Archive for setembro 2nd, 2010

Por Silvana Guerra
Fonte: BBC Brasil

O cientista britânico Stephen Hawking afirma em seu novo livro, que a física moderna descarta a participação de Deus na origem do Universo. Em The Great Design (O Grande Projeto – tradução livre), ainda inédito, Hawking diz que aparentemente o Big Bang foi uma consequência natural das leis da física. O livro conta com a parceria do físico americano Leonard Mlodinow e terá seu lançamento no próximo dia 9.

No livro, que teve trechos publicados hoje pelo The Times, o cientista cita a descoberta de um planeta orbitando uma estrela que não o Sol, ocorrida em 1992, como algo que faz as condições planetárias terrestres – como a relação entre a massa solar e a distância para o Sol, por exemplo – parecerem provas, segundo ele, “muito menos convincentes de que a Terra foi cuidadosamente projetada somente para agradar a nós, seres humanos”.

Segundo o físico, a existência de uma lei como a da gravidade é que faz com que o Universo possa criar a si mesmo do nada. “A criação espontânea é a razão pela qual existe algo em vez de nada, do porquê o Universo existe, do porquê nós existimos”, diz Hawking.

Pelos trechos publicados, aparentemente há uma mudança de opinião em relação a uma das obras mais conhecidas de Hawking. Em Uma Breve História do Tempo, publicado em 1988, o cientista sugeria que a idéia de uma criação divina seria compatível com a compreensão científica do Universo. “Se nós descobrirmos uma teoria completa, será o triunfo definitivo da razão humana – pois então nós deveremos conhecer a mente de Deus”, escreveu então o cientista.

Uma Breve História do Tempo teve mais de 9 milhões de cópias vendidas em todo o mundo.

Por Silvana Guerra
Fonte: Opera Mundi

Nesta quarta-feira (01/9), o Vice-Ministro de Relações Exteriores do Equador, Kintto Lucas, afirmou ter esperanças de restabelecer as relações diplomáticas com a Colômbia até o final do ano motivado pela demonstração de “vontade política” por parte do Presidente colombiano Juan Manuel Santos.

Os países romperam relações diplomáticas após o incidente do bombardeio a um acampamento das FARC (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) em território equatoriano, ordenado pelo então Presidente colombiano Álvaro Uribe. Na época, Manuel Santos ocupava o cargo de Ministro da Defesa. “Só o fato de nos terem entregado as informações sobre computadores que seria de Raúl Reyes já marca uma intenção política e uma vontade que o governo de Uribe não teve”, afirmou Lucas.

As chancelarias dos dois países já haviam retomado um diálogo no ano passado, porém não conseguiram mais do que designar encarregados de negócios e secretários. Outro episódio foi o encontro dos dois presidentes, em agosto último, ocasião em que ambos se colocaram dispostos a tentar aprofundar o diálogo.

Um assunto importante na concepção de Lucas, além da soberania territorial no combate à guerrilha, é a dos refugiados. O Equador é o principal destino dos colombianos que fogem do país pelas ameaças ligadas ao conflito das FARC, e o governo equatoriano quer que a Colômbia dê ajuda a essas pessoas.

Por Silvana Guerra
Fonte: Agência Brasil

O Cônsul-Geral dos Países Baixos, Paul Comenencia, afirmou ontem, no Rio de Janeiro, que empresários holandeses querem formar parcerias e associações com companhias nacionais dos setores de petróleo e gás, construção naval e exploração em alto mar. Acrescentou, ainda, que o Brasil é o maior foco de interesse holandês no continente.

A indústria holandesa tem tradição expressiva no mercado internacional em função de seus investimentos diretos onde atua. Com isso, agrega valores aos seus equipamentos e serviços como forma de garantir competitividade. No Brasil, a estratégia seria substituir uma grande parcela das exportações das matrizes pela fabricação local. Certamente isso exigirá instalações de escritórios e linhas de produção, o que ocasionará geração de emprego e renda.

Segundo o Economist Intelligence Unit 2009, a Holanda está entre os 10 países que mais desenvolvem inovação tecnológica no planeta. Além disso, o país tem tradição e grande experiência em atividades de exploração de gás e petróleo.

Comenencia disse que a discussão sobre o marco regulatório do pré-sal ou a capitalização da Petrobras não incomodam as empresas holandesas. Elas vêem um grande potencial de crescimento no mercado brasileiro. O Cônsul explicou que a visão é de longo prazo e lembrou que 40% das exportações brasileiras para a Europa têm como destino a Holanda. Em contrapartida, 25% das vendas holandesas para a América Latina têm o Brasil como destino. A Holanda responde ainda pelo segundo maior fluxo de investimentos internacionais no Brasil.

Empresas
[Nos últimos quatro anos, mais de 60 empresas holandesas se instalaram no Rio de Janeiro, algumas em parceria com companhias nacionais. No próximo dia 12, na véspera da abertura da feira internacional Rio Oil & Gas, ocorre o fórum Brasil/Holanda de Petróleo e Gás, que reunirá os principais executivos do setor dos dois países para debate sobre temas de interesse bilateral.

A presidente da Fugro, Mathilde Scholtes, empresa holandesa de engenharia e consultoria, presente no Brasil há 30 anos, ressaltou que a questão do conteúdo local é uma de suas preocupações.

Já a fabricante de sistemas marítimos Alewijnse, recém chegada no Brasil, quer introduzir serviços de engenharia e produção no mercado brasileiro, disse o gerente geral no país, Tom Musters. A Alewijnse pretende se associar a uma empresa brasileira e atingir 95% de conteúdo local. “Nós estamos aqui para ficar”, disse.

Vencedora de licitação para fornecimento de dez compressores para quatro refinarias da Petrobras, a Thomassen está estudando qual a melhor estratégia para consolidar sua presença no Brasil, se a construção de uma unidade própria, a aquisição de uma unidade brasileira ou associação com uma companhia nacional. “As perspectivas de crescimento são arrojadas dentro do mercado brasileiro”, analisou o diretor comercial da Thomassen, Francisco Edgar da Silva Filho. A Thomassen Brasil é a primeira empresa do grupo holandês a montar compressores fora da Holanda, para atender o Brasil e o Mercosul, com foco nas áreas de refino e petroquímica.]

Por Silvana Guerra
Fonte: EFE

O primeiro dia de diálogo entre o Primeiro-Ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, e o Presidente da ANP (Autoridade Nacional Palestina), Mahmoud Abbas, encerrou hoje com o compromisso de continuarem as negociações e se encontrarem a cada 15 dias. A nova reunião está marcada para os dias 14 e 15 deste mês em um país da região.

O representante especial americano, George Mitchell, informou que não tem permissão para dar detalhes sobre o conteúdo das discussões, pois as partes consideram que mantê-las em sigilo é a melhor forma de obter sucesso. “Retomamos as negociações diretas com sucesso. Buscamos um acordo que ponha um fim no conflito e estabeleça uma paz duradoura”, afirmou Mitchell. O representante americano, mediador do encontro, se limitou apenas em informar que as partes concluíram a primeira rodada das negociações e que outras estão por vir.

Netanyahu e Abbas conversaram a sós durante uma hora e meia. Logo após, se reuniram com o negociador americano George Mitchel por 20 minutos. Paralelamente ao encontro, as partes negociadoras israelense e palestina iniciaram discussões para preparar o próximo encontro na região.

Por Silvana Guerra
Fonte: Opera Mundi

Os Estados Unidos apresentaram, na semana passada, uma proposta para endurecer a legislação antidumping que impõe sobretaxas a produtos vindos de outros países abaixo do preço de custo, prejudicando produtores locais. O texto ainda irá à consulta pública, mas os empresários brasileiros temem que a nova legislação possa desestimular as exportações do país.

Após as reclamações dos empresários e o comprometimento do Ministério do Desenvolvimento em analisar o texto das propostas americanas, o Secretário de Comércio Exterior do Ministério, Welber Barral, informou ontem que, a princípio, as medidas não indicam nenhuma ameaça em potencial para o Brasil.

De acordo com o Ministério, os Estados Unidos abriram queixa de dumping –concorrência predatória provocada por vendas abaixo do preço de custo – contra 11 setores da economia brasileira, entre os quais aço, camarão e suco de laranja. No entanto, o Secretário considera o número pequeno e acrescenta que, em décadas passadas, o número de queixas de dumping dos EUA contra o Brasil era bem maior. Segundo ele, a China concentra a maioria dos processos de investigação dos Estados Unidos, com certa de 70 setores questionados.

A proposta dos Estados Unidos muda apenas o procedimento de investigações antidumping, sem representar uma ameaça de inclusão de novos produtos brasileiros, disse Barral.  “O próprio governo americano já esclareceu que as medidas se destinam apenas a economias que não são reconhecidas como de mercado, como a China e o Vietnã. Não é o caso do Brasil”, explicou. Inclusive, caso os Estados Unidos intensifiquem as acusações de dumping contra outros países, o comércio brasileiro pode lucrar, dependendo da situação.

Em relação aos produtos brasileiros que enfrentam investigações de dumping nos Estados Unidos, o Secretário lembrou que o Brasil está questionando, na OMC (Organização Mundial do Comércio), as acusações contra o suco de laranja. Barral disse, ainda, que o processo sobre o camarão está sendo revisto pelas autoridades americanas e o Ministério do Desenvolvimento está ajudando a indústria nacional (camarões) a se defender nos Estados Unidos.

Por Silvana Guerra
Fonte: Agência Brasil

Pela primeira vez na história recente do país, os Estados Unidos responderam por menos de 10% das exportações brasileiras. O Secretário de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Welber Barral, não acredita que a queda da participação tenha ocorrido porque o Brasil passou a vender menos para os EUA, mas sim pelas vendas brasileiras terem destino para outros mercados em um ritmo mais acelerado. Segundo Barral, o Brasil está aproveitando a recuperação econômica para diversificar os destinos comerciais.

[No acumulado do ano, as exportações brasileiras para os Estados Unidos aumentaram 23,8%, passando de US$ 10,04 bilhões, de janeiro a agosto de 2009, para US$ 12,49 bilhões, nos oito primeiros meses de 2010. No mesmo período, as vendas para o Mercosul saltaram 52,9% e, para o Oriente Médio, cresceram 31,9%. Para a China, atualmente o principal parceiro comercial do Brasil, as exportações aumentaram 28,7% neste ano.

União Europeia
As exportações para a União Europeia cresceram 21,3% em 2010, mas a participação do bloco econômico nas vendas externas brasileiras caiu de 22,6% para 21,4%. Segundo o secretário, o agravamento da crise econômica na Europa ainda não afetou as vendas para a UE. Em agosto, o Brasil exportou US$ 185 milhões para o bloco econômico, o melhor resultado desde novembro de 2008.

“Apesar de alguns meses de oscilações, as vendas para a União Europeia têm crescido paulatinamente. Até agora, não observamos os efeitos da crise econômica sobre as exportações para a Europa”, disse.

Em 2010, as exportações caíram somente para a África (3,7%). Em agosto, no entanto, as vendas para o continente aumentaram 19,9% em relação ao mesmo mês do ano passado. Para o secretário, ainda é necessário esperar os próximos meses para avaliar se a recuperação é consistente.]

Fonte: Opera Mundi

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A ex-presidente chilena Michelle Bachelet, que governou de 2006 a 2010, foi eleita a melhor chefe de Estado dos últimos 200 anos do Chile, apontou uma pesquisa da empresa Ipsos.

A médica pediatra, que se tornou a primeira mulher a chegar ao poder em seu país, recebeu 43% das preferências dos consultados. Depois dela, vem o empresário Jorge Alessandri, presidente de 1958 a 1964, com 8,5% das opiniões.

Outros líderes citados foram Ricardo Lagos (2000-2006), com 6,6% de respaldo dos entrevistados, e o socialista Salvador Allende, destituído em 1973, e Eduardo Frei Montalva (1964-1970), ambos com 4,9%.

Na consulta ainda aparecem o ex-ditador Augusto Pinochet (1973-1990), escolhido por 4,8% das pessoas, e Pedro Aguirre Cerda (1938-1941), eleito por 3,5% das preferências. Patricio Aylwin (1990-1994), o primeiro líder democrático do país após o regime militar, foi lembrado por 2,8%, e o atual presidente, Sebastián Piñera, por 2,6%.

Avaliação
Em relação à sociedade chilena, 79,8% a classificaram como “discriminatória”, 78,8% de “classista” e 59% como “racista”. Sobre os 200 anos do Chile em si, 34% disseram que é “algo importante”, enquanto 40,1% afirmaram que é uma celebração “muito importante”.

A pesquisa, preparada para a celebração do Bicentenário da Independência do Chile, que será comemorado no próximo dia 18, foi realizada entre os dias 4 e 22 de agosto, com 1009 entrevistas telefônicas em 24 cidades.