Archive for setembro, 2010

Por Silvana Guerra
Fonte: Ansa – Washington

Os Estados Unidos celebraram pela lisura e pacificidade em que ocorreram as eleições legislativas da Venezuela no último domingo, e cumprimentam o povo pelos resultados dizendo que agora existe uma oposição real em que o mandatário terá que negociar mais para aprovar suas reformas e outros projetos.

Segundo dados divulgados pelo Conselho Nacional Eleitoral (CNE), os governistas conseguiram ao menos 98 cadeiras da Assembleia Nacional (Congresso). Já a oposição conquistou 65 de um total de 165 legisladores.

O porta-voz do Departamento de Estado norte-americano, Philip Crowley, disse que “o Presidente Chávez e sua gestão terão que governar como parte de uma democracia que funciona, sem poder simplesmente ditar políticas a um legislativo obediente”.

Por Silvana Guerra
Fonte: BBC Brasil

Após o discurso polêmico do Ministro das Relações Exteriores de Israel, Avigdor Lieberman, na Assembléia Geral da ONU nesta última terça-feira, Ministros do Partido Trabalhista pediram a demissão de Lieberman, que também é líder do partido de extrema-direita Israel Beitenu, sob alegação de que o Ministro expressou posições de seu partido, contradizendo posição oficial do governo israelense.

Lieberman afirmou que acordo de paz com palestinos levará décadas; e também defendeu a idéia de transferir cidadãos palestinos israelenses a um futuro Estado palestino em troca de terras que possibilitem a criação deste novo Estado, e que os assentamentos israelenses nos territórios ocupados sejam anexados a Israel.

O Primeiro-Ministro, Benjamin Netanyahu, declarou que o discurso de Lieberman na Assembleia Geral da ONU “não foi coordenado com seu gabinete”.

Por Silvana Guerra
Fonte: AFP

Em entrevista concedida, o Presidente da Rússia, Dmitri Medvedev, disse que visitará as Ilhas Kuril, desagradando o governo japonês. O porta-voz do governo do Japão, Yoshito Sengoku, afirmou que o governo japonês pediu ao Presidente russo que desista dos planos. No entanto, Medvedev diz estar esperando apenas que as condições meteorológicas o permitam “subir no avião” para cumprir sua visita.

As Ilhas Kuril formam um arquipélago vulcânico de 56 ilhas e está sob a administração da Rússia desde o fim da 2ª Guerra Mundial, em 1945. Há uma divergência entre os dois países sobre quatro ilhas do arquipélago reivindicadas pelo Japão, chamadas por eles de Territórios do Norte. A disputa impede ambos de assinarem um tratado de paz desde o fim da Segunda Guerra Mundial.

Por Silvana Guerra
Fonte: EFE

Nesta quinta-feira, as duas Coreias darão início às primeiras conversas militares desde o último encontro que os dois países realizaram, em outubro de 2008. A expectativa é que, entre outras questões, seja falado sobre o afundamento da embarcação sul-coreana Cheonan, ocorrido em março deste ano, causando a morte de 46 marinheiros. Supostamente, a embarcação foi atingida por um torpedo norte-coreano, o que é negado por Pyongyang. O incidente aumentou a tensão na península coreana.

A proposta para a realização do encontro vinda da Coreia do Sul surgiu após seus vizinhos do Norte se manifestarem em favor da realização de reuniões para discutirem as disputas fronteiriças com o Sul no Mar Amarelo (Mar Ocidental).

O encontro acontecerá em uma zona desmilitarizada e fronteiriça de Panmunjom, segundo fontes do Ministério da Defesa sul-coreano. Os dois países se encontram tecnicamente em conflito desde a Guerra da Coreia (1950-1953), que terminou com um armistício e não com um tratado de paz.

A reunião militar desta quinta-feira acontecerá depois que Kim Jong-un, filho mais novo do líder norte-coreano, Kim Jong-il, foi indicado nessa terça-feira como seu sucessor à frente do regime após ser nomeado general de quatro estrelas do exército e receber dois importantes cargos no Partido dos Trabalhadores do país.

Por Silvana Guerra
Fonte: AFP

O Ministro das Relações Exteriores de Israel, Avigdor Lieberman, declarou nesta terça-feira, na Assembléia Geral da ONU, que o papel do Irã é fundamental para solucionar o conflito no Oriente Médio, e que chegar a qualquer acordo pode levar décadas.

Durante a Assembléia, o Chanceler israelense disse que para um acordo duradouro com os palestinos, “o problema com o Irã tem que ser resolvido”. E acrescentou que, pela desconfiança entre israelenses e palestinos, é necessário que haja um acordo de intermediação de longo prazo, o que poderia levar várias décadas.

Os colonos israelenses retomaram na segunda-feira a construção de novos assentamentos na Cisjordânia, após o fim da moratória de 10 meses.

Fonte: AFP – Paris

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[[A Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômicos (OCDE) anunciou nesta terça-feira que retirou de sua lista de paraísos fiscais as Filipinas, e a relação possui agora 11 países.

A decisão foi adotada depois que as Filipinas aprovaram uma nova legislação tributária. A OCDE lidera em nível internacional a luta contra os paraísos fiscais e o sigilo bancário.

Com esta decisão, sobe para 31 a relação de países que desde abril de 2009 saíram da lista de paraísos fiscais estabelecida depois da cúpula do G20 de Londres, que converteu a regulação fiscal e a luta contra a fraude fiscal numa de suas prioridades frente à crise financeira de 2008.

Um fórum mundial de 94 países se reunirá nesta quarta e quinta em Cingapura para avaliar a luta contra a evasão fiscal e o segredo bancário em diferentes países.]]

Por Silvana Guerra
Fonte: EFE – Jerusalém

O Presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP ), Mahmoud Abbas, que está em visita oficial à França, reiterou nesta terça-feira (28/9) que Israel prolongue a moratória sobre os assentamentos na Cisjordânia, caso contrário, Abbas ameaça abandonar a mesa de negociação com Israel pelo processo de paz no Oriente Médio. Acrescentou ainda, que a decisão está nas mãos do Primeiro-Ministro israelense, Benjamin Netanyahu, que domingo passado decidiu não prolongar a paralisação da colonização.

Em mensagem enviada para o Primeiro-Ministro de Israel, Abbas argumenta que “a paz é mais importante que a colonização. Não podemos destruir a esperança [de paz] com coisas que são secundárias, como a colonização”. E acrescenta que essa é “uma oportunidade histórica para o povo palestino e israelense (…) e caso essa ocasião passe, não se sabe quando voltará a haver outra”.

O Presidente palestino garante que não abandonará as negociações até o dia 04/10, dia em que se encontrará com a Liga Árabe para tomar decisões sobre o futuro do processo de diálogo iniciado em Washington no início deste mês.

Fonte: Opera Mundi

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O dia 28 de setembro de 1864 marca a fundação em Londres da Associação Internacional de Trabalhadores, historicamente conhecida como a Primeira Internacional. Ela esteve conformada com os princípios defendidos por Marx. Pregava a rápida abolição dos exércitos nacionais, o direito à greve e a coletivização dos bens de produção. Suas atividades foram interrompidas pela guerra de 1870, porém retoma os trabalhos em 1889 no Congresso de Paris, já sob o nome de Segunda Internacional. E aí se prepara para sua maior desilusão. Em 1914, ela se move sob os golpes e a propaganda do nacionalismo. Os proletários adotam as posições de seus países de nascimento em nome da “união sagrada”. O proletariado sem fronteira do lema “Proletários de todos os países, uni-vos” era ainda uma distante utopia.

Nos primeiros anos da década de 1860, a conjuntura internacional fez com que lideranças sindicais e ativistas socialistas começassem a pensar em fundar uma organização que reunisse os sentimentos universais a favor da luta dos trabalhadores e das nações oprimidas.

Num dia de setembro de 1864, um jovem trabalhador francês  Victor Le Lubez, bateu à porta de Karl Marx em Londres, onde vivia. Solicitou-lhe que lhe indicasse um nome de alguém da classe trabalhadora que falasse alemão para uma reunião organizada por sindicalistas ingleses e franceses. Marx prontamente indicou Johann Eccarius, um alfaiate bastante sério e que se saiu a contento.

A associação internacional dos trabalhadores começando a tomar corpo, Marx, embora abalado com a morte em romântico duelo de Ferdinand Lassalle, o líder dos socialistas alemães e fundador da primeira organização de trabalhadores na Alemanha (a Allgemeinen Deutschen Arbeitervereins), resolveu estar presente no Matins’s Hall em Londres, onde a associação foi anunciada.

Uma conjugação virtuosa de acontecimentos internacionais sacudiu a letargia e as discussões intermináveis em que o mundo revolucionário e sindical se encontrava. Em 1861, o condottiero italiano Giuseppe Garibaldi no comando de suas tropas envergando camisas vermelhas, ocupara a Sicilia e a integrara, juntamente com Nápoles, ao Reino da Itália ainda em formação. O mundo espantou-se com a ousadia daquela ação levada a cabo por tão poucos. A unificação da península foi a primeira derrota depois de muitos anos das forças ultraconservadoras da Europa de então: a Igreja Católica e o Império Austro-húngaro. A isso se somou a notícia do início da Guerra de Secessão nos Estados Unidos e a abolição da escravidão, a rebelião polonesa de 1863 conta o domínio czarista. Em todos esses acontecimentos, houve uma notável onda de solidariedade internacional por aqueles que lutavam a favor da causa da liberdade.

Impactados com o que ocorria no mundo, vários sindicalistas ingleses como George Odger, Cremer e Wheeler, trataram então de dar procedimento a fundação de uma instituição que captasse e canalizasse o sentimento de fraternidade que então brotava: a International Working Men´s Association. Marx, testemunha do evento, confessou a Engels em carta de 4 de novembro de 1864, que “permaneceu o tempo inteiro como uma figura muda”, o que não deveria ser fácil para um homem tão loquaz. Após os discursos elegeu-se um Conselho Geral. Com trabalhadores de várias procedências. Marx, indicado como secretário, era o mais célebre.

A Primeira Internacional Socialista era uma confederação de tendências ideológicas as mais diversas. Além dos sindicalistas puros que não queriam envolver-se na política, havia os cooperativistas prudhonianos, os republicanos, os democratas radicais seguidores de Mazzini, antigos cartistas ingleses, blanquistas franceses e alemães, seguidores de Lassalle. Solicitaram a Marx que redigisse uma declaração de princípios e os estatutos provisórios.

Quanto ao programa de lutas, ele implicava numa série de reivindicações e propostas, que foram sendo acrescentadas ao longo da curta existência da Primeira Internacional, entre eles: a permanente solidariedade a todos os trabalhadores e as suas lutas; a promoção do trabalho cooperativo; redução da jornada das mulheres e das crianças; difusão da lei da jornada de 10 horas pelo restante das nações; estímulo à organização sindical; o estabelecimento de um Polônia livre e democrática, bem como defesa da autodeterminação das nações, opondo-se firmemente “às imensas usurpações realizadas sem obstáculo por essa potência bárbara, cuja cabeça está em São Petersburgo (a Rússia czarista); exigir que “as sensíveis leis da moral e da justiça, que devem presidir as relações entre indivíduos, sejam as leis supremas das relações entre as nações”.

O Conselho Geral da Internacional Socialista foi formado por George Odger (Presidente; George Wheeler (tesoureiro); Karl Marx (secretário pela Alemanha); G.Fontana (pela Itália); J. Holtorp (pela Polônia); Herman Jung (pela Suíça); P. Lebez (pela França). Desnecessário lembrar que foi Karl Marx quem se tornou a alma da organização, trazendo para perto de si gente da sua confiança e, em geral, intelectualmente qualificada para assumir a responsabilidade da divulgação e da enorme correspondência. Para as classes privilegiadas, para os grandes proprietários, os banqueiros, o grande empresariado e mesmo para as classes médias daquela época, o demônio passou a ser mais visível, passou a ter um só nome: a Internacional Socialista, dirigida pelo Doutor Vermelho, Karl Marx.]]

Fonte: Financial Times
Jonathan Wheatley – São Paulo

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Em um dos últimos comícios de campanha antes das eleições, realizado em Porto Alegre, cidade natal de Dilma Rousseff, na última sexta-feira (24/9), mais de 35 mil pessoas aguardavam para ver o Presidente Luiz Inácio Lula da Silva e sua sucessora Dilma.

[[Mas quando Dilma finalmente sobe ao palco diante da multidão patriótica, ela recebe uma recepção surpreendentemente fria. Ela recebe aplausos pelos comentários a respeito dos US$ 67 bilhões obtidos com a oferta de ações da Petrobras, a companhia estatal de petróleo, anunciados oficialmente naquela manhã, que ela comparou aos US$ 4 bilhões em vendas de ações da Petrobras pelo governo centrista anterior, em 2000. “Nós vendemos alguma parte da Petrobras para conseguir (os US$ 67 bi)? Não! Nós compramos de volta o que vendemos, para o Brasil, para o povo brasileiro!” É apenas quando ela passa o microfone para o presidente Lula é que a multidão se agita. Ele precisa esperar para que os gritos de “Lula! Lula!” passem para que possa falar. Parece estranho que, diante do público de sua própria cidade, apenas nove dias antes do que as pesquisas eleitorais dizem que será uma vitória esmagadora, Rousseff fique em segundo plano para Lula e tão à sombra dele.

Mas isso, juntamente com seus comentários a respeito da Petrobras, dizem muito a respeito de seu estilo pessoal e a respeito de que tipo de governo ela comandaria –se as pesquisas estiverem certas– a partir de 1º de janeiro do próximo ano.

“Sob Lula, o principal papel da presidência tem sido a comunicação”, diz Alberto Almeida, um cientista político em São Paulo. “Minha visão é de que Dilma a conduzirá mais como um gerador de políticas públicas. Mas uma coisa que apenas o presidente pode fazer é a comunicação –o restante é preciso delegar.”

Lula, de fato, provou ser um comunicador consumado e delegador –frequentemente para Rousseff. Ele pode buscar um papel internacional no G20 ou em outra entidade internacional, mas deverá permanecer ativo na política brasileira.

Ela pode carecer da habilidade de comunicação de seu padrinho, mas poucos duvidam de sua dedicação às políticas. Durante quase oito anos ocupando um lugar importante no governo Lula, seu papel foi mais o de uma administradora com a mão na massa. Ela supervisionou o principal programa de investimento em infraestrutura do governo e outros para fornecer moradias baratas e eletricidade para os pobres. Ela também foi a mentora da legislação que atualmente tramita no Congresso, que daria ao Estado um papel muito maior na indústria brasileira do petróleo em rápido crescimento.

Filha de imigrantes búlgaros prósperos, ele ingressou na resistência armada à ditadura militar do Brasil e foi presa e torturada. Mais recentemente ela foi diagnosticada com linfoma, do qual foi declarada curada ao despontar como sucessora preferida de Lula. Muitos duvidam que ela tenha a habilidade política que permitiu a Lula, por exemplo, manter um ex-membro da oposição centrista como presidente do Banco Central, apesar da oposição feroz de seu próprio partido. Os críticos também suspeitam que Rousseff gostaria de ver um maior papel do Estado na economia.

De fato, seus comentários a respeito da oferta de ações da Petrobras deixam explícito o que antes era apenas insinuado: a operação visava em parte aumentar o controle público da empresa. Guido Mantega, o ministro da Fazenda, disse que a participação do governo e de outras entidades públicas no capital da Petrobras cresceu para 48% após a oferta, em comparação a 40% antes. (O governo conta com a maioria das ações com direito a voto.)

Mas seus assessores insistem que o petróleo é um caso especial e isolado. Um alto assessor econômico assegurou ao “Financial Times” que não haveria mudança nos pilares centrais da estabilidade macroeconômica do Brasil: meta de inflação, câmbio flutuante e reduções graduais da dívida pública.

Se a dívida pública realmente está caindo é algo discutível. Segundo a definição estreita do governo de dívida líquida, a tendência tem sido de queda durante todo o governo Lula. Mas a dívida bruta recentemente se encontra em tendência de alta.

Este tipo de ambiguidade tem gerado dúvidas a respeito de que direção seguiria um governo Dilma Rousseff. Ela insiste que não haveria mudanças em políticas que proporcionaram um crescimento econômico de 7% neste ano e provavelmente manteriam a economia expandindo, no que muitos economistas veem como uma taxa potencial, não inflacionária, de cerca de 4,5%. Muitas dessas políticas foram herdadas da oposição por Lula, em 2002. Apesar de tê-las mantido, ele acabou com o programa de reforma liberal do governo anterior.

Dilma parece menos provável do que Lula de retomar essas reformas. No máximo, dizem assessores, haverá um ajuste das macropolíticas. Fora isso, continuidade é a palavra.]]

Por Silvana Guerra
Fonte: EFE

Um grupo formado por cientistas da Universidade de Oxford, no Reino Unido, e uma equipe canadense, financiados pela entidade Genome Canada, identificaram um gene chamado Tesk, que controla a sensibilidade dos nervos da dor no cérebro, após estudar o DNA de 110 pessoas que sofrem de enxaqueca e seus familiares. Se este gene apresentar algum defeito, pode ativar esses nervos e produzir as graves dores de cabeça da enxaqueca.

Zameel Cader, neurologista do Functional Genomics Unit da Universidade de Oxford, considera a descoberta um grande avanço na ciência para entender os motivos da enxaqueca e por que ocorre em determinadas famílias, além de tornar possível o desenvolvimento de novos medicamentos para combatê-la.

“Estudos prévios identificaram partes de nosso DNA que aumentam o risco na população geral, mas não os responsáveis diretos pela enxaqueca comum”, detalhou o cientista.