Archive for janeiro 31st, 2011

Por Silvana Guerra
Fonte: Embraer

 

A Dniproavia, empresa da Aliança Ucraniana de Aviação, poderá se tornar a maior operadora de aviões Embraer no Leste Europeu. Ambas fecharam um acordo nesta segunda-feira (31/1) para a entrega de 10 jatos EMBRAER 190, com opções para outras cinco unidades.

Em cooperação com a AeroSvit, outra empresa do grupo, os aviões serão operados pela Dniproavia por meio de uma operação de leasing estruturada por terceiros. O valor total da operação é de US$ 400 milhões, podendo chegar a US$ 600 milhões caso todas as opções sejam confirmadas.

As dez aeronaves servirão às rotas domésticas e internacionais da aliança. Elas serão configuradas para acomodar 104 passageiros em dois tipos de classes. Até o último trimestre deste ano, serão entregues as duas primeiras aeronaves.

A Aliança Ucraniana de Aviação foi criada no início de 2007 por duas compahias aéreas ucranianas: a Donbassaero e a AeroSvit. Em outubro de 2010, a Dniproavia oficialmente se juntou ao grupo. Um dos principais objetivos da aliança é aumentar a competitividade das empresas do grupo no mercado internacional e, conseqüentemente, aprimorar a indústria de transporte aéreo na Ucrânia. A cooperação envolve questões operacionais e comerciais, incluindo a otimização da composição da frota. As empresas estão desenvolvendo conexões internacionais apropriadas no Aeroporto Internacional Boryspil (KBP), em Kiev, para maximizar o efeito da sinergia.

Por Silvana Guerra
Fonte: EFE

 

Após seu retorno do Haiti, a Secretária de Estado norte-americana, Hillary Clinton, convocou todos os Embaixadores e Chefes de Missão Diplomática de seu país para uma reunião em data que será ainda anunciada.

A expectativa é que os chefes de missão em 260 embaixadas, consulados e outros cargos diplomáticos em mais de 180 países se encontrem no Departamento de Estado para a reunião, que será a primeira do tipo na história, afirma o jornal Político.

Por Silvana Guerra
Fonte: BBC Brasil

 

O Governo brasileiro pede para aqueles que pretendem viajar ao Egito esperem até que a situação do país volte à normalidade. Em nota divulgada hoje (30/1), o Ministério das Relações Exteriores desestimula viagens de brasileiros ao Egito pelos riscos diante dos protestos contra o regime de Hosni Mubarak.

Diversos países coomeçaram a providenciar a saída de seus cidadãos do Egito. O Itamaraty informou que está em contato com os cidadãos brasileiros que residem no país e, até o momento, não há planos para retirada de nenhum deles de lá.

Por Silvana Guerra
Fonte: Agências de Notícias

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Vários países estão trabalhando para a retirada de seus cidadãos do Egito, principalmente após os Governos americano, turco e israelense recomendarem a retirada deles. As representações diplomáticas baseadas no Cairo iniciaram um plano de evacuação no país.

A Embaixada brasileira ainda não criou ações de contingência. De acordo com o Embaixador Cesare Melantônio, há 100 brasileiros registrados como residentes no país. A embaixada diz que está disposta a realizar outras operações de remoção, caso seja procurada.

Em meio à situação caótica, milhares de turistas se dirigem ao principal aeroporto do país, no Cairo, a maioria sem reservas, para deixar o país. Cerca de 2.000 turistas lotam os terminais do Aeroporto.

Está previsto para esta terça-feira (1/2) uma greve geral por tempo indeterminado e uma passeada de um milhão de pessoas, convocados pelo movimento contra o Governo egípcio. Eles exigem a renúncia do Presidente Hosni Mubarak A decisão foi tomada na noite de ontem, conforme declarou um dos líderes do movimento, Eid Mohamad, pelos trabalhadores das cidades de Suez, Cairo e Alexandria, que estão sob toque de recolher.

Por Silvana Guerra
Fonte: Estadão

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A partir desta terça-feira (1/2), o Brasil assumirá a Presidência do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas até dezembro de 2011. O posto é rotativo entre os 15 membros do Conselho de Segurança. O Brasil almeja ocupar um assento permanente no conselho e defende sua reforma. Em seu comando, o Brasil ampliará os debates para as áreas de conflito nas regiões mais pobres do mundo.

De acordo com informações da ONU, no dia 11 de fevereiro acontecerá um debate, promovido pelo Brasil, sobre as questões de paz, segurança e desenvolvimento, com a provável participação do Ministro das Relações Exteriores, Antônio Patriota. A Embaixadora Maria Luiza Ribeiro Viotti, representa o Brasil na ONU.

As Nações Unidas no momento acompanham com atenção o que ocorre no Kosovo, no Congo e em Guiné Bissau, além dos efeitos do plebiscito no Sudão. Ano passado, o então Chanceler Celso Amorim defendeu a reforma urgente da atual estrutura do Conselho de Segurança, que desde sua criação, em 1945, o formato do órgão é o mesmo, com cinco países (EUA, China, França, Grã-Bretanha e Rússia) ocupando assento permanente e dez outros países que se revezam a cada dois anos nas vagas.

Fonte: Opera Mundi

Em 31 de janeiro de 1943, cercadas em Stalingrado desde o fim de novembro do ano anterior, as tropas alemãs se rendem ao Exército Vermelho.

Uma semana antes, em 24 de janeiro, após várias tentativas, emissários do comando soviético chegaram às linhas alemãs com uma proposta de rendição. O comandante das tropas, general Friedrich Von Paulus, atormentado entre o dever de obediência ao Führer e a obrigação de salvar seus homens do aniquilamento, radiografou para Hitler: “As tropas estão sem munições e sem mantimentos. Não é mais possível um comando eficaz. Insensato prosseguir na defesa. Inevitável o colapso. O 6º Exército solicita imediata permissão para se render”. A resposta de Hitler foi enfática: “Proibida a rendição. O 6º Exército defenderá suas posições até o último homem e o derradeiro cartucho e com sua heróica resistência fará uma contribuição inesquecível para a salvação do mundo ocidental.”

A aviação alemã já nem conseguia mais abastecer seus soldados imobilizados no lugar que chamavam de “caldeirão”. Hitler, em desespero, tentou evitar a capitulação de Paulus, elevando-o à patente de marechal do Reich.

Em 28 de janeiro, o que restara de um grande exército dividiu-se em três pequenos bolsões. Na manhã do dia 30 (décimo aniversário da chegada dos nazistas ao poder), segundo uma testemunha ocular, o comandante sentou-se em seu leito de campanha, mergulhado em profunda depressão, e telegrafou de novo para Hitler: “Não se pode protelar o colapso final por mais 24 horas”.

Naquela noite, Goering emitiu pelo rádio palavras bombásticas: “Daqui a mil anos, os alemães falarão sobre a batalha de Stalingrado com reverência e respeito e se lembrarão que, a despeito de tudo, a vitória final da Alemanha foi decidida ali.”

O final foi tétrico. Na manhã do dia 31, Paulus enviou sua última mensagem ao quartel-general em Berlim: “O 6º Exército, fiel ao seu juramento e ciente da grande importância de sua missão, manteve até o fim sua posição, até o último homem e o último cartucho, pelo Führer e pela Pátria”. O radiotelegrafista acrescentou, por conta própria: “Os russos encontram-se à porta de nosso abrigo. Estamos destruindo nosso equipamento. CL”. No código internacional telegráfico, a sigla CL significa: “esta estação não mais fará transmissões”.

Um esquadrão de soldados soviéticos, comandados pelo general Tchuikov, espreitou o porão escuro onde estava Paulus. O chefe do Estado-Maior, general Schmidt, o recebeu. Os soviéticos exigiram a rendição incondicional. Schmidt consultou Paulus, deitado em sua cama de campanha. A resposta foi o silêncio. Schmidt, sem hesitar, assinou a rendição.

Às 2h46 da tarde de 2 de fevereiro, um avião de reconhecimento alemão sobrevoou a cidade e radiografou para o quartel-general: “Nenhum sinal de luta em Stalingrado”.

Finalmente, o silêncio desceu sobre o campo de batalha, coberto de neve ensangüentada, onde havia sido travada a mais feroz e épica das batalhas da história do século XX.