Economia Internacional


Por Silvana Guerra
Fonte: Valor Online

 

O Governo da Argentina suspeita que o dia de caos vivido ontem (22/3), por quase oito horas, em seus dois principais aeroportos tenha sido provocado uma manobra de dez controladores de voo. A Justiça Argentina já determinou a investigação da denúncia de sabotagem por parte dos controladores apresentada por seis sindicatos de trabalhadores do setor aéreo.

O fato de a pane ocorrer menos de uma semana após a denúncia do Ministério da Defesa sobre a conduta de dez controladores de origem militar, levou os sindicatos a considerarem no mínimo duvidoso, já que é a primeira pane em 30 anos de uso de equipamentos. O controle de tráfego foi desmilitarizado no país em 2007.

“Esse setor tenta levar à opinião pública uma sensação de caos porque quer separar a Austral da Aerolíneas Argentinas e vendê-las a um grupo empresarial”, acusou Ricardo Fresia, secretário-geral da Associação Argentina de Aeronavegadores. A Austral é o braço de operações domésticas da Aerolíneas, reestatizada há dois anos.

Desde o fim de 2008, o governo injetou cerca de US$ 1 bilhão na recuperação da empresa, que continua tendo prejuízo e problemas operacionais. Segundo projeções da própria Aerolíneas, o equilíbrio em suas contas só será alcançado em 2012 e ela entrará no azul apenas em 2013. Enquanto isso, tem prejuízo superior a US$ 200 milhões, justificado pela modernização da frota, que incluiu a compra de 20 aeronaves da Embraer.

Com o desgaste gerado pelos serviços mal avaliados da empresa, a Casa Rosada aventou, há duas semanas, a possibilidade de incorporar um sócio privado em sua gestão, com a possível venda de 50% do capital acionário. Ainda há uma disputa judicial: o grupo espanhol Marsans não foi indenizado pela estatização da empresa, em 2008, e reclama o pagamento.

Por Silvana Guerra
Fonte: EFE

|

Os Emirados Árabes Unidos, Kuwait e Nigéria decidiram aumentar a produção de petróleo para frear a alta dos preços, seguindo os mesmos passos da Arábia Saudita. De acordo com o Financial Times, a iniciativa reflete a inquietação crescente entre os membros da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) diante da ameaça que o encarecimento do petróleo, devido à crise na Líbia, pode representar para a recuperação econômica mundial.

Nos Estados Unidos o preço do petróleo atingiu nesta segunda-feira o nível mais alto desde setembro de 2008, com a média de US$ 106,95 por barril; e na Europa, o Brent chegou a US$ 118,50. Ainda de acordo com o Financial Times, fontes do setor acreditam que o aumento da produção por parte desses países, somado ao da Arábia Saudita, pode praticamente compensar a queda das exportações de petróleo da Líbia.

Segundo a Agência Internacional de Energia, a produção líbia pode ter reduzido em aproximadamente 1 milhão de barris diários, o que equivale a dois terços da produção total antes da crise, que era de 1,58 milhão de barris.

A Opep, que controla 40% da produção mundial da commodity, está dividida em torno da necessidade de aumentar a produção, já que Irã e Argélia não concordam com a medida.

Fonte: Estadão

.

O primeiro-ministro da China, Wen Jiabao, classificou de “importante” a cooperação com o Brasil na área de aviação civil e sinalizou que ela poderá ter continuidade, apesar dos problemas que afetam a parceria entre a Embraer e a estatal chinesa AVIC.

O líder comunista recebeu ontem em Pequim os ministros das Relações Exteriores, Antonio Patriota, e do Desenvolvimento, Fernando Pimentel, que estão na China para preparar a visita que a presidente Dilma Rousseff fará ao país em abril.

Ambos foram recebidos durante 34 minutos pelo primeiro-ministro em Zhongnanhai, complexo ao lado da Cidade Proibida onde a cúpula do Partido Comunista vive e trabalha. Patriota levou a Wen a mensagem de que sua chefe está entusiasmada com a viagem à China e a vê como uma oportunidade para a retomada do diálogo sobre a parceria estratégica entre os dois países.

Pimentel disse ao primeiro-ministro que a intenção de Brasília é ter relacionamento de longo prazo com a China. Patriota emendou com a lembrança de que empresas brasileiras desejam investir no país e contam com a boa vontade de Pequim – a menção era uma referência velada ao fato de que algumas delas enfrentam barreiras para levar adiante seus planos.

A Embraer também gostaria de manter a parceria que estabeleceu em 2002 com a AVIC, mas até agora não conseguiu o aval do governo chinês. A fábrica que as duas empresas possuem em Harbin, nordeste da China, produz o avião de 50 lugares ERJ-145 para o qual não há mais demanda no país. A intenção da empresa brasileira é fabricar em parceria com a AVIC o jato E-190, para até 120 passageiros.

A China foi o segundo maior mercado da Embraer em 2010 e respondeu por 9,3% das exportações da empresa, com vendas no valor de US$ 368,4 milhões. O país também é o mercado de aviação que cresce mais rapidamente em todo o mundo.

Maior crítico das relações com a China no novo governo, Pimentel ressaltou que o país será o primeiro a ser visitado por Dilma fora do continente americano, em razão de sua importância comercial para o Brasil.

O chanceler brasileiro agradeceu o fato de Wen ter recebido a delegação brasileira no período em que começam os encontros da Conferência Consultiva Política do Povo Chinês e do Congresso Nacional do Povo, quando a agenda dos dirigentes de Pequim está sobrecarregada.

Wen chamou Patriota de “bom e velho amigo da China” e lembrou que o diplomata serviu na Embaixada do Brasil em Pequim. O ministro esteve no país em 1987 e 1988 e atualmente é um aplicado aluno de chinês. No fim do encontro, ele e Wen trocaram algumas palavras sem a ajuda do intérprete.

Pela manhã, Patriota havia se reunido com o ministro das Relações Exteriores da China, Yang Jiechi, que ressaltou a parceria estratégica entre os dois países e fez referência às posições comuns de Pequim e Brasília em fóruns multilaterais.

Hoje, Patriota e Pimentel irão se encontrar com o ministro do Comércio, Chen Deming, para discutir temas espinhosos da relação bilateral, que incluem o acesso de produtos brasileiros ao mercado chinês e o pedido de Pequim para que o Brasil cumpra sua promessa de reconhecer a China como economia de mercado.

Fonte: Opera Mundi

 

O nascimento da maior bolsa de valores mundiais, oficializado nesta terça-feira (15/02), provoca incertezas quanto ao papel da bolsa de valores de Paris, dentro do novo cenário do mercado financeiro. Os operadores Deutsche Börse, responsável pela Bolsa de Frankfurt, na Alemanha, e Euronext, que gera as Bolsas de Paris, Lisboa, Amsterdã, Bruxelas e Nova York, juntaram forças. A megabolsa será a número um em volume de negócios e capitalização. Ela vai movimentar em torno de 20 trilhões de dólares anuais.

O novo gigante passa a responder por cinco praças financeiras europeias e pode redistribuir os papéis que cada uma ocupa atualmente no mercado.

De acordo com um comunicado conjunto divulgado pelo grupo, as operações com derivados serão executadas a partir de Frankfurt e as operações de cash (ações) e de listing (emissão de títulos no mercado primário) serão concentradas em Nova York. Em Paris, ficará apenas a gestão dos sistemas de tecnologia da informação.

A capital francesa deixa de ser a sede da Bolsa Internacional, como é atualmente dentro da Euronext, cedendo o lugar para Frankfurt. É nas mãos da bolsa alemã que ficará 60% do capital da nova empresa, que ainda não tem nome. Com a Euronext ficam os outros 40% e a indicação de sete dos 17 membros do comitê diretor.

Paris Europlace, organismo que representa os interesses dos atores do mercado financeiro francês, quer garantir o espaço da Bolsa de Paris. As autoridades querem que ela continue sendo líder na Europa em: seguros, número de empresas cotadas, força de investidores institucionais, capitalização e volume e valor das trocas de produtos no mercado monetário.

Por Silvana Guerra
Fonte: EFE

.

Em visita oficial ao Japão, o titular de Comércio de Índia, Anand Sharma, se encontrou com o Ministro das Relações Exteriores do Japão, Seiji Maehara, no qual formalizaram o Tratado de Livre-Comércio (TLC) que abolirá 94% das tarifas dos bens de troca comercial pelos próximos dez anos seguintes à sua entrada em vigor. O tratado bilateral foi assinado por ambos na cidade de Tóquio nesta quarta-feira (16/2).

O TLC eliminará as tarifas que taxam as exportações do Japão à Índia, entre elas as de componentes de automóveis e máquinas, prevalecendo o mesmo para exportações indianas, incluindo importantes produtos agrícolas e pesqueiros. Porém, para os produtos sensíveis aos agricultores japoneses, como o arroz, trigo e os lácteos, o acordo bilateral não eliminará as tarifas.

O pacto, que deverá ainda ser ratificado pelos Parlamentares dos dois países, prevê que Japão e Índia seguirão dialogando nos próximos dois anos sobre a possibilidade de trabalhadores indianos desempenharem no Japão a função de enfermeiros.

Os dados do Ministério das Relações Exteriores japonês apontam que no ano de 2008, as vendas da Índia para o Japão alcançaram US$ 7,9 bilhões, enquanto as exportações japonesas para a Índia foram de US$ 5,2 bilhões.

Por Silvana Guerra
Fonte: Agência Brasil

.

Os Ministros da Fazenda do Brasil e da Argentina, Guido Mantega e Amado Boudou, reuniram-se nesta sexta-feira (11/02), na cidade de São Paulo, e decidiram que irão adotar uma posição comum em defesa do livre comércio mundial de commodities no próximo encontro do G20, que reúne as maiores economias do mundo, marcada para os dias 18 e 19 de fevereiro, em Paris.

De acordo com o Ministro Guido Mantega, existem propostas de outras nações de regular o mercado de commodities, matérias-primas cotadas nas bolsas de valores, visando combater o aumento de preços dos produtos básicos, como minério de ferro e soja e, assim, segurar a inflação. Porém, Brasil e Argentina não concordam com a idéia pois, segundo o Ministro Mantega, a melhor forma de segurar a inflação não é controlando os preços das commodities e sim estimulando sua produção.

Os dois Ministros discutiram também sobre a situação econômica dos dois países e suas relações comerciais. Eles acreditam que o futuro das duas economias é continuarem a crescerem cada vez mais nos próximos anos, daí a necessidade de expandir as trocas comerciais entre Brasil e Argentina.

Fonte: Monitor Mercantil

.

Matérias-primas e problemas ambientais devem aumentar centenas de milhões de euros os custos de início de operação das usinas da ThyssenKrupp no Brasil e EUA. As ações do maior grupo siderúrgico da Alemanha caíram depois que a empresa informou que exigências financeiras maiores nesses empreendimentos fizeram com que a dívida do grupo saltasse 3,7 bilhões de euros até o final do ano passado em relação ao mesmo período do ano anterior.

Analistas afirmaram que problemas ambientais da usina Companhia Siderúrgica do Atlântico, instalada no Rio de Janeiro, e outros problemas técnicos podem ter motivado os aumentos na previsão de custos. Além disso, uma alta acentuada nos preços de carvão também estão colocando pressão sobre a empresa.

A companhia manteve suas metas de lucro motivada por forte demanda em seu país e desempenho de mercados emergentes superando perdas das usinas novas instaladas nos EUA e Brasil. O lucro líquido da companhia nos três meses encerrados em dezembro, seu primeiro trimestre fiscal, caiu quase que 50%, para 101 milhões de euros, atingido pelos custos de início das usinas da unidade Steel Americas.

Por Silvana Guerra
Fonte: Comex do Brasil

.

Como parte dos esforços do Brasil e EUA em avançar na cooperação em biocombustíveis, especialistas do setor de etanol de El Salvador, Guatemala e Republica Dominicana estiveram na última terça-feira (8/2) na Secretaria de Inovação (SI) do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) para conhecerem a experiência brasileira de biocombustíveis e verificar a possibilidade de sua adaptação para o desenvolvimento da produção na América Central.

O Secretário de Inovação, Francelino Grando, disse que o setor de biocombustíveis recebeu  maior estímulo nos últimos anos elevando o consumo de etanol, permitindo, assim, a implantação do uso do biodisel como novo combustível. Com o novo Governo, “o compromisso da Presidenta Dilma Rousseff, criadora do programa de biodiesel, é o de continuar com o crescimento do setor”, acrescentou Grando.

Durante o encontro os especialistas assistiram as apresentações sobre biocombustíveis como negócio e como indutor de desenvolvimento econômico e social, histórico do etanol no Brasil e setores de máquinas, automobilístico e equipamentos agrícolas e industriais. O Governo brasileiro realiza trabalhos internacionalmente para estimular a produção dessa fonte de energia, principalmente países da América Latina e África

Por Silvana Guerra
Fonte: Comex do Brasil

.

Os chineses conquistam cada vez mais espaço do mercado exportador nos estados da região Nordeste do Brasil. Alagoas, Ceará, Paraíba e Piauí tiveram a China como seu principal fornecedor no mercado externo no ano de 2010. E não deverá demorar muito para expandir-se para toda a região.

Assim como fornecedor, os chineses têm também se transformado num importante mercado para os produtos da região Nordeste. A China já é o principal destino das mercadorias exportadas pelo Maranhão e Piauí. A expectativa é a de que o intercâmbio esteja apenas começando pois, segundo as previsões para este ano, os números da troca comercial serão muito mais expressivos.

A Bahia tem recebido da China grande investimento para a produção de soja, no qual a produção será exportada para seu mercado. Pernambuco também se transformou num importante mercado para produtos como máquinas pesadas. Para este ano, Pernambuco deverá receber a fábrica de máquinas da empresa EMC e outra de veículos JAC.

A Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior divulgou dados que apontam que o ano passado representou um expressivo crescimento do comércio entre a China e os estados nordestinos.

Fonte: Comex do Brasil

 

A Argélia vai investir cerca de US$ 60 bilhões até 2030 para expandir a produção de fontes de energia renováveis (FER) anunciou nesta terça-feira (8) o CEO da Sonelgaz, Noureddine Boutarfa.

Essa cifra altamente significativa pode ainda ser aumentada, passando para até US$ 70 bilhões e será empregada exclusivamente na produção de 12.000 MW de energia solar para o mercado interno, disse Boutarfa à Rádio Nacional.

A Sonelgaz, responsável pela execução do programa já está planejando para alcançar 650 MW de elecricidade produzida a partir de energias alternativas em 2015 e os planos para aumentar essa produção para 2.700 MW em 2020 e 12.000 MW até 2030 disse o líder do Sonelgaz, cujo grupo embarcou em um programa extensivo da indústria solar na Argélia.

Próxima Página »