Archive for março, 2011

Por Silvana Guerra
Fonte: EFE
 

O Tribunal Constitucional do Kosovo divulgou ontem (28/3) um comunicado oficial declarando “inconstitucional” a eleição do Presidente do país, Behgjet Pacolli, realizada no último dia 22 de fevereiro. A decisão poderá gerar uma crise no Governo.

Behgjet Pacolli foi eleito com 62 votos no parlamento, composto por 120 cadeiras, mas a votação foi boicotada por todos os partidos da oposição, que se opõem à sua posse. O caso foi levado ao Tribunal pelos dois maiores partidos opositores, a Liga Democrática do Kosovo (LDK) e a Aliança para o Futuro do Kosovo (AAK), argumentando ilegalidade na eleição.

Pacolli é o homem mais rico de Kosovo. Seu partido político, a Nova Alilança do Kosovo (AKR), integra a coalizão do Governo junto com o Partido Democrático do Kosovo, do Primeiro-Ministro, Hashem Thaçi, e conta com oito cadeiras no Parlamento. Se Pacolli renunciar, poderá ser quebrada a coalizão no poder.

Acredita-se que o Tribunal exigirá a repetição do processo eleitoral pois, o número de deputados exigidos pela Constituição não era o suficiente no dia das eleições, além de não haver um segundo candidato no pleito.

Esta seria o segundo caso semelhante na história de Kosovo. Em setembro de 2010, o primeiro Presidente de Kosovo, Fatmir Sejdiu, foi obrigado a renunciar o cargo após a Justiça declarar a violação da Constituição por exercer simultaneamente dois cargos públicos. Sua demissão levou a convocação de eleições antecipadas, além de provocar uma profunda crise política e institucional.

Fonte: Opera Mundi
 

Dois meses após a assinatura do Acordo de Paz, as últimas tropas combatentes dos Estados Unidos deixam o sul do Vietnã, em 29 de março de 1973, logo após Hanói ter libertado os remanescentes prisioneiros de guerra mantidos no Vietnã do Norte. Os oito anos de intervenção direta de Washington na Guerra do Vietnã estavam encerrados.

Em Saigon, cerca de sete mil empregados civis do Departamento de Defesa permaneceram no local a fim de ajudar o Vietnã do Sul a dar andamento ao acordo e pôr um fim definitivo a um conflito encarniçado e sem trégua com as tropas do general Nguyen Vo Giap do Vietnã do Norte.

Em 1961, depois de duas décadas de assistência militar indireta, o presidente dos EUA, John F. Kennedy (1961-1963) enviou o primeiro grande contingente armado ao país para apoiar o ineficaz regime autocrático do Vietnã do Sul. Três anos mais tarde, com o governo sul vietnamita caindo aos pedaços, o presidente Lyndon B. Johnson (1963-1969) ordenou um bombardeio limitado ao Vietnã do Norte, ao mesmo tempo em que o Congresso aprovava a utilização de tropas terrestres.

Em 1965, as investidas norte-vietnamitas deixaram a Casa Branca com duas escolhas: a escalada do envolvimento dos Estados Unidos ou a retirada. Johnson ordenou a escalada e o montante do contingente saltou logo para mais de 300 mil soldados do exército, marinha e aeronáutica. Nesta fase da guerra, a Força Aérea norte-americana deu início ao maior dos bombardeios da história, com emprego de munição tradicional, mas também com bombas napalm e desfolhantes laranja.

Durante os cinco anos subsequentes, a prolongada duração da Guerra, o alto número das baixas estadunidenses e a exposição do envolvimento das tropas do general Westmoreland em crimes de guerra, como o massacre de My Lai, ajudaram a criar dentro dos EUA um poderoso movimento contra a Guerra do Vietnã.

A Ofensiva do Tet do Vietnã do Norte e do Vietcong pulverizaram as esperanças de um fim iminente do conflito e galvanizou a oposição à guerra. A reação de Johnson foi anunciar em março de 1968 que não iria concorrer à reeleição, mencionando como motivo sua responsabilidade na criação de uma perigosa divisão nacional a respeito do Vietnã. Autorizou também que se entabulassem negociações de paz.

Na primavera de 1969, à medida que os protestos contra a guerra ganhavam força os Estados Unidos, a presença de tropas norte-americanas num país distante, destroçado pela guerra, atingia o pico de 550 mil homens. Richard Nixon (1969-1974), o novo presidente, começou a retirada de tropas e exigiu a “vietnamização” do esforço de guerra, porém, ao mesmo tempo, determinou a intensificação do bombardeio aéreo.

A retirada de grandes contingentes prosseguiu no começo de 1970 enquanto o presidente Nixon expandia operações aéreas e terrestres no Camboja e no Laos na tentativa de cortar as rotas de suprimento do inimigo ao longo das fronteiras do Vietnã. Esta expansão da guerra, que conseguiu alguns resultados positivos isolados, levou a novas ondas de protesto, não apenas nos EUA, mas no mundo todo.

Finalmente, em janeiro de 1973, foi assinado o Acordo de Paris para o Fim da Guerra e Restauração da Paz no Vietnã pelos governos da República Democrática do Vietnã, República do Vietnã (Vietnã do Sul), Estados Unidos e o governo Revolucionário Provisório, que representou os revolucionários sul-vietnamitas (Vietcong). Os principais negociadores foram Le Duc Tho, pelo Vietnã do Norte e Henri Kissinger, pelos Estados Unidos, que nesse mesmo ano foram agraciados com Prêmio Nobel da Paz.

As principais cláusulas incluíram um cessar-fogo em todo o Vietnã, a retirada das forças norte-americanas, libertação dos prisioneiros de guerra e a reunificação do Norte e do Sul por meios pacíficos. O governo sul-vietnamita permaneceria no poder até que novas eleições acontecessem. As forças norte-vietnamitas no sul não poderiam se deslocar nem serem reforçadas.

Na realidade, o acordo foi pouco mais que um gesto para salvar a face de Washington. Ainda antes da partida das tropas norte-americanas em 29 de março, em resposta às provocações militares do governo de Saigon, os norte-vietnamitas se reposicionaram no terreno. No começo de 1974, empreenderam um ataque em larga escala, dominando praticamente todo o território ao sul.

Em 30 de abril de 1975, os últimos poucos norte-americanos que permaneciam no Vietnã do Sul foram embarcado em aviões de volta ao seu país, enquanto Saigon caia nas mãos de Ho Chi Minh. O coronel norte-vietnamita, Bui Tin, ao aceitar a rendição do Vietnã do Sul, ressaltou: “Vocês não têm nada a temer. Entre os vietnamitas não há vencedores nem vencidos. Apenas os americanos foram derrotados”.

A Guerra do Vietnã foi a mais longa e impopular das guerras em que os Estados Unidos estiveram envolvidos. Custou a vida de 58 mil de seus soldados e centenas de milhares de feridos. Dois milhões de soldados e civis vietnamitas foram mortos.

Por Silvana Guerra
Fonte: BBC Brasil
 

O ex-Presidente dos Estados Unidos Jimmy Carter está em Cuba, onde ficará por três dias em uma visita privada a convite do Governo cubano. De acordo com correspondentes no país, o principal objetivo da visita de Carter seria negociar a libertação de Alan Gross, contratado pelo governo americano.

No início do mês, a Justiça cubana condenou Alan Gross a15 anos de prisão por fornecer equipamento de comunicação por satélite a grupos judaicos em Cuba, programa patrocinado pelo Departamento de Estado dos EUA.

Segundo autoridades cubanas, o equipamento seria utilizado para fornecer a dissidentes acesso à internet, como parte de empreender esforços na desestabilização ao regime de Raúl Castro. O Governo americano disse que, enquanto Alan Gross permanecer preso, as relações entre os dois países não chegará a um grande progresso.

Jimmy Carter foi o primeiro ex-Presidente americano a visitar o país comunista desde que Fidel Castro chegou ao poder, em 1959. Ele esteve antes em Cuba, em 2002, época em que pediu para que os Estados Unidos suspendessem o embargo comercial contra Cuba. Jimmy Carter solicitou também que as autoridades cubanas realizassem reformas democráticas, assim como desse maior atenção à questão dos direitos humanos.

Por Silvana Guerra
Fonte: EFE
 

A Câmara Baixa do Parlamento jordaniano rejeitou ontem (27/03) os pedidos feitos pela oposição, que pede para limitar os poderes constitucionais do rei Abdullah II como parte das reformas políticas propostas. A Câmara Baixa considerou o pedido como uma “chantagem política” e acrescentou em nota divulgada que “estas exigências não refletem as convicções da comunidade jordaniana e tratam de fragmentar o Estado jordaniano”.

A Constituição jordaniana de 1952 é considerada no país como um marco da democracia na história do reino hachemita, estando em consonância com as constituições de países democráticos. A principal crítica da oposição é o poder do monarca para designar o chefe de governo e os ministros. A oposição quer que os partidos obtenham uma maior representação que designem o gabinete.

Fonte: BBC Brasil
 

O governo de Israel pediu explicações à Argentina sobre relatos de que o governo argentino teria proposto ao Irã parar as investigações sobre dois atentados a bomba em Buenos Aires nos anos 1990 em troca da melhoria das relações entre os dois países.

A Justiça argentina afirma que os ataques à Embaixada de Israel em Buenos Aires, que matou 29 pessoas em março de 1992, e ao centro judaico Amia, também em Buenos Aires, que deixou 85 mortos em 1994, teriam sido planejados pelo Irã e conduzidos pelo grupo xiita libanês Hizbollah, apoiado pelo governo iraniano.

Israel e Estados Unidos também acusam o Irã pelos ataques. O Irã sempre negou envolvimento nos atentados.

Um porta-voz do governo israelense disse que se as alegações forem verdadeiras, seria “uma demonstração de infinito cinismo e uma desonra aos mortos”.

O governo argentino não comentou as informações.

VAZAMENTO

O suposto acordo entre a Argentina e o Irã foi divulgado no sábado pela revista argentina Perfil.

A publicação cita o vazamento de um documento diplomático iraniano no qual a oferta argentina é relatada.

“A Argentina não está mais interessada em solucionar os dois ataques, mas em troca prefere melhorar suas relações econômicas com o Irã”, afirma o documento.

Segundo a Perfil, o ministro das Relações Exteriores da Argentina, Hector Timerman, teria feito a oferta por meio de um contato com o presidente sírio, Bashar al-Assad, durante um encontro na Síria em janeiro.

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores de Israel, Yigal Palmor, disse que Israel queria “esclarecimentos oficiais do Ministério das Relações Exteriores da Argentina em relação ao artigo”.

A mídia israelense relatou no domingo que o governo de Israel estaria estudando cancelar uma visita ao país programada por Timerman na semana que vem se os relatos forem comprovados

Por Silvana Guerra
Fonte: Opera Mundi
 

O Presidente da Venezuela, Hugo Chávez, inicia hoje (27/3) visitas oficiais na Argentina, Uruguai, Bolívia e Colômbia, as quais tem o objetivo de impulsionar relações estratégicas, bem como analisar a evolução dos acordos de cooperação já estabelecidos. As informações são da Agência Venezuela de Notícias.

Hugo Chávez visitará primeiramente a Argentina, onde se encontrará com a Presidente Cristina Kirchner, em Buenos Aires. Ele revisará os contratos vigentes nas áreas agrícola, científica e industrial, além de assinar em conjunto novos acordos bilaterais com o país. Dentre eles, está previsto um convênio para construção de uma indústria de extração e transporte de gás natural.

O Presidente venezuelano receberá também, em La Plata, um prêmio da categoria “Presidentes Latinoamericanos pela Comunicação” da Faculdade de Jornalismo e Comunicação Social da Universidade de La Plata.

Em seguida, Hugo Chávez seguirá para o Uruguai, Bolívia e Colômbia, mas sem datas confirmadas.

Em Montevidéu, Chávez se reunirá com o presidente uruguaio, José Mujica. Os principais assuntos serão os mecanismos de cooperação energética entre os dois países.

Na Bolícia, participará, junto do presidente Evo Morales, da inauguração das obras de uma usina termoelétrica. Os dois presidentes deverão também assinar um convênio para exploração de petróleo.

Por fim, visitará a Colômbia e se reunirá com o presidente Juan Manuel Santos a fim de continuar o processo de fortalecimento das relações diplomáticas bilaterais.

Por Silvana Guerra
Fonte: Opera Mundi
 

A Organização do Tratado Atlântico Norte(OTAN) assumiu hoje (27/03) as operações militares na Líbia, inclusive o comando dos ataques contra alvos terrestres. O anúncio foi feito por um funcionário da organização.

A OTAN implementará todos os aspectos da resolução 1973 do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas(ONU), que é o de proteger os civis e dar apoio aos opositores do regime de Muamar Kadafi.

De acordo com a decisão, a Aliança Atlântica controlará todas as operações militares em torno da Líbia. A OTAN se encarregará do operacional e do cumprimento do embargo de armas que pesa sobre a Líbia com uma missão naval no mar Mediterrâneo.

Fonte: Opera Mundi
 

Em 27 de março de 1958, o secretário-geral do Partido Comunista da União Soviética, Nikita Khruschov substitui Nikolai Bulganin como primeiro-ministro soviético, tornando-se o primeiro líder desde Josef Stalin a deter simultaneamente os dois postos mais altos da URSS.

Khruschov, nascido numa família camponesa da Ucrânia em 1894, trabalhou como mecânico mineiro antes de se filiar ao Partido Comunista Bolchevique em 1918. Em 1929, foi a Moscou, ascendendo a passo firme os escalões partidários. Em 1938 foi designado primeiro-secretário do Partido Comunista da Ucrânia, tornando-se colaborador próximo de Josef Stalin. Em 1953, com a morte de Stalin, disputou com o seu sucessor, Gueórgui Malenkov, a posição de primeiro-secretário do Partido Comunista. Khruschov venceu a disputa, restando a Malenkov o posto de primeiro-ministro, um cargo mais protocolar. Em 1955, Malenkov foi substituído por Bulganin, nome do bolso do colete de Khruschov.

Em 1956, Khruschov denunciou Stalin, os expurgos da década de 1930, o culto à personalidade e a extrema centralização do poder em um relatório secreto lido no 20º Congresso do PCUS. Produzindo um clima de distensão que produziu a libertação de milhares de prisioneiros políticos. A repercussão no bloco soviético da Europa Oriental dessa nova atmosfera de liberdade foi quase imediata. Ocorreram sublevações na Polônia, Hungria e Tchecoslováquia. Na Polônia, Khruschov conseguiu negociar uma solução diplomática, mas, na Hungria, tropas e tanques do Pacto de Varsóvia tiveram de conter a rebelião à força.

O programa de “desestalinização” de Khruschov encontrou firme oposição dos chamados linhas-duras do Partido Comunista. Em junho de 1957 esteve perto de ser desbancado de seu posto de primeiro-secretário. Após breve porém acirrada disputa, conseguiu remover Malenkov e outros líderes partidários que se opunham a ele e se firmar na chefia do partido. Em 27 de março de 1958, o Soviet Supremo aprovou por unanimidade sua nomeação para o cargo de primeiro-ministro da URSS. Ocupando os dois cargos mais proeminentes do país, tornou-se o líder indiscutível da nação.

Em termos de política externa, o princípio defendido por Khruschov era o da “coexistência pacífica” com o Ocidente. Dizia “nós oferecemos aos países capitalistas uma competição pacífica”. Na corrida espacial, a URSS sob o governo Khruschov, saiu na frente lançando os primeiros satélites e cosmonautas. A visita aos Estados Unidos em 1959 foi saudada como uma nova era nas relações entre as duas superpotências. Contudo a década seguinte, os anos 1960, registraram perigosas baixas nesse relacionamento.

Últimos anos

Em 1960, Khruschov abandonou uma cúpula há muito aguardado das quatro maiores potências nucleares que tratava especificamente do “caso do U-2″, avião espião que foi abatido em espaço aéreo da União Soviética. Em 1961, autorizou a construção do Muro de Berlim, uma solução drástica para a conjuntura vivida pela Alemanha Oriental.

Em outubro de 1962, a União Soviética e os EUA estiveram à beira de um conflito nuclear devido à instalação de mísseis que poderiam levar bombas nucleares em sua ogiva em território cubano. Depois de 13 dias de tensas negociações, chegava ao fim a Crise dos Mísseis de Cuba, quando Khruschov concordou em retirar suas armas ofensivas. Em contrapartida os Estados Unidos se comprometeram em não invadir Cuba.

A solução encontrada para a Crise dos Mísseis mereceu fortes críticas de Fidel Castro, quem não havia sido consultado previamente, criticando a União Soviética de ter se curvado à pressão de Washington. Esse fato mais a grave crise agrícola naquele período e ainda a deterioração das relações entre os soviéticos e a China, que também criticava a moderação e a hesitação de Khruschov em muitos aspectos de sua política externa levaram a uma crescente oposição a ele dentro das fileiras partidárias. Em 14 de outubro de 1964, Leonid Brejnev, protegido e assessor imediato de Khruschov, organizou um bem-sucedido golpe palaciano. Khruschov foi então abruptamente tirado do poder em seus dois cargos: o de primeiro-ministro e o de primeiro-secretário.

Retirou-se para o ostracismo nos arredores de Moscou, onde viveu até a morte, em 1971.

Por Silvana Guerra
Fonte: EFE
 

Mais de 100 mil pessoas participaram ontem (26/3) de uma manifestação em Londres contra os cortes públicos propostos pelo Governo britânico. O protesto foi organizado pela confederação sindical britânica Trade Union Congress (TUC, em inglês), no qual pessoas vindas de todo o Reino Unido desfilaram no centro de Londres, na chamada Marcha pela Alternativa.

Foram professores, enfermeiros, membros do Serviço Nacional de Saúde, funcionários de prefeituras e outros empregados do setor público que se uniram a estudantes e aposentados neste grande protesto contra as medidas de austeridade do governo.

O Ministro britânico da Educação, Michael Gove, disse que compreendia o sentimento das pessoas, mas sublinhou que o governo foi obrigado a tomar aquelas medidas para que as finanças pudessem voltar à normalidade.

Apesar da previsão de uma manifestação pacífica, foram registradas diversas ocorrências de confrontos entre os manifestantes e a polícia.

Fonte: Agência Brasil
 

O governo cubano anunciou neste sábado (26/03) a saída do ministro de Economia e Planejamento, Marino Murillo Jorge, que estava no cargo desde 2009. Em seu lugar assumirá o engenheiro Adel Yzquierdo Rodriguez. Murillo passará a ser o responsável pela coordenação da execução de medidas econômicas que estimulam a iniciativa autônoma dos profissionais. As informações são do jornal oficial cubano, Granma.

Rodriguez ocupou cargos de chefia em várias estatais e também no Departamento de Planejamento e Economia. Em comunicado, o governo informou que Murillo, mesmo fora do ministério, será responsável pelas agências da área de Economia e Planejamento.

Pelo comunicado, o governo informou também Murillo como coordenador do Comitê de Política Econômica do 6º Congresso do Partido que vai supervisionar a aplicação das medidas adotadas para atualizar o modelo da economia cubana.

No ano passado, o governo cubano autorizou uma série de profissionais a ter seu próprio negócio, como cabeleireiros. A estimativa é que cinco milhões de trabalhadores consigam aderir às novas medidas. Até meados de 2010, apenas 148 mil têm licença para ter o próprio negócio.

As mudanças na economia foram estimuladas pelas dificuldades causadas por 49 anos de embargo econômico, comercial e financeiro imposto pelos Estados Unidos. Em todas instâncias internacionais, os representantes do governo cubano se queixam das consequências de quase meio século de restrições.