Economia Internacional


Fonte: EFE

 

As principais associações agrícolas mexicanas expressaram nesta terça-feira (08/02) sua "total rejeição" à proposta de que o México firme tratados de livre-comércio com o Brasil, Colômbia e Peru.

Em comunicado publicado na imprensa local, as diversas associações insistiram na recusa de todo "o setor agroalimentar mexicano" a esses acordos comerciais.

O governo mexicano expressou sua disposição em discutir um possível tratado de livre-comércio com o Peru e com o Brasil, além de ampliar o que já tem com a Colômbia.

A mensagem das centrais camponesas, dirigida ao secretário de Economia do México, Bruno Ferrari, acusa-o de cancelar "as negociações com o setor agropecuário" nacional, de assumir uma "posição unilateral" e de ignorar "os argumentos sérios, sustentados por estudos técnico-científicos e econômicos, que foram apresentados".

Com relação ao acordo específico com o Brasil, as organizações afirmaram que seria "uma ameaça para o agronegócio mexicano" e "significaria a perda de milhões de empregos e quebra total de setores produtivos", dado que supostamente "México e Brasil não são economias complementares nos mercados agropecuários".

O México tem 19 tratados e acordos assinados com mais de 50 nações, o que o transforma em "um dos países mais abertos do mundo", acrescenta a nota.

No entanto, entre todos esses instrumentos comerciais, "o grande perdedor na balança comercial total foi o setor agroalimentar", concluem as associações.

Por Silvana Guerra
Fonte: Comex do Brasil

.

Brasil e Argentina criam missões comerciais conjuntas por vários países com o objetivo de atingir US$ 10 bilhões por ano. Segundo informações do Governo argentino, os esforços são para aumentar os valores já para este ano com o envio de seis missões comerciais, que já estão programadas dentro do calendário criado pelos dois Governos.

Angola será o primeiro país a ser visitado pela missão conjunta. Só o Brasil pretende realizar 177 missões neste ano. Globalmente, o caminho será intensificar as relações da Argentina com os países do BRIC: China, Brasil, Índia e Rússia.

No mês de março, uma missão composta por uma delegação de arquitetos e engenheiros argentinos visitará o Rio de Janeiro para participar da licitação referente às obras que fazem parte da Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas de 2016. Em seguida, essa mesma missão seguirá para a China, onde ocorrerão vários eventos na área de vestimentas e calçados, biotecnologia e máquinas agrícolas, além de produtos farmacêuticos e de saúde.

Fonte: Folha.com

 

O aumento no fluxo de dólares para países emergentes e a volatilidade nos preços das commodities são os dois principais temas que serão levantados pelo governo brasileiro na reunião do G20 marcada para o fim do mês, em Paris.

O Brasil vai coordenar um grupo de discussões sobre fluxos de capitais, em conjunto com a Alemanha. O aumento na entrada de dólares em países emergentes, que ajuda a pressionar a cotação da moeda estrangeira para baixo e prejudica as exportações dessas economias, é hoje uma das principais preocupações do governo brasileiro.

Outro tema que o Brasil quer destacar nos debates é a volatilidade nos preços das commodities, já que o país é grande exportador de produtos básicos.

Esses temas também farão parte das discussões entre o Ministério da Fazenda e o secretário americano do Tesouro, Tim Geithner, que visita o Brasil na próxima segunda-feira.

As conversas são uma preparação para a reunião do G20 e, principalmente, para a visita do presidente Barack Obama, que chegará ao país no fim de março.

O Ministério da Fazenda, por exemplo, quer avaliar se é possível fazer algum anúncio de cooperação ou assinar acordos durante a visita de Obama.

Uma possibilidade seria a retomada do Grupo de Trabalho para o Crescimento Brasil-EUA, criado pelos então presidentes Lula e Bush em 2003.

O governo brasileiro diz que não há mudança de posição em relação às críticas à política americana de injetar dinheiro na economia para desvalorizar o dólar. O Brasil continua vendo as ações de EUA e China como parte do problema da "guerra cambial" e defende uma solução internacional conjunta.

Os dois países também não devem fechar uma posição conjunta para as discussões no G20.

Fonte: Monitor Mercantil

 

Adam Smith, há dois séculos e meio, ofereceu alternativa

Por:  Alex Corsini – Sucursal da União Europeia

Varsóvia – Talvez não existisse analista mais indicado dos problemas que enfrenta a economia mundial do que Gordon Brown. Como primeiro-ministro da Grã-Bretanha e presidente do G20, grupo que reúne as 20 mais fortes economias do planeta, tinha papel principal no esforço para superação da maior crise econômica do período após a Segunda Guerra Mundial.

O livro Além do crash: Superando a primeira crise da globalização descreve os momentos de derrocada do sistema financeiro mundial e as reações das lideranças políticas. Aponta as dolorosas consequências sociais que teria o fracasso dos esforços de salvação em uma economia internacional globalizada, assim como a importância da crescente coordenação para a consecução de soluções eficazes.

Por intermédio de crítica severa do modelo econômico neoliberal e da insaciabilidade que caracteriza o funcionamento do sistema bancário, sublinha uma verdade que, primeiramente, conformou há dois séculos e meio Adam Smith: se a economia não serve aos valores morais, funciona em detrimento da totalidade social.

O motivo básico da crise mundial encontra-se nos gigantescos desequilíbrios das balanças comerciais que predominaram na última década levando a correspondentes gigantescas movimentações de capitais. Países pobres e, principalmente, a China financiavam países ricos como os EUA. Esta evolução refletia o fato de que as economias emergentes registravam grandes superávits comerciais, enquanto os países desenvolvidos acumulavam crescentes déficits.

Os desequilíbrios levaram os capitais a movimentar-se "em direção equivocada", dos países pobres aos países ricos, desestabilizando o sistema financeiro e provocando a crise econômica.

A poupança superavitária levou a redução as taxas de juros e encorajou a busca de desempenhos mais elevados para os investimentos. A liberação incontrolável do sistema financeiro mundial permitiu aos bancos financiarem investimentos de risco e inventarem duvidosos produtos novos, derramando a crise no mundo inteiro.

Os países mais pobres financiaram um superconsumo aos países desenvolvidos, resultando em bolhas, particularmente no setor habitacional e no risco de derrocada dos bancos.

Soluções mundiais
O superendividamento e o superconsumo conformaram um modelo novo, o "capitalismo sem capitais". Investidores e consumidores nos países desenvolvidos realizavam gastos sem recursos suficientes e os bancos emprestavam sem capitais suficientes.

O esforço para evitar a derrocada do sistema financeiro exigiu o fortalecimento da base de capital dos bancos. Havia duas perspectivas: a neoliberal do presidente Bush Jr., limitada na substituição dos produtos "tóxicos" que dispunham os bancos e a imediata capitalização com prematura estatização dos bancos superendividados, e paralela adoção de regulamentações e controles mais severos, conforme sugeriu o Brown.

A prevalência da segunda perspectiva garantiu a salvação da economia mundial. Conforme ficou claro com a derrocada do Lehman Brothers, quebras de bancos poderiam desestabilizar o sistema.

Gordon Brown, como presidente do G20, coordenou a adoção de política fiscal expansiva, com aumento de gastos e redução de impostos, a fim de serem evitados o agravamento da queda e o aumento do desemprego. A coordenação das políticas frutificou. A crise não terminou, mas teve duração menor do que se esperava.

Mensagem central do livro é a necessidade de continuação do apoio fiscal da demanda pelos países que não enfrentam problema de dívida e a promoção de mudanças corretivas para o fortalecimento da competitividade e a passagem para a economia do conhecimento. Premissa de sucesso é a crescente coordenação internacional e a cooperação. Os problemas mundiais exigem soluções mundiais.

Mas, principalmente, a mensagem é moral. Uma boa economia é aquela em que o bem-estar é distribuído a todos e não somente àqueles já bem situados, e uma boa sociedade é aquela em que a sorte favorece mais do que os poucos com sorte.

Fonte: Agência Brasil

 

O Parlamento Europeu aprovou nesta quinta-feira (3), em Bruxelas, a ratificação do acordo sobre o comércio de bananas entre a União Europeia (UE) e países da América Latina, entre eles o Brasil. O acordo encerra a chamada guerra das bananas, uma disputa que durou 16 anos. Pelo acordo, até 2017 haverá uma redução gradual de 35% dos tributos europeus cobrados sobre a banana latina. Em contrapartida, os países produtores suspenderão algumas ações na Organização Mundial do Comércio (OMC).

De cada quatro bananas consumidas pelos europeus, três foram exportadas por países latino-americanos. Em 2009, a União Europeia, um grupo de países da América Latina e os Estados Unidos fecharam um acordo sobre os direitos aduaneiros para a importação da fruta. A base do texto se refere ao tratamento preferencial dado pela UE à importação de bananas dos países de África, Caraíbas e Pacífico (ACP), em detrimento das bananas provenientes da América Latina.

Nos termos do acordo hoje aprovado pelos eurodeputados, a UE vai, ao longo de sete anos, reduzir gradualmente os impostos que incidem sobre importações de banana da América Latina dos atuais 176 euros por tonelada para 114 euros por tonelada até 2017.

Por Silvana Guerra
Fonte: Embraer

 

A Dniproavia, empresa da Aliança Ucraniana de Aviação, poderá se tornar a maior operadora de aviões Embraer no Leste Europeu. Ambas fecharam um acordo nesta segunda-feira (31/1) para a entrega de 10 jatos EMBRAER 190, com opções para outras cinco unidades.

Em cooperação com a AeroSvit, outra empresa do grupo, os aviões serão operados pela Dniproavia por meio de uma operação de leasing estruturada por terceiros. O valor total da operação é de US$ 400 milhões, podendo chegar a US$ 600 milhões caso todas as opções sejam confirmadas.

As dez aeronaves servirão às rotas domésticas e internacionais da aliança. Elas serão configuradas para acomodar 104 passageiros em dois tipos de classes. Até o último trimestre deste ano, serão entregues as duas primeiras aeronaves.

A Aliança Ucraniana de Aviação foi criada no início de 2007 por duas compahias aéreas ucranianas: a Donbassaero e a AeroSvit. Em outubro de 2010, a Dniproavia oficialmente se juntou ao grupo. Um dos principais objetivos da aliança é aumentar a competitividade das empresas do grupo no mercado internacional e, conseqüentemente, aprimorar a indústria de transporte aéreo na Ucrânia. A cooperação envolve questões operacionais e comerciais, incluindo a otimização da composição da frota. As empresas estão desenvolvendo conexões internacionais apropriadas no Aeroporto Internacional Boryspil (KBP), em Kiev, para maximizar o efeito da sinergia.

Por Silvana Guerra
Fonte: Agência Brasil

.

Começa nesta quarta-feira (26/1) o Fórum Econômico Mundial de Davos, na Suíça, que irá até domingo (31/1), onde estarão presentes os líderes políticos mundiais, entre eles  os Presidentes dos Estados Unidos, Barack Obama, e da França, Nicolas Sarkozy, além da chanceler da Alemanha, Angela Merckel.

O tema que deverá ser o centro das discussões é sobre a reformulação dos sistemas financeiros internacionais e a exploração de estratégias e soluções para os grandes desafios globais. Também devem entrar em pauta questões climáticas e inovações tecnológicas.

A Presidente brasileira, Dilma Rousseff, não participará do encontro, porém enviará o Ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota, e o Presidente do Banco Central, Alexandre Tombini. Segundo os organizadores do Fórum, além de várias autoridades internacionais, estarão presentes também os representantes dos empresários e da sociedade civil.

Por Silvana Guerra
Fonte: Comex do Brasil

 

O Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) receberá hoje (21/1) dirigentes do Banco de Desenvolvimento da China (China Development Bank / CDB), às 14 horas, para tratarem de oportunidades de investimentos nas áreas de agronegócios, mineração, geração e transmissão de energia elétrica, Copa 2014 e Olimpíada 2016.

 

BANCO CHINÊS.

Representantes do Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM), da Casa Civil e do Ministério da Agricultura também estarão no encontro. A Casa Civil aproveitará a oportunidade para realizar uma apresentação sobre o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) para os representantes chineses, Guoxi Tang (Gerente do CDB América) e Wenjiang Cão (Vice-Diretor do CDB América do Sul).

O MDIC desenvolve uma parceria com o CDB e auxiliará a instituição a buscar bons projetos de investimentos que atendam aos interesses nacionais. No Brasil, o banco chinês já financiou projetos nas áreas de tecnologia da informação, aviação, petróleo e gás.

O CDB é responsável pelo financiamento de longo prazo de projetos em infraestrutura e indústria de base. Além disso, é uma das instituições financeiras do exterior admitidas como garantidoras de financiamentos no BNDES.

Por Silvana Guerra
Fonte: BBC Brasil

.

Segundo dados oficiais divulgados hoje (20/1), a economia chinesa cresceu 10,3% em 2010. Ano passado, o Produto Interno Bruto (PIB) do país chegou a casa dos 39,8 trilhões de yuan (R$ 10 trilhões).

O crescimento foi maior que o esperado e representa uma alta em relação ao ano de 2009, número que ficou registrado em 9,2%. Segundo o Diretor do Instituto Nacional de Estatística, “no ano passado, a China consolidou e impulsionou sua recuperação da crise financeira global e a economia nacional está operando bem, de forma geral”.

Embora o crescimento do PIB traga grande otimismo para a economia da China, o país se esforça para controlar à alta da inflação. Nos últimos quatro meses o Governo elevou os juros por duas vezes para conter a inflação, mas não conseguiu atingir a meta estabelecida de 3%.

Por Silvana Guerra
Fonte: Opera Mundi

.

Os Estados Unidos e a China firmaram nesta quarta-feira (19/01) um acordo de exportação no valor de 45 bilhões de dólares em produtos norte-americanos. O anúncio ocorreu durante a visita do Presidente chinês, Hu Jintao, ao Presidente norte-americano, Barack Obama, na Casa Branca.

O acordo inclui um contrato de 19 bilhões de dólares para venda de 200 jatos da Boeing para o país asiático, tornando assim o país o maior comprador da Boeing até 2030. As entregas estão previstas para ocorrer até 2013. Além disso a China comprará produtos na área agrícola, de telecomunicações e tecnologia, firmando acordos com empresas como a Honeywell, Navistar e General Electric, com quem cinco contratos foram firmados.

Há perspectivas de que 4,5 mil empregos serão criados nos EUA com as medidas como a joint venture com a estatal de energia China Huadian para desenvolver geradores de energia a gás.O acordo, que deve criar receitas de 500 milhões de dólares ao longo dos próximos cinco anos, gerará um milhão de dólares em exportações.

Com a General Electric foi ainda assinado um acordo de intenções com o Ministério de Transportes da China que prevê o fornecimento de 350 milhões de dólares em equipamentos para as ferrovias do país. E com a Shenhua Group, o Presidente Hu Jintao se comprometeu a comprar tecnologia da empresa para desenvolver a gaseificação de carvão na China. Com isso, estima-se que a GE tenha um lucro de 150 milhões de dólares em cinco anos.

Os dois Presidentes comemoraram os acordos firmados e esperam, com isso, estabelecer bases de cooperação bilateral para os próximos 30 anos.

« Página anteriorPróxima Página »