Archive for outubro, 2010

Por Silvana Guerra
Fonte: France Presse

O governo russo informou hoje (29/10) que realizou um teste de tiro do míssil intercontinental Bulava mar-terra. Este foi o segundo lançamento bem sucedido desta arma de nova geração. Os testes foram interrompidos pelas autoridades russas durante 11 meses devido a uma série de fracassos.

O lançamento foi realizado pelo submarino lançador Dmitri Donskoi no mar Branco, no norte da Rússia. O míssil alcançou seu objetivo no polígono militar de Kura, na península de Kamchatka (extremo oriente russo).

Segundo informações do exército, um novo teste está programado para o final deste ano. Com 8 mil quilômetros de alcance, o Bulava (SS-NX-30, na classificação da Otan) pode ser equipado com ogivas nucleares.

Por Silvana Guerra
Fonte: FAB

A Força Aérea Brasileira coordenará o Exercício CRUZEX V cujo objetivo principal é treinar as Forças Aéreas envolvidas no planejamento de operações combinadas com países aliados, nos mesmos moldes utilizados pela Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) em conflitos internacionais. A operação ocorre entre os dias 28 de outubro a 20 de novembro.

As delegações internacionais desembarcaram na Base Aérea de Natal (BANT), local de início do Exercício CRUZEX V. Os 12 militares da Força Aérea Argentina (FAA) serão responsáveis pela instalação e suporte técnico do Integrated Command and Control System (ICCS), ferramenta de software a ser utilizada no exercício. Os integrantes da Força Aérea Francesa (Armée de l’Air) cuidarão da instalação e manutenção necessárias para a operação das aeronaves Rafale e Mirage 2000. No total, participam 2.500 militares brasileiros e estrangeiros, incluindo observadores da Bolívia, Equador, Canadá, Reino Unido, Colômbia e Paraguai.

A guerra aérea simulada acontece a partir de um conflito fictício envolvendo a invasão do país Amarelo pelas tropas do país Vermelho e a posterior intervenção de uma coalizão liderada pelo país Azul. No mapa real, as cidades de Natal (RN), Recife (PE) e Campina Grande (PB) concentram a maior parte das aeronaves envolvidas, enquanto a partir da Base Aérea de Fortaleza (BAFZ) vão operar as forças hostis. Somente em Natal serão 66 aeronaves envolvidas no Exercício, sendo 31 estrangeiras.

Os militares brasileiros e estrangeiros poderão treinar no contexto de uma moderna estrutura de comando e controle unificado do poder aéreo, além de trocarem experiências e conhecimentos.

Fonte: Monitor Mercantil

Na avaliação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que comemorou quinta-feira a extração do primeiro óleo do sistema definitivo da área do pré-sal de Tupi, na Bacia de Santos, o século XXI será “inexoravelmente o século do Brasil e da América Latina”.

“Eu digo sempre que o Brasil jogou fora o século XX. As oportunidades apareciam, a gente jogava fora. Muitas vezes por descrença, por complexo de inferioridade. Afinal de contas, nós somos uma nação colonizada e sempre que uma nação é colonizada, ela demora mais para ter auto-estima”, salientou.

Lula afirmou que a Petrobras será sempre um indutor do crescimento do país. Após desembarcar na Base Aérea do Galeão, proveniente do Campo de Tupi, o presidente fez rápido pronunciamento e seguiu para a Argentina, para participar do velório do ex-presidente argentino Néstor Kirchner.

Os empregados da Petrobras levaram um bolo para o palco no qual o presidente discursava e cantaram parabéns ao presidente, que na última quarta-feira completou 65 anos.

De acordo com a Agência Brasil, o sistema definitivo de Tupi produzirá cerca de 14 mil barris de petróleo leve (de alto valor comercial) por dia. Ano que vem, segundo estimativa da Petrobras, a produção média diária será de 50 mil barris, podendo chegar a 70 mil barris/dia no fim de 2011.

Por Silvana Guerra
Fonte: Ansa/Reuters

A alta representante da União Europeia para a Política Externa e de Segurança, Catherine Ashton, disse hoje (29/10) que o Irã está disposto a retomar as negociações nucleares, conforme carta que recebeu do principal negociador do Irã na questão nuclear, Said Jalili. O encontro acontecerá após 10 de novembro com o grupo dos 5+1, formado por Estados Unidos, Reino Unido, China, França, Rússia e Alemanha.

O jornal americano “New York Times” afirmou ontem (28/10) que os EUA e aliados estão preparando uma nova oferta que seria mais dura do que a rejeitada pelo país no ano passado. A nova oferta seria o envio pelo Irã de mais de 2.000 kg de urânio de baixo enriquecimento para fora do país, o que representaria um aumento de mais de dois terços em relação à proposta apresentada um ano atrás.

A proposta de envio de urânio iraniano pouco enriquecido para o exterior em troca de material para o reator médico de Teerã foi apresentada pelas potências nucleares há cerca de um ano. À época, o regime iraniano discordou dos termos do acordo e o rejeitou.

Em maio último, foi a vez de o Irã, após mediação de Brasil e Turquia, apresentar o acordo, com modificações. Mas os EUA e seus aliados recusaram a proposta e patrocinaram a aprovação, em junho, de uma nova rodada de sanções contra Teerã no Conselho de Segurança da ONU.

Por Silvana Guerra
Fonte: Agências de Notícias

Segundo informações de televisão e agências estatais na manhã de hoje (29/10), soldados da Coreia do Norte atiraram contra a Coreia do Sul na região da fronteira, contra uma unidade militar em Hwacheon, na Província fronteiriça de Gangwon.

Mais cedo, a Coreia do Norte e o Comando das Nações Unidas, encarregado de supervisionar o armistício da Guerra da Coreia (1950-1953), romperam as conversas militares sobre o afundamento da embarcação sul-coreana, Cheonan, em março, no qual morreram 46 marinheiros sul-coreanos.

Na última rodada de conversas, os oficiais não conseguiram agendar uma reunião no mais alto nível militar para falar sobre o caso do Cheonan. O Comando das Nações Unidas queria determinar se o afundamento representa uma violação do armistício, enquanto o regime de Kim Jong-il insistia em enviar uma equipe norte-coreana ao Sul para revisar a investigação internacional que acusa o Norte.

O afundamento da “Cheonan” elevou as tensões entre as duas Coreias ao pior nível em décadas, embora nos últimos meses tenham ocorrido alguns sinais conciliadores, como o envio de ajuda humanitária por parte de Seul aos afetados pelas inundações de agosto na Coreia do Norte.

Fonte: Opera Mundi

O presidente norte-americano Grover Cleveland (1885 – 1889) inaugura em 28 de outubro de 1886 a estátua do escultor francês Frédéric Auguste Bartholdi “La liberté éclairant le monde” (A Liberdade Iluminando o Mundo), ou a Estátua da Liberdade, instalada na ilha Liberdade, em Nova York. A França a ofereceu aos Estados Unidos para celebrar a amizade franco-americana durante a guerra de independência. Construída com placas de cobre moldadas, ela é dotada de uma estrutura de ferro concebida por Gustavo Eiffel, o construtor da torre Eiffel.

Em 17 de junho de 1885 o navio francês Isère, partiu do porto de Rouen com peças e partes da estátua. A obra estava estocada em 210 caixas. O pedestal, a cargo dos norte-americanos, não estava pronto e a estátua só seria inaugurada em outubro de 1886. Com isso, o centenário da assinatura da Declaração de Independência dos Estados Unidos foi comemorado com atraso.

O historiador francês Edouard de Laboulaye foi quem primeiro propôs a ideia do presente, e o povo francês arrecadou os fundos para que, em 1875, a equipe do escultor Frederic Bartholdi começasse a trabalhar a colossal estátua. O projeto atrasou porque à época não era politicamente conveniente que, na França imperial, se comemorassem as virtudes da ascendente república norte-americana.

Em julho daquele ano, Bartholdi fez uma viagem aos EUA e encontrou o local ideal para a futura estátua – a ilhota na baía de Nova York. Entusiasmado, começou a estátua, que incorpora símbolos da maçonaria em seu projeto: a tocha, o livro em sua mão esquerda e o diadema de sete espigões em torno da cabeça, como também a tão evidente inspiração ligada à deusa Sophia, que compõem o monumento como um todo. Segundo os iluministas, esta deusa inspirou sabedoria aos ideais da Revolução Francesa.

A estátua funcionou como farol de 1886 a 1902. Em um ato de sabotagem dos alemães na Primeira Guerra Mundial, conhecido como a explosão Black Tom, causou um prejuízo de 100 mil dólares, danificando a saia e a tocha. Desde então não é mais permitida a visitação da tocha.

Reforma
A estátua sofreu uma grande reforma em comemoração do seu centenário. A estátua foi reinaugurada em 3 de julho de 1986, ao custo de 69,8 milhões de dólares. Foi feita uma limpeza geral na estátua e sua coroa, corroída pelo tempo, substituída. A coroa original está exposta no saguão. Na festa da restauração, foi feita a maior queima de fogos de artifício já vista no país até então.

A estátua mede 46,50 metros (92,99 m contando o pedestal). Apenas seu nariz mede 1,37 metro. O conjunto pesa um total de 24.635 t, das quais 28 t de cobre, 113 t de aço, e 24.493 t de cimento no pedestal. São 167 degraus de entrada até o topo do pedestal. Depois são mais 168 degraus até a cabeça. Por fim, outros 54 degraus levam à tocha. A coloração verde-azul é causada por reações químicas, o que produziu sais de cobre e criou a atual tonalidade.

Por Silvana Guerra
Fonte: France Presse

O Presidente Luiz Inácio Lula da Silva decretou ontem (27/10) luto oficial de três dias pela morte do ex-Presidente argentino Nestor Kirchner que morreu vítima de parada cardíaca.

Em uma nota de pesar, o Presidente Lula lamenta a morte de seu “grande aliado e fraternal amigo”. O Embaixador brasileiro na Argentina comunicou a notícia do falecimento de Kirchner ao Presidente Lula durante um evento público em que ele participava no sul do Brasil.

O velório de Nestor Kirchner será na Casa Rosada e dará início hoje (28/10) a partir das 10h (horário local – em Brasília 11h). O corpo chegou em Buenos Aires nesta madrugada em um dos aviões da frota presidencial. Ele veio de El Calafate, em Santa Cruz, onde Kirchner morreu na manhã de ontem.

Por Silvana Guerra
Fonte: France Presse

A Assembleia Nacional francesa aprovou ontem (27/10) a reforma previdenciária que aumentará a idade mínima da aposentadoria no país. Será elevado de 60 para 62 a idade mínima para se aposentar e de 65 para 67 a idade para receber a pensão integral. A votação final da Assembleia Nacional deu às novas regras previdenciárias aprovação definitiva.

Apesar das manifestações em todo o país causando um prejuízo para a economia francesa, o Presidente francês Nicolas Sarkozy conseguiu levar adiante a polêmica reforma. As greves e a mobilização social das últimas semanas, que se concentraram no setor de petróleo e ameaçaram a paralisar o país, perderam força nos últimos dias.

O governo francês procurou demonstrar que a aprovação da reforma não é uma vitória do parlamento sobre as ruas ou sobre os sindicatos, mas sim uma reforma necessária ao interesse geral, pois é indispensável para a recuperação de um sistema previdenciário deficitário.

Por Silvana Guerra
Fonte: Monitor Mercantil

A Associação Brasileira da Indústria do Plástico (Abiplast) participa da K 2010, a Mostra de Plástico e Borracha de Dusseldorf, na Alemanha. Esta é a 18ª Feira Internacional Plásticos e Borracha, considerada a maior feira mundial do setor, e será realizada entre os dias 27 de outubro a 3 de novembro. O último evento ocorreu em 2007.

Para a Abiplast, que congrega 11.200 empresas e gera mais de 315 mil empregos diretos, a feira é um momento especial do setor e oferece boas perspectivas para a realização de grandes negócios. A entidade tem consciência da importância da sua atuação para que a indústria do plástico alcance novos patamares de produção.

A Feira mostrará os principais fornecedores de maquinário para plásticos e borracha, matérias-primas e auxiliares, bem como os produtos semi-acabados, peças técnicas e plásticos reforçados como expositores.

Fonte: Opera Mundi

Negociações complicadas e envoltas em extrema tensão entre os Estados Unidos e a União Soviética resultaram em 27 de outubro de 1962 em um plano para pôr fim a duas semanas de aguda crise, conhecida como a Crise dos Mísseis em Cuba. Foram 14 dias assustadores em que o holocausto nuclear parecia iminente. Entretanto, nesse dia começou-se a encontrar uma saída.

Desde que o presidente John F. Kennedy dirigiu em 22 de outubro uma advertência pública aos soviéticos para que cessassem seu temerário programa de instalar armas nucleares em território cubano e anunciou uma ‘quarentena’ naval contra embarques adicionais de armamento a Cuba, o mundo conteve sua respiração para ver o que as duas superpotências fariam.

As forças armadas dos EUA foram colocadas de sobreaviso e o Comando Aéreo Estratégico subiu o seu alerta ao Estágio 4, um passo antes do ataque nuclear. Em 24 de outubro, milhões de pessoas tinham a atenção voltada para ver se os navios soviéticos enviados a Cuba, carregando mísseis adicionais, tentariam romper o bloqueio naval de Washington ao redor da ilha. No último minuto, os barcos da União Soviética deram meia volta e retornaram às bases.

Carta sobre Turquia
Em 26 de outubro, o líder soviético Nikita Kruchev respondeu ao bloqueio enviando, o que alguns analistas consideraram, uma longa e desconexa carta a Kennedy oferecendo uma composição: os navios soviéticos com destino a Cuba “não carregariam qualquer tipo de armamento” se os EUA se comprometessem a jamais invadir Cuba. Ele apelou a Kennedy para “avaliar bem onde ações agressivas e de pirataria, que o senhor declarou ter os EUA intenções de levar adiante, poderiam levar.” Aduziu a esta correspondência uma outra, no dia seguinte, oferecendo a remoção dos mísseis de Cuba se os EUA removessem seus mísseis da Turquia.

Kennedy e outros altos funcionários da Casa Branca debateram uma resposta adequada às ofertas soviéticas. O procurador-geral Robert Kennedy finalmente concebeu um plano aceitável: aceitar a primeira oferta de Kruchev e ignorar a segunda carta. Segundo a Casa Branca, embora os EUA pudessem levar em consideração a retirada dos mísseis da Turquia em algum momento no futuro, concordar naquele momento com sua remoção poderia manifestar uma aparência de fraqueza. Não obstante, atrás das cortinas, os diplomatas russos foram informados que os mísseis seriam removidos da Turquia a partir do momento que os mísseis soviéticos fossem retirados de Cuba. Essa informação teria sido acompanhada de uma ameaça: se os mísseis cubanos não fossem levados embora em 48 horas, os EUA recorreriam à força militar. Era agora a vez de Kruchev propor uma saída para terminar com o dramático impasse.

Os mísseis foram retirados de Cuba no prazo estipulado e confirmou-se a condição de Cuba não ser jamais invadida. Fidel Castro manifestou sua profunda irritação por não ser consultado a propósito das negociações e só muitos meses mais tarde o inconformismo com a ação de Kruchev pôde ser superada por ocasião de uma visita oficial do líder cubano a Moscou.