Por Silvana Guerra
Fonte: DefesaNet
Apesar da crise nuclear do Japão, a China aprovou o seu grande programa de desenvolvimento de energia nuclear. Além dos 13 reatores nucleares em operação, nos próximos cinco anos devem ser iniciadas as construções de mais 40 reatores no país, de acordo com a previsão do novo plano quinquenal aprovado, sem qualquer debate, pelo Congresso Nacional do Povo, nesta segunda-feira (14/3), em Pequim.

O Vice-Ministro do Meio Ambiente, Zhang Lijun, disse que o Governo chinês irá considerar algumas lições do acidente no Japão, mas que não deixará de levar adiante o seu compromisso e planos para o desenvolvimento da energia nuclear.
Os treze reatores chineses que estão em atividade possuem uma capacidade total de 10,8 gigawatts, porém, até 2020 subirá para 86 gigawatts. Atualmente, 25 reatores nucleares estão em construção no país, e outros 50 estão em planejamento. Além disso, há propostas para 70 reatores adicionais.
A China, maior consumidora de energia mundial, quer expandir o uso de energia nuclear com a finalidade de combater a escassez energética, reduzindo sua dependência de importações de carvão e petróleo. Atualmente, dois terços de sua energia são retirados do carvão. O país pretende também reduzir suas emissões de dióxido de carbono. Sua meta é reduzir em 17% das emissões de gases de efeito estufa por cada iuane gerado, até o ano de 2015.
O Primeiro-Ministro chinês, Wen Jiabao, disse em entrevista coletiva após o encerramento do Congresso Nacional do Povo, que reduzirá o ritmo de crescimento econômico de 10% anuais para 7%, visando atingir uma maior sustentabilidade, até 2015.
“Nos próximos cinco anos e além, a transformação do padrão de desenvolvimento da China será nossa tarefa prioritária”, disse o Primeiro-Ministro. O objetivo é “elevar a qualidade e a eficiência do desenvolvimento econômico chinês” (…) “a China permanece um país em vias de desenvolvimento, com uma enorme população, frágeis bases econômicas e um desenvolvimento desequilibrado”.
A Assembleia Nacional do Povo é, constitucionalmente, o órgão supremo do poder de Estado no país. Os cerca de três mil delegados se reúnem uma vez por ano em Pequim, durante nove ou dez dias. A assembléia, concluída nesta segunda-feira (16/3), aprovou também o orçamento estatal e os relatórios dos principais magistrados do país.