente da Argélia, Abdelaziz Bouteflika, que governa o país desde 1999. O movimento de oposição argelino já está organizando uma marcha para o próximo sábado (19).

Para Vidigal, as redes sociais representam um fato novo com grande influência nesse processo. “O uso das redes sociais para as mobilizações, sem dúvida alguma, é um fato novo, como também é um fato novo o surgimento de democracias verdadeiramente populares”, destacou o professor.

“No Brasil, por exemplo, temos uma democracia que coexiste com a miséria, com muitos grupos empobrecidos. A princípio, vejo essas revoltas como algo positivo. A expectativa é que isso se transforme em uma melhor distribuição de renda. Mas é preciso ficar atento porque o povo nas ruas não agrada muito a qualquer governo, nem mesmo aos regimes democráticos”, criticou.

Nesse contexto, para o professor, os Estados Unidos têm muito a perder com uma reconfiguração do mundo árabe. “Os atuais regimes ditatoriais são fundamentais para o atual equilíbrio dos Estados Unidos. Um exemplo disso é o que ocorre na Arábia Saudita. Além da questão econômica, essas revoltas também podem despertar um sentimento de nacionalismo contrário aos Estados Unidos, o que seria contraproducente para os negócios norte-americanos.”

As sanções internacionais ao programa nuclear iraniano influenciaram as revoltas, na opinião de Vidigal, ao criarem a simpatia dos povos árabes ao programa do país persa. “Há o seguinte questionamento: Por que outros países puderam desenvolver seus programas nucleares, e até mesmo chegar ao artefato atômico, sem sofrerem pressão do Conselho de Segurança da ONU, liderado pelos Estados Unidos, França e Grã Bretanha?”, analisou. “Existe um sentimento de solidariedade com o Irã, mesmo não sendo um país árabe”, destacou.

Por Silvana Guerra
Fonte: Agência Brasil

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O Ministro das Relações Exteriores, Antônio Patriota, coordena hoje (11/2), em Nova York, como Presidente do Conselho de Segurança das Nações Unidas, o debate sobre a interdependência entre segurança e desenvolvimento no tratamento das situações de conflito e pós-conflito.

O Chanceler brasileiro, que estará presidindo o Conselho até o final deste mês, participará também de outras reuniões, como com o G4 (Brasil, Alemanha, Índia e Japão), sob o comando do Presidente da Assembleia Geral das Nações Unidas, Joseph Deiss, e com o Vice-Ministro dos Negócios Estrangeiros do Japão, Takeaki Matsumoto.

O Conselho de Segurança é composto pelos Estados Unidos, Rússia, China, França e Inglaterra, membros permanentes. Como membros rotativos, com mandato de dois anos, o órgão é composto por  Brasil, Turquia, Bósnia Herzegovina, Gabão, Nigéria, Áustria, Japão, México, Líbano e Uganda.

Por Silvana Guerra
Fonte: Agência Brasil

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O Ministério das Relações Exteriores recebeu, nesta segunda-feira (7/2), da Embaixada do Peru no Brasil a confirmação de que a 3ª Cúpula América do Sul-Países Árabes (Aspa), a ser realizada em Lima, foi remarcada para o dia 20 de abril.

A Aspa estava prevista para começar no dia 12 deste mês, mas foi adiada por precaução considerando a crise que atinge parte dos países Árabes. A Presidente Dilma Rousseff faria um discurso para os empresários e depois para os líderes políticos sul-americanos e árabes. Com o adiamento da cúpula, o cronograma do evento poderá ser alterado.

No total, representantes de 33 países integram a Aspa. Dos 22 países árabes que fazem parte da cúpula, seis passam por um momento delicado na política interna, como o Egito, a Jordânia, o Líbano, a Palestina, a Síria e o Iêmen. Em decorrência dessa turbulência, os líderes políticos da região pediram à organização da cúpula da Aspa para adiar sua realização.

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