Educação


Fonte: Agência Estado
 

A direção da Escola Estadual Prof. Daniel Verano, de Votorantim, a 102 quilômetros de São Paulo, decidiu punir com a expulsão 11 alunos acusados de prática de bullying. Os adolescentes, com idades entre 14 e 16 anos, são acusados de terem agredido e humilhado alunos da 6ª série do ensino fundamental, na faixa etária de 11 anos. As agressões teriam ocorrido no último dia 5, mas a punição foi confirmada hoje. Na sexta-feira, pais dos alunos agredidos foram à escola para pressionar a direção a tomar providências.

De acordo com informações dos pais, os acusados cercaram as crianças durante o recreio. Meninos e meninas foram agredidos a socos e pontapés. Um dos agressores chegou a empunhar uma faca. Uma professora que tentou intervir foi agredida com uma pedrada. A ação dos adolescentes contra os alunos da outra série teria sido combinada pela internet.

Cinco estudantes identificados como agressores já foram transferidos. Os outros estão suspensos e aguardam a confirmação de vaga em outra escola. Os pais de um aluno que já tinha sido expulso de outro estabelecimento decidiram que ele não voltará a estudar. O caso será encaminhado para o Conselho Tutelar.

A Diretoria Regional de Ensino de Votorantim informou que a decisão de transferir os onze estudantes envolvidos no incidente partiu do Conselho Escolar, formado por professores, funcionários da unidade, pais e representantes do corpo estudantil, em reunião que contou com a presença dos responsáveis por todos os envolvidos. A resolução se baseou no histórico dos estudantes e na gravidade do caso.

Fonte: Folha.com

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Agora qualquer pessoa com uma conexão da internet e sem formação científica pode se tornar um caçador de planetas. Isso graças a uma ideia de pesquisadores da Universidade Yale, nos Estados Unidos.

Para participar, basta acessar http://www.planethunters.org/ (funciona em praticamente todos os navegadores de última geração, menos o Internet Explorer, da Microsoft) e se cadastrar.

Ao fazer isso, o usuário passa a ter acesso a um gráfico que representa a variação de luminosidade de uma dada estrela.

Analisar corretamente essa curva de luz é a chave para que ele possa encontrar um potencial planeta girando ao seu redor.

Os dados brutos vêm do telescópio espacial Kepler, da Nasa. Lançado em março de 2009, o satélite foi apontado para uma região da Via Láctea com maior densidade de estrelas.

Com isso, fez observações da luminosidade de centenas de milhares desses astros ao longo do tempo.

A ideia é identificar novos planetas ao captar a mudança de brilho provocada na estrela quando um desses objetos passa entre ela e o telescópio Kepler.

Dependendo do quanto o brilho se reduz e em que periodicidade, é possível estimar a órbita e o diâmetro aproximados do planeta.

Os pesquisadores ligados ao Kepler têm anunciado algumas descobertas feitas com o telescópio, mas é simplesmente impossível analisar todos os dados pessoalmente. Eles então usavam fórmulas complexas de computador para proceder com uma análise automática.

CÉREBRO
O projeto PlanetHunters nasceu da aposta de que a capacidade de processamento do cérebro humano é maior que a das máquinas para identificar esses chamados trânsitos planetários. O esforço foi iniciado em dezembro do ano passado, e já conta com cerca de 14,4 mil participantes pelo mundo.

“O truque é fazer muitas pessoas olharem para os mesmos dados”, explica Kevin Schawinski, astrônomo de Yale e um dos idealizadores do projeto.

“Se uma pessoa sugere que há um trânsito, vai saber? Mas se oito em dez dizem a mesma coisa, provavelmente é bom darmos uma olhada de perto.”

“Pessoas e algoritmos de computador são boas em enxergar coisas diferentes. No caso de curvas de luminosidade, um ser humano tem muito mais chance de enxergar um planeta com um baixo número de trânsitos numa estrela de brilho variável. Em situações assim, o reconhecimento de padrões humano ainda é muito mais poderoso que o de computadores.”

DADOS
Com o poder do que se convencionou chamar de “ciência-cidadã” para complementar os resultados do Kepler, o grupo de Yale está fazendo descobertas que os cientistas responsáveis pelo satélite deixaram escapar.

“A quantidade de dados do Kepler é enorme”, diz Debra Fischer, co-criadora do PlanetHunters.

“Então, na verdade, estamos ajudando a equipe do satélite. Uma grande amiga minha está lá, então ficou bem fácil conversar com ela sobre como podemos ajudar e complementar os esforços deles, em vez de competir.”

Para os usuários, fica o gostinho de ajudar a produzir ciência de ponta e –quem sabe– ajudar a encontrar um gêmeo da Terra fora do Sistema Solar. Além é, claro, do reconhecimento público. “Nós os agradecemos em todos os nossos artigos científicos”, diz Schawinski.

Os voluntários até agora já fizeram cerca de 1,2 milhão de classificações de gráficos estelares e o grupo deve terminar de analisar todos os dados do primeiro lote do Kepler até fevereiro, quando a Nasa liberará um novo pacote de informações.

PESSOAS COMUNS
Não é de hoje que a astronomia se tornou o campo mais fértil para o uso de colaboradores não-cientistas recrutados pela internet.

O esforço pioneiro nesse sentido foi o projeto SETI@Home. Criado em 1999, ele usava computadores de voluntários para processar dados de radiotelescópio em busca de sinais enviados por civilizações alienígenas.

Para participar, era muito simples: bastava baixar um descansador de tela que entrava em operação quando a sua máquina estava ociosa.

Conectado à internet, ele baixava um pacote de dados, processava e devolvia os resultados. O usuário não participava do processo, exceto cedendo o poder de sua máquina.

Projetos subsequentes na mesma linha passaram a exigir maior participação dos internautas do que o SETI@Home.

O pessoal da sonda Stardust, da Nasa, por exemplo, recrutou participantes do mundo inteiro para sondar imagens feitas da câmara de amostras da espaçonave em busca de sinais de partículas de origem interestelar para estudos posteriores.

Por Silvana Guerra
Fonte: O Globo

 

O Ministro-Chefe da Casa Civil, Antonio Palocci, quer a transferência do Arquivo Nacional, que hoje está na Casa Civil da Presidência da República, para o Ministério da Justiça, a fim de concentrar o Ministério nas funções originais de assessoramento da Presidência.

Mais de 1.500 pessoas contrárias à mudança já assinaram um manifesto. O Professor José Maria Jardim, da Escola de Arquivologia da UniRio, se manifestou indignado e diz temer que a mudança se torne um retrocesso para a política de acesso e transparência dos acervos públicos do país. E acrescenta que há o risco de que o Arquivo Nacional volte a ser um “mero depósito de documentos”.

O Professor José Maria explicou que a transferência do Arquivo da Justiça para a Casa Civil, há nove anos, trouxe muitos avanços e valorizou a instituição agilizando os processos de organização, localização e acesso aos documentos de seu acervo.

Agora, com a nova mudança, existe a preocupação de que o Arquivo readquira o caráter repositório de documentos destinados apenas a comprovar fatos, e perca toda a dinâmica adquirida nos últimos anos no campo da produção de conhecimento

Aconteceu hoje, no Auditório Paulo Freire do Centro de Ciências Humanas e Sociais, no Rio de Janeiro, uma mesa-redonda entre os profissionais de arquivologia para decidirem sobre as iniciativas que serão tomadas contra a mudança.

Por Silvana Guerra
Fonte: Exército

O Governo brasileiro irá distribuir aos mais de 7,2 milhões de estudantes de ensino médio das escolas públicas do país o CD-Rom “Direto à memória e à verdade”, que documenta como eram os porões da ditadura, como funcionava a repressão e como se davam as torturas. O material inclui a lista e a biografia dos 384 desaparecidos políticos.

O documento foi encomendado ao Projeto República, um centro de documentação da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), e produzido pela Secretaria Especial dos Direitos Humanos e pelo Ministério da Educação.

Segundo o Historiador da UFMG, Augusto Carvalho Borges, o objetivo é ir além da biografia das vítimas da ditadura, mostrando histórias compartilhadas, não só individuais, fragmentadas. Os alunos terão acesso a imagens de tortura, de militantes de esquerda mortos e de manifestações e a trechos de documentários, muitos desconhecidos no país.

Fonte: EFE/Brasília

 

O governo brasileiro e a Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura) lançaram nesta quinta-feira (9/12) a coleção História Geral da África, com oito volumes e escrita pela primeira vez em português.

O representante da Unesco no Brasil, Vicent Defourny, explicou que se trata de um "resgate histórico", justificando que durante séculos se falou da África como um continente "sem história".

Defourny lembrou que a Unesco reuniu historiadores africanos para a elaboração da obra, que o próprio organismo editou sua primeira edição, em inglês, em 1981.

A coleção completa trata da história da África desde a Pré-história até a década de 1980, passando por diferentes civilizações e dinastias, a escravidão, a colonização e a independência dos países africanos.

A História Geral da África já foi traduzida para o árabe, para o inglês e francês, existem alguns volumes em espanhol e em poucos idiomas africanos.

O ministro brasileiro de Cultura, Juca Ferreira, explicou que a obra servirá de base para a elaboração de materiais pedagógicos e também será utilizada em um programa para o ensino da história da África que se aplicará nas escolas do país.

Em paralelo, o ministro da Educação, Fernando Haddad, também presente no ato, disse que a obra representa "15 quilos de história" que, além de seu valor educativo e histórico, também servirá para combater o "preconceito racial" que persiste no Brasil e em outros países.

Fonte: Jornal A Tarde

O Navio-Escola “Brasil” chega a Salvador neste sábado (20) e fica aberto à visitação pública entre os dias 21 e 23 de novembro, das 14h às 17h, no Porto de Salvador. O navio, que partiu do Rio de Janeiro no dia 5 de junho, realiza em 2010 a Vigésima Quarta Viagem de Instrução de Guardas-Marinha (XXIV VIGM), passando por diversas cidades dos continentes americano, europeu e africano.

A tripulação deste ano é composta por 429 militares, sendo 33 Oficiais, 217 Praças e 179 Guardas-Marinha, sob o comando do Capitão-de-Mar-e-Guerra Flávio Augusto Viana Rocha. A embarcação conta também com a presença de servidores civis e de militares das Forças Armadas nacional e estrangeiras, destacando-se um Oficial do Exército Brasileiro, um Oficial da Força Aérea Brasileira, integrantes da Marinha Mercante Nacional e congêneres de Marinhas Amigas (Angola, Argentina, Chile, França, Itália, México, Paraguai, Peru, Venezuela e Uruguai, etc.).

Nos locais onde passa, o navio contribui para o estreitamento dos laços de amizade com as nações amigas. Por isso, para os portos do exterior, foram programados eventos culturais como exposições e a apresentação da Música Popular Brasileira pelos músicos militares componentes da tripulação durante a viagem. O Navio possui modernos equipamentos, a maioria oriundos de projetos e desenvolvimentos brasileiros, realizados tanto pela Marinha do Brasil quanto por empresas nacionais.

Fonte: Agência Brasil

A Câmara dos Deputados realiza hoje (21/10), às 10h, sessão mirim, com a participação de cerca de 400 crianças e adolescentes. Eles se transformarão em deputados e discutirão os projetos vencedores de 2010, simulando uma sessão no Plenário Ulysses Guimarães.

Entre as 857 propostas de lei recebidas este ano, três foram escolhidas: a obrigatoriedade do uso de cadeirinhas para crianças em ônibus, de autoria de Lorena Gomes Mendes Resende, estudante da 6ª série do Centro de Educação Nery Lacerda (Sobradinho-DF); a Lei do Cão Herói, que prevê a construção de canis de adestramento para cães-guia, de autoria de Milena Rodrigues Azevedo da Silva e Maria Carolina Sardinha Rodrigues, alunas da 6ª série da Escola Laura Vicunha (Campos dos Goytacazes-RJ); e a instalação de bicicletários em prédios e áreas públicas, de autoria de Patrícia Bezerra da Rocha, que cursa a 5ª série da Escola Estadual de João Ramalho (SP).

O evento terá a presença de representantes de câmaras mirins de Belo Horizonte, Blumenau (SC), Mata de São João (BA), Jardinópolis (SP) e Orlândia (SP). Participarão também estudantes de várias escolas.

Por Silvana Guerra
Fonte: Opera Mundi

O método de alfabetização “Yo, si puedo”, criado em Cuba em 2001, foi utilizado no projeto “Pescando Letras” em São Gonçalo, Rio de Janeiro, onde foram alfabetizados 79 pescadores da cidade. O projeto foi desenvolvido a partir do método cubano, que utiliza meios audiovisuais para o ensino e cuja eficácia foi reconhecida por organismos internacionais como a UNESCO, segundo informado pelo site Cuba Debate.

Promovido pela Secretaria de Educação e pela Subsecretaria de Agricultura e Pesca, o projeto consiste em oferecer alfabetização, educação, cidadania e qualificação profissional a pescadores durante o período “tempo morto”, momento em que a pesca fica proibida ou controlada no litoral.

O curso tem duração de seis meses e é ministrado por meio de vídeo-aulas. As mulheres dos pescadores participaram de aulas de artesanato onde aprenderam a limpar, preparar e montar escamas de peixes e transformá-las em acessórios femininos.

A Prefeita de São Gonçalo, Aparecida Panisset, entregou os certificados e agradeceu a colaboração cubana no programa. “Saber ler e escrever é sair das cavernas e ver a luz, descortinar as coisas que a vida oferece”, disse ela.

“Yo, si puedo” é um método para ensinar a ler e escrever e foi utilizado em diversos países, principalmente na América Latina. Na Venezuela um milhão de pessoas foram alfabetizadas pelo método em cinco meses e 27 dias nas 34 línguas e etnias que existem na nação sul-americana. Em 2008, 99,5% dos bolivianos analfabetos detectados foram alfabetizados pelo método cubano. O programa existe também na Nicarágua, México e Argentina.

Fonte: Correio Braziliense

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[A Exposição da Independência, que acontece até amanhã (5/9) no Parque Ana Lídia, em Brasília, está atraindo a atenção de crianças e adultos, que podem ver de perto os tanques de guerra, os simuladores de aeronaves da Esquadrilha da Fumaça, as motos usadas pelo Exército, entre outros equipamentos. O objetivo da exposição, segundo a capitão-tenente da Marinha, Andréa Dulduque, é buscar uma maior aproximação das pessoas com as Forças Armadas.

“Queremos aproximar a população em geral, principalmente o público infantil, das Forças Armadas e das forças auxiliares, que são a Polícia Rodoviária Federal, a Polícia Militar e a Polícia Civil. Nesse momento, na Semana da Pátria, é importante a construção de um sentimento cívico e de patriotismo que faz tanto bem para o país”, disse Dulduque.

O servidor público Israel Bras de Oliveira, que visitou a exposição, se surpreendeu com os aviões e também com o monitoramento de satélites mostrado no stand da Força Aérea Brasileira. “Achei muito bom. Achei importante mostrar os satélites mantidos por vários países ao redor da nossa terra. Eu tirei até uma foto. Não tinha idéia do que é feito”, afirmou.

Tiago Geovani Sousa, de 4 anos, disse que gostou muito da exposição, principalmente do simulador de voo da Esquadrilha da Fumaça.“Vou pedir um igual para os meus pais”, disse o menino.

Além de brincar no simulador, as crianças também podem fazer maquetes de aviões e de helicópteros da Força Aérea na brinquedoteca, entrar nos tanques de guerra, tirar fotos com os macacões usados pelos pilotos, além de conhecer alguns armamentos e veículos usados pelas Forças Armadas.]

Fonte: Der Spiegel

Há um século, os arqueólogos vêm buscando uma passagem num muro construído pelos vikings no norte da Europa. Neste verão, encontraram. Os pesquisadores agora acreditam que a extensa barreira foi construída para proteger uma importante rota comercial.
Seus ataques vindos do nada em barcos longos e rápidos fizeram com que muitos chamassem os vikings de inventores da Blitzkrieg (a guerra-relâmpago alemã). “Como vespas selvagens”, diz uma descrição antiga, os vikings saquearam mosteiros e cidades inteiras da Irlanda à Espanha. O fato de que os vikings, que foram retratados de forma caricata nos quadrinhos, foram também construtores habilidosos é bem menos conhecido.

A prova pode ser vista no norte da Alemanha, não muito distante do Canal do Mar do Norte para o Báltico. Lá é possível maravilhar-se com a muralha gigante de 30 quilômetros que atravessa todo o Estado de Schleswig-Holstein. A construção massiva, chamada de Danevirke – “trabalho dos dinamarqueses” – é considerada a maior obra com terra no norte da Europa.

Os arqueólogos agora observaram mais de perto uma parte da construção – um muro de três metros de largura do século 8 próximo a Hedeby (conhecida como Haithabu em alemão). Ele foi construído inteiramente com pedras retiradas da região ao redor. Algumas delas são do tamanho de um punho, enquanto outras pesam até 100 quilos. “Os vikings coletaram milhões de rochas”, diz a arqueóloga Astrid Tummuscheit, que trabalha para o departamento de arqueologia do Estado de Schleswig-Holstein.

Posto alfandegário, pousada e bordel
Numa entrevista coletiva na sexta-feira (27), a equipe de Tummuscheit anunciou outra descoberta – que eles consideram “sensacional”. Os pesquisadores descobriram o único portão de travessia do Danevirke, um portal de cinco metros de largura. De acordo com escritos antigos, “carroças e homens a cavalo” costumavam passar pelo portão, chamado de “Wiglesdor”. Perto dele havia um posto alfandegário e uma pousada que incluía um bordel.

Há um século os arqueólogos sonhavam em encontrar este portão entre a Dinamarca e o império de Carlos Magno. Especialistas conheciam a localização aproximada, mas os arqueólogos não podiam escavar: havia uma antiga taverna no caminho. “O Café Truberg colocou freios em tudo”, diz Claus von Carnap-Bornheim, chefe do departamento de arqueologia de Schleswig Holstein.

As coisas só começaram a ir adiante quando o café faliu e foi comprado em 2008 com a ajuda da AP Møller-Fonds, um fundo que pertence a Arnold Maersk, dinamarquês de 97 anos que é dono da maior frota de contêineres do mundo. A companhia de energia E.on Hanse, subsidiária da E.on e responsável pelo norte da Alemanha, pagou para que o prédio fosse demolido e os arqueólogos puderam avançar. A nova descoberta também deve atrair uma atenção significativa ao norte da fronteira da Alemanha – o Danevirke é visto como um tesouro nacional na Dinamarca. A rainha Margrethe 2ª da Dinamarca visitou o local, assim como o príncipe Frederik.

Novos cálculos quanto à idade da construção indicam, entretanto, que as partes mais antigas do muro podem ter sido construídas pelos frísios, e não pelos dinamarqueses. Os arqueólogos agora acreditam que a pedra fundamental pode datar até do século 7.

Conhecidos pela pilhagem
Os frísios, que viveram na costa oeste do que hoje é a Dinamarca e em várias ilhas do Mar do Norte, lutavam pela supremacia na região com três outros povos: os dinamarqueses, os eslavos e os saxãos. “Era o Kosovo da Idade Média”, diz Carnap-Bornheim. No final, entretanto, foram os dinamarqueses que saíram vitoriosos. De acordo com registros contemporâneos, o rei Göttrik da Dinamarca ordenou em 808 que a fronteira de seu império com o dos saxõess fosse fortificada.

Mas por que fazer tamanho esforço? Para que os vikings empilharam milhões de toneladas de rochas em sua fronteira? Estruturas semelhantes de fortificação de fronteiras construídas pelos romanos ou a Grande Muralha da China foram construídas para se proteger de hordas de saqueadores. Mas no caso do Danevirke, os próprios construtores tinham fama de saquear. No século 8, a Dinamarca não tinha ruas de pedras nem casas de pedra. O rei pagão era protegido por guerreiros que usavam roupas de animais – os chamados “berserkers”.

Só os seus longos barcos eram tecnologicamente sofisticados – rápidos e leves e facilmente navegáveis. Eles permitiram aos dinamarqueses desenvolverem uma rede formidável de rotas de comércio. Eles viajavam pelos rios da Rússia até Bizâncio e navegavam o Atlântico Norte até a longínqua Islândia, Groenlândia e até o norte da América do Norte.

Comércio por terra
Mas havia um calcanhar de Aquiles nesse império comercial, e este se localizava em Hedeby. Para que os bens do leste fossem enviados para o oeste, eles precisavam cruzar a estreita faixa de terra na base da atual Dinamarca. Os comerciantes entravam no território pela baía de Schlei, até chegar a Hedeby, onde suas mercadorias eram descarregadas e enviadas por terra até o Rio Treene, a 18 quilômetros dali. Só então os bens podiam ser carregados em barcos e enviados pelo Mar do Norte.

Durante toda a duração dessa curta viagem por terra, os bens valiosos – incluindo ouro de Bizâncio, peles de urso de Novgorod e até estátuas de Buda da Índia – ficavam expostos a ataques. Foi para proteger essa importante artéria comercial que os arqueólogos hoje acreditam que foi construída a fortaleza de terra, pedras e tijolos. O Danevirk, em outras palavras, não era nada além de um escudo protetor para o comércio.

Nas próximas semanas, os arqueólogos pretendem escavar o portão recém-descoberto até o nível da antiga rua. Eles esperam encontrar antigas pedras de calçamento, dobradiças ou buracos onde ficavam os postes – os restos, talvez, de uma antiga passagem para a terra dos vikings.

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