Archive for novembro, 2010

Fonte: Estado de Minas – Por Isabel Fleck

A publicação de mais de 250 mil documentos do governo americano pelo site Wikileaks, que despiu a diplomacia dos Estados Unidos diante de todo mundo, respingou também na relação do país com o Brasil. Em apenas seis telegramas originados nas representações americanas no país divulgados na íntegra pelo site, fica evidente a preocupação de Washington com a postura do governo brasileiro em relação à ameaça terrorista em seu território. Apesar de considerar o trabalho de órgãos como a Polícia Federal “eficaz”, os relatórios da embaixada em Brasília e do consulado de São Paulo ressaltam a dificuldade do governo em reconhecer a presença de terroristas no país, bem como de classificar grupos como o Hezbollah e as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) como tal. Isso seria explicado pelo fato de o governo ser, em grande parte, “amontoado de militantes de esquerda que foram objeto da ditadura militar” que dificilmente vão reprimir a “violência politicamente motivada”.

No governo brasileiro, a reação foi a de não causar ainda mais barulho sobre os documentos revelados. Ao contrário do vizinho Paraguai, que logo anunciou ter convocado a embaixadora americana para esclarecer o conteúdo dos telegramas vazados da representação em Assunção, o Itamaraty preferiu não comentar as mensagens do Departamento de Estado. Há, no entanto, a expectativa de que os detalhes publicados azedem ainda mais a relação bilateral que se tornou menos harmônica nos dois últimos anos do governo Lula. E pode contribuir ainda para que a visita da presidente eleita, Dilma Rousseff , a Washington seja, de fato, empurrada para o próximo ano. Ontem, o chanceler Celso Amorim chegou a Miami para receber um prêmio da revista Latin Trade, amanhã, vai à capital americana receber outro prêmio, da revista Foreign Policy, e participar de um debate sobre potências emergentes no Carnegie Endowment for International Peace. Na visita de um dia, contudo, não há a previsão de nenhum encontro com integrantes do governo Obama.

O Ministério das Relações Exteriores foi citado diversas vezes nos documentos divulgados como uma voz dissonante de Washington. Segundo Clifford Sobel, embaixador americano no Brasil até 2009, a “sensibilidade extrema” do Itamaraty em admitir publicamente a presença de terroristas no país resulta em situações de divergência explícita. “Nas conferências (entre Brasil, Paraguai, Argentina e EUA), as delegações brasileiras, muitas vezes criticam as declarações feitas por autoridades dos EUA de que a Tríplice Fronteira é um foco de atividades terroristas, e desafiam os participantes americanos a apresentarem as provas que embasam essas declarações”, diz Sobel em um telegrama de janeiro de 2008, classificado como secreto. “Funcionários do Itamaraty repetidamente questionam o valor da cooperação de quatro vias, insistindo que “preocupações bilaterais devem ser abordadas a nível bilateral”", acrescenta.

Sobel, no entanto, argumenta que a preocupação dos mais altos níveis do governo brasileiro é tanto evitar a “estigmatização” da comunidade muçulmana do Brasil, como o prejuízo turístico na região de Foz do Iguaçu. “É também uma postura pública destinada a evitar a estreita ligação com o que é visto como uma excessivamente agressiva guerra americana contra o terrorismo”, observa. A Polícia Federal brasileira também teria, com frequência, prendido pessoas ligadas ao terrorismo, mas os acusados de uma “variedade de crimes” para evitar chamar a atenção da imprensa e dos altos escalões do governo, de acordo com o embaixador Sobel.

No mesmo documento, fica claro que a principal preocupação do governo brasileiro e da missão americana aqui é “a presença e as atividades” de indivíduos ligados com terrorismo, inclusive o grupo libanês Hezbollah, em São Paulo e em outras áreas do Sul do Brasil. A atuação de suspeitos na Tríplice Fronteira seria ainda menos preocupante que no populoso estado.

Os documentos divulgados mostram que, em menos de três semanas, entre novembro e dezembro de 2009, o consulado de São Paulo enviou dois relatórios ao Departamento de Estado sobre a comunidade muçulmana no estado, em especial, de libaneses. “Os novos imigrantes são muitas vezes também do Líbano, mas eles são mais pobres e muito mais xiitas. Sua política é mais radical e, frequentemente, veem no Hezbollah uma liderança”, destaca um dos documentos. A embaixada dos EUA em Brasília não quis comentar a divulgação dos telegramas, deixando a “resposta” para a secretária de Estado, Hillary Clinton, que condenou a publicação dos mais de 250 mil documentos em Washington.

Por Silvana Guerra
Fonte: Agência Senado

Caso confirme o ingresso da Venezuela no Mercosul, o Brasil poderá eleger diretamente, já em 2012, 75 integrantes do Parlamento do Mercosul (Parlasul) e não 37, como está planejado até o momento. A entrada da Venezuela no Mercosul depende ainda da aprovação do Poder Legislativo do Paraguai. Essas informações são do Presidente pro tempore do Parlasul, Senador Aloizio Mercadante (PT/SP).

Durante a reunião da Mesa, prosseguiu Mercadante, a representação argentina informou que existiam dificuldades para a aprovação, no Congresso daquele país, da eleição em 2011 de apenas 26 parlamentares, como se previa para a primeira etapa de transição em direção à adoção do critério de representação cidadã – por meio do qual os países de maiores populações terão bancadas maiores no Parlasul. Por isso, os parlamentares argentinos sugeriram que a bancada do país aumentasse em 2011 de forma indireta para 26 integrantes e que, após as eleições, já saltasse para os 43 definitivos.

Pela mesma proposta argentina, o Brasil iniciaria 2011 com 37 parlamentares, ainda indicados de forma indireta, ou seja, por meio da indicação das Mesas da Câmara e do Senado. A bancada brasileira aumentaria no começo de 2012 para os mesmos 43 da Argentina. E, após as eleições de 2012, o Brasil passaria a ter 75 parlamentares em Montevidéu. Os números finais do processo de transição deverão ser definidos até 13 de dezembro, quando ocorrerá a última sessão do ano do Parlasul. No entanto, para que essa eleição aconteça no Brasil, é preciso aprovar uma lei até setembro de 2011.

A pedido da representação paraguaia, deverá ser aberto em março de 2011, como informou ainda o senador, o debate sobre a futura criação de um Tribunal do Mercosul, destinado a solucionar pendências no processo de integração. Esta é a principal reivindicação do Paraguai para que se conclua o processo de implantação do critério de representação cidadã.

Por Silvana Guerra
Fonte: EFE

O Ministro da Defesa, Nelson Jobim, assinou nesta segunda-feira (29/11) um acordo de cooperação bilateral com a Sérvia. O encontro com o Ministro da Defesa sérvio, Dragan Sutanovac, ocorreu em Belgrado e é a primeira visita de um ministro da Defesa brasileiro à Sérvia, no Leste Europeu.

A expectativa é que o ano de 2011 será marcado pela aproximação entre Brasil e Sérvia no setor de Defesa. O acordo prevê incentivos em outros campos, entre eles economia, ciência, medicina e técnicas militares. Segundo o Ministro Nelson Jobim, o próximo passo será a criação de grupos de trabalho para definir detalhes dessa cooperação.

O Ministro brasileiro se reunião também com o Presidente sérvio, Boris Tadic, que aproveitou para agradecer o apoio do Brasil à “preservação da soberania e da integridade territorial da Sérvia”, em referência ao não-reconhecimento da separação do Kosovo.

Por Silvana Guerra
Fonte: EFE

A companhia aérea espanhola Ibéria anunciou, nesta segunda-feira (29/11), que seus acionistas aprovaram a fusão da empresa com a companhia aérea British Airways. Dessa forma, foi criada a International Airlines Group (IAG), que se transformará na sexta maior companhia aérea do mundo em termos de faturamento.

No mês de abril, autoridades das bolsas de valores da Espanha e Reino Unido disseram que a fusão era um fato consolidado e que restavam apenas alguns requisitos para formalizar a fusão.

Acredita-se que o último dia de cotação das ações da Iberia na bolsa seja em 20 de janeiro de 2011, executando-se a fusão no dia 21 de janeiro e começando a cotar as ações da IAG no dia 24 do mesmo mês nas bolsas espanholas e na de Londres de forma simultânea.

Fonte: Agência Câmara

A Câmara vai realizar nesta quarta-feira (1º), às 10 horas, uma comissão geral para discutir a expansão dos conflitos cambiais no mundo e seus possíveis reflexos na economia brasileira. O debate foi proposto pelo líder do PT, deputado Fernando Ferro (PE), a pedido da bancada. A diferença entre os debates ocorridos durante a votação de matérias e a comissão geral é que, nessas ocasiões, além dos deputados, são convidados a falar representantes da sociedade relacionados ao tema debatido para discutir a expansão dos conflitos cambiais no mundo e seus possíveis reflexos na economia brasileira. O debate foi proposto pelo líder do PT, deputado Fernando Ferro (PE), a pedido da bancada.

O conflito, chamado de “guerra cambial” pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, está no fato de alguns países, como a China, manterem suas moedas desvalorizadas artificialmente, o que torna suas exportações mais baratas e competitivas no mercado internacional e acaba tendo efeito negativo sobre outros países que têm moedas mais valorizadas, como o Brasil.

Por Silvana Guerra
Fonte: France Presse

A Coreia do Norte afirmou nesta terça-feira que dispõe de um sistema moderno de enriquecimento de urânio com milhares de centrífugas, segundo informações da agência oficial KCNA.

No início deste mês, as autoridades norte-coreanas permitiram que o cientista americano Siegfried Hecker visitasse o sítio nuclear de Yongbyon que está operando, apesar das sanções impostas pela ONU.

O cientista confirmou que a instalação é dotada de recursos modernos e que o enriquecimento de urânio pode ser elevado a uma taxa suficiente para produzir armas nucleares.

Fonte: Opera Mundi

No dia 30 de novembro de 1854, o rei egípcio Said Pascha assinou licença para a construção de um canal entre os mares Mediterrâneo e Vermelho: o Canal de Suez. Pascha deu ao engenheiro francês e visconde Ferdinand Marie de Lesseps a permissão para explorá-lo durante 99 anos, sendo que as obras foram iniciadas cinco anos mais tarde.

De Lesseps concretizou um anseio que existia desde o Egito Antigo. Os romanos também tinham a mesma ideia; quando invadiram a região, construíram canais ligando o sul até o delta do Nilo, já que, sem o canal, as mercadorias precisavam ser transportadas por terra entre o Mar Mediterrâneo e o Mar Vermelho.

Antes de De Lesseps, engenheiros e cientistas haviam tentado planejar uma ligação entre os dois mares, mas fracassaram devido a um erro de cálculo de uma equipe encarregada por Napoleão, em 1800, que queria um enorme canal ao marchar sobre o Egito com seus soldados em 1798. Entretanto, o então imperador francês foi responsável por um dos fracassos da obra, já que havia sugerido erroneamente a construção de eclusas. Mesmo com as medições contestadas já em 1830, os engenheiros continuavam inseguros para planejar o canal novamente.

Convencido de que os níveis dos mares eram os mesmos, o ex-cônsul francês Lesseps convenceu o recém-coroado rei Said Pascha sobre a viabilidade do projeto, após ter passado um mês em sua corte para conseguir a permissão da obra. Finalmente, em 30 de novembro de 1854, a permissão foi concedida.

Início
O primeiro passo foi criar a Companhia Geral do Canal de Suez, que recebeu a concessão para administrar o canal por 99 anos. No dia 25 de abril de 1859, a obra foi iniciada.

Com alto custo, esse foi o maior projeto da navegação marítima mundial: o canal foi construído com 171 quilômetros de comprimento, larguras que variavam entre 160 e 200 metros e uma profundidade média de 16,2 metros. Após dez anos de obras, no dia 17 de novembro de 1869, o caminho que aproximava a Europa da Ásia era aberto à navegação. Estima-se que 1,5 milhão de egípcios tenham participado da construção do canal e que 125 mil morreram, principalmente de cólera.

Não demorou para o canal começar a ser motivo de disputas políticas. No final dos trabalhos, o Egito e a França eram os proprietários do canal. A dívida externa do Egito obrigou o país a vender sua parte do canal ao Reino Unido, que garantia assim sua rota para as Índias. Portanto, os direitos da Companhia Geral passaram para os ingleses em 1875. O caminho marítimo diminuía em 10 mil quilômetros a distância até as colônias na Ásia. França, Inglaterra e Egito haviam decidido a neutralidade da área, mas a criação de Israel, em 1948, levou o presidente egípcio Gamal Abdel Nasser a proibir a passagem de navios israelenses.

Futuramente, em guerras que aconteceram na região, o canal foi bombardeado várias vezes, chegou a ser bloqueado e até mesmo fechado, em 1967. Durante oito anos, os europeus foram obrigados a contornar o Cabo da Boa Esperança para chegar à Ásia. Só em 1975, o presidente egípcio Anuar el Sadat mandou reabrir aquele caminho.

Fonte: Folha de São Paulo

O Brasil se prepara para entrar no disputado mercado de aviões de reabastecimento e transporte com o KC-390, projeto da Embraer bancado pela FAB que já angariou promessas de parceria e compras de seis países.

A FAB comprará 28 unidades, que devem ser entregues após 2014 -custo de R$ 3 bi.

O avião, contudo, é de uma classe diferente da dos grandes aviões-tanque A330-MRTT e 767. É menor, assemelhando-se aos atuais KC-130. O Brasil opera dois desses antigos Hércules capazes de reabastecer caças, helicópteros e outras aeronaves.

Essa é uma tendência no mercado, que busca substitutos para os mais de 2.500 Hércules em operação em todo o mundo em dez países, onde voam também as versões de reabastecimento. O KC-390 mira esse nicho, e já tem mais de 50 encomendas.

Já entre os pesos-pesados, a grande competição em curso é a KC-X, que começou em 2007. A Airbus associou-se à Northrop americana e ganhou da Boeing com o A330. O contrato era de US$ 35 bilhões para 179 aviões.

A Boeing protestou e, contando com o apoio de políticos descontentes com a vitória europeia, conseguiu a anulação do processo, que foi reaberto em 2009. Está em curso, com a Airbus agora sozinha e a Boeing. Um consórcio azarão da US Aerospace e a ucraniana Antonov ainda tenta entrar na disputa.

Por Silvana Guerra
Fonte: O Estadão

O Comitê Consultivo de Astronomia e Astrofísica da Fundação Nacional de Ciência dos Estados Unidos enviou uma carta ao Governo americano e ao Comando da Nasa pedindo atenção para a necessidade de retomada rápida da produção de plutônio 238.

A preocupação dos cientistas é que uma disputa sobre quem deve pagar pela produção, se o Departamento de Energia do governo federal ou a Nasa, atrasem demais o reinício da criação do isótopo. A verba necessária é de US$ 30 milhões.

O plutônio 238 é necessário para missões que não podem depender apenas de energia solar. Ele é usado como gerador de energia para sondas espaciais enviadas para além da órbita de Marte, uma região do espaço onde a energia solar não é mais suficiente para manter os equipamentos funcionando.

O conteúdo da carta manifesta a preocupação que a demora da retomada possa prejudicar a capacidade dos EUA de conduzir missões planetárias ao Sistema Solar exterior, além de impedir o desenvolvimento e implementação de futuras missões astrofísicas no espaço profundo, além da órbita terrestre.

Fonte: Portal Folha.com

A General Motors confirmou que seu lançamento de ações (IPO, na sigla em inglês) movimentou US$ 23,1 bilhões, o maior volume da história.

O recorde anterior era da abertura de capital do AgBank, banco de agricultura da China, que levantou US$ 22,1 bilhões.

O IPO da GM é considerado por analistas o primeiro passo para que a empresa volte a ser 100% privada.

O governo americano ingressou na companhia em razão da crise global de 2008, que levou muitas empresas à falência.

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