Archive for fevereiro, 2011

Por Silvana Guerra
Fonte: EFE

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O Comandante da Força Aérea do Paraguai, General Miguel Christ, anunciou nesta última quarta-feira (23/2) que o Governo paraguaio instalará radares móveis com operações em terra para detectar voos não autorizados, principalmente nas regiões de fronteira que compartilha com a Argentina, Bolívia e Brasil. Na região proliferam voos clandestinos de organizações que traficam armas, drogas e tabaco.

Segundo as informações do chefe militar, os instrumentos só funcionam em terra e serão deslocados de acordo com um programa de combate ao tráfico, tanto no Paraguai quanto nos países vizinhos. A previsão é de que o primeiro equipamento entre em operação no mês de maio, e o segundo, no ano de 2012.

O anúncio feito pelo General Christ foi após a reunião semanal do Presidente Fernando Lugo com a cúpula militar do país, e também apenas três semanas depois que o Ministro da Justiça do Brasil, José Eduardo Cardozo, anunciasse o sobrevoo de aviões não tripulados na fronteira com a Argentina e o Paraguai.

Por Silvana Guerra
Fonte: Estadão

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A Secretária de Estado americana, Hillary Clinton, no encontro com o Ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota, nesta quinta-feira (24/2), em Washington, encorajou o Brasil a pleitear vaga no Conselho de Segurança das Nações Unidas (ONU) como membro pleno no futuro, mas não oficializou respaldo americano à ambição brasileira. É muito provável que a Secretária tenha antecipado a resposta do Presidente dos EUA, Barack Obama, quando em sua primeira visita oficial ao Brasil, nos dias 19 e 20 de março.

“Nós admiramos muito o papel do Brasil como líder global e sua aspiração de ser membro permanente do Conselho de Segurança”, afirmou a secretária. ” Esperamos manter um diálogo construtivo com o Brasil sobre a reforma do Conselho” e “Acreditamos que há muitas áreas multilaterais nas quais o Brasil pode demonstrar sua liderança e damos apoio a esses esforços.”, acrescentou Clinton.

Quanto à discreta cobrança do Chanceler brasileiro em relação à promessa feito pelo Presidente americano em Nova Délhi, em 2009, de engajar seu governo na reforma do Conselho de Segurança, a Secretária não pode dar sua resposta por estar “atrasada para uma reunião com o Presidente Barack Obama”, informaram seus assessores.

O apoio ao Brasil, em um curto prazo, tornou-se inviável desde o voto contrário do País às sanções adicionais do Conselho de Segurança ao Irã, em junho passado. Hillary Clinton destacou que o governo brasileiro obedeceu à decisão final e aplicou a nova retaliação. No entanto, a secretária avaliou que, para o governo americano, a atitude não é suficiente, já que não permite uma visão clara do comportamento do Brasil como membro pleno do órgão mais relevante na área de segurança mundial.

Fonte: Reuters – Reportagem de Chris Buckley

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A China não será afetada pela onda de protestos que abala regimes autoritários do norte da África e Oriente Médio, disse uma importante autoridade, embora um surto de detenções e censura sugira nervosismo por parte de Pequim.

As declarações de Zhao Qizheng, ex-chefe do departamento de informação do governo, foram a principal reação do regime comunista até agora às mensagens pela Internet em que ativistas convocam protestos para dar início a uma “Revolução de Jasmim”.

Até agora, os protestos na China têm sido pequenos e amplamente controlados pela polícia.

“Não haverá nenhuma Revolução de Jasmim na China”, disse Zhao, segundo reportagem publicada nesta quinta-feira pelo jornal Wen Wei Po, que é editado em Hong Kong sob controle do regime de Pequim.

“Revolução de Jasmim” foi o nome dado por alguns tunisianos à rebelião que derrubou o presidente Zine al Abidine Ben Ali em meados de janeiro. A revolta rapidamente se espalhou por outros países da região, e semanas depois levou à queda do líder egípcio Hosni Mubarak.

“A ideia de que uma Revolução de Jasmim poderia acontecer na China é extremamente ridícula e irrealista”, disse Zhao a um grupo de jornalistas na quarta-feira, segundo o jornal.

Relativamente poucos chineses veem a convocação dos protestos pela Internet, já que ela circula principalmente em sites do exterior, bloqueados na China continental. A palavra “jasmim” também está bloqueada nas buscas em sites chineses.

A entidade sediada em Nova York Direitos Humanos na China disse que 29 advogados e dissidentes foram detidos, confinados, interrogados ou sofreram buscas domiciliares desde 16 de fevereiro, mas não está claro quantos deles foram alvo dessas ações por causa da preocupação do Partido Comunista com os protestos.

Um homem no sudoeste da China e uma mulher no nordeste foram detidos sob a acusação de “incitar à subversão do poder estatal”, segundo a esposa do homem e o Centro de Informações para os Direitos Humanos e a Democracia, de Hong Kong.

Zhao atualmente chefia a comissão de assuntos exteriores da Conferência Consultiva Política do Povo Chinês, uma instância que assessora o governo sem ter poderes legislativos.

Mesmo críticos ardorosos do regime comunista dizem que há atualmente poucas chances de que ele seja alvo de uma rebelião como as do Oriente Médio. Em 1988, protestos por democracia concentrados na Praça da Paz Celestial foram duramente esmagados na China.

Fonte: DefesaNet

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A Força Aérea Brasileira (FAB) participou, recentemente, de uma operação para combater o plantio de maconha no Sertão Nordestino, principalmente nos Estados de Pernambuco e Bahia. A missão destruiu 294 mil mudas e derrubou 394 mil pés da droga, tirando de circulação aproximadamente 117 toneladas do entorpecentes.

Os helicópteros transportaram policiais federais de diversos Estados para desmantelar o plantio e produção da droga na região. Os policiais consideraram determinante o apoio da FAB à operação para o combate ao tráfico de entorpecentes, impedindo a disseminação de grande parte da droga produzida na região.

Na primeira etapa da operação, nos municípios de Carnaubeira da Penha, Cabrobó, Betânia, Belém do São Francisco, Orocó, Santa Maria da Boa Vista, Floresta, Salgueiro e ilhas do rio São Francisco, foram destruídas 131 roças com 294 mil mudas, 337 mil pés de maconha e 39 quilos prensados que, que totalizariam 101 toneladas da droga pronta para a comercialização.

Na etapa seguinte, já no Estado da Bahia, foram destruídos cerca de 57 mil pés da planta, tirando de circulação 16 toneladas de maconha nos municípios de Sobradinho, Casanova e Juazeiro.

Por Silvana Guerra
Fonte: Ansa

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O Presidente do México, Felipe Calderón, se reunirá com o Presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, no próximo dia 3 de março, em Washington, para discutirem sobre temas da agenda bilateral, concentrando-se nas questões de segurança e combate ao crime organizado.

Felipe Calderón também se encontrará com o Presidente da Câmara dos Representantes dos EUA, o republicano John Boehner, além dos diálogos previstos com empresários com o objetivo de impulsionar acordos comerciais. Os dois Presidentes vem mantendo encontros bilaterais desde janeiro de 2009, sendo esta a quinta reunião entre ambos.

O anúncio do encontro entre Obama e Calderón ocorre após o ataque contra agentes da Divisão de Investigações da Alfândega e Imigração dos EUA (ICE), no estado mexicano de San Luis Potosí. O incidente causou a morte do agente Jaime Zapata, elevando para dois o número de policiais federais norte-americanos assassinado no México desde 1985, quando Enrique Camarena, da Agência Antidrogas (DEA), foi sequestrado e morto.

Fonte: Opera Mundi

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Após três jornadas insurrecionais em 22, 23 e 24 de fevereiro de 1848, o rei Luis Filipe I abdica em favor de seu neto, o Conde de Paris, e foge para a Inglaterra. A Câmara de Deputados rejeita o novo soberano e constitui um governo provisório formado por Lamartina, Dupont de l’Eure, Arago, Ledru-Rollin, Garnier-Pagès, Crémieux e Marie. A primeira medida tomada pelo governo provisório foi de proclamar a República.

A França iria viver diversas semanas em meio a uma doce euforia, comumente chamada de “A Ilusão Lírica”. Contudo, a II República se defrontaria rapidamente com uma montanha de problemas e teria fim a partir de dezembro de 1851 com o golpe de Estado de Napoleão Bonaparte e em seguida a restauração do Império um ano mais tarde.

Três dias depois da instauração da II República, o novo governo sob pressão de Louis Blanc, político e historiador, considerado por Karl Marx como socialista utópico, pressionou para que fossem criadas associações profissionais de trabalhadores de um mesmo ramo de produção, as Oficinas Nacionais (Les Ateliers Nationaux), financiadas pelo Estado.

O lucro seria dividido entre o Estado, os associados e para fins assistenciais. Enfim, como líder do proletariado, exigia que o Estado se apoderasse do sistema econômico para garantir trabalho e justiça para todos. As Oficinas Nacionais são abertas e começam a absorver o desemprego, empregando operários sem trabalho. Cerca de 100 mil pessoas se inscrevem no escritório de contratação. Um programa de grandes obras é lançado em Paris com a construção das estações ferroviárias de Montparnasse e de Saint-Lazare. As Oficinas Nacionais, insuficientes e mal organizadas, passaram a ser controladas pelos militantes revolucionários. Seriam dissolvidas em 21 de junho, causando uma revolta sangrenta.

A milícia burguesa criada sob a Revolução para controlar as manifestações populares é aberta a todos os cidadãos em 8 de março. Desarmada por Napoleão e tendo retomado suas funções sob a Restauração e a Monarquia, esta milícia foi um elemento determinante pelo sucesso ou fracasso das insurreições. Desse modo, em 1830, dissolvida mas não desarmada como em fevereiro de 1848, contribuiu poderosamente para a derrubada dos regimes em vigor.

Esta abertura ao conjunto dos franceses é simbólica e, a exemplo do sufrágio universal, proclamado em 2 de março pelo qual todos os cidadãos com mais de 21 anos foram convocados a eleger uma Assembléia Constituinte e que votaria a nova constituição em 4 de novembro, propicia o sentimento de ser representativa, pelo menos de direito, do conjunto da população. Contudo, viria a ser três meses depois uma arma de repressão feroz contra as Oficinas Nacionais, fenômeno que se reproduziria em 1871 com a Comuna de Paris.

Em 15 de maio de 1848, os revolucionários Armand Barbès, Auguste Blanqui, François Vincent Raspail e o operário Albert, seguidos por uma multidão de 50 mil pessoas investem sobre o Palácio Bourbon sede da Assembléia Nacional. A manifestação, que originalmente era para pedir uma intervenção na Polônia, dá origem a uma ampla repressão. O governo retoma o controle e prende os líderes. É a derrota do campo operário e socialista. Em 21 de junho, o Estado fecha as Oficinas Nacionais e começa a perseguir os socialistas, anulando todas as reformas feitas em benefício da classe operária.

A dissolução das Oficinas provoca uma insurreição popular. As oficinas, locais de concentração e agitação dos trabalhadores, assustavam a nova Assembléia conservadora que decidiu fechá-las. A repressão à revolta operária faria mais de 5 mil vítimas.

Eleito em 11 de dezembro de 1848 à presidência da República com 74 por cento dos sufrágios, Luis-Napoleão Bonaparte presta em 20 de dezembro, juramento diante da tribuna e jura “na presença de Deus e do povo francês, representado pela Assembleia Nacional, ser fiel à República, uma e indivisível, e de cumprir todos os deveres que lhe impõe a Constituição” Em dezembro de 1851 o sobrinho de Napoleão Bonaparte arquitetaria um golpe de Estado que lhe permitiu restabelecer a monarquia, sagrando-se imperador sob o título de Napoleão III em 1852.

Por Silvana Guerra
Fonte: Opera Mundi

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Nove parlamentares do Iêmen do partido governista renunciaram aos seus cargos nesta quarta-feira (23/02) em protesto contra a violência do regime do Presidente Ali Abdullah Saleh contra manifestantes, que há duas semanas saem às ruas reivindicando a renúncia do Presidente, há 32 anos no poder.

Os parlamentares enviaram uma carta ao Presidente exigindo reformas políticas imediatas, além da reestruturação do Exército tornando-o mais representativo caso ocorra uma transição de governo. Entre os parlamentares que renunciaram há importantes aliados de Saleh, que ainda assim conta com o apoio de 80% dos políticos em exercício.

Na noite de terça-feira (22/02), dois manifestante foram mortos e outros 17 ficaram feridos em enfrentamentos entre opositores e partidários do governo iemenita diante da Universidade de Sana, onde cerca de 4 mil manifestantes estão acampados. Um dia antes, um adolescente foi morto durante um confronto com soldados na cidade portuária de Áden, ao sul.

Por Silvana Guerra
Fonte: Comex do Brasil e Correio Braziliense

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Há dois dias que o Governo do Brasil está negociando, por intermédio do Ministério das Relações Exteriores, o resgate de 183 brasileiros que estão em Benghazi, na Líbia. A retirada está prevista para hoje (24/2) e amanhã (25/2) em um navio privado, contratado pela empresa de construção Queiroz Galvão, que os levará até a Grécia ou Malta.

De acordo com a negociação entre diplomatas, representantes da Queiroz Galvão e as Embaixadas do Brasil na Grécia, no Egito e na Itália, os brasileiros chegarão a um dos destinos previstos e retornarão ao Brasil por via aérea.

Além do resgate dos brasileiros por navio, o Governo brasileiro também obteve, junto as autoridades da Líbia, as permissões necessárias para o pouso em Trípoli de cinco aviões fretados por empresas privadas, a fim de retirar funcionários do país. As aterrisagens na capital líbia estão previstas para hoje (24/2).

O Itamaraty informou que todos os brasileiros residentes ou em trânsito na Líbia estão bem. Há entre 500 e 600 brasileiros no país, segundo dados da Chancelaria local. A maioria trabalha para construtoras como a Queiroz Galvão, Andrade Gutierrez  e Odebrecht, além da Petrobras.

Por Silvana Guerra
Fonte: EFE

Fontes oficiais egípcias informaram que os navios de guerra iranianos atravessaram nesta terça-feira (22/2) o Canal de Suez, no Egito, pela entrada sul e já entraram no Mar Mediterrâneo, cujo destino final será a Síria.

As autoridades responsáveis pelo Canal de Suez permitiram a passagem dos navios após o Ministério da Defesa do Egito confirmar que as embarcações cumprem com as normas necessárias para a proteção do meio ambiente. De acordo com tratados internacionais, a passagem pelo Suez é permitida sempre que as embarcações não pertençam a um país que esteja em guerra com o Egito.

As duas embarcações iranianas são os primeiros navios de guerra do país que cruzam o canal desde 1979. Na quarta-feira passada, o Ministro das Relações Exteriores israelense, Avigdor Lieberman, advertiu que a entrada de dois navios de guerra iranianos no Mediterrâneo era uma provocação de Teerã.

Por Silvana Guerra
Fonte: BBC Brasil

O Primeiro-Ministro britânico, David Cameron, chegou ontem (21/2) ao Egito para se reunir com os líderes do Governo militar e com os opositores do ex-Presidente Hosni Mubarak. É o primeiro Chefe de Governo a visitar o país desde Mubarak deixou o poder no último dia 11 de fevereiro. O Premiê deverá pedir a revogação das leis de emergência, que estão em poder desde a saída de Mubarak.

David Cameron quer deixar claro que o objetivo da viagem é dialogar com as autoridades que estão governando o Egito a fim de garantir que a passagem de um governo militar para o civil possa ser dada de forma legítima e transparente. O Primeiro-Ministro britânico teme que a visita possa ser interpretada como uma legitimação de um regime temporário ao invés de estar cooperando para a introdução das reformas.