Archive for dezembro, 2010

Por Silvana Guerra
Fonte: Opera Mundi

O Presidente Luiz Inácio Lula da Silva negou o pedido de extradição do italiano Cesare Battisti. O Ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, confirmou nesta tarde (31/12), e já foi publicada a decisão em edição extra no Diário Oficial da União de hoje.

Ontem, o Presidente Lula se reuniu com o Presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Cezar Peluso, o Advogado-Geral da União, Luiz Inácio Adams, e o Ministro da Justiça, Luis Paulo Barreto. A decisão que garante a permanência de Cesare Battisti no Brasil se baseou no parecer da AGU que encontrou uma forma jurídica de não contrariar a decisão do Supremo nem ferir o tratado de extradição entre Brasil e Itália.

Peluso adiantou ontem que o caso deve voltar a ser analisado pelo plenário do STF na volta do recesso do Judiciário, em fevereiro. Há a possibilidade de a Corte derrubar a decisão de Lula e determinar a repatriação de Battisti. A expectativa, no entanto, é que o italiano deixe ainda no primeiro semestre a penitenciária da Papuda, em Brasília, onde está preso desde de 2007.

Fonte: Opera Mundi

 

O Plano Marshall, projeto que visava fomentar a reconstrução da economia em certos países europeus após a Segunda Guerra Mundial, expirou em 31 de dezembro de 1961, depois de distribuir mais de 12 bilhões de dólares, a valores da época, de ajuda externa.

Também conhecido como Programa de Recuperação Europeia, o Plano Marshall tomou forma quando o Secretário de Estado norte-americano George C. Marshall determinou, em 5 de junho de 1947, que os países europeus definissem suas necessidades econômicas perante aos EUA, que haviam saído ilesos e fortalecidos economicamente da guerra. Em abril de 1948, o presidente Harry Truman assinou a lei criando a Administração da Cooperação Econômica (ECA, em sua sigla em inglês) para administrar o programa.

A ECA foi criada para impulsionar a produção europeia, para reforçar sua moeda e para facilitar o comércio internacional. O grande objetivo por detrás do plano era conter a crescente influência soviética exercida através dos partidos comunistas locais, especialmente na Tchecoslováquia, França e Itália. Com a devastação provocada pela guerra, a Europa enfrentava cada vez mais manifestações de contestação aos governos constituídos. Enquanto isso, as Estados Unidos analisaram a crise européia e, concluíram que ela punha em risco o futuro do capitalismo, o que poderia prejudicar sua própria economia, dando espaço para a expansão do comunismo.

Com isso, os norte-americanos optaram por ajudar na recuperação dos países europeus, criando o Plano Marshall. No início os recursos eram utilizados para comprar alimentos, fertilizantes e rações. Depois, foram adquirindo matérias-primas, produtos semi-industrializados, combustíveis, veículos e máquinas. Na época, cerca de 75% dos bens eram de procedência norte-americana.

El abril de 1948, Paul G. Hoffman foi nomeado administrador da organização. No mesmo ano, os países participantes – Áustria, Bélgica, Dinamarca, França, Alemanha Ocidental, Grã Bretanha, Grécia, Irlanda, Itália, Luxemburgo, Holanda, Noruega, Suécia, Suíça, Turquia e Estados Unidos – assinaram um acordo criando a Organização de Cooperação Econômica Européia, que mais tarde passou a ser conhecida como OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico).
A ECA funcionou até 1961, quando suas atividades foram transferidas para a Agência de Segurança Mútua. Desde sua fundação, a União Soviética opôs-se fortemente ao Plano Marshall enquanto os diversos países da Europa Oriental o denunciaram ou ignoraram. Completado em 1952, o Plano foi a principal vitrine do programa de ajuda externa do governo de Washington e contribuiu indubitavelmente para a recuperação econômica da Europa.

Por Silvana Guerra
Fonte: France Presse

A Coreia do Norte decidiu aceitar o retorno dos inspetores da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), após várias reuniões entre as autoridades de Pyongyang e o Governador do Estado americano no Novo México, Bill Richardson, que passou cinco dias na Coreia do Norte em meados de dezembro.

Segundo Bill Richardson, que já foi Embaixador dos Estados Unidos na ONU, a visita dos inspetores da AIEA inclui as instalações nucleares, particularmente a nova central de enriquecimento de urânio de Yongbyon.

O Governo norte-coreano diz que aceitou a proposta sob certas condições. Uma seria a venda do estoque de doze mil barras de combustível, capazes de produzir plutônio para a fabricação de bombas nucleares a um terceiro país, provavelmente a Coreia do Sul, mas a um preço cinco vezes superior ao cobrado pelo mercado.

E a outra condição seria convidar os especialistas da AIEA a examinar primeiro a nova central de Yongbyon, para certificar, como alega Pyongyang, que o local tem finalidade apenas civil, antes de autorizar o retorno permanente dos inspetores .

Fonte: FAB

A Força Aérea Brasileira (FAB), por meio do Comando de Defesa Aeroespacial Brasileiro (COMDABRA), vai conduzir as ações de Defesa Aérea no espaço aéreo sobre o Plano Piloto, em Brasília, durante a realização da solenidade de posse da presidenta eleita, Dilma Rousseff, no dia 1º de janeiro de 2011.

Nove organizações militares do Comando da Aeronáutica participam da operação. Além disso, várias aeronaves estarão de prontidão para que tudo transcorra dentro da normalidade no dia do evento. Está prevista a coordenação de medidas necessárias para o uso adequado do espaço aéreo na área da cerimônia.

Todos os aviões conduzindo os Chefes de Estado convidados para o evento estarão sendo monitorados pelos Órgãos de Controle da FAB enquanto estiverem sobrevoando o espaço aéreo brasileiro.

Medidas terrestres no intuito de manter a segurança aeroportuária, bem como ações para garantir a preservação das aeronaves vindas de outras localidades para a solenidade, quando estiverem em solo, também fazem parte do esquema especial montado pela Aeronáutica.

Por Silvana Guerra
Fonte: AFP

 

Os Estados Unidos confirmaram nesta quarta-feira (29/12) o cancelamento do visto do Embaixador da Venezuela em Washington, Bernardo Álvarez, após o Governo venezuelano rejeitar o Embaixador designado Larry Palmer. Os EUA não têm um Embaixador em Caracas desde julho, quando Patrick Duddy deixou o país.

O Presidente da Venezuela, Hugo Chávez, recusou a indicação norte-americana por considerar inaceitáveis as declarações de Larry Palmer quando, ao responder a um questionário do Congresso americano, disse que o moral dos militares venezuelanos é baixo e que seria necessário investigar a suposta presença das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) e do Exército de Libertação Nacional (ELN) no país.

Fonte: France Presse

 

O próximo ano será marcante para o clima no espaço, pois o Sol despertará de uma fase de baixa atividade, dando início a um anunciado período de turbulência.

Muitas pessoas podem se surpreender ao saber que o Sol, ao invés de queimar com uma consistência ininterrupta, oscila em momentos de calmaria e agitação.

Mas após dois séculos de observação das manchas solares –marcas escuras, relativamente frias na superfície do sol, vinculadas com poderosas forças magnéticas– revelaram que a nossa estrela obedece a ciclos de comportamento de cerca de 11 anos.

MANCHAS SOLARES

 

O último começou em 1996 e, por motivos que ainda permanecem obscuros, levou mais tempo que o previsto para terminar.

Agora, no entanto, há cada vez mais indícios de que o Sol está deixando o seu torpor e intensificando sua atividade enquanto avança para aquilo que os cientistas convencionaram chamar de "Solar Max" ou clímax cíclico, afirmam especialistas.

"A última previsão indica meados de 2013 como a fase pico do ciclo solar", antecipou Joe Kunches, do Centro de Previsões do Clima Espacial da Nasa. "[Mas há um período prolongado de alta atividade], mais como uma estação, com duração de cerca de dois anos e meio" para cada fase do pico, alertou.

Em seu período mais intenso, o Sol pode lançar ondas de radiação eletromagnética e matéria carregada conhecida como ejeções de massas coronais (CMEs).

Esta onda de choque pode levar alguns dias para alcançar a Terra. Quando chega ao nosso planeta, condensa seu campo protetor magnético, liberando energia visível em altas latitudes na forma de auroras boreal e austral –as famosas luzes do Norte e do Sul.

Mas as CMEs não são apenas belos eventos. Elas podem desencadear descargas estáticas e tempestades geomagnéticas capazes de romper ou até mesmo causar pane na infraestrutura eletrônica da qual depende nossa sociedade urbanizada e obcecada por se manter conectada.

Menos temidos, porém igualmente problemáticos, são as erupções de prótons supercarregados que alcançam a Terra em questão de minutos.

Na linha de frente estão os satélites de telecomunicações em órbita geoestacionária, a uma altitude de 36.000 km, e os satélites do Sistema de Posicionamento Global (GPS), dos quais dependem os aviões e os navios modernos para navegação e que orbitam a 20 mil quilômetros.

Em janeiro de 1994, descargas de eletricidade estática provocaram uma pane de cinco meses no satélite de telecomunicações canadense Anik-E2, uma falha que custou US$ 50 milhões.

Em abril de 2010, a Intelsat perdeu o Galaxy 15, usado no serviço de comunicações na América do Norte, depois que o link com o controle de solo foi cortado, aparentemente devido à atividade solar.

"Estas são falhas totais nas quais todos nós pensamos", disse Philippe Calvel, engenheiro da empresa francesa Thales. "Ambas foram causadas por CMEs", emendou.

Em 2005, raios-X de uma tempestade solar cortaram a comunicação entre o satélite e o solo e os sinais de GPS por cerca de dez minutos.

Para dar conta da fúria solar, projetistas de satélites escolhem componentes robustos, testados e experimentados, bem como proteção para o equipamento, mesmo que isto o deixe mais pesado e volumoso, e portanto mais caro de se lançar, disse Thierry Duhamel, da fabricante de satélites Astrium.

Outra precaução é a redundância, isto é, ter sistemas de backup para casos de mau funcionamento.

Na Terra, linhas de transmissão, conexões de dados e até mesmo oleodutos e gasodutos são potencialmente vulneráveis.

Um alerta remoto de risco remonta a 1859, quando a maior CME já observada ocasionou auroras avermelhadas, roxas e verdes mesmo em latitudes tropicais. A então recém-desenvolvida tecnologia do telégrafo enlouqueceu. Correntes induzidas geomagneticamente nos cabos deram choques em operações de telégrafos chegaram a incendiar os telegramas.

Em 1989, um fenômeno bem mais sutil cortou a energia do gerador da canadense Hydro Quebec, provocando um blecaute de nove horas que afetou seis milhões de pessoas.

"Há muito o que desconhecemos sobre o Sol. Mesmo no suposto declínio ou fase de calmaria, podemos ter campos magnéticos que são muito concentrados e energizados por um tempo, e podemos ter atividade eruptiva atípica. Para resumir, temos uma estrela variável", concluiu Kunches.

Por Silvana Guerra
Fonte: Folha de S.Paulo

 

O Governo brasileiro assinou nesta quarta-feira (29/12) o acordo para formalizar a entrada do Brasil no Observatório Europeu do Sul (ESO). O documento será enviado ao Congresso para que possa entrar em vigor. O Brasil será o primeiro país fora da União Europeia a participar do grupo, com exceção do Chile, que abriga os telescópios.

 

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Acredita-se que o gasto será de aproximadamente R$ 555 milhões nos próximos 11 anos para o Brasil se tornar membro do consórcio europeu, um investimento sem precedente na história da astronomia brasileira.

Por Silvana Guerra
Fonte: EFE

No início do ano, a Organização para a Libertação da Palestina (OLP) irá pedir ao Conselho de Segurança da ONU o reconhecimento de um Estado palestino independente. A OLP tem representado o povo palestino na comunidade internacional, buscando apoio de diferentes nações do mundo à declaração de um Estado, já que a negociação com Israel não foi adiante.

Espera-se que os Estados Unidos não influenciem na decisão de países como Japão, Coreia, Nova Zelândia e Austrália. O maior apoio obtido até o momento são de países da América Latina, como Brasil, Argentina e Bolívia, que reconheceram o Estado palestino nas fronteiras de 1967, além de outros que já demonstraram publicamente que irão seguir na mesma decisão.

Por Silvana Guerra
Fonte: EFE

O Governo da Coreia do Sul propôs uma nova estrutura de suas Forças Armadas com o objetivo de aumentar a coordenação e a rapidez de resposta às forças norte-coreanas. A proposta seria a criação de um Comando de Forças Conjuntas que foi apresentada pelo Ministério da Defesa sul-coreano para ser aprovada pelo Parlamento.

Caso entre em vigor, o Comando de Forças Conjuntas reunirá os três exércitos. Além disso, o oficial que ocupar o novo posto de chefe terá maior autoridade do que o atual Chefe de Estado-Maior, já que além do controle sobre as operações dos três braços do Exército terá poder para tramitar o envio de pessoal militar.

O Presidente sul-coreano, Lee Myung-bak, afirma que seu país não quer a guerra, porém, não acredita em outra forma para dissuadir as provocações da Coreia do Norte, acrescentando que devem estar preparados para responder com força eventuais ataques do país vizinho.

Fonte: Opera Mundi

Em Dakota do Sul, cerca de 400 índios Sioux, principalmente mulheres e crianças, são exterminadas em 29 de dezembro de 1890, pelas tropas norte-americanas. O Massacre de Wounded Knee (Joelho Ferido) põe fim às guerras indígenas que se alastraram na América do Norte após o início da colonização branca no século 17. Os Brancos declaram então que a conquista dos territórios do Oeste (West e Far West).

Nesse dia, no final do longo capítulo das guerras contra os indígenas na América do Norte, a Cavalaria dos Estados Unidos, além das mulheres e crianças, matou 146 Sioux em Wounded Knee na reserva Pine Ridge, Dakota do Sul.

Ao longo de 1890, o governo de Washington mostrava-se preocupado com a crescente influência em Pine Ridge do movimento espírita Ghost Dance (Dança Fantasma), que pregava que os índios haviam sido derrotados e confinados em reservas porque haviam irritado os deuses e abandonado seus costumes tradicionais. Muitos Sioux acreditavam que se praticassem a Ghost Dance e rejeitassem o modo de vida do homem branco, os deuses criariam o mundo de novo e destruiriam os não-crentes, inclusive os não-índios.

Em 15 de dezembro de 1890, a polícia da reserve tentou prender o Sitting Bull (O Touro Sentado), o famoso chefe Sioux, que erradamente acreditavam ser um Ghost Dancer (partidário da Ghost Dance) e o mataram na tentativa de prendê-lo, aumentando dramaticamente as tensões em Pine Ridge.

Em 29 de dezembro a 7ª Cavalaria do Exército cercou um grupo de Ghost Dancers comandados pelo chefe Sioux Big Foot (Pé Grande) perto do riacho Wounded Knee, exigindo que baixassem as armas e as deitassem ao solo. Ato contínuo, estabeleceu-se uma luta corporal entre um índio e um soldado e um tiro foi disparado, tendo um oficial do exército mais tarde declarado que não se soube ao certo de que lado partiu o tiro. Seguiu-se um brutal massacre em que se estimou que mais de 150 índios foram mortos, embora alguns historiadores fixassem o número em mais que o dobro. A cavalaria perdeu 25 homens.

O conflito em Wounded Knee era referido originalmente pelos historiadores oficiais como uma batalha, mas na realidade foi um trágico e evitável massacre. Cercado por tropas fortemente armadas, é improvável que o grupo de Big Foot estivesse disposto a começar a batalha. Alguns historiadores especulam que a 7ª Cavalaria estavam deliberadamente querendo vingar-se da derrota do regimento em Little Bighorn em 1876, quando nas proximidades do rio Little Bighorn, estado de Montana, o 7º Regimento de Cavalaria do Exército dos Estados Unidos do famoso general Custer enfrentou uma coalizão de índios Cheyennes e Sioux, sob o comando dos célebres líderes indígenas Touto Sentado e Cavalo Louco (Crazy Horse), resultando no aniquilamento do destacamento do general Custer, a maior derrota do exército estadunidense durante as chamadas “Guerras Índias”.

Sejam quais foram os motivos, o massacre acabou com o movimento Ghost Dance e foi a última grande confrontação na séria de sangrentas guerras contra os Plains Indians, índios que viviam na planície entre o rio Mississippi e as Montanhas Rochosas.

A batalha foi relembrada em fevereiro de 1973 quando Wounded Knee foi ocupada pelos ativistas do AIM (American Indian Movement – Movimento Indígena Americano) durante 71 dias, para protestar contra o tratamento dado pelo governo aos nativos americanos. Durante a manifestação, dois índios foram mortos, um xerife federal ficou seriamente ferido e numerosas pessoas foram presas.