Internacional


Por Silvana Guerra
Fonte: Agência Brasil
 

Um avião, utilizado em missões da Organização das Nações Unidas (ONU) na República Democrática do Congo, caiu ontem (04/4) pouco antes de pousar no aeroporto da capital, Kinshasa. Não se confirma o número de mortos ou feridos, mas se sabe que ao menos dez pessoas morreram e que havia ao menos 29 passageiros e quatro tripulantes a bordo da aeronave. As primeiras informações são de agências internacionais.

A agência de notícias Lusa, de Portugal, informou que chovia forte no momento do acidente e o avião partiu em várias partes sobre a pista de pouso. Não se sabe ainda as causas do acidente.

Fonte: Agência Brasil
 

Na manhã desta terça-feira (29/03), 65% das cidades do Paraguai ficaram sem energia elétrica por 20 minutos, por causa de problemas em uma subestação da Usina Hidrelétrica Itaipu. De acordo com a Itaipu Binacional, os problemas foram resolvidos e o incidente não trouxe consequências para a hidrelétrica ou para o sistema elétrico brasileiro.

O problema aconteceu durante trabalhos de manutenção da subestação que fica na margem paraguaia do Rio Paraná. Às 10h11, uma falha no sistema de proteção das linhas de transmissão interrompeu o fornecimento de energia para parte do país vizinho.

O laudo do acidente deve sair em dois dias e os técnicos de Itaipu vão estudar porque o sistema de proteção atuou de forma indevida.

A Usina Hidrelétrica Itaipu tem 14 mil megawatts de potência instalada e atende a 19,3% da energia consumida no Brasil e a 91% do consumo paraguaio.

Fonte: BBC Brasil
 

O governo de Israel pediu explicações à Argentina sobre relatos de que o governo argentino teria proposto ao Irã parar as investigações sobre dois atentados a bomba em Buenos Aires nos anos 1990 em troca da melhoria das relações entre os dois países.

A Justiça argentina afirma que os ataques à Embaixada de Israel em Buenos Aires, que matou 29 pessoas em março de 1992, e ao centro judaico Amia, também em Buenos Aires, que deixou 85 mortos em 1994, teriam sido planejados pelo Irã e conduzidos pelo grupo xiita libanês Hizbollah, apoiado pelo governo iraniano.

Israel e Estados Unidos também acusam o Irã pelos ataques. O Irã sempre negou envolvimento nos atentados.

Um porta-voz do governo israelense disse que se as alegações forem verdadeiras, seria “uma demonstração de infinito cinismo e uma desonra aos mortos”.

O governo argentino não comentou as informações.

VAZAMENTO

O suposto acordo entre a Argentina e o Irã foi divulgado no sábado pela revista argentina Perfil.

A publicação cita o vazamento de um documento diplomático iraniano no qual a oferta argentina é relatada.

“A Argentina não está mais interessada em solucionar os dois ataques, mas em troca prefere melhorar suas relações econômicas com o Irã”, afirma o documento.

Segundo a Perfil, o ministro das Relações Exteriores da Argentina, Hector Timerman, teria feito a oferta por meio de um contato com o presidente sírio, Bashar al-Assad, durante um encontro na Síria em janeiro.

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores de Israel, Yigal Palmor, disse que Israel queria “esclarecimentos oficiais do Ministério das Relações Exteriores da Argentina em relação ao artigo”.

A mídia israelense relatou no domingo que o governo de Israel estaria estudando cancelar uma visita ao país programada por Timerman na semana que vem se os relatos forem comprovados

Por Silvana Guerra
Fonte: EFE
 

Mais de 100 mil pessoas participaram ontem (26/3) de uma manifestação em Londres contra os cortes públicos propostos pelo Governo britânico. O protesto foi organizado pela confederação sindical britânica Trade Union Congress (TUC, em inglês), no qual pessoas vindas de todo o Reino Unido desfilaram no centro de Londres, na chamada Marcha pela Alternativa.

Foram professores, enfermeiros, membros do Serviço Nacional de Saúde, funcionários de prefeituras e outros empregados do setor público que se uniram a estudantes e aposentados neste grande protesto contra as medidas de austeridade do governo.

O Ministro britânico da Educação, Michael Gove, disse que compreendia o sentimento das pessoas, mas sublinhou que o governo foi obrigado a tomar aquelas medidas para que as finanças pudessem voltar à normalidade.

Apesar da previsão de uma manifestação pacífica, foram registradas diversas ocorrências de confrontos entre os manifestantes e a polícia.

Por Silvana Guerra
Fonte: Opera Mundi e EFE

 
 

O Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) aprovou ontem (17/3), em Nova York, a adoção da zona de exclusão aérea na Líbia. A medida também reforça o embargo de armas à Líbia, além das sanções impostas em fevereiro a Kadafi e aos seus colaboradores.

A resolução, apresentada pela França, Reino Unido e Líbano, obteve dez votos a favor, nenhum contra e cinco países que optaram pela abstenção: Alemanha, Brasil, China, Índia e Rússia. Os chineses e russos, que têm poder de veto dentro do Conselho de Segurança, relutaram durante os últimos dias em apoiar a decisão.

A zona de exclusão autoriza que forças aéreas estrangeiras ataquem aviões das tropas do governo líbio que decolarem para atacar as tropas rebeldes. No texto aprovado consta a possibilidade de serem utilizadas todas as medidas necessárias para proteger os civis, incluindo ataques aéreos, ao mesmo tempo em que exclui a presença de “qualquer força de ocupação estrangeira, de qualquer tipo, em qualquer parte do território líbio”.

 

Precedentes da zona de exclusão aérea

Zona de exclusão aérea já foi adotada anteriormente nos conflitos do Iraque, em 1991, e da Bósnia, em 1992; sendo que, no contexto iraquiano, a medida não foi adotada por EUA, França e Reino Unido sem a aprovação da ONU, e no caso da Bósnia, o Conselho de Segurança aprovou a resolução 781.

No caso do Iraque, as três potências estabeleceram uma zona de exclusão aérea acima do paralelo 36 sob a alegação de defender o povo curdo.

Um ano mais tarde, esta decisão foi ampliada e passou a ser delimitada abaixo também do paralelo 32. Em 1993, os EUA estenderam a zona até o paralelo 33.

A operação militar exigiu um grande desdobramento aéreo aliado. A área de restrição se manteve em vigor até 1996 no caso da zona ao norte do paralelo 36 e até 2003, no caso da região ao sul do paralelo 33.

No contexto da guerra na antiga Iugoslávia, o Conselho de Segurança da ONU adotou em 1992 a resolução 781, na qual estabeleceu por unanimidade a proibição do tráfego aéreo militar na Bósnia-Herzegovina.

Mesmo assim, a medida não pôde evitar tragédias como o ataque sérvio a Sarajevo ou o massacre de civis em Srebrenica.

A zona de exclusão local foi sendo ampliada à medida em que a guerra se intensificava, em virtude das resoluções 786 e 816 do Conselho de Segurança, e se manteve até 1995.

Por Silvana Guerra
Fonte: DefesaNet

 

Apesar da crise nuclear do Japão, a China aprovou o seu grande programa de desenvolvimento de energia nuclear. Além dos 13 reatores nucleares em operação, nos próximos cinco anos devem ser iniciadas as construções de mais 40 reatores no país, de acordo com a previsão do novo plano quinquenal aprovado, sem qualquer debate, pelo Congresso Nacional do Povo, nesta segunda-feira (14/3), em Pequim.

O Vice-Ministro do Meio Ambiente, Zhang Lijun, disse que o Governo chinês irá considerar algumas lições do acidente no Japão, mas que não deixará de levar adiante o seu compromisso e planos para o desenvolvimento da energia nuclear.

Os treze reatores chineses que estão em atividade possuem uma capacidade total de 10,8 gigawatts, porém, até 2020 subirá para 86 gigawatts. Atualmente, 25 reatores nucleares estão em construção no país, e outros 50 estão em planejamento. Além disso, há propostas para 70 reatores adicionais.

A China, maior consumidora de energia mundial, quer expandir o uso de energia nuclear com a finalidade de combater a escassez energética, reduzindo sua dependência de importações de carvão e petróleo. Atualmente, dois terços de sua energia são retirados do carvão. O país pretende também reduzir suas emissões de dióxido de carbono. Sua meta é reduzir em 17% das emissões de gases de efeito estufa por cada iuane gerado, até o ano de 2015.

O Primeiro-Ministro chinês, Wen Jiabao, disse em entrevista coletiva após o encerramento do Congresso Nacional do Povo, que reduzirá o ritmo de crescimento econômico de 10% anuais para 7%, visando atingir uma maior sustentabilidade, até 2015.

“Nos próximos cinco anos e além, a transformação do padrão de desenvolvimento da China será nossa tarefa prioritária”, disse o Primeiro-Ministro. O objetivo é “elevar a qualidade e a eficiência do desenvolvimento econômico chinês” (…) “a China permanece um país em vias de desenvolvimento, com uma enorme população, frágeis bases econômicas e um desenvolvimento desequilibrado”.

A Assembleia Nacional do Povo é, constitucionalmente, o órgão supremo do poder de Estado no país. Os cerca de três mil delegados se reúnem uma vez por ano em Pequim, durante nove ou dez dias. A assembléia, concluída nesta segunda-feira (16/3), aprovou também o orçamento estatal e os relatórios dos principais magistrados do país.

Por Silvana Guerra
Fonte: EFE

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O Governo uruguaio reconheceu oficialmente nesta terça-feira (15/3) o Estado da Palestina, anunciando inclusive que estabelecerá relações formais com seu Governo no dia 28 de março, de acordo com o comunicado da Presidência da República do Uruguai.

A declaração aconteceu após uma reunião entre o Presidente do Uruguai, José Mujica, e o representante palestino na Argentina, Walid Muaqqat, na sede do Governo de Montevidéu. José Mujica entregou ao representante palestino a nota oficial do reconhecimento do Estado palestino dirigida ao líder Mahmoud Abbas.

Fonte: Opera Mundi

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O líder cubano Fidel Castro afirmou, em um artigo publicado nesta terça-feira (15/03) no site Cuba Debate, que os desperdícios e a sociedade de consumo capitalista são os principais responsáveis pelos desastres econômicos e ambientais que abalaram o planeta nos últimos meses,e representam uma ameaça real.

Imaginando sobre o que pensariam habitantes de outro planeta caso visitassem a terra e percebessem a atual condição humana, Fidel citou uma série de matérias, para afirmar que o mundo se encontra em um “beco sem saída”. Entre elas, os recentes desastres ambientais no Japão e o perigo de uma crise nuclear, as diversas manifestações populares no mundo árabe – em especial na Líbia – e o aumento no preço dos alimentos.

Para o ex-presidente de Cuba, esses fatos estão relacionados. “O rei saudita apóia a guerra da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte) na Líbia; enquanto que, no Bahrein, a Otan apóia a invasão saudita. O sangue dos povos árabes será derramado em beneficio das grandes transnacionais dos Estados Unidos. Enquanto isso, os preços do petróleo alcançarão limites sem precedentes na medida em que as guerras desatam nas áreas de maior produção. E os desastres nucleares do Japão multiplicam a resistência dos povos à proliferação de instalações nucleares”, afirmou.

”O esbanjamento e as sociedades de consumo capitalista, em sua fase neoliberal e imperialista, estão levando o mundo a um beco sem saída, no qual as mudanças climáticas e o custo crescente dos alimentos conduzem bilhões de pessoas aos piores níveis de pobreza”, concluiu o cubano.

Por Silvana Guerra
Fonte: Ansa

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O Presidente da Comissão Nacional de Refugiados (Conare), Felipe Roberti, disse que as duas filhas do ex-Governador boliviano Mario Cossío, e seus respectivos maridos, pediram asilo político ao Paraguai. Os membros do Conare discutirão nesta quarta-feira (16/3) as solicitações de asilo.

Mario Cossío foi destituído do cargo de Governador do Estado de Tarija em janeiro deste ano, após ser condenado por conta de acusações de corrupção. Mesmo assim, ele se considera perseguido politicamente. O dirigente fez o mesmo pedido de asilo, o qual foi concedido pelo Governo paraguaio, considerando-o um “hóspede ilustre”.

O Presidente da Bolívia, Evo Morales, enviou emissários para pedir que as autoridades paraguaias negassem o asilo ao ex-Governador, por não se tratar de um perseguido político, mas de uma pessoa acusada de corrupção em seu país.

Por Silvana Guerra
Fonte: Opera Mundi

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O Ministro das Relações Exteriores da França, Alain Juppé, lamentou que seus parceiros do G8 (França, Estados Unidos, Rússia, Alemanha, Reino Unido, Itália, Canadá e Japão) não tenham apoiado à iniciativa francesa de realizar uma intervenção militar na Líbia. Ele ressaltou sua preocupação de que esta poderia ser uma oportunidade de restabelecer o equilíbrio na Líbia.

“Não temos hoje os meios militares porque a comunidade internacional não decidiu adotar esse mecanismo”, afirmou Juppé. “Se tivéssemos utilizado a força militar na semana passada para neutralizar um certo número de pistas de aviação e as várias dezenas de aviões de que dispõem (as forças leais a Kadafi), talvez o giro que se produziu em detrimento da oposição não tivesse ocorrido”.

Os parceiros do G8 concordam que medidas devem ser tomadas para aplicar sanções à Líbia, e disseram que se deve também buscar o apoio dos países árabes e africanos para adotarem as ações. No entanto, não houve definição sobre essas medidas. França e Inglaterra propuseram o debate sobre a imposição de uma zona de exclusão aérea ou de interdição, com o objetivo de fragilizar os embates liderados pelas forças do Presidente Muamar Kadafi.

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