Archive for dezembro, 2010

Fonte: Ansa

O presidente paraguaio, Fernando Lugo, presenciou nesta quarta-feira (29/12) o ato de entrega oficial do governo brasileiro à Força Aérea Paraguaia (FAP), de três aviões de treinamento.

Em troca, o Paraguai entregou ao país vizinho algumas peças de aeronaves em desuso, entre elas a de um Boeing 707 e de três outros aviões Xavantes.

“Esta cerimônia de entrega (…) aponta a metas e propósitos que conseguem atingir o bem da defesa nacional e da soberania integral da República do Paraguai”, disse durante o evento, o comandante da FAP, general Miguel Crist.

Ele ainda explicou que o Paraguai não tem atualmente aviões de combate, somente para treinamento, além de helicópteros para operações táticas e revelou que a FAP analisa atualmente a possibilidade de adquirir novos aviões para substituir outros que sofreram baixa.

Por Silvana Guerra
Fonte: EFE

O Governo argentino rejeitou as declarações do Primeiro-Ministro britânico, David Cameron, de que não negociará a soberania das Ilhas Malvinas. A Argentina reiterou seu pedido ao Reino Unido para que cumpra sua obrigação de resolver de forma pacífica a soberania das Ilhas.

Além disso, o Governo argentino deixou novamente claro seu repúdio às atividades de prospecção e exploração de recursos naturais realizadas no local pelo Governo britânico, alegando contradição com a Resolução 31/49 da Assembléia Geral das Nações Unidas, que pede aos dois países para não adotarem decisões unilaterais na área em disputa.

O Primeiro-Ministro David Cameron disse, em mensagem aos habitantes locais, não ter dúvidas sobre a soberania do Reino Unido às Ilhas Malvinas, assegurando que não negociará a questão “a menos que os moradores queiram”.

Por Silvana Guerra
Fonte: Exército

Segundo o Ministério das Relações Exteriores da Espanha, dois diplomatas russos foram “convidados” a se retirarem do país, acusados de realizarem atividades incompatíveis com seus “status”. Como é de praxe nestes casos, a Rússia respondeu pedindo também a retirada de dois diplomatas espanhóis de seu país.

O incidente ocorreu há quase um mês e, segundo autoridades dos dois Governos, o atrito já foi superado. Os dois países estão trabalhando para completar as delegações o mais breve possível.

Fonte: O Estado de S.Paulo

Brasil, Canadá, Estados Unidos e União Europeia, que abrigam os maiores fabricantes de aviões do mundo, fecharam na semana passada um acordo para o financiamento público para a exportação de aeronaves. A partir de fevereiro, uma nova forma de cálculo vai reduzir o espaço para que governos ofereçam vantagens no crédito oficial. A medida vai elevar o juro dessas operações para nível próximo do cobrado no mercado.

Na Embraer, a notícia foi recebida com ressalva, pois encarece o financiamento usado por 55% dos clientes de 2010. Mas nem tudo é ruim para a companhia de São José dos Campos: a empresa passa a ter condições idênticas às gigantes Airbus e Boeing, o que, em última instância, pode facilitar eventual plano de lançamento de aviões maiores, como já fez a canadense Bombardier.

Em debate há mais de dois anos, o entendimento foi fechado em Paris com o apoio dos principais países que fabricam aviões comerciais. O acordo, que deve ser oficializado até 20 de janeiro, acaba com regra de 2007 que previa condições diferentes de crédito para aeronaves de grande porte – como as fabricados pela Airbus e Boeing – e regionais – da Bombardier e Embraer. Agora, o crédito para qualquer avião passa a ser feito da mesma forma com condições mais rígidas para o cálculo do juro e garantias. Ou seja, menos espaço para subsídios.

“O fato de termos regras iguais para todos é muito positivo. A ausência de uma regra desse tipo criava situação em que concorrentes poderiam oferecer condições cada vez mais favoráveis, em uma corrida não saudável. O acordo nos protege”, diz Marcelo Della Nina, chefe da delegação do Ministério de Relações Exteriores que negociou o acordo.

O crédito oficial começou a causar polêmica especialmente após a crise de 2008, quando o financiamento privado secou. No esforço de tentar manter suas indústrias aquecidas, governos – em especial dos EUA e Europa – passaram a oferecer condições cada vez mais favoráveis para abocanhar clientes para empresas de seus países: a norte-americana Boeing e a europeia Airbus.

A situação gerava distorções. Como a linha só podia ser oferecida nas exportações, empresas que usam aviões fabricados em outros países – como a Ryanair, Emirates e Singapore Airlines – foram beneficiadas e eram contra mudanças. Já as sediadas nos mesmos países das fabricantes – como a American Airlines, British Airways, Delta e Lufthansa – foram prejudicadas e pediam fim do benefício. O segundo grupo venceu e, a partir de fevereiro, todos passarão a pagar mais.

No Brasil, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) financiou a venda de 55% dos aviões da Embraer entregues em 2010. Antes de 2008, a fatia das vendas da Embraer com crédito estatal era zero, já que havia linhas privadas com condições mais atrativas.

“De uma forma geral, o acordo não é bom para a indústria porque o crédito, que é importantíssimo para a compra de um avião, ficará mais caro”, diz o vice-presidente executivo de aviação comercial da Embraer, Paulo César de Souza e Silva.

No mercado aeronáutico, alguns analistas afirmam que o crédito público era um dos entraves para que a Embraer pudesse pensar mais seriamente em lançar nova família de jatos maiores, para concorrer com a Airbus e a Boeing.

Por Silvana Guerra
Fonte: Exército

O Governo brasileiro irá distribuir aos mais de 7,2 milhões de estudantes de ensino médio das escolas públicas do país o CD-Rom “Direto à memória e à verdade”, que documenta como eram os porões da ditadura, como funcionava a repressão e como se davam as torturas. O material inclui a lista e a biografia dos 384 desaparecidos políticos.

O documento foi encomendado ao Projeto República, um centro de documentação da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), e produzido pela Secretaria Especial dos Direitos Humanos e pelo Ministério da Educação.

Segundo o Historiador da UFMG, Augusto Carvalho Borges, o objetivo é ir além da biografia das vítimas da ditadura, mostrando histórias compartilhadas, não só individuais, fragmentadas. Os alunos terão acesso a imagens de tortura, de militantes de esquerda mortos e de manifestações e a trechos de documentários, muitos desconhecidos no país.

Por Silvana Guerra
Fonte: EFE

Em resposta a proposta do Presidente peruano, Alan Garcia, de os países com litoral no Pacífico formarem uma área de livre-comércio, os Ministros de Comércio da Colômbia, Chile, Equador, México, Panamá e Peru se reunirão em Santiago do Chile, no dia 6 de janeiro, para discutirem o tema proposto.

A ideia proposta pelo Presidente Alan Garcia procura uma integração “que olhe para o Oceano Pacífico”, que trabalhe melhor a relação com o outro lado do Pacífico através de novos sistemas universais.

Fonte: The Independent (traduzido pela Carta Maior)

Eles são os verdadeiros heróis do desastre do terremoto no Haiti, a catástrofe humana na porta da América, a qual Barack Obama prometeu uma monumental missão humanitária dos EUA para aliviar. Esses heróis são da nação arqui-inimiga dos Estados Unidos, Cuba, cujos médicos e enfermeiros deixaram os esforços dos EUA envergonhados.

Uma brigada de 1.200 médicos cubanos está operando em todo o Haiti, rasgado por terremotos e infectado com cólera, como parte da missão médica internacional de Fidel Castro, que ganhou muitos amigos para o Estado socialista, mas pouco reconhecimento internacional.

Observadores do terremoto no Haiti poderiam ser perdoados por pensar operações de agências de ajuda internacional e por os deixarem sozinhos na luta contra a devastação que matou 250.000 pessoas e deixou cerca de 1,5 milhões de desabrigados. De fato, trabalhadores da saúde cubanos estão no Haiti desde 1998, quando um forte terremoto atingiu o país. E em meio a fanfarra e publicidade em torno da chegada de ajuda dos EUA e do Reino Unido, centenas de médicos, enfermeiros e terapeutas cubanos chegaram discretamente. A maioria dos países foi embora em dois meses, novamente deixando os cubanos e os Médicos Sem Fronteiras como os principais prestadores de cuidados para a ilha caribenha.

Números divulgados na semana passada mostram que o pessoal médico cubano, trabalhando em 40 centros em todo o Haiti, tem tratado mais de 30.000 doentes de cólera desde outubro. Eles são o maior contingente estrangeiro, tratando cerca de 40% de todos os doentes de cólera. Um outro grupo de médicos da brigada cubana Henry Reeve, uma equipe especializada em desastre e em emergência, chegou recentemente, deixando claro que o Haiti está se esforçando para lidar com a epidemia que já matou centenas de pessoas.

Desde 1998, Cuba treinou 550 médicos haitianos gratuitamente na Escola Latinoamericana de Medicina em Cuba (Elam), um dos programas médicos mais radicais do país. Outros 400 estão sendo treinados na escola, que oferece ensino gratuito – incluindo livros gratuitos e um pouco de dinheiro para gastar – para qualquer pessoa suficientemente qualificada e que não pode pagar para estudar Medicina em seu próprio país.

John Kirk é um professor de Estudos Latino-Americanos na Universidade Dalhousie, no Canadá, que pesquisa equipes médicas internacionais de Cuba. Ele disse: “A contribuição de Cuba, como ocorre agora no Haiti, é o maior segredo do mundo. Eles são pouco mencionados, mesmo fazendo muito do trabalho pesado”.

Esta tradição remonta a 1960, quando Cuba enviou um punhado de médicos para o Chile, atingido por um forte terremoto, seguido por uma equipe de 50 a Argélia em 1963. Isso foi apenas quatro anos depois da Revolução.

Os médicos itinerantes têm servido como uma arma extremamente útil da política externa e econômica do governo, gahando amigos e favores em todo o globo. O programa mais conhecido é a “Operação Milagre”, que começou com os oftalmologistas tratando os portadores de catarata em aldeias pobres venezuelanos em troca de petróleo. Esta iniciativa tem restaurado a visão de 1,8 milhões de pessoas em 35 países, incluindo o de Mario Terán, o sargento boliviano que matou Che Guevara em 1967.

A Brigada Henry Reeve, rejeitada pelos norteamericanos após o furacão Katrina, foi a primeira equipe a chegar ao Paquistão após o terremoto de 2005, e a última a sair seis meses depois.

A Constituição de Cuba estabelece a obrigação de ajudar os países em pior situação, quando possível, mas a solidariedade internacional não é a única razão, segundo o professor Kirk. “Isso permite que os médicos cubanos, que são terrivelmente mal pagos, possam ganhar dinheiro extra no estrangeiro e aprender mais sobre as doenças e condições que apenas estudaram. É também uma obsessão de Fidel e ele ganha votos na ONU.”

Um terço dos 75 mil médicos de Cuba, juntamente com 10.000 trabalhadores de saúde, estão atualmente trabalhando em 77 países pobres, incluindo El Salvador, Mali e Timor Leste. Isso ainda deixa um médico para cada 220 pessoas em casa, uma das mais altas taxas do mundo, em comparação com um para cada 370 na Inglaterra.

Onde quer que sejam convidados, os cubanos implementam o seu modelo de prevenção com foco global, visitando famílias em casa, com monitoração proativa de saúde materna e infantil. Isso produziu “resultados impressionantes” em partes de El Salvador, Honduras e Guatemala, e redução das taxas de mortalidade infantil e materna, redução de doenças infecciosas e deixando para trás uma melhor formação dos trabalhadores de saúde locais, de acordo com a pesquisa do professor Kirk.

A formação médica em Cuba dura seis anos – um ano mais do que no Reino Unido – após o qual todos trabalham após a graduação como um médico de família por três anos no mínimo. Trabalhando ao lado de uma enfermeira, o médico de família cuida de 150 a 200 famílias na comunidade em que vive.

Este modelo ajudou Cuba a alcançar alguns índices invejáveis de melhoria em saúde no mundo, apesar de gastar apenas $ 400 (£ 260) por pessoa no ano passado em comparação com $ 3.000 (£ 1.950) no Reino Unido e $ 7.500 (£ 4,900) nos EUA, de acordo com Organização para a Cooperação Econômica e Desenvolvimento.

A taxa de mortalidade infantil, um dos índices mais confiáveis da saúde de uma nação, é de 4,8 por mil nascidos vivos – comparável com a Grã-Bretanha e menor do que os EUA. Apenas 5% dos bebês nascem com baixo peso ao nascer, um fator crucial para a saúde a longo prazo, e a mortalidade materna é a mais baixa da América Latina, mostram os números da Organização Mundial de Saúde.

As policlínicas de Cuba, abertas 24 horas por dia para emergências e cuidados especializados, é um degrau a partir do médico de família. Cada uma prevê 15.000 a 35.000 pacientes por meio de um grupo de consultores em tempo integral, assim como os médicos de visita, garantindo que a maioria dos cuidados médicos são prestados na comunidade.

Imti Choonara, um pediatra de Derby, lidera uma delegação de profissionais de saúde internacionais, em oficinas anuais na terceira maior cidade de Cuba, Camagüey. “A saúde em Cuba é fenomenal, e a chave é o médico de família, que é muito mais pró-ativo, e cujo foco é a prevenção. A ironia é que os cubanos vieram ao Reino Unido após a revolução para ver como o HNS [Serviço Nacional de Saúde] funcionava. Eles levaram de volta o que viram, refinaram e desenvolveram ainda mais, enquanto isso estamos nos movendo em direção ao modelo dos EUA “, disse o professor Choonara.

A política, inevitavelmente, penetra muitos aspectos da saúde cubana. Todos os anos os hospitais produzem uma lista de medicamentos e equipamentos que têm sido incapazes de acesso por causa do embargo americano, o qual que muitas empresas dos EUA de negociar com Cuba, e convence outros países a seguir o exemplo. O relatório 2009/10 inclui medicamentos para o câncer infantil, HIV e artrite, alguns anestésicos, bem como produtos químicos necessários para o diagnóstico de infecções e órgãos da loja. Farmácias em Cuba são caracterizados por longas filas e estantes com muitos vazios. Em parte, isso se deve ao fato de que eles estocam apenas marcas genéricas.

Antonio Fernandez, do Ministério da Saúde Pública, disse: “Nós fazemos 80% dos medicamentos que usamos. O resto nós importamos da China, da antiga União Soviética, da Europa – de quem vender para nós – mas isso é muito caro por causa das distâncias.”

Em geral, os cubanos são imensamente orgulhosos e apóiam a contribuição no Haiti e outros países pobres, encantados por conquistar mais espaço no cenário internacional. No entanto, algumas pessoas queixam-se da espera para ver o seu médico, pois muitos estão trabalhando no exterior. E, como todas as commodities em Cuba, os medicamentos estão disponíveis no mercado negro para aqueles dispostos a arriscar grandes multas se forem pegos comprando ou vendendo.

As viagens internacionais estão além do alcance da maioria dos cubanos, mas os médicos e enfermeiros qualificados estão entre os proibidos de deixar o país por cinco anos após a graduação, salvo como parte de uma equipe médica oficial.

Como todo mundo, os profissionais de saúde ganham salários miseráveis em torno de 20 dólares (£ 13) por mês. Assim, contrariamente às contas oficiais, a corrupção existe no sistema hospitalar, o que significa que alguns médicos e até hospitais, estão fora dos limites a menos que o paciente possa oferecer alguma coisa, talvez almoçar ou alguns pesos, para tratamento preferencial.

Empresas internacionais de Cuba na área da saúde estão se tornando cada vez mais estratégicas. No mês passado, funcionários mantiveram conversações com o Brasil sobre o desenvolvimento do sistema de saúde pública no Haiti, que o Brasil e a Venezuela concordaram em ajudar a financiar.

A formação médica é outro exemplo. Existem atualmente 8.281 alunos de mais de 30 países matriculados na Elam, que no mês passado comemorou o seu 11 º aniversário. O governo espera transmitir um senso de responsabilidade social para os alunos, na esperança de que eles vão trabalhar dentro de suas próprias comunidades pobres pelo menos cinco anos.

Damien Joel Soares, 27 anos, estudante de segundo ano de New Jersey, é um dos 171 estudantes norte-americanos; 47 já se formaram. Ele rejeita as alegações de que Elam é parte da máquina de propaganda cubana. “É claro que Che é um herói, mas aqui isso não é forçado garganta abaixo.”

Outros 49.000 alunos estão matriculados no “Novo Programa de Formação de Médicos Latino-americanos”, a ideia de Fidel Castro e Hugo Chávez, que prometeu em 2005 formar 100 mil médicos para o continente. O curso é muito mais prático, e os críticos questionam a qualidade da formação.

O professor Kirk discorda: “A abordagem high-tech para as necessidades de saúde em Londres e Toronto é irrelevante para milhões de pessoas no Terceiro Mundo que estão vivendo na pobreza. É fácil ficar de fora e criticar a qualidade, mas se você está vivendo em algum lugar sem médicos, ficaria feliz quando chegasse algum.”

Há nove milhões de haitianos que provavelmente concordariam.

Por Silvana Guerra
Fonte: DefesaNet

 

A empresa Price Induction S.A. abre sua filial brasileira Price Induction Brasil em São José dos Campos-SP para desenvolver e fabricar turboreatores aeronáuticos. A implantação tem o apoio e a expertise tecnológica da Snecma, do Grupo Safran, que é parceiro do GIE Rafale International.

A existência de uma indústria aeronáutica de qualidade e a existência do dinamismo do mercado brasileiro firmou a vontade da Price Induction em dar continuidade aos seus desenvolvimentos tecnológicos, além de também reforçar a cooperação industrial e tecnológica já existente entre a indústria brasileira e os parceiros do Consórcio.

Por Silvana Guerra
Fonte: EFE

 

A Assembleia Nacional da Rússia (Duma) ratificou hoje (24/12) o novo tratado de desarmamento nuclear Start em primeira votação, que foi ratificado na última quarta-feira pelo Senado dos Estados Unidos.

O tratado Start reduz em 30% o número de ogivas nucleares, para até 1.550 por país, e limita a 800 o de vetores estratégicos, como mísseis internacionais, submarinos e bombardeiros.

Fonte: Opera Mundi

 

Em 24 de dezembro de 1895, em Pulaski, Tennessee, acontece a primeira reunião da Ku Klux Klan, nome dado a um grupo de militares veteranos da Guerra de Secessão – guerra civil norte-americana – que lutou nas tropas confederadas do Sul dos Estados Unidos.

 

KKK

A KKK cresceu rapidamente e logo se transformou de uma entidade secreta de fraternidade social para uma força paramilitar dedicada a reverter as ações progressistas do governo federal no sul do país, em um plano conhecido como Era da Reconstrução, em especial o enfrentamento das políticas que objetivavam os direitos da população afro-americana.

O nome de Ku Klux Klan é derivado da palavra grega ‘kyklos’, que significa ‘círculo’ e da palavra gaélico-escocesa ‘clan’ que provavelmente foi escolhida para repetir fonemas idênticos ou parecidos no início das palavras, visando efeitos propagandísticos, ou seja, em favor da aliteração.

Os membros da KKK usavam um capuz e um roupão branco para não serem reconhecidos quando tinham de aterrorizar, agredir e linchar os negros. Ou então colocar fogo em uma cruz no meio do milharal.

O ex-general confederado Nathan Bedford Forrest foi o primeiro "Grande Feiticeiro", titulo conferido ao chefe da organização KKK. Em 1869, tentou sem sucesso dissolvê-la quando passou a criticá-la por sua excessiva violência.

Em alguns estados sulistas, partidários do Partido Republicano organizaram unidades de milícia para desbaratar a KKK. Em 1871, a Lei KKK foi aprovada no Congresso, autorizando o presidente Ulysses Grant a usar força militar para reprimir a KKK. A lei acabou pôs nove condados da Carolina do Sul sob lei marcial, o que resultou em centenas de prisões. Em 1882, a Suprema Corte declarou lei inconstitucional, porém, o KKK se enfraquecia paulatinamente.

Século XX
O século XX assistiu a dois ressurgimentos da KKK: um em resposta aos fluxos imigratórios dos anos 1910 e 1920 e outro em resposta ao movimento dos direitos civis dos afro-americanos nos anos 1950 e 1960.

Após a Segunda Guerra Mundial, Samuel Green, da Georgia, liderou uma tentativa conjunta de ressucitar o KKK, mas fracassou totalmente quando a organização se cindiu e estado após estado expressamente proibiram o agrupamento.

Contudo, as ações públicas do movimento pelos direitos civis da população negra durante os anos 1960 deram à KKK um novo ímpeto, levando ao ressurgimento de organizações. A mais notória foram "Os cavaleiros Brancos" do Mississippi, comandada por Robert Shelton.

Os renascidos grupos foram responsáveis por violentos ataques contra negros e militantes dos direitos civis em cidades de todo o Sul, como Jacksonville e St. Augustine, Florida., Birmingham e Montgomery, Alabama e Meridian, Mississippi.

Apesar do apoio de setores da elite branca, a nova KKK não demonstrava ser forte e já no final da década seu poderio e militância baixaram praticamente a zero. Embora um renascimento de apoio à KKK tenha sido manifestado pela surpreendente popularidade no começo dos anos 1990 de David Duke, na Louisiana, a filiação às organizações se restringe atualmente em poucos milhares de membros.