sex 20 mai 2011
EM DISCURSO, OBAMA REITERA APOIO À CRIAÇÃO DE ESTADO PALESTINO COM FRONTEIRAS BASEADAS EM 1967
Posted by Silvana G. P. under Política
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Fonte: Opera Mundi
O discurso do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, realizado nesta quinta-feira (19/05) que anuncia os rumos da política externa norte-americana sobre os países árabes, deixou clara a posição a favor de um Estado palestino com fronteiras permanentes e baseadas em 1967, antes da Guerra dos Seis Dias.
“Apoiamos um Estado palestino viável e um Estado de Israel seguro. Dois Estados com fronteiras permanentes, baseadas em 1967, que devem ser seguras para os dois Estados. O povo palestino tem o direito de se auto-libertar”.
Entretanto, conclamou ao Hamas que as negociações para a paz na região só serão possíveis com o reconhecimento da existência do Estado de Israel. “Como vou negociar com um lado que não reconhece o direito do outro?”, questionou.
Outro aspecto apontado pelo presidente norte-americano como fator que dificulta um acordo é o fato de a cidade de Jerusalém, que para Israel é indivisível e que os palestinos reivindicam sua porção oriental, estar habitada pelos dois povos sem divisão clara de setores.
Também alertou que, para que um acordo seja possível, é necessário impedir o crescimento de células de terrorismo. “Todo Estado tem direito a uma defesa e Israel tem que estar apto a se defender contra qualquer ameaça. Devemos evitar o recomeço do terrorismo e impedir a entrada de armas (no território para esse fim). Esses princípios são os fundamentos de uma negociação”.
Obama admitiu que só o delineamento de espaços não será suficiente para resolver o conflito. “Há questões emocionais envolvidas”, lembrou.
No discurso, o presidente dos EUA também tratou de tremas como a revolta do mundo árabe, dizendo que espera que mais ditadores deixem o poder depois das quedas dos regimes de Tunísia e Egito, e que mobilizar recursos para contribuir com essa diretriz.
Obama também negou que Osama Bin Laden, líder da Al Qaeda morto em1º de maio por uma ação militar norte-americana no Paquistão, seja um “mártir”, e que seu país “respeita todas as regiões”.


