Archive for outubro, 2009

Por Silvana Guerra
Fonte: Terra

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Um projeto realizado no Reino Unido defende a ideia de que parte da estrutura molecular humana pode dar a robôs a capacidade de tomar decisões.

Nos testes realizados em laboratório, neurônios de rato foram inseridos em um autômato que passou a se movimentar de forma a desviar de obstáculos – habilidade que não foi programada mas aprendida pelo mini-cérebro. A próxima etapa envolve o uso tecido humano.

De acordo com um artigo publicado pela h+ Magazine, o professor Kevin Warwick e sua equipe no Departamento de Cibernética da University of Reading estão tentando desenvolver uma maneira de fundir estruturas moleculares humanas com computadores ou robôs.

Warwick disse que seu projeto é uma sequência de antigos estudos de inteligência artificial, onde, em teoria, poderia se criar uma estrutura de rede neural com tecido humano.

Um projeto como esse pode gerar um certo temor de uma “rebelião das máquinas” no público em geral, nos moldes dos filmes Matrix e Exterminador do Futuro. Questionado sobre essa possibilidade, o professor mostrou-se cauteloso: “precisamos aprender sobre todas as possibilidades para nos certificarmos de que nada de errado aconteça”, afirmou.

“Se esta pesquisa é feita abertamente e é relatada de forma sensata na mídia de um modo geral, como esta está sendo, então nada de errado deve acontecer. Me preocupo diariamente em garantir que não haja nenhum tipo de estudo em curso que o mundo não conheça”.

Warwick (que tem um dispositivo implantado no braço esquerdo que permite que seu sistema nervoso seja conectado a um computador) e seu colega, o professor Ben Whalley, criaram recentemente um robô que recebeu cerca de 300 mil neurônios de rato, cultivados em laboratório.

Os picos de atividade elétrica dos neurônios foram então conectados à saídas de sensores de distância do robô, que se mostrou capaz de se locomover sem encostar nas paredes, demonstrando que o organismo deu ao robô uma significante capacidade de tomada de decisões. O “senso direcional” do robô foi aprendido pelo pequeno cérebro e não previamente programado por software.

“Esta nova pesquisa é tremendamente excitante primeiramente pelo fato de o cérebro biológico controlar seu próprio corpo robótico móvel. Além disso, ela irá nos permitir investigar como o cérebro aprende e memoriza suas experiências. Esta pesquisa representa um avanço de nossa compreensão sobre como os cérebros funcionam, e poderia ter um efeito profundo em muitas áreas da ciência e da medicina.”, disse Warwick.

Segundo um comunicado de imprensa divulgado no site da universidade, o cérebro biológico do robô é composto por neurônios que são colocados em uma matriz com 60 eletrodos encerrados em uma cápsula. Os eletrodos recebem os sinais elétricos gerados pelas células, que são então utilizados para direcionar o movimento do robô.

Cada vez que o robô se aproxima de um objeto, sensores enviam sinais para estimular o cérebro. Em resposta, a saída do cérebro é usada para acionar as rodas do robô, esquerda e direita, de modo que ele se mova evitando atingir objetos.

O robô não tem nenhum controle adicional de um humano ou um computador, o seu único meio de decisão é a partir do seu próprio cérebro.

Esse resultado é um passo importante para descobrir como as memórias criam estruturas neurais no cérebro, e como determinadas informações são armazenadas, além de um melhor entendimento quanto à doenças e distúrbios como Alzheimer, Parkinson, derrame e lesão cerebral.

O estudo dessas doenças, e não a criação de um robô humanizado, é a principal motivação de Warwik e equipe.

“Para qualquer ser humano, uma ação pode ser repetida até sentir-se que tal atitude está se tornando automática – bem, de fato, as conexões em seu cérebro estão reforçando de forma eficaz o processo de repetição em busca do movimento automático – com o cérebro de rato do robô realmente podemos olhar para estas ligações de reforço dia a dia sob o microscópio. É fascinante”, completou Warwick.

Um vídeo com uma demonstração do ciborgue pode ser visto em bit.ly/BrainBot.

Por Silvana Guerra
Fonte: Templo Budista da Terra Pura
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Estão abertas as matrículas dos Cursos de Origami e de Meditação no Templo Budista de Brasília.

Curso de Origami:
Sextas-feiras: 18h30 às 20h e
Sábados: 09h30 às 11h
Valor: R$ 60,00 mensais

Curso de Meditação Contemplativa Shin Budista da Terra Pura
A partir de 03 de novembro
Terças e Quintas-feiras: 07h ou 19h30 (duração de 04 semanas)
Valor: R$ 150,00 o curso

Local: Templo Budista Terra Pura
EQS 315/316 – Brasília/DF
Telefones: (61) 3245-2469 / 3245-3388

Por Silvana Guerra
Fonte: Folha de S. Paulo
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A partir de 1º de janeiro, todos os equipamentos importados ou fabricados no país precisarão ter plugues com dois ou três pinos redondos, conforme novo padrão criado pela Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT).

Os produtos já estocados com plugues antigos poderão ser vendidos pelos fabricantes e importadores até o dia 1º de outubro de 2010, pelos atacadistas e varejistas até 1º de julho de 2011. Aqueles que desrespeitarem esses prazos estarão sujeitos a multa, apreensão dos produtos e interdição.

Desde janeiro deste ano, esses produtos já são fabricados e importados dentro das novas regras, e em breve, serão os únicos encontrados nas lojas. Alfredo Lobo, do Inmetro, Instituto que tornou obrigatório o novo padrão, informou que cerca de 80% dos equipamentos no Brasil são compatíveis com as novas tomadas. Os outros 20% teriam que ter seus plugues trocados, ou usar adaptador.

Nota: adaptador, adaptador e mais adaptador… Eu comprei uma extensão de tomada para utilizar meu note book, dessas já “padronizadas”. No entanto preciso de um “T” para plugar na “nova” tomada para depois colocar o plug do note que, também, já está utilizando um adaptador. Ou seja, alteração (ou, imposição?) sem noção!!

Por Silvana Guerra
Fonte: Agência EFE

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O milionário canadense Guy Laliberté, fundador do Cirque du Soleil, coordenou, no último dia 09 à noite, diretamente da Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês), um espetáculo organizado para chamar a atenção sobre a escassez de água no mundo, do qual participaram, entre outros, U2, Shakira e Al Gore.

Laliberté dirigiu o espetáculo poético-musical ‘Movimentando Estrelas e Terra pela Água’, durante o qual conhecidas personalidades de todo o mundo conectaram com a ISS, informou hoje o Centro de Controle de Voos Espaciais russo (CCVE).

Os cantores Bono, do grupo U2, e Shakira, a atriz Salma Hayek e o ex-vice-presidente americano Al Gore são algumas das personalidades que discursaram sobre a importância de se economizar água e fizeram shows durante o espetáculo.

O evento, que foi iniciado pelo próprio turista espacial, foi realizado simultaneamente nos cinco continentes, em cidades como México, Nova York, Montreal, Moscou, Mumbai, Paris, Londres, Rio de Janeiro, Marrakech, Tóquio, Sydney ou Johanesburgo.

“Nunca neguei que queria aproveitar esta oportunidade para chamar a atenção sobre a situação da água no mundo. O planeta não tem 25 anos para solucionar este problema”, assegurou Laliberté, segundo as agências russas.

O criador circense é diretor da fundação One Drop (Uma Gota, em tradução livre do inglês), que tem o objetivo de conscientizar o mundo sobre o problema da escassez de água e sua relação direta com a pobreza em nosso planeta.

Laliberté, que pagou US$ 35 milhões pela viagem ao espaço, afirmou que, com este voo, quer dar um exemplo a seus cinco filhos, que ”devem entender que é preciso trabalhar duro para tornar os sonhos realidade”.

Por Silvana Guerra
Fonte: BBC Brasil

 

 

Borboleta

 

Borboleta é a forma do mapa demográfico que o Brasil apresenta. Um grupo de geógrafos da Universidade de Sheffield, na Grã-Bretanha, desenvolveu um projeto que gera mapas de diversos países de acordo com a concentração populacional, idade, origem populacional, idioma, renda entre outros fatores.

Os geógrafos redesenharam mapas de vários países de acordo com sua concentração populacional, e o mapa do Brasil apresenta essa curiosa forma: a de borboleta.

Segundo um dos idealizadores do Projeto Worldmapper, o objetivo é identificar melhor os problemas enfrentados pelos países ou diferentes regiões do mundo.

Por: Silvana Guerra
Fonte: BBC Brasil

 

TANGO

O tango é o mais novo Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade. O anúncio foi feito nesta quarta-feira (30/9), pela Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura (Unesco), em Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos. A candidatura do tango (música e baile) para ser considerado um bem cultural foi apresentada, conjuntamente, em novembro de 2008, pelos governos de Buenos Aires, na Argentina, e Montevidéu, no Uruguai.

“Essa é uma homenagem a todos os que sustentaram o tango durante muito tempo. Uma homenagem àqueles que mantiveram a tradição, transmitindo a poesia e a dança de geração para geração”, comemorou Hernán Lombardi, secretário de Cultura de Buenos Aires (Argentina). O diretor de Promoção Cultural de Montevidéu (Uruguai), Eduardo Duter também festejou a decisão. “Esse anúncio é fruto de um trabalho intenso e é um compromisso de ambos governos para proteger o tango e realizar projetos em comum”, disse. No passado, habitantes das duas cidades costumavam discutir onde, de fato, esta arte tinha nascido, se na capital argentina ou uruguaia.

Tango japonês
Recentemente, no Campeonato Mundial de Tango realizado em Buenos Aires, um casal de japoneses que aprendeu a dança no Japão venceu a disputa na categoria “dança de salão”. Para as autoridades argentinas, essa foi a confirmação de que o tango já atravessou “há muito tempo” as fronteiras de Buenos Aires e Montevidéu.

Prostíbulos
Segundo historiadores argentinos, o dois por quatro (outra forma de chamar o tango) nasceu nos prostíbulos, durante a imigração europeia no início do século 20. Desde então, o ritmo é identificado como bem cultural das cidades do Rio da Prata, que banha o Uruguai e a Argentina. As letras do tango, afirmam os especialistas, sugerem melancolia porque demonstram a solidão dos que saíram de países europeus para uma terra desconhecida.