Archive for agosto 31st, 2010

Fonte: France Press

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A Alemanha comemora nesta terça-feira (31/8) o 20º aniversário da assinatura do tratado de unificação, que selou o desaparecimento da RDA, enquanto as desilusões relacionadas à reunificação seguem vivas na antiga Alemanha Oriental.

“Não foi um tratado de adesão, mas um real tratado de unificação”, garantiu o ministro do Interior, Thomas de Maizière, durante uma cerimônia no Kronprinzenpalais de Berlim, onde foi assinado o texto que fixou as modalidades da reunificação, após a queda do Muro de Berlim em 9 de novembro de 1989.

“É uma grande obra, é uma obra-prima”, disse, diante da chanceler Angela Merkel, que foi criada na ex-RDA e do ministro das Relações Exteriores da Alemanha Ocidental da época, Hans-Dietrich Genscher, considerado um dos principais arquitetos da reunificação.

O tratado de unificação entrou em vigor em 3 de outubro de 1990. A data será celebrada em Bremen (norte).

A chanceler, que começou a carreira política durante o processo de reunificação, considerou que esse tratado “deveria ser um bom exemplo para outros que ainda devem ser concluídos no mundo”. Ela ainda relembrou “a coragem” dos alemães do leste durante o outono de 1989, quando manifestaram contra o regime comunista.

Thomas de Maizière reconheceu, no entanto, que erros foram cometidos durante a reunificação. “A Alemanha poderia ter se empenhado mais para ajudar a RDA”, disse o ministro.

O desemprego é sempre duas vezes mais alto na metade leste do que na oeste, inúmeros alemães do leste se dizem decepcionados com a reunificação e têm a sensação de serem tratados como “cidadãos de segunda classe”.

O ex-presidente do Partido Social-democrata (SPD) e atual dirigente do estado regional de Brandeburg, Matthias Platzeck, classificou a reunificação de “Anschluss”, termo usado para definir a anexação da Áustria pela Alemanha de Hitler em 1938.

O dia da assinatura do tratado de unificação marcou também o início “da desindustrialização da Alemanha Oriental”, afirmou na última edição da publicação semanal Der Spiegel. “O desemprego atingiu quase todas as famílias. Para muitos, esse dia não traz apenas lembranças boas”, acrescentou.

Fonte: Opera Mundi

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Na noite de 30 para 31 de agosto de 1935, o operário Alexei Stakhanov extrai 105 toneladas de carvão em seis horas de trabalho na mina Irmino da bacia carbonífera às margens do rio Donets, dando início ao “stakhanovismo”, movimento da ex-União Soviética.

A norma de extração para uma jornada de seis horas era de sete toneladas. A propaganda do governo de Josef Stalin encoraja os soviéticos a seguir seu exemplo. Retratos do operário modelar são afixados em todas as empresas do país e sistemas de recompensas são organizados para estimular os trabalhadores.

O stakhonovismo era o mais notório exemplo da necessidade de desenvolver novos quadros, do aumento da produtividade e da apropriação de novas técnicas pelos trabalhadores soviéticos nos esforços para o cumprimento das metas estabelecidas no 2º Plano Quinquenal. O movimento nasceu e tomou força na bacia do Donetz, na indústria carbonífera, de onde se estendeu a outros ramos industriais, ao transporte e, mais tarde, à agricultura.

O movimento recebeu o nome de stakhanovista por ter sido iniciado por Stakhanov. Já antes de Stakhanov, o mineiro Isotov havia batido todos os recordes estabelecidos na extração da hulha. O exemplo de Stakhanov iniciou um movimento de operários e camponeses. Busiguim, na indústria automobilística; Smetanin, na indústria de calçados; Krivonós, no transporte; Musinski, na indústria florestal; Iudóxia e Maria Vinogradova, na indústria têxtil; Maria Bemchenko, Marina Knatenko, Pasha Angelina, Polagutin, Kolesov, Borin e Kovardak, na agricultura; foram os nomes de operários e kolkhosianos que se destacaram na marcha no movimento stakhanovista.

Reflexo
Por ocasião da 1.ª Conferência stakhanovista de toda a URSS, celebrada no Kremlin em novembro de 1935, Stalin destacou que o movimento stakhanovista refletia o novo apogeu da emulação socialista, uma nova etapa da emulação socialista, que deveria incluir técnicas mais aprimoradas. E concluía dizendo que a importância do movimento stakhanovista residia no fato que destruía, por insuficientes, as antigas normas técnicas. Stalin fazia questão que a produtividade do trabalho, em numerosos casos, ultrapassasse a dos países capitalistas mais avançados.

Os stakhanovistas eram operários e operárias jovens ou de meia idade, preparados do ponto de vista cultural e técnico, que executavam com exatidão seu trabalho, que valorizavam o fator tempo e aprenderam a contar, não somente por minutos, mas também por segundos. A maioria deles tinha o mínimo de conhecimentos técnicos e continuavam completando sua instrução técnica. No trabalho prático, introduziam melhorias nos procedimentos, chegando a influenciar as previsões da capacidade produtiva das empresas e até nos planos econômicos dos dirigentes da indústria.

A ampla difusão do movimento stakhanovista naquele momento histórico e a execução do 2° Plano Qüinqüenal antes do prazo assinalado criaram as condições necessárias para que os soviéticos pudessem suportar os duríssimos anos da Segunda Guerra Mundial e, ao cabo, derrotar a poderosa máquina de guerra nazista.

Por Silvana Guerra
Fonte: O Estado de S. Paulo

Sete anos e meio depois da queda do regime de Saddam Hussein, o presidente norte-americano, Barack Obama, formalizará em discurso hoje o encerramento das operações de combate dos Estados Unidos no Iraque, apesar de a conclusão da retirada das tropas norte-americanas já ter ocorrido na metade de agosto.

Segundo assessores do presidente, Obama deve evitar falar em vitória no discurso transmitido do Salão Oval da Casa Branca. Em visita a Bagdá, o vice-presidente Joe Biden se reuniu ontem com autoridades civis e militares norte-americanas. Ele participará das celebrações do encerramento das operações de combate. Apesar da retirada, os EUA ainda manterão cerca de 50 mil militares no Iraque para dar apoio logístico e treinamento às forças iraquianas.

Também estava previsto um encontro de Biden com líderes políticos iraquianos, que enfrentam dificuldade para formar um governo depois das eleições de março. O comandante das forças norte-americanas, general Ray Odierno, que está de saída, afirmou, em entrevista ao jornal The New York Times, que talvez ainda demore mais dois meses até que os iraquianos cheguem a um acordo político – e ele não descarta a possibilidade de novas eleições.

Maliki: Forças do Iraque Podem Manter Segurança do País
O primeiro-ministro do Iraque, Nouri al-Maliki, afirmou hoje aos iraquianos que seus soldados e policiais estão aptos para a função de manter a segurança do país, no momento em que os militares dos Estados Unidos encerram suas missões de combate, após sete anos da invasão que custou dezenas de milhares de vidas. “Eu reasseguro a vocês que as forças de segurança iraquianas são capazes de assumir total responsabilidade”, disse.

Por Silvana Guerra
Fonte: BBC Brasil

Um dos traficantes de drogas mais procurados do México, Edgar Valdez Villareal, conhecido como “Barbie”, foi preso conforme anúncio feito pelo governo mexicano nesta segunda-feira. A Secretaria de Segurança Pública do país informou que a prisão ocorreu após um trabalho de inteligência que iniciou em junho do ano passado.

Valdez é acusado de distribuir milhares de quilos de cocaína no leste dos Estados Unidos entre 2004 e 2006. O governo americano estava inclusive oferecendo uma recompensa de US$ 2 milhões por informações que levassem ao Valdez. Conhecido por sua violência, ele teria ligações com o poderoso cartel de Beltrán Leyva e estaria disputando o controle da organização.

Olhos azuis e pele clara fizeram com que Valdez recebesse o apelido de “Barbie”. Ele nasceu no Estado americano do Texas e teve ligações com o cartel de Sinaloa.

Sua prisão consagra mais um sucesso do governo do Presidente Felipe Calderón em sua luta contra o narcotráfico. Quando assumiu o governo, em 2006, Calderón prometeu empreender uma guerra contra os cartéis de drogas. Desde então, cerca de 25 mil pessoas morreram devido à violência relacionada ao tráfico.

Conforme divulgado anteriormente, a Polícia Federal do México demitiu cerca de 3.200 policiais, 10% de seu efetivo, por suspeitas de corrupção, incompetência ou ligações com criminosos.

Por Silvana Guerra
Fonte: Reuters

Nesta terça-feira, o Primeiro-Ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, embarcou para os EUA, onde participará de reuniões de paz com os palestinos. Mahmoud Abbas, Presidente palestino já está em Washington.

Os palestinos ameaçam abandonar as negociações, que começam na quinta-feira, se Israel não reiterar sua promessa de não construir mais casas nos assentamentos quando terminar a atual moratória, em 26 de setembro.

Várias facções na coalizão israelense de governo são ligadas aos colonos judeus da Cisjordânia. Netanyahu não deu nenhum sinal sobre se manterá ou não as restrições, mas afirmou ao seu partido, o Likud, que um acordo de paz é possível.

“Não sou ingênuo, vejo todas as dificuldades e obstáculos e, apesar disso, acredito que um acordo final de paz seja um objetivo alcançável. É claro que isso não depende só de nós”, disse ele na segunda-feira. Ele acrescentou que espera do Presidente palestino que seja um “bravo parceiro” de negociações.

“Nós estamos prontos para negociações verdadeiras, sérias que conduzam ao fim da ocupação”, disse Nabil Abu Rdaninah, porta-voz de Abbas.

Por Silvana Guerra
Fonte: BBC Brasil

Em coletiva de imprensa dada ontem, o Presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, anunciou que seu governo estuda novas medidas para estimular a economia do país, que ainda não se recuperou totalmente dos efeitos da crise financeira mundial. Entre as medidas devem constar a extensão dos cortes de impostos para a classe média e empresas, a duplicação dos investimentos em energia limpa e reformas de infraestrutura.

Segundo ele, uma equipe econômica tem trabalhado na identificação de medidas adicionais que possam estimular o crescimento e as contratações no curto prazo, além de aumentar a competitividade da economia no longo prazo. As propostas serão anunciadas mais detalhadamente nas próximas semanas.

Obama fez várias criticas a oposição republicana no Senado, inclusive por estar bloqueando há quatro meses um projeto de lei com medidas de estímulo a pequenas empresas. Disse que não faz sentido uma minoria partidária não permitir nem mesmo que vá a voto um projeto que “se paga por si mesmo” e que não aumentará o déficit do país.

A pressão de Obama na oposição republicana se dá três meses antes das eleições legislativas de novembro, quando metade das cadeiras do Senado americano estará em disputa.