Archive for outubro, 2010

Fonte: Folha/Por Epaminondas Neto

A Bolsa de Valores e o ouro foram os que obtiveram maior desempenho neste mês. A inflação bateu os investimentos conservadores e os mais agressivos, como as aplicações atreladas ao dólar, decepcionaram.

O investidor teve que se arriscar em outubro para superar a inflação do mês (1,01%, pelo IGP-M). As aplicações de corte mais conservador, como os fundos de investimento do tipo renda fixa, ou mesmo a poupança, não entregaram rentabilidade suficiente para preservar o capital investido contra o aumento dos preços.

Enquanto a aplicação mais popular do país teve rendimento de 0,55%, o CDI, referência para os tradicionais fundos DI apresentaram um retorno de 0,81%, em média. O mesmo vale para um dos mais notórios “produtos de balcão” nos bancos: o CDB, cuja rentabilidade média é calculada em 0,80%.

Indo para o campo dos investimentos mais agressivos, aplicações atreladas ao dólar também decepcionaram, já que a taxa de referência (o dólar comercial) teve uma alta moderada de 0,65% no mês, insuficiente, portanto, para cobrir a inflação do período.

Os desempenhos são melhores no caso da Bolsa de Valores, e do ouro, um investimento de âmbito bem mais restrito. O “termômetro” do mercado de capitais brasileiro, e tradicional referência para fundos de renda variável, o Ibovespa, teve valorização de 1,79% em outubro, sem repetir o desempenho robusto do mês passado (quando oscilou quase 7%).

A commodity foi a campeã no rol de investimentos do mês. Considerando os preços praticados no mercado da BM&F (Bolsa de Mercadorias & Futuros), teve um ganho acumulado de 7,67%.

O quadro acima se repete com poucas variações numa perspectiva anual: o ouro mantém a posição de ativo mais rentável (29,03%), mas as aplicações de renda fixa têm desempenho melhor (7,87%, no caso do CDI, 5,65% para a poupança), enquanto a Bolsa (3,04%) e o dólar (desvalorização de 2,3%) têm os piores retornos.

Mais uma vez, a inflação acumulada no período –8,98% (IGP-M)– bateu grande parte das aplicações.

Em termos de perspectivas do mercado financeiro, as taxas de juros devem subir ainda no primeiro trimestre do ano que vem, o que tende a favorecer os fundos DI, e deprimir o dólar. “Os analistas que esperavam um dólar a R$ 1,75 no final do ano, já baixaram as projeções para R$ 1,70; e os que esperavam um dólar a R$ 1,80 em 2011, já revisaram para R$ 1,75″, comenta Mário Paiva, analista da corretora BGC Liquidez.

No caso da Bolsa, o mercado segue dividido: enquanto uma parcela prevê o Ibovespa (hoje, na casa dos 70 mil pontos) chegando aos 80 mil nos meses seguintes, uma corrente de analistas vê o índice ainda patinando, com “viés” de baixa, num contexto ainda complicado da economia mundial.

Fonte: Infraero

Os controladores de tráfego aéreo do Aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro, iniciaram neste mês de outubro a operação experimental de uma nova central de áudio da Torre de Controle do aeroporto, operada por profissionais da Infraero. A empresa investiu cerca de R$ 267 mil na aquisição da central, que estará em teste até o próximo dia 15/11.

O equipamento possui instrumentos de última geração, além da ferramenta “touch-screen”, que permite, com um simples toque na tela, o acesso do controlador aos diversos segmentos operacionais de telecomunicações, proporcionando de maneira ágil o acesso aos recursos de rádio e telefonia de qualquer ponto da rede.

“Esta central, com suas modernas consoles, permitem pureza na transmissão e clareza na recepção. Ela vem nos trazer precisão, confiabilidade e a tranquilidade necessária para realizarmos um trabalho de excelência”, explicou Antônio Barrocas, coordenador de Tráfego Aéreo da Torre de Controle do Santos Dumont.

No último dia 20 foi celebrado o Dia Nacional do Controlador de Tráfego Aéreo. O controlador de voo é o profissional responsável pela radiocomunicação com os pilotos, pelas comunicações de coordenação com os órgãos de tráfego aéreo adjacentes, emitindo autorizações e instruções que visam à separação, a ordenação, a fluidez e a segurança das operações aéreas.

Por Silvana Guerra
Fonte: Embraer

Os Ministros da Defesa do Brasil, Nelson Jobim, e da República Argentina, Nilda Garré, assinaram nesta semana uma Declaração de Intenções com vistas à participação da Argentina no programa de desenvolvimento do jato de transporte militar KC-390.

O acordo prevê a participação da Fábrica Argentina de Aviões Brig. San Martín S.A. (FAdeA) na fabricação do novo avião, bem como a futura aquisição de seis aeronaves KC-390 pelo governo argentino.

O Chile, Colômbia, Portugal e República Tcheca também anunciaram negociações de parcerias para o programa KC-390. As discussões para definir as condições de participação no desenvolvimento e na produção do novo avião de transporte militar já foram iniciadas. A Força Aérea Brasileira (FAB) divulgou a intenção de adquirir 28 jatos.

Com a entrada da Argentina, as atuais negociações da Embraer poderão resultar na venda agregada de 60 aviões KC-390 para as Forças Aéreas dos seis países.

Por Silvana Guerra
Fonte: Infraero

O Aeroporto Internacional Juscelino Kubitschek, em Brasília, foi considerado um dos melhores terminais da América do Sul de acordo com o World Travel Awards 2010, premiação criada em 1993 que escolhe os melhores segmentos da cadeia do turismo internacional. O vencedor foi o Aeroporto Internacional Jorge Chávez, em Lima, no Peru. Também foram indicados para o prêmio sulamericano os Aeroportos Internacionais de Ezeiza, em Buenos Aires, na Argentina; e Santiago, no Chile.

O World Travel Awards é considerado o Oscar do setor de turismo e viagens por publicações como o The Wall Street Journal e concorrem ao prêmio os aeroportos que se inscrevem na votação, que tenham vencido a edição anterior ou ficado entre os quatro mais votados do site.

Os aeroportos administrados pela Infraero foram eleitos em outras ocasiões como os melhores do continente: Aeroporto do Galeão, no Rio de Janeiro conquistou oito prêmios (1998, 1999, 2000, 2001, 2002, 2003, 2004 e 2006) e o Aeroporto Internacional de Guarulhos, São Paulo, um (2007).

Investimentos
A Infraero investirá, até 2014, em modernização e ampliação de sua rede de aeroportos, principalmente aqueles que serão cidades-sede da Copa do Mundo. Em Brasília, o Aeroporto Juscelino Kubtcheck reformará e ampliará o Terminal de Passageiros, o Sistema de Pátios de Aeronaves e o Sistema Viário e Construção de Edificações Complementares. A previsão da finalização dessas etapas será em abril de 2013.

Por Silvana Guerra
Fonte: Associated Press

O resultado dos laudos médicos aponta como suicídio a causa da morte do diplomata da Nicarágua Cesar Mercado, que inicialmente era investigado como um homicídio. Cesar Mercado foi encontrado morto por um motorista em seu apartamento, em Nova York, no dia 22 de setembro, após ele não ter comparecido no trabalho.

O diplomata tinha dezenas de ferimentos de faca e sua garganta tinha sido cortada. Os médicos afirmam que os ferimentos de cortes foram autoinflingidos. Sua família vive na Nicarágua, e ele morava sozinho nos EUA.

Fonte: FAB

O Esquadrão de Demonstração Aérea (EDA) inicia neste fim de semana o circuito de apresentações no Nordeste.

No sábado (30/10), a Esquadrilha da Fumaça fará demonstração no Farol da Barra, um dos mais belos cartões postais de Salvador.

No domingo (31/10), será a vez dos recifenses acompanharem o show aéreo do EDA na Praia de Boa Viagem.

No dia primeiro de novembro, a Esquadrilha da Fumaça volta a Pernambuco com apresentação em Caruaru, no Agreste.

Por Silvana Guerra
Fonte: BBC Brasil

O cortejo fúnebre com o corpo do ex-Presidente Néstor Kirchner foi acompanhado, nesta sexta-feira (29/10), por uma multidão nas ruas de Buenos Aires. Depois de ser velado por mais de 24h na Casa Rosada, sede do governo argentino, o corpo foi levado para o aeroporto local de Buenos Aires e embarcado para a cidade de Río Gallegos, no sul do país, onde será enterrado.

O carro fúnebre foi seguido por outro onde estava a viúva e Presidente argentina, Cristina Kirchner. Ela e os filhos do casal embarcaram no mesmo avião que o caixão.

Por Silvana Guerra
Fonte: Monitor Mercantil

O Presidente da Suzano Papel e Celulose, Antonio Maciel Neto, disse que a companhia pretende investir R$ 1,1 bilhão em 2011, que corresponde ao dobro do orçamento deste ano. Os recursos serão destinados à manutenção e florestas para as futuras fábricas de celulose no Maranhão e Piauí.

O valor envolve ainda o aumento do investimento em US$ 50 milhões para a área industrial da unidade maranhense, prevista para entrar em operação no segundo semestre de 2013. Segundo Antonio Maciel, a engenharia básica do Maranhão já está concluída e o início da contratação de equipamentos para a fábrica começará a partir de 2011.

A fábrica do Piauí deverá começar a operar em 2014.

Por Silvana Guerra
Fonte: Ansa

O governo brasileiro e a Organização Internacional do Trabalho (OIT) anunciaram no dia 27/10 o lançamento de um programa para aumentar a resposta a desastres sociais e naturais, que terá duração de três anos.

O projeto visa melhorar a capacidade dos países em assistência humanitária, dar formação sobre a prevenção de desastres naturais e ajudar as regiões afetadas a lidar com a recuperação do pós-conflito. De acordo com a OIT, os primeiros países a receberem os benefícios serão Haiti, Nigéria, Timor Leste, as nações de língua portuguesa na África e os territórios palestinos.

Para a primeira fase da proposta, serão capacitados 276 funcionários de administrações participantes no Centro de Treinamento da OIT em Turim, na Itália. O Brasil deverá investir 1 milhão de dólares na iniciativa, o equivalente a mais de  1,7 milhão de reais.

Fonte: Opera Mundi

As forças armadas de Israel invadem o território egípcio em direção ao Canal de Suez em 29 de outubro de 1956, desencadeando o que a história registra como a Guerra do Suez. Pouco demorou para terem a seu lado tropas da França e da Grã Bretanha, criando uma ambiente típico da Guerra Fria no Oriente Médio.

O catalizador para o ataque conjunto israelo-franco-britânico foi a nacionalização do Canal de Suez pelo general Gamal Abdel Nasser em julho de 1956. Essa situação vinha sendo gestada por algum tempo. Dois anos antes, os militares egípcios vinham pressionando os britânicos para encerrar sua presença militar – concedida em 1936 pelo Tratado Anglo-egípcio – na zona do canal. Por outro lado, as forças armadas de Nasser vinham mantendo batalhas esporádicas com soldados israelenses ao longo da fronteira entre as duas nações e ambos os governos pouco faziam para evitar esses entreveros o que só fazia aumentar a tensão na área.

Apoiado pelas armas e recursos que a União Soviética lhe mandava e irritado com os Estados Unidos por renegarem promessa anterior de fornecer fundos para a construção da grande represa de Assua no rio Nilo, Nasser ordenou a ocupação e a nacionalização do canal. Os britânicos mostraram-se furiosos com a medida e buscaram o apoio da França, que por sua vez acreditava que Nasser dava apoio aos rebeldes na colônia francesa da Argélia.

Israel ataca
Por sua parte, Israel não precisava mais que uma provocação para atacar o inimigo em sua fronteira. Os israelenses atacaram primeiro, mas manifestaram surpresa e choque ao perceber que as tropas franco-britânicas não os seguiram imediatamente. Em vez de uma investida fulminante de uma força bastante superior o que se viu foi que o ataque se empantanou. As Nações Unidas imediatamente entraram em ação exigindo um cessar-fogo.

A União Soviética começou a emitir sinais de que estava disposta a ir em socorro do Egito, seu aliado. Uma situação perigosa começou imediatamente a se desenrolar o que levou o governo Eisenhower, diante da possibilidade de uma confrontação direta com Moscou, a tentar desativar o problema. Embora os EUA tivessem alertado a União Soviética a se manter afastada do conflito, Eisenhower não deixou também de pressionar os governos da Grã Bretanha, França e Israel a retirar suas tropas.

As tropas foram finalmente retiradas entre o final de 1956 e começo de 1957. O Canal de Suez permaneceu nacionalizado sob controle do governo egípcio e dentro de regras internacionais de passagem.