História


Fonte: Opera Mundi
 

Em 19 de abril de 1919, um sábado antes da Páscoa, tensas e complicadas negociações começam na Conferência de Paz de Versalhes sobre as exigências territoriais da Itália no território que na época formava o Império Austro-Húngaro.

A Itália havia concordado em entrar na Primeira Guerra Mundial na primavera de 1915 após a Entente Cordiale – aliança entre França e Grã Bretanha – ter prometido satisfazer seu sonho nacional de entregar-lhe o controle indiscutível sobre as terras em torno de sua fronteira norte, inclusive a região do Tirol, onde então muitos italianos viviam.

Lloyd George, Vittorio Emanuele Orlando, Georges Clemenceau e Woodrow Wilson

Lloyd George, Vittorio Emanuele Orlando, Georges Clemenceau e Woodrow Wilson

 

Quando o Tratado de Londres – redigido em abril de 1915, comprometendo a Itália a se juntar à Guerra ao lado dos Aliados – os Aliados concederam-lhe muito mais territórios austro-húngaros, inclusive partes da Dalmácia e numerosas ilhas ao longo da costa do Mar Adriático, bem como o porto albanês de Vlore, Valona em italiano, e parte do Império Otomano.

A delegação italiana em Paris, chefiada pelo primeiro ministro Vittorio Orlando, argumentou desde o início da conferência que consideravam o Tratado de Londres um documento solene que deveria ser contemplado nos acordos que ditariam a paz.

Os britânicos e os franceses se arrependeram amargamente de ter feito tais promessas. Achavam que a Itália havia contribuído muito pouco para a vitória aliada. Seu Exército postergou a entrada em ação e pôs a perder seu ataque contra a Áustria-Hungria, seus navios não honraram o compromisso de patrulhar o Mar Mediterrâneo e o Mar Adriático, e seu governo pediu reiteradamente aos outros aliados recursos que então recusaram a aplicar no esforço de guerra.

A formação em dezembro de 1918 de um Estado iugoslavo causou mais tensão ainda entre a Itália e seus aliados. A Grã Bretanha e a França apoiavam esse novo Estado e queriam que a Itália compreendesse que suas antigas reivindicações sobre territórios do sul da Eslávia e da Dalmácia não faziam mais sentido. O governo italiano, pressionado pela opinião pública interna, não estava disposto a abandonar suas exigências, tendo manifestado firme oposição ao reconhecimento da Iugoslávia. Paris e Londres viram-se relutantemente obrigados a honrar o Tratado de Londres.

O então presidente norte-americano Woodrow Wilson (1913-1921), contudo, via as coisas de maneira distinta. Ele proclamou que os Estados Unidos não dariam aval a nenhum tratado secreto, embora os termos do tratado lhe tivessem sido mostrados durante a guerra, dizendo agora que não se lembrava de tê-los examinado. Agarrou-se firmemente a sua declarada defesa da autodeterminação dos iugoslavos, recusando-se a se curvar a muitas das demandas italianas, inclusive, com exagero, à reivindicação sobre Fiume, uma pequena cidade portuária no Mar Adriático, onde os eslavos superavam ligeiramente a população italiana.

As negociações foram abertas em 19 de abril com a intenção de se estender no máximo por seis dias. Orlando se manteve firme, alertando os outros delegados da possibilidade de uma guerra civil na Itália se suas exigências não fossem atendidas. Apontou para a escalada dos conflitos entre o Partido Socialista e a direita nacionalista com seus “esquadrões de combate armados” (fasci di combattimenti).

Fonte: Opera Mundi
 

Cerca de 30 artistas que não foram aceitos pelo júri do Salão Oficial de Paris decidem expor eles mesmos, em 15 de abril de 1874, suas obras no ateliê do fotógrafo Félix Tournachon, mais conhecido pelo apelido de Nadar. A exposição, organizada pela “Sociedade Anônima de Pintores, Escultores e Gravadores”, era composta por Pissaro, Monet, Sisley, Degas, Renoir, Cezanne, Guillaumin e Berthe Morisot. Alguns dias depois, o crítico Louis Leroy numa resenha sobre a exposição, falou de “impressionistas” com referência ao título de um quadro de Claude Monet: “Impression soleil levant” (Impressão do Sol Levante).

Anteriormente em 1863, Edouard Manet pinta a mais famosa tela de sua obra. Seria exposta nesse mesmo ano no Salão dos Recusados e incomodaria os críticos pela nudez de uma mulher almoçando na relva na companhia de dois homens vestidos. Nesta obra, “Le Déjeuner sur l’herbe”, Manet rompe com as técnicas acadêmicas para utilizar com originalidade as características do que viria a ser o impressionismo.

O estilo impressionista de pintura era caracterizado principalmente pela concentração na impressão geral produzida por uma cena ou objeto e pelo uso de cores primárias sem misturá-las e pequenas pinceladas para simular um real reflexo da luz. Além disso, as sombras deixam de ser foscas, desaparecem os contrastes claro-escuro. Seus temas eram paisagens, bailes, cenas da vida cotidiana, retratos e auto-retratos, regatas, paisagens marinhas e fluviais, cenas urbanas.

O impressionismo foi um grande movimento artístico, primeiro nas artes plásticas e mais tarde na música (Claude Debussy, Maurice Ravel) que se desenvolveu principalmente na França nas últimas décadas do século XIX e princípios do século XX, mais concentradamente entre 1867 e 1886, por obra de um grupo de artistas que compartilhavam entre si temas, técnicas e exposições. Os principais pintores impressionistas foram Claude Monet, Auguste Renoir, Camille Pissarro, Alfred Sisley, Berthe Morisot, Armand Guillaumin e Frederic Bazille.

Edgar Degas e Paul Cezanne também pintaram em estilo impressionista durante um tempo no começo dos anos 1870. O já consagrado pintor Edouard Manet, cuja obra dos anos 1860 influenciou bastante Monet e outros do grupo, também se aproximou do impressionismo em 1873.

Os fundadores do impressionismo estavam animados pela vontade de romper com a arte oficial. A teoria oficial de que as cores deveriam ser colocadas puras na tela ao invés de misturá-las na palheta seria respeitada por poucos deles e apenas por pouco tempo. Na verdade, o impressionismo era mais um estado de espírito do que uma técnica, de modo que artistas de outras áreas também poderiam ser qualificados de impressionistas. Muitos desses pintores ignoravam a regra do contraste simultâneo como estabelecido por Chevreul em 1823. As expressões “independentes” ou “pintores ao ar livre” poderiam ser mais apropriados que impressionistas para qualificar esses artistas que levavam adiante a tradição herdada de Eugene Delacroix, quem considerava que desenho e cores constituíam um todo.

A Guerra Franco-Prussiana de 1870 separou esses pioneiros. Bazille foi assassinado em Beaune-la-Rolande; Renoir foi mobilizado; Degas partiu como voluntário; Cézanne retirou-se para Provença; Pissarro, Monet e Sisley se mudaram para Londres onde se encontram com Paul Durand-Ruel. Essa estada em Londres foi um grande passo na evolução do impressionismo, tanto porque estabeleceram contacto com ‘marchands’ quanto descobriram na pintura de Turner a análise da luz que os marcou.

De volta a Paris, a maioria dos pintores foi trabalhar em Argenteuil (Monet, Renoir), Chatou (Renoir), Marly (Sisley) ou às margens do rio Oise (Pissarro, Guillaumin, Cézanne). Edouard Manet pintou o Sena com Claude Monet quem, sob sua influência, adotou o trabalho ao ar livre.

A maior distinção entre eles residia na atração pela cor e o gosto pela luz. Todavia, Berthe Morisot permaneceu fiel às lições de Manet; Degas mesclou sua admiração por Ingres e os pintores da Renascença Italiana; Cézanne tentou captar a natureza de Poussin; o próprio Claude Monet, nos quadros “Terrasse au Havre” e “Les Femmes au jardin (1866, Louvre, salões do Jeu de Paume), estava longe de anunciar sua futura audácia.

Fonte: Opera Mundi
 

Os Estados Unidos lançam em 14 de abril de 1986, por ordem de seu presidente Ronald Reagan (1967-1975 e 1981-1989), ataques aéreos contra a Líbia em retaliação ao patrocínio do país árabe de atos terroristas contra tropas e cidadãos norte-americanos. O raid, que começou pouco antes das duas da madrugada na Líbia, envolveu mais de 100 aviões da Força Aérea e da Marinha e demorou cerca de uma hora. Cinco alvos militares e “centros de terrorismo” foram atingidos, inclusive o quartel-general do líder líbio Muamar Kadafi.

Durante os anos 1970 e 1980, o governo de Kadafi financiou uma ampla variedade de grupos muçulmanos anti-Estados Unidos e anti-Reino Unido, desde as guerrilhas palestinas e os rebeldes muçulmanos das Filipinas até o Exército Republicano Irlandês (IRA) e os Panteras Negras. Em resposta, Washington impôs sanções contra a Líbia e as relações entre os dois países continuaram a se deteriorar.

Em 1981, a Líbia alvejou um avião norte-americano que passava pelo Golfo de Sidra, que Kadafi proclamou em 1973 serem águas territoriais líbias. Naquele ano, o serviço de inteligência da CIA (Agência Central de Inteligência dos EUA) teria descoberto evidências de conspirações terroristas patrocinadas pela Líbia contra os Estados Unidos, inclusive planos de atentados contra funcionários norte-americanos.

Em dezembro de 1985, cinco cidadãos norte-americanos foram mortos em ataques terroristas simultâneos nos aeroportos de Roma e de Viena. A Líbia foi acusada como responsável pelos atentados e o presidente Reagan ordenou endurecer as sanções, congelando os ativos líbios nos Estados Unidos.

Em 24 de março, confrontos aéreos entre Estados Unidos e Líbia ocorreram sobre o Golfo de Sidra e quatro barcos de guerra líbios foram afundados. Em represália, em 5 de abril, grupos terroristas explodiram a danceteria LaBelle, em Berlim Ocidental, local que todos sabiam ser frequentada por soldados norte-americanos. Um militar e uma senhora turca foram mortos e mais de 200 pessoas ficaram feridas. O serviço de inteligência dos EUA interceptou mensagens de rádio enviadas de Trípoli aos diplomatas em Berlim Oriental ordenando o ataque de 5 de abril contra a LaBelle.

Em 14 de abril, os Estados Unidos voltaram a atacar com dramáticas investidas aéreas contra ca capital, Trípoli, e Benghazi. Três quarteis militares foram atingidos além do principal aeroporto de Trípoli e a base aérea de Benina a sudeste de Benghazi.

Ainda antes que a operação bélica tivesse terminado, o presidente Reagan foi à televisão falar sobre os ataques aéreos: “Quando os nossos cidadãos são maltratados ou atacados em qualquer lugar do mundo”, disse, responderemos em autodefesa. Hoje fizemos o que tínhamos de fazer. Se necessário, o faremos novamente.”

Chamada de Operação El Dorado Canyon, a ofensiva foi considerada um sucesso pelos oficiais norte-americanos. Uma filha adotiva de 15 meses de Kadafi foi morta e dois de seus filhos, feridos, no ataque a sua residência. Embora nunca o tenha admitido publicamente, houve especulações de que o próprio Kadafi saiu ferido no bombardeio.

Disparos pesados de mísseis terra-ar e de artilharia antiaérea convencional derrubaram um caça F-111 e seus dois tripulantes desapareceram em circunstâncias desconhecidas. Diversos prédios residenciais foram “inadvertidamente” alvo durante os raids e 15 civis resultaram mortos dos por conta dos ‘efeitos colaterais’.

Em 15 de abril, navios patrulheiros líbios dispararam mísseis contra uma estação de comunicação da Marinha dos Estados Unidos na ilha italiana de Lampedusa, que não foi atingida. Não houve nenhum grande ataque terrorista ligado à Líbia até a explosão em 1988 de um avião comercial da Pan Am 747 sobre Lockerbie, Escócia. Todos os 259 passageiros e a tripulação foram mortos, além de 11 pessoas atingidas em solo.

No começo dos anos 1990, investigadores identificaram os agentes líbios Abdel Basset Ali al-Megrahi e Lamen Khalifa Fhimah como suspeitos do atentado, mas a Líbia se recusou a enviá-los aos Estados Unidos para lá serem julgados. Contudo, em 1999, num esforço para aliviar as sanções das Nações Unidas contra a Líbia, o coronel Kadafi concordou em enviar os suspeitos à Holanda para serem julgados pela lei e procuradores da Escócia. No começo de 2001, al-Megrahi foi condenado à prisão perpétua, embora continue a alegar inocência e lute para revogar sua condenação. Fhimah foi absolvido.

Por exigência das Nações Unidas e dos Estados Unidos, a Líbia admitiu responsabilidade pelo atentado apesar de não expressar remorso. Foram levantadas as sanções e a Líbia concordou em pagar a cada uma das famílias um valor de cerca de oito milhões de dólares. O primeiro-ministro da Líbia disse que aquele era o “preço da paz”, irritando os familiares. Por sua vez a Pan Am, que foi à falência em boa parte, segundo a empresa, como resultado da explosão, segue exigindo o pagamento de 4,5 bilhões de dólares a título de compensação.

Kadafi surpreendeu o mundo quando se tornou um dos primeiros chefes muçulmanos a denunciar a rede Al Qaeda pelos ataques às Torres Gêmeas. Em 2003, ganhou os favores de George W. Bush (2001-2009) quando anunciou a existência de um programa de fabricação de armas de destruição em massa e que iria permitir que uma agência internacional fizesse a inspeção e as desmantelasse. Muitos ressaltaram que Kadafi vinha fazendo essa oferta desde 1999, mas foi ignorado.

Em 2004, o então premiê britânico Tony Blair visitou a Líbia, tendo elogiado Kadafi como um forte aliado na guerra internacional contra o terror. Posteriormente Bush, Sarkozy e o premiê italiano Silvio Berlusconi foram à Líbia e receberam a visita de Kadafi, fechando bilionários negócios que envolveram principalmente petróleo e armas modernas de guerra.

Fonte: Opera Mundi
 

Em 12 de abril de 1945, o presidente Franklin Delano Roosevelt falece após quatro memoráveis mandatos presidenciais, tendo o vice-presidente Harry S. Truman assumido o cargo de um país ainda em conflito na Segunda Guerra Mundial e na posse de uma arma de poder destruidor terrível e sem precedentes.

Segundo a biógrafa presidencial Doris Kearns Goodwin, era por volta de uma da tarde em Warm Springs, Georgia, quando repentinamente o presidente se queixou de uma fortíssima dor de cabeça na parte posterior, desabando inconsciente. Um médico diagnosticou uma maciça hemorragia cerebral.

Outro médico telefonou para a mulher de Roosevelt, Eleanor, que estava em Washington. Ela afirmou que viajaria para a Georgia naquela noite, após um compromisso agendado de palestra. Às 15h30, no entanto, os médicos em Warm Springs anunciaram a morte do presidente.

Eleanor havia pronunciado seu discurso e estava ouvindo uma execução ao piano quando foi convocada para ir às pressas à Casa Branca. Às 17h30, ela recebeu o vice-presidente Harry Truman, que ainda não estava a par do acontecido. Ele perguntou se podia fazer algo por ela, ao que Eleanor respondeu: “Há alguma coisa que nós possamos fazer por você, pois é você quem assume agora as terríveis responsabilidades”.

Roosevelt havia governado no período imediatamente posterior à Grande Depressão e quase toda a Segunda Guerra Mundial, legando uma marca indelével durante décadas. Deixou Truman com a difícil decisão de continuar ou não a desenvolver, e eventualmente utilizar, a bomba atômica. Incrivelmente, Roosevelt não havia contado nada a Truman sobre o programa atômico e somente após a morte do presidente é que ele tomou conhecimento do Projeto Manhattan.

Milhares de pessoas se alinharam à beira da Estrada de ferro para as despedidas a Roosevelt enquanto um trem em baixa velocidade conduzia o caixão de Warm Springs a Washington. Após as solenidades oficiais, seu corpo foi enterrado na propriedade da família em Hyde Park, estado de Nova York.

Em abril de 1945, Roosevelt já havia sido eleito presidente 4 vezes e governara por mais de 12 anos. Viu o país passar por alguns de seus tempos mais sombrios. Dois meses antes, Roosevelt viajou a Yalta, na União Soviética, para se encontrar com Joseph Stalin e Winston Churchill para discutir o mundo pós-guerra. Roosevelt regressou das intensas reuniões abatido e doente.

O presidente deixou um legado controverso acerca de suas relações com a URSS. Críticos da direita acusam-no de ter sido “mole” com os comunistas e ingênuo no trato com Stalin. As reuniões em Yalta, alegam, resultaram numa “capitulação” que deixou os soviéticos com o controle da Europa Oriental e metade da Alemanha.

Os defensores de Roosevelt respondem que ele manteve a Grande Aliança entre Estados Unidos, Reino Unido e URSS tempo suficiente para derrotar a poderosa Alemanha. Quanto a Europa Oriental e Alemanha, ele pouco poderia fazer uma vez que o Exército Vermelho já ocupava essas áreas ao derrotar a Whermacht.

Certas decisões de Roosevelt na época da Guerra criaram polêmicas internas, como a exigência de rendição incondicional das potências do Eixo, que seus adversários dizem ter prolongado o conflito. Outra foi a aquiescência a Stalin em ceder territórios no Extremo Oriente em troca de seu apoio à guerra contra o Japão.

Fonte: Opera Mundi
 

Os budistas celebram em 8 de abril o nascimento de Gautama Buda, o fundador do budismo, que se imagina ter vivido na Índia de 563 a 483 a.C. Ele nasceu como príncipe Sidartha, filho do rei do povo Sakya, reino localizado, naquela época, na região onde hoje é a fronteira entre o Nepal e a Índia. A família de Sidartha era do clã Gautama. Sua mãe, rainha Mahamaya, deu à luz a ele no parque de Lumbini, sul do Nepal. Uma coluna ali erguida por um imperador indiano no século III a.C. em comemoração àquele evento, futuramente considerado sagrado.

Reprodução de quadro que retrata o nascimento de Gautama

Reprodução de quadro que retrata o nascimento de Gautama

Na verdade a tradição budista que comemora o nascimento em 8 de abril, originalmente localizava seu nascimento no século 11 a. C.. Foi somente na era moderna que os estudiosos determinaram que Gautama Buda tivesse, provavelmente, nascido no século 6 a. C., possivelmente em maio, e não em abril.

Ao nascer, a previsão era de que o príncipe seria um grande monarca mundial ou um Buda, mestre sumamente iluminado. Os brâmanes diziam ao seu pai, rei Sudhodana, que seu filho seria um soberano espiritual se fosse mantido isolado do mundo exterior. O rei tomou todas as medidas para protegê-lo da miséria e tudo o mais que pudesse influenciá-lo em seu caminho para a vida religiosa.

Ele foi educado em meio à ostentação real, casou-se e teve um filho. Aos 29 anos, decidiu conhecer melhor o mundo e excursionar para fora dos limites palacianos. Em suas sucessivas viagens, viu, pelo caminho, idosos, doentes e cadáveres. Uma vez que havia sido protegido das misérias da idade, da doença e da morte, seu cocheiro teve de lhe explicar quem eram aquelas pessoas. Por fim, o príncipe conheceu um monge e, impressionado com seu comportamento tranquilo, decidiu aproximar-se a fim de descobrir como o religioso poderia ser tão sereno em meio a tal sofrimento.

Viajou para o sul, onde aprendeu meditação com os mestres Alara Kalama e Udraka Ramaputra. Logo dominou seus sistemas, alcançando altos níveis de realização mística. Contudo, mostrava-se insatisfeito e passou a perambular novamente em busca do Nirvana – o mais alto nível de comunicação da luz divina à alma. Nos seis anos seguintes, adotou o jejum e outras austeridades, mas essas técnicas se provaram ineficazes e as abandonou. Após recobrar as energias, sentou-se debaixo de uma figueira-de-bengala, num lugar hoje conhecido como Bodh Gaya, no centro-oeste da Índia, e prometeu não se levantar até atingir a suprema comunicação com a luz divina. Depois de repelir Mara, um espírito demoníaco que o tentou com desejos e confortos mundanos, alcançou a comunicação, tornando-se Buda aos 35 anos.

Gautama Buda foi então para o parque dos cervos, perto de Benares, Índia, onde celebrou seu primeiro sermão, sublinhando as doutrinas básicas do budismo. De acordo com o budismo, existem “quatro verdades nobres”: A primeira, de que existência é sofrimento; a segunda, o sofrimento é causado pela cobiça humana; de que existe uma cessação do sofrimento que é o Nirvana; e, por fim, que o Nirvana pode ser alcançado por meio do “Nobre Caminho Óctuplo”, isto é, compreensão correta, pensamento correto, fala correta, ação correta, meio de vida correto; esforço correto, atenção correta e concentração correta.

O Tripitaka – que significa, metaforicamente, “os três cestos de flores” – é o conjunto da doutrina budista. O primeiro cesto é o dos Sutra, que agrupa os ensinamentos do próprio Buda, por meio de uma série de conversas e sermões coletados por um dos seus mais próximos discípulos, o Ananda. O segundo cesto é o do Vinaya, no qual estão reunidas as regras disciplinares a que estavam obrigados a seguir todos os que fazem parte da comunidade monástica, a Sangha. O terceiro cesto é o dos Abhidharma, ou textos filosóficos que têm com foco a transmissão do Budismo. Este é o mais antigo dos registros da vida e dos discursos de Buda.

Pelo resto de sua vida, Buda ensinou e reuniu discípulos em sua sangha, ou comunidade de monges. Morreu aos 80 anos, pedindo aos seus monges que continuassem trabalhando pela sua liberação espiritual, seguindo seus ensinamentos.

Estima-se que haja atualmente 350 milhões de pessoas que aderiram às práticas e crenças budistas em mais de 100 nações, especialmente na Ásia e extremo-oriente.

Fonte: Opera Mundi
 

No final de um controvertido caso de espionagem que ganhou a atenção de todo o mundo e manifestações públicas em defesa dos acusados, sentenças de morte foram impostas em 5 de abril de 1951 ao casal Julius e Ethel Rosenberg, uma semana após terem sido considerados culpados de conspiração para transmitir segredos atômicos à União Soviética.

Ethel e Julius Rosenberg após serem condenados, em abril de 1951

Ethel e Julius Rosenberg após serem condenados, em abril de 1951

Às 08h00 do dia 17 de julho de 1950 quando agentes do FBI bateram à porta do apartamento da família Rosenberg em Manhattan, Nova York, Julius Rosenberg, 32 anos, nem teve tempo de terminar sua higiene matinal. Era o desfecho de uma sequência de episódios, iniciada logo no limiar da Guerra Fria. Em agosto de 1945, havia explodido a bomba atômica em Hiroshima e Nagasaki. Em seguida espiões russos e norte-americanos se esforçavam para descobrir os segredos militares e nucleares do adversário.

A primeira bomba atômica russa explodiu quatro anos depois de Hiroshima e Nagasaki, em 28 de agosto de 1949. Enquanto a opinião pública se mostrava perplexa diante da demonstração de poder dos soviéticos, a CIA começou a se questionar como os soviéticos haviam tido acesso aos segredos nucleares.

O caso Rosenberg começou com a prisão do cientista Klaus Fuchs, alemão de nascimento e funcionário dos Estados Unidos que confessou ter passado informações classificadas sobre o programa atômico norte-americano aos soviéticos. As autoridades deram início a uma exaustiva investigação em Los Alamos, Novo México, quartel general ultra-secreto do programa de desenvolvimento da arma nuclear, onde Fuchs trabalhou durante a guerra.

Harry Gold, um químico de Filadélfia, foi preso como cúmplice de Fuchs e em seguida David Greenglass, que se havia estabelecido num local próximo a Los Alamos durante a guerra. Em julho de 1950, Ethel Rosenberg, irmã de Greenglass, foi presa junto com seu marido, Julius, um engenheiro elétrico que trabalhara para o Corpo de Sinaleiros do Exército dos Estados Unidos, também durante a guerra. Sob a alegação de que tinham vínculos com o Partido Comunista, o casal foi acusado de convencer Greenglass a fornecer segredos atômicos a Harry Gold.

A prisão dos Rosenberg aconteceu em plena época de histeria anticomunista nos Estados Unidos. Qualquer pessoa que alguma vez tivesse manifestado qualquer simpatia pelo regime soviético era considerada suspeita.

O caso Rosenberg teria de ser exemplar. Julius alegou inocência, mas foi incriminado por testemunhas. O juiz Irving Kaufman considerou o crime “pior que assassinato” e responsabilizou Rosenberg pelos 50 mil soldados mortos na Guerra da Coréia, eclodida em virtude da ameaça nuclear russa.

Foram condenados à morte no dia 5 de abril de 1951. Nos dois anos seguintes, seu advogado tentou de tudo para reverter a sentença. A opinião pública mundial protestou, manifestações públicas ocorriam em todo o planeta. No dia 19 de junho de 1953, Ethel e Julius Rosenberg foram executados na cadeira elétrica da prisão de Sing Sing.

Durante o processo, os Rosenbergs insistiram em sua inocência, apesar de Greenglass tenha concordado em testemunhar contra eles. No final do julgamento, na primavera de 1951, David Greenglass foi condenado a 15 anos de prisão e Harry Gold a 30 anos.

Em uma de suas últimas cartas antes de ser eletrocutada, Ethel Rosenberg escreveu: “Meu marido e eu deveremos ser vingados pela História. Nós somos as primeiras vítimas do fascismo americano.”

Fonte: Opera Mundi
 

Martin Luther King, o pastor negro norte-americano, é assassinado por James Earl Ray, em Memphis, Tennessee. O apóstolo da não-violência sonhava com uma sociedade racialmente igualitária à qual a minoria afro-descendente estaria plenamente integrada. Sua luta pelos direitos civis, as manifestações em marchas pacíficas, como a de 25 de agosto de 1963 sobre Washington que reuniu 250 mil pessoas, despertou a consciência do país para uma participação enfática na instauração de uma sociedade mais justa. Sua ação lhe valeu o prêmio Nobel da Paz de 1964.

Pouco depois das 6 horas da tarde de quatro de abril de 1968, Martin Luther King Jr. foi ferido mortalmente por uma arma de fogo quando se encontrava na sacada do 2º andar do Lorraine Motel em Memphis. O líder dos direitos civis estava na cidade para apoiar a greve dos trabalhadores em serviços sanitários e ia jantar quando um projétil o atingiu no queixo e rompeu sua medula espinhal. King foi declarado morto logo depois de sua chegada a um hospital local. Tinha 39 anos.

Nos meses que antecederam seu assassinato, Martin Luther passou a ficar crescentemente preocupado com a desigualdade econômica nos Estados Unidos. Organizou a Campanha do Povo Pobre para enfrentar a questão, inclusive uma marcha inter-racial de gente pobre em Washington e em março de 1968 viajou a Memphis para apoiar a greve dos sanitaristas, majoritariamente de trabalhadores afro-americanos. No dia 28 de março, uma marcha de protesto de trabalhadores liderada por King terminou em violência e com a morte de um adolescente negro. King deixou a cidade mas prometeu voltar no começo de abril para comandar outra manifestação.

Em 3 de abril, de volta a Memphis, King pronunciou o que seria seu derradeiro sermão, declarando: “Tivemos algumas dificuldades dias atrás. Porém nada importa para mim agora porque estive no alto da montanha… E Ele permitiu que eu subisse a montanha. Olhei ao redor e avistei a Terra Prometida. Não irei até lá com vocês. Mas quero que esta noite saibam que nós, como povo, chegaremos à terra prometida.”

No dia seguinte, King é assassinado por um franco-atirador. Assim que a notícia se espalhou, a população saiu às ruas em várias cidades do país. A Guarda Nacional foi deslocada para Memphis e Washington. Em 9 de abril, King foi enterrado em sua cidade natal de Atlanta, Geórgia. Dezenas de milhares de pessoas alinharam-se nas ruas para ver passar o ataúde colocado sobre uma simples carroça rural puxada por dois burros para prestar-lhe o último tributo.

Na noite do homicídio de King um rifle de caça Remington cal.30-06 foi encontrado na calçada ao lado de uma casa de pensão a um quarteirão do Lorraine Motel. Durante os meses subseqüentes de investigação, o rifle e os relatos de testemunhas oculares apontavam para um único suspeito: um foragido da prisão James Earl Ray. Criminoso comum, Ray havia fugido de uma prisão no Missouri em abril de 1967 onde cumpria sentença por assalto. Em maio de 1968, começou uma intensa caçada a Ray. Finalmente o FBI constatou que ele havia obtido um passaporte canadense sob falsa identidade.

Em 8 de junho, investigadores da Scotland Yard prenderam Ray no aeroporto de Londres. Tentava voar para a Bélgica com o objetivo – mais tarde admitido – de chegar à Rodésia. À altura, a Rodésia era governada por um governo de minoria branca, opressor e internacionalmente condenado. Extraditado para os Estados Unidos, declarou-se culpado ante um juiz de Memphis em março de 1969 para assim evitar a cadeira elétrica. Foi sentenciado a 99 anos de prisão.

Três dias depois, tentou retirar sua declaração de culpa, afirmando ser inocente. Alegou ter caído como trouxa numa conspiração. Afirmou que em 1967, um sujeito misterioso chamado “Raoul” o recrutou para servir a uma empresa de tráfico de armas. No dia do assassinato, se deu conta que seria o bode expiatório da morte de King, resolvendo fugir para o Canada. O pedido de Ray foi negado bem como dezenas de petições de novo julgamento ao longo dos 29 anos seguintes.

Durante os anos 1990, a esposa e os filhos de Martin Luther King falaram publicamente em defesa de suas afirmações, chamando-o de inocente e especulando acerca de conspiração para cometer assassinato envolvendo o governo e os militares dos Estados Unidos. As autoridades norte-americanas, na mente dos conspiradores, estavam circunstancialmente implicadas. O diretor do FBI, J. Edgar Hoover estava obcecado com King, quem, imaginava ele, estava sob influência comunista. Nos últimos seis anos de sua vida, King esteve sob constante escuta telefônica e assédio por parte do FBI. Antes de sua morte, King foi também monitorado pela inteligência militar, que foi chamada a vigiar King depois que ele denunciou publicamente a Guerra do Vietnã em 1967. Além do mais, por pregar por reformas econômicas radicais em 1968, inclusive um ingresso anual mínimo para todos, criou inimigos em Washington.

Ao longo dos anos, o crime foi por diversas vezes reexaminado e se chegou sempre às mesmas conclusões: James Earl Ray matou Martin Luther King. Um comitê nomeado pelo Congresso reconheceu que podia ter havido uma conspiração mas não havia provas para sustentar a tese. Sobrepondo-se às provas contra ele – impressões digitais no rifle e sua estada na casa de pensão na noite de 4 de abril, Ray tinha uma razão definitiva para assassinar King: ódio racial. Ray morreu em 1998.

Fonte: Opera Mundi
 

William H. Gates e Paul Allen fundam em 4 de abril de 1975 a sociedade Microsoft Corporation em Albuquerque (Novo México). Sua atividade consistia em desenvolver sistemas de softwares operativos e de programas para computadores. Em 1981, a indústria de informática IBM lança seu Personnal Computer (PC) munido do sistema operativo MS DOS (Microsoft Disk Operating System) da Microsoft.

Em 9 de agosto de 1995, a recém-formada sociedade Netscape entra na Bolsa de Valores para se tornar imediatamente objeto de especulação que caracterizava então as novas tecnologias Internet. Lançado no final de 1994, o navegador da Netscape logo conheceu um enorme sucesso que lhe permitiu suplantar sem dificuldades o Mosaic. A Netscape dominaria amplamente o mercado da informática durante alguns anos antes de sucumbir aos assaltos de um novo produto da Microsoft, a partir de 1998: a Internet Explorer.

Em 24 de agosto de 1995, a sociedade de Bill Gates, Microsoft, põe à venda seu novo sistema operativo, o Windows, exatamente à meia-noite. A operação mediática custou 200 milhões de dólares: spots publicitários em todos os meios de comunicação, as cores do Windows 95 (laranja, verde e amarelo) sobre o Empire State Building, oferta a título de cortesia de 1,5 milhão de exemplares do The New York Times, com fartura de publicidade do produto, shows por toda a Europa. Trezentos mil exemplares seriam vendidos no dia do lançamento e um milhão nos quatro dias seguintes de comercialização. Esta nova geração de programas abre a via da informática para todos.

Em 31 de março de 1998, a empresa Netscape, que sofreu os ataques mercadológicos da Internet Explorer, decidiu abrir seus códigos para funcionar como programas livres. As medidas tomadas pela Netscape para enfrentar a Microsoft não conseguiram conter a hemorragia comercial que afetou mortalmente o antigo gigante da Web. A Netscape, com efeito, integra seu navegador no Windows e a Netscape Navigator perde rapidamente terreno à medida que não consegue recuperar seu atraso tecnológico. Finalmente a Netscape, adquirida pela AOL, jamais retomaria a dianteira e acabou por desaparecer em 2003.

Em 30 de janeiro de 2007, Windows comercializa seu novo sistema operativo denominado “Vista”. Põe um termo à longa carreira do Windows XP, lançado em outubro de 2001. Ademais, sendo uma interface gráfica amplamente remodelada, Vista deveria sobretudo corrigir as falhas de segurança e os problemas de instabilidade constatados nos precedentes programas Windows.

Fonte: Opera Mundi
 

Em 1º de abril de 1700, jovens ingleses de espírito brincalhão começaram a popularizar a tradição anual do ‘Dia da Mentira’ ou ‘Dia dos Bobos’ ao contar histórias absurdas com ares de verdadeiras uns aos outros.

Embora o dia venha sendo celebrado durante séculos pelas mais variadas culturas, sua origem exata ainda é um mistério. Alguns historiadores especulam que o ‘Dia dos Bobos’ de 1º de abril data de 1582, quando a França mudou do calendário Juliano para o calendário gregoriano, obedecendo a uma exigência manifestada no Concílio de Trento de 1563. Embora o dia venha sendo celebrado durante séculos pelas mais variadas culturas, sua origem exata ainda é um mistério. Alguns historiadores especulam que o ‘Dia dos Bobos’ de 1º de abril data de 1582, quando a França mudou do calendário Juliano para o calendário gregoriano, obedecendo a uma exigência manifestada no Concílio de Trento de 1563.

Na Dinamarca, a prefeitura pregou em 2001 uma peça com os usuários do metrô ao simular que um dos vagões havia saído para a superfície

Na Dinamarca, a prefeitura pregou em 2001 uma peça com os usuários do metrô ao simular que um dos vagões havia saído para a superfície

Pessoas que tardaram em conhecer a novidade ou deixaram de identificar que o começo do ano novo havia se movido a 1º de janeiro e continuavam a celebrá-lo durante a última semana de março até o dia 1º de abril, tornaram-se alvo de brincadeiras e piadas. Entre as brincadeiras havia uma em que se colocava nas costas de alguém um recorte de papel representando um peixe e ao qual se referia como “poisson d’avril” (peixe de abril), para simbolizar um peixe graúdo pescado facilmente e uma pessoa crédula e ingênua.

Há historiadores, porém, que ligam o ‘Dia dos Bobos’ de abril a antigos festivais como o Hilária, que era celebrado em Roma no final de março e que incluía pessoas que compareciam disfarçadas com máscaras e outras vestimentas. Há também especulações de que o ‘Dia dos Bobos’ de abril esteve vinculado ao equinócio de primavera – momento em que o Sol, em seu movimento anual aparente, corta o equador celeste, fazendo com que o dia e a noite tenham igual duração – ou o primeiro dia da primavera no hemisfério norte, quando a Mãe Natureza engana as pessoas com um clima mutante e imprevisível.

O ‘Dia dos Bobos’ de abril espalhou-se pelo Reino Unido durante o século XVIII. Na Escócia, a tradição levou a celebrá-lo em dois dias, começando com a ‘caça ao “gowk” – sendo ‘gowk’ uma expressão que se referia ao pássaro cuco, que costuma usar o ninho de outras aves, e que simbolizava uma pessoa tonta, ingênua – em que as pessoas eram encaminhadas a pistas falsas, seguida do ‘Dia do Tailie” (Dia da Cauda), quando se amarrava caudas de papel às costas de pessoas desprevenidas com mensagens jocosas ou depreciativas.

1º de abril atualmente

Nos tempos atuais, as pessoas foram muito além ao criar histórias bastante elaboradas para o ‘Dia da Mentira’. Jornais, emissoras de radio, estações de TV e redes da Internet têm participado da tradição do 1º de abril transmitindo reportagens e relatos disparatados com foros de verdade que têm enganado seus leitores e espectadores.

Em 1957, a BBC relatou que fazendeiros suíços estavam colhendo uma safra recorde de espaguete e mostravam cenas de pessoas colhendo macarrão das árvores. Muita gente acreditou que era verdade. Em 1985, a revista Sports Illustrated, especializada em esportes, ludibriou muitos de seus leitores quando publicou um artigo inventado sobre um lançador novato de nome Sidd Finch que podia arremessar uma bola a mais de 260 quilômetros por hora.

Em 1996, a Taco Bell, uma cadeia de restaurantes fast food enganou as pessoas anunciando que havia chegado a um acordo para comprar o Sino da Liberdade da Filadélfia (Philadelphia’s Liberty Bell) e tinha a intenção de dar-lhe uma nova designação: Taco Liberty Bell. Em 1998, após a Burger King ter anunciado um sanduíche “Colosso Canhoto”, milhares de clientes estúpidos e desavisados – e canhotos – passaram a exigir o falso sanduíche.

Fonte: Opera Mundi
 

Anestesia, perda de sensação, especialmente a da dor, induzida por drogas, em particular como meio de facilitar procedimentos cirúrgicos seguros. Em 30 de março de 1842, a primeira anestesia médica utilizando o éter foi feita com êxito.

Tratava-se de uma das descobertas mais importantes na medicina, que revoluciou a cirurgia – e também o bem estar dos pacientes.

Anteriormente, algumas tentativas de alívio eram feitas com pressão e gelo, bem como uso de hipnose. Os registros históricos dão conta que, habitualmente, os pacientes eram contido firmemente pelos assistentes enquanto mordia chumaço de pano para não gritar, até que o procedimento terminasse. Assim eram feitas inclusive as grande cirurgias, como amputações, por exemplo.

Diante das insuportáveis dores, havia a necessidade de buscar urgentemente algum analgésico. Para aliviar aquela terrível sensação, eram combinadas várias substâncias, parte delas extraída de plantas medicinais.

Em 1831, o clorofórmio já havia sido utilizado em procedimentos médicos. Mas foi o médico escocês James Simpson, de Edimburgo, foi o primeiro a usá-lo como anestésico em 1847, porém só foi largamente aceito na medicina por volta de 1853. Já o uso generalizado do éter como anestésico ocorreu após uma demonstração no Hospital Geral de Massachusetts pelo médico William Morton em 1846, apesar de a primeira experiência de sucesso ter sido registrada alguns anos antes.

A inalação dos vapores dessas substâncias colocava as pessoas para dormir e as deixava menos sensíveis à dor. Essa grande invenção na história da medicina não só beneficiou os pacientes, como também tornou mais fácil a vida dos cirurgiões, que não tinham mais que lidar com pacientes desesperados contorcendo-se de dor na mesa de cirurgia durante uma amputação, ou com uma fuga precipitada.

Desde aquele 30 de março de 1842, a medicina vem desenvolvendo técnicas que possibilitem tornar os procedimentos mais seguros e menos incômodos aos pacientes.

Atualmente, existem a anestisia geral e também a local – que afeta somente a região onde os medicamentos são aplicados – e é usada largamente na odontologia e em cirurgias menores. A raquianestesia e a peridural, que consistem na injeção de um agente anestésico na região da medula espinhal, são técnicas frequentemente empregadas em operações abaixo da cintura. Um exemplo comum é na obstetrícia, já que, quando as mulheres vão dar à luz, não devem estar inconscientes.

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