Archive for janeiro, 2011

Fonte: Estadão

 

Escolha final, entre ofertas de Itália, Reino Unido, Alemanha, Coreia e França, deve sair até o fim do ano e a primeira fragata ficará pronta entre 2018 e 2019.

A renovação da frota da Marinha do Brasil não foi cancelada nem adiada pela presidente Dilma Rousseff. O negócio, envolvendo 11 navios e estimado entre 4 bilhões e 6 bilhões, continua em andamento. A fase atual é de consultas a empresas candidatas à parceria pretendida. "O tempo para execução é o tempo da pressão estratégica", diz o ministro da Defesa, Nelson Jobim.

Analistas ouvidos pelo Estado concordam que essa condição de ameaça é, atualmente, de baixa intensidade, mas lembram que "a curva é ascendente, se projetada para os próximos 20 a 25 anos", de acordo com o relatório Projeção 2025, feito em 2009 pela Secretaria de Assuntos Estratégicos. A escolha final, entre ofertas de Itália, Reino Unido, Alemanha, Coreia e França, deve sair até o fim do ano. A primeira fragata ficará pronta entre 2018 e 2019 – a entrega do navio patrulha ocorre 12 meses antes.

O contrato inicial, todavia, será firmado em 2012. Depois da seleção, a complexidade do processo exigirá um ano de discussões para ajuste da transferência de tecnologia, estabelecimento da rede de fornecedores e das compensações comerciais. Só então haverá o pagamento do adiantamento formal, cerca de R$ 100 milhões. É para o custeio da implementação da operação. Apenas seis meses mais tarde é que vence a primeira parcela semestral, referente aos juros do financiamento. O principal da dívida começa a ser abatido 180 dias depois, em meados de 2013.

É a mesma arquitetura financeira aplicada na escolha dos novos caças de múltiplo emprego da Aeronáutica, a F-X2. Em nenhum dos dois casos existe a previsão de desembolso imediato. O ministro Jobim sustenta que a indicação do avião vencedor será anunciada até julho pela presidente Dilma. Em 2013 a Marinha vai adquirir 24 unidades da mesma aeronave, mas em versão embarcada para equipar um novo porta-aviões de 60 mil toneladas que planeja incorporar entre 2027 e 2031 – a nau capitânia da projetada 2.ª Frota, na foz do Amazonas.

Pacote. Em maio de 2010, a Marinha apresentou aos empresários do setor seu plano completo, abrangendo 61 navios de superfície, mais cinco submarinos, quatro de propulsão diesel-elétrica e um movido a energia nuclear. As encomendas vão até 2030.
O pacote prioritário, definido como Prosuper, abrange cinco fragatas de 6 mil toneladas com capacidade stealth, de escapar à detecção eletrônica, cinco navios escolta oceânicos, de 1,8 mil toneladas, e um navio de apoio, de 22 mil toneladas, para transporte e transferência em alto mar de todo tipo de suprimentos.

A intenção da Marinha é que apenas a primeira fragata e o primeiro patrulheiro sejam construídos fora do País, embora com acompanhamento de técnicos e engenheiros brasileiros. Há grupos diretamente interessados em participar desse empreendimento. A Odebrecht Defesa prepara os estaleiros da Enseada do Paraguaçu, na região metropolitana de Salvador, Bahia, para disputar o Prosuper. A empresa, associada à francesa DCNS, está construindo em Itaguaí, no Rio, uma nova base naval e mais as instalações industriais de onde sairão os cinco submarinos do Prosub, encomendados por 7,6 bilhões.

Outra prioridade da Marinha do Brasil, para ser cumprida em etapas ao longo de 15 anos, é o Sistema de Gerenciamento da Amazônia Azul, o SisgAAz. É uma espécie de Sivam – a rede de radares e sensores eletrônicos que controla o espaço aéreo da região amazônica – do mar. A área de cobertura do SisgAAz é imensa – cerca de 4,5 milhões de quilômetros quadrados, o equivalente à metade do território nacional, e tão grande quanto a Europa Ocidental. O aparato é destinado a vigiar e proteger um tesouro – na indústria da energia são 15,3 bilhões de barris de petróleo, 133 plataformas (86 fixas, 47 flutuantes) de processamento da Petrobrás, o patrimônio decorrente de investimentos da ordem de US$ 224 bilhões de 2010 até 2015. Mais que isso: estão sendo desenvolvidas pesquisas a respeito da biodiversidade exótica, encontrada nas fontes hidrotermais localizadas nas zonas de encontro das placas tectônicas. As características apuradas permitem garantir aproveitamento na indústria farmacêutica e de cosméticos em escala bilionária. O oceano, na abrangência controlada pelo Brasil, abriga, ainda, 80 reservas de 100 materiais estratégicos. Mapeadas, não prospectadas.

Italianos. Até dezembro de 2010, a vantagem na análise preliminar das propostas era do consórcio italiano Fincantieri Cantieri Navali. O preço era bom, o modelo de transferência de conhecimento avançado foi considerado satisfatório e o tipo de fragata, da classe Freem, desenvolvido junto com a França, adequado às especificações. O clima desandou há três semanas, quando a deputada Fiamma Nirenstein, vice-presidente da Comissão de Relações Exteriores do Parlamento da Itália, propôs o congelamento do acordo bilateral de cooperação em Defesa assinado por Nelson Jobim e seu colega de Roma, Ignazio de La Russa. O motivo alegado é o veto do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva à extradição do ex-ativista Cesare Battisti, condenado pela Justiça italiana por quatro homicídios. Dilma não gostou da atitude. A Fincantieri não é mais a favorita. Mas continua no páreo.

Por Silvana Guerra
Fonte: Agência Brasil

 

Em sua viagem à Argentina neste domingo (30/1) e segunda-feira (31/1), a Presidente Dilma Rousseff tem uma agenda ampla e complexa com a Presidente da Argentina, Cristina Kirchner. O encontro servirá para aprofundar acordos comerciais e acelerar projetos de construção de uma hidrelétrica e uma ponte na fronteira entre os dois países, além de uma parceria para construção de casas populares baseada na experiência do Minha Casa, Minha Vida.

Outro tema, e um dos principais, será sobre a parceria entre os dois países na área de energia nuclear. As duas Presidentes irão formalizar a parceria para a construção de dois reatores nucleares de pesquisa. Cada país deverá construir seu próprio reator a partir de projetos comuns. Segundo o Embaixador Antonio Simões, há ainda um período de aprofundar discussões sobre o assunto e analisar a legislação internacional. Os projetos devem levar cerca de cinco anos para ser concluído.

Pela manhã do dia 31, a Presidente Dilma Rousseff se reunirá a Presidente da Argentina, Cristina Kirchner e depois haverá um encontro ampliado com a presença de Ministros dos dois países e a assinatura protocolar de atos. Dilma também terá um encontro com as Mães [Avós] da Praça de Maio, movimento de mulheres que ganhou destaque internacional por causa luta em favor da punição dos envolvidos nos crimes da ditadura militar (1976-1983) e na busca pelos filhos e netos desaparecidos neste período, encerrando assim sua primeira viagem internacional, desde que assumiu o Governo.

Por Silvana Guerra
Fonte: Agência Brasil

 

Começou neste sábado (29/1) a 16ª Reunião de Cúpula da União Africana (UA), em Adis Abeba, na Etiópia, onde o tema oficial da conferência é sobre Valores Compartilhados. O encontro terminará na segunda-feira (31/01).

No domingo (30/1), o Secretário-Geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, o Secretário da UA, Jean Ping, e o Presidente da Nigéria, Goodluck Jonatha, irão se reunir para tratar do impasse político da Costa do Marfim, que já dura dois meses. O país não terá representantes na cúpula porque teve a inscrição suspensa depois que o Presidente, Laurent Gbagbo, não aceitou os resultados da eleição presidencial chancelados pela Comissão Eleitoral e apelou à Justiça para manter-se no cargo. Um representante do oposicionista Alassane Ouattara fará uma apresentação durante o encontro dos Chefes de Estado.

O Sudão será outro objeto de discussões na conferência. O país passou este mês por uma consulta popular que pode culminar com a divisão do território. Os resultados do processo de consulta ainda não foram oficializados.

Outro tema previsto é sobre o trabalho do Tribunal Penal Internacional (TPI). No mês passado, o parlamento do Quênia discutiu retirar o apoio do país ao órgão depois que seis quenianos (inclusive um Ministro de Estado) foram indiciados como suspeitos de crimes étnicos depois das eleições de 2007. Além disso há países que não concordam com o pedido de prisão expedido contra o Presidente sudanês Al Bashir, acusado de crimes de guerra e genocídio na região de Darfur, em 2003.

Por outro lado, o TPI pediu aos embaixadores dos países da UA que demonstrem interesse em combater a impunidade no continente, apoiando o trabalho da corte internacional.

Fonte: Estadão

 

O presidente russo, Dmitry Medvedev, anunciou um ambicioso plano de modernização econômica, associado à promessa de aperfeiçoamento das instituições e das práticas democráticas inauguradas em seu país há apenas duas décadas. O cenário de seu pronunciamento foi a sessão oficial de abertura do Fórum Econômico Mundial, em Davos. O evento seria importante em qualquer circunstância, mas teve um significado especial depois do ataque terrorista ao principal aeroporto de Moscou. Ao manter sua participação na cerimônia, disse o presidente, o governo russo mostrou a disposição de não se curvar ao terrorismo. Há dez anos, em Doha, o lançamento da rodada global de negociações comerciais também foi apresentado como resposta aos ataques de 11 de Setembro: o mundo continuava funcionando e buscando a inovação.

As negociações de Doha foram paralisadas por divergências comerciais e ainda não foram concluídas, mas o terrorismo não impediu os esforços diplomáticos nem o longo período de prosperidade mundial interrompido em 2008 pela crise financeira. Provavelmente também não deterá o governo russo. A execução do plano apresentado em Davos poderá ser dificultada por obstáculos políticos de outra natureza.

O presidente Medvedev reconheceu em seu discurso as imperfeições do regime russo – como as deficiências do sistema judiciário – e a persistência da corrupção. Foi um reconhecimento espontâneo e, ao mesmo tempo, estratégico. A participação do capital estrangeiro será essencial para a execução do novo plano de desenvolvimento econômico.

Regras instáveis, insegurança jurídica e corrupção administrativa podem travar as decisões de investimento. Além disso, o novo plano é também o roteiro de uma nova forma de inserção internacional da Rússia. O presidente Medvedev mencionou nada menos que a intenção de um acordo de associação com a União Europeia, para a constituição de um espaço econômico unificado entre o Atlântico e o Pacífico.

O plano pode ser extremamente ambicioso e de execução muito difícil, mas revela uma concepção clara e pragmática dos interesses nacionais. O presidente Medvedev fez o elogio do Grupo dos 20, embora cobrando maior determinação no cumprimento das decisões coletivas. Propôs a conversão do Bric – Brasil, Rússia, Índia e China – numa entidade operativa, isto é, com capacidade de ação política. O governo brasileiro manifestou a mesma pretensão há mais tempo. Mas há uma evidente diferença.

A estratégia internacional do governo russo, assim como a do chinês, é baseada numa concepção dos interesses e das possibilidades nacionais. Alianças têm uma função instrumental. No Brasil, bem ao contrário, o governo subordinou a ação internacional, nos últimos oito anos, a uma concepção particular – e até pitoresca – da diplomacia como extensão da luta de classes ou da ação sindical.

A prioridade à chamada diplomacia Sul-Sul resultou da ilusória noção de uma identidade de interesses e de propósitos entre países em desenvolvimento. Um dos formuladores dessa política chegou a definir a Rússia como um país "geograficamente do Norte e geopoliticamente do Sul" – ideia que nenhum político russo levou a sério. Essa observação vale também para os chineses, empenhados em consolidar sua condição de potência de primeiro time e não em participar de anacrônicas disputas ideológicas.

O pragmatismo do plano russo está expresso, também, nos propósitos de facilitar o ingresso de capitais, de criar parcerias com o investidor estrangeiro e de atrair especialistas formados nas universidades de maior prestígio, facilitando o reconhecimento de diplomas – nada parecido, neste caso, com a concessão de privilégios baseados em critérios ideológicos de "parcerias estratégicas".

O plano russo inclui também a adesão à Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico, formada por países desenvolvidos e por alguns emergentes de boa reputação internacional. O Brasil foi convidado há anos para apresentar sua candidatura, mas o governo esnobou a oferta, alegando que o Brasil não entraria num clube de elite sem seus "parceiros estratégicos".

Por Silvana Guerra
Fonte: Opera Mundi

 

O Presidente do Egito, Hosni Mubarak, anunciou ontem (28/1), em seu primeiro pronunciamento desde a onde de manifestações, a dissolução do governo e que um novo gabinete seria nomeado. Os manifestantes pedem a saída de Mubarak, que está no poder desde 1981, e que seja indicado um novo Primeiro-Ministro e um novo Vice-Presidente.

O Presidente Mubarak anunciou neste sábado (29/1) a indicação do ex-Ministro da Aviação Ahmad Shafic como o novo premiê, que terá a missão de formar um novo governo ao lado do novo Vice-Presidente, o ex-Chefe dos serviços de inteligência Omar Suleiman, também indicado pelo Presidente, que segundo analistas ocidentais pode vir a comandar o país numa eventual renúncia do mandatário que está há 30 anos no poder.

Mubarak disse que as demonstrações mostram que as pessoas querem ‘mais empregos, preços mais baixos, menos pobreza’. ‘Sei que todas essas questões são necessárias, e trabalho por elas todos os dias. Mas não posso permitir saques e incêndios em locais públicos, afirmou.

Além da violência causada pelos protestos, a insegurança também domina as ruas da capital egípcia nos últimos dias. Saques e assaltos viraram rotina na cidade, fazendo com que comerciantes adotem medidas extras de segurança. Moradores do Cairo estão fazendo as vezes de controladores de trânsito em meio à onda de protestos que pedem a saída do Presidente. Durante o tumulto, saqueadores entraram no Museu Nacional do Cairo e destruíram duas múmias faraônicas. A bilheteria também foi roubada.

Milhares de egípcios seguem manifestando-se no centro da capital, em um claro desafio ao toque de recolher, que começou às 16h do horário local (12h do horário de Brasília).

Fonte: Opera Mundi

 

Uma poderosa frota inglesa ocupa a ilha de Hong Kong em 29 de janeiro de 1841. O objetivo era o de impor à China a importação do ópio proveniente da Índia, lucrativo comércio nas mãos da Companhia das Índias Orientais inglesa. A partir daí, uma verdadeira guerra do ópio se estabeleceu entre os dois países a partir de 1839, ocasião em que o governo chinês decidiu erradicar o flagelo. O governo da Inglaterra resolve então dispor de suas forças armadas para sustentar interesses privados no comércio da droga.

 

 

HONG KONG

Nem bem completara o segundo ano do seu reinado, a rainha Vitória, em 1839, recebeu uma extraordinária carta vinda da China. A missiva tinha como remetente Lin Zexu, o comissário imperial de Cantão, encarregado de combater o contrabando do ópio nas costas chinesas. Lin apelou para que o trono britânico interviesse junto aos seus súditos que comerciavam com o oriente no sentido de coibir o tráfico que intensificava o vício entre os súditos do imperador.

Ele queria evitar que a China fosse tomada pela "fumaça bárbara", efeito do ópio que os ingleses traziam em seus barcos das suas plantações na Índia para vender nos portos do Império Celestial.

Em resposta, a rainha Vitória argumentou que pouco poderia fazer, pois seu reino defendia o livre-comércio. Além disso, o ópio era consumido pelos ingleses como láudano e que seus efeitos não eram tão devastadores.

O Império Britânico, já no século 18, estendia sua presença nos quatro cantos do planeta. A Companhia das Índias Orientais recebeu do governo inglês em 1773 a exclusividade na venda de ópio e, em 1793, a de fabricação. A comercialização desse produto no interior da Inglaterra era proibida e os infratores punidos severamente. Contudo, no exterior a venda estava liberada.

Eram evidentes os prejuízos econômicos e morais do consumo de ópio pelos chineses. Um dito popular à época advertia que “a continuar o ópio, chegará o tempo em que na China não haverá um soldado capaz de enfrentar um inimigo. Nem dinheiro para manter um exército".
Estopim da guerra.

O crescimento sem limite do uso da droga levou governo imperial chinês a proibir o narcotráfico. Os ingleses não respeitaram a proibição. No início do século 19 os narcotraficantes ingleses já contrabandeavam para a China cerca de quatro mil caixas de ópio por ano, número que subiu para mais de 40 mil entre os anos de 1821 a 1851. A partir de 1820, passaram a usar como porto seguro de seus desembarques as condições naturais excepcionais da baía de Hong Kong.

Em 1839 o governo chinês da Dinastia Qing ordenou a queima do ópio encontrado em Guangzhou, onde se situa Hong Kong. O ópio queimado publicamente na praia de Humen consumiu 20 mil caixas. A represália inglesa não demorou. Era a primeira Guerra do Ópio contra a China, desencadeada para garantir o narcotráfico.

Entrega de Hong Kong
A superioridade bélica permitiu que tropas britânicas ocupassem em 1841 parte da ilha de Hong Kong, de onde se expandiram, ameaçando inclusive Nanquin. Em 24 de agosto de 1842 a dinastia Qing foi obrigada a assinar o Tratado de Nanquim, concedendo à Inglaterra o domínio da ilha de Hong Kong.

Na história chinesa esse é considerado o “primeiro tratado desigual” que tiveram de assinar com a Inglaterra. O sentimento nacional foi ferido e o episódio, jamais esquecido. Os livros tratam-no como “uma ferida no coração do povo chinês”.

A Guerra do Ópio (1839-1841) constituiu-se numa das mais infames guerras da história moderna. Os chineses não somente foram obrigados a aceitar a importação do ópio como também a suspender a legislação que afetasse o consumo. Durante quase um século, inalar o "veneno infiltrado", como disse Lin Zexu, passou a ser uma espécie de segunda natureza do povo chinês, quase inteiramente drogado pelo colonialismo.

Nada disso, porém, maculou a imagem da rainha Vitória, admirada pelo alto padrão moral que exigia da corte, a ponto de vitorianismo confundir-se, ao longo do século 19, com o moralismo e o puritanismo.

Por Silvana Guerra
Fonte: Opera Mundi

 

O Governo do Paraguai declarou hoje (28/1) oficialmente o “reconhecimento da Palestina como um Estado livre e independente nas fronteiras anteriores a 1967”, conforme comunicado divulgado pelo Ministério das Relações Exteriores paraguaio.

Assunção segue na mesma decisão já tomada recentemente pela Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Equador e Peru. O Governo de Fernando Lugo também ressaltou sua convicção de as negociações bilaterais diretas entre Israel e Palestina, que hoje estão paradas, são fundamentais para a paz e a segurança.

A Autoridade Nacional Palestina (ANP) saudou a iniciativa de diferentes países latino-americanos reconhecerem a Palestina como um Estado independente.

Para o Governo de Israel, esse tipo de decisão não contribui para a paz, “só serve para encorajar os palestinos a não aceitarem as negociações diretas e, portanto, só pode prejudicar a promoção de um processo de paz justo e duradouro", declarou o porta-voz da chancelaria israelense, Yigal Palmor.

Por Silvana Guerra
Fonte: Monitor Mercantil

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A Presidente Dilma Rousseff participou da solenidade em que anunciou a doação de 8 mil moradias para desabrigados das chuvas no Rio de Janeiro. Na oportunidade, ela ressaltou por três vezes que não haverá cortes orçamentários para a segunda fase das obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC-2). Suas afirmações desautorizam as declarações de Ministros que disseram que o PAC 2 sofreria contingenciamento orçamentário.

Em outra ocasião recente, o Ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse que o Governo não corrigirá a tabela do Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF), contrariando a afirmação dada pelo Secretário-Geral da Presidência, Gilberto Carvalho, um dia antes, que a Presidente pretende corrigir a tabela do IRPF em até 4,5%. De qualquer forma, a Presidente deverá discutir esse assunto somente após assegurar o valor do salário mínimo, que prefere manter em R$ 545,00, mas aceita chegar a R$ 550,00.

Fonte: Opera Mundi

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Em 28 de janeiro de 1986, a nave espacial Challenger é lançada do Cabo Canaveral, Flórida. A bordo estava Christa McAuliffe, a primeira cidadã comum dos Estados Unidos a viajar pelo espaço sideral. McAuliffe, professora de Estudos Sociais de New Hampshire, 37 anos, havia ganho a chance por meio de uma competição.

O lançamento foi adiado repetidamente devido às condições climáticas e problemas técnicos. No entanto, em 28 de janeiro, exatamente 73 segundos depois da decolagem, centenas de pessoas ao redor do mundo e os familiares dos passageiros, entraram em choque ao ver a nave explodir, lançando uma coluna bifurcada de fumaça e fogo. Não houve sobreviventes.

No dia seguinte à explosão, o presidente Ronald Reagan nomeou uma comissão especial para determinar o que tinha dado errado e adotar futuras medidas corretivas. A comissão presidencial foi encabeçada pelo ex-Secretário de Estado William Rogers e incluía o ex-astronauta Neil Armstrong e o ex-piloto de teste Chuck Yeager.

A investigação determinou que a explosão foi causada pela falha de um anel de vedação em um dos dois foguetes de combustível sólido. O anel de vedação não correspondeu às expectativas devido à fria temperatura por ocasião do lançamento, o que desencadeou uma cadeia de ocorrências que resultou na grande explosão. Com isso, a NASA deixou de enviar astronautas ao espaço por mais de dois anos enquanto redesenhava inúmeras alterações nas espaçonaves.

Volta dos lançamentos
Em setembro de 1988, os voos espaciais foram retomados com o lançamento bem-sucedido do Discovery. Desde então, os engenhos espaciais levaram a efeito numerosas e importantes missões, como o reparo e manutenção do telescópio especial Hubble e a construção da estação espacial internacional.

Em 1º de fevereiro de 2003, um segundo desastre com espaçonave chocou os EUA quando a nave Columbia desintegrou-se ao reentrar na atmosfera terrestre. Todos os tripulantes morreram. A despeito dos temores de que os problemas que destruíram a Columbia não estivessem satisfatoriamente resolvidos, os voos espaciais foram outra vez retomados em 26 de julho de 2005, quando a Discovery foi novamente colocada em órbita.

Por Silvana Guerra
Fonte: Comex do Brasil

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O Egito amanheceu nesta sexta-feira (28/1) com inúmeras páginas e endereços da internet inacessíveis, de acordo com os usuários. Além disso, o serviço de troca de mensagens curtas por celular (SMS) também está afetado. Segundo a empresa de monitoramento de redes Renesys, já nas primeiras horas da manhã (0h34 – horário local) de hoje praticamente todas as rotas das redes egípcias deixaram de trafegar com os demais países.

O problema surgiu horas antes de uma nova manifestação programada pela internet. Desde a década de 60, manifestações só podem ocorrer no Egito com autorização governamental. O governo negou hoje qualquer interferência nos provedores ou nas páginas das redes sociais, como já havia sido denunciado nos três primeiros dias de protestos populares contra a situação econômica do país e o presidente Hosny Mubarak.

A redes sociais contém inúmeras mensagens dizendo que os egípcios temem pela reação da polícia, mas não vão desistir das manifestações programadas para hoje (28), logo depois das orações muçulmanas.

Sete pessoas já morreram em decorrência do confronto entre os manifestantes e policiais, tanto no Cairo quanto na cidade de Suez, na entrada sul do canal de mesmo nome. Além disso, centenas de pessoas estão detidas e várias ficaram feridas nas manifestações.